POPCIÊNCIA: Um Projeto de Educação e Divulgação Científica no Interior de Mato Grosso do Sul (MS).
Paulo Souza Da Silva, Edmilson De Souza, Carlos Henrique Portezani, Gilmar Praxedes Daniel, Emerson Canato Vieira, Nilson De Oliveira Da Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2009
- Data
- 30/01/2009
- Linha de pesquisa
- Divulgação Científica E Comunicação No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## POPCIÊNCIA: UM PROJETO DE EDUCAÇÃO E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO INTERIOR DE MATO GROSSO DO SUL ( (MS).
Paulo Souza da Silva 1 , Edmilson de Souza 2 ,Carlos Henrique Portezani 3 , Gilmar Praxedes Daniel 4 , Emerson Canato Vieira 5 , Nilson de Oliveira da Silva 6
## Resumo
Este trabalho começou no segundo semestre de 2002, com o projeto "Reavivamento do Ensino de Física no Ensino Médio através da socialização de experiências". Os professores do Curso de Física, juntamente com um grupo de professores s do Curso de Química, que desenvolviam projetos semelhantes, concorreram ao Edital do FINEP nº 0105005600, chamada pública MCT/FINEP - - "Ciência de Todos" 01/2004 , que contemplava projetos de capacitação docente e educação científica em todo o país. Os dois s grupos uniram forças e apresentaram a proposta caracterizada como um "projeto de fomento à pesquisa, ao ensino e à extensão". Neste, temas de história da ciência e atividades experimentais, foram articulados às ações de capacitação continuada e populariza ção da ciência.Intitulado como: "POPCIÊNCIA: ABORDAGEM HISTÓRICACAS -EXPERIMENTAL PARA A MELHORIA DAS RELAÇÕES DE ENSINO -- APRENDIZAGEM EM CIÊNCIAS FÍSICAS E QUÍMICAS", que obteve aprovação. Em sua execução, foram firmadas parcerias com as Escolas Estaduais: Vilmar Vieira de Matos e Min. João Paulo dos Reis Veloso. A partir de então, as seguintes ações foram implementadas: estruturação de laboratórios integrados - alternativos e convencionais -de Ciências (Física e Química); criação de clubes de ciências nas s Escolas Públicas, através de integração de acadêmicos em estágio curricular e estudantes de ensino médio; capacitação de docentes de ensino médio de Dourados e região que atuavam em disciplinas de Ciências, independentemente de seus cursos de formação inicicial; oferta aos docentes de localidades distantes de Dourados de capacitação, no formato à distância (via Internet).
Palavras -Chaves: Divulgação Científica, Ensino de Ciências, Capacitação de Professores.
## I -Introdução
O presente trabalho é um rerelato de um conjunto de atividades, ligadas à capacitação de professores e à popularização da ciência, desenvolvida por um grupo de professores do Curso de Física da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS, na cidade de Dourados - MS. Essas atividades estavam integradas ao projeto "POPCIÊNCIA: ABORDAGEM HISTÓRICO -EXPERIMENTAL PARA A MELHORIA DAS RELAÇÕES DE ENSINO -APRENDIZAGEM EM CIÊNCIAS FÍSICAS E QUÍMICAS". Financiado pelo MCT/FINEP através do edital "Ciências de Todos" 01/2004, este projeto estruturava -se em dois eixos: (a) formação continuada de professores, que tinha como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade do ensino, através da contextualização de conteúdos;(b) a popularização da ciência, com o intuito de estimular os estudantetes e a comunidade a utilizar os espaços não-f-formais e informais de educação e divulgação científica, por meio de programas de estímulo às visitas, em museus e centros de ciências. . (MOREIRA, 2006).
A chamada Popularização da Ciência no Brasil não é nova, desde o século XVIII algumas iniciativas já existiam, embora sempre de maneira tímida. Somente nos séculos XIX e XX, principalmente nes te último, o assunto ganhou expressão, chegando inclusive a merecer uma maior r atenção o da mídia.
No inicio da década 1930, um texto intitulado, "A "A vulgarização do saber " " já discutia o assunto, preocupando-s-se com a desconfiança de alguns membros da comunidade científica, em relação aos possíveis reducionismos e distorções grosseiras advindos do processo de tornar a complexa linguagem cientifica acessível a um público mais amplo. Outro problema apontado era se haveria disponibilidade e interesse dos cientistas e jornalistas em criar matérias e artigos de divulgação científica. . (MASSARANI, 2002).
Mesmo hoje, passados mais de 70 anos, parte das questões de 1931 continuam pertinentes. Entretanto, com a mudança radical que o mundo sofreu, em função dos avanços Ciência e do aprimoramento tecnológico, a vulgarização, ou a popularização da ciência, como se designa atualmente tornou-se uma necessidade premente para os países que, não desejam se resignar à condição de meros consumidores dos produtos da Ciência e da Tecnologia (C&T). Premente, porque, como se sabe, o desenvolvimento científico e tecnológico, foi determinante após a segunda grande guerra (1939-1945), para domínio econômico de uns poucos países, entre eles os Estados Unidos da América (EUA). Em contrapartida, muitos dos chamados países periféricos, espalhados pelas regiões da América do Sul e Central, África e Ásia, não desenvolveram, ou não puderam desenvolver políticas agressivas para a formação em C&T, deixando-os à margem do processo de desenvolvimento, limitando-os à condição de meros fornecedores de produtos naturais aos países centrais e consumidores de produtos tecnológicos.
Contudo, mesmo como mercado consumidor é necessário um conhecimento mínimo para o uso de determinados produtos a tecnologia de informação, por exemplo. Embora a educação em seu sentido humanista deva ir além do simples adestramento de consumidores , é importante salientar que no atual contexto sócioeconômico esse tipo de "educação" tem uma função importante. Neste sentido as formas de avaliar uma população como "alfabetizada", ou não, devem mudar nas próximas décadas, inserindo critérios relacionados ao mundo da informática.
Como solucionar isso? As respostas não são simples!
Nesta perspectiva a popularização da ciência está tá em pauta novamente. Não somente por meio dos projetos já conhecidos por todos que debatem o assunto, mas, principalmente pelo apapoio institucional do próprio governo federal, através do recém criado Departamento de Popularização da Ciência e Difusão de Ciência e Tecnologia, do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).
A questão não encontra solução em uma única medida ou setor do papaís. pois , no que tange ao papel da Universidade, enquanto setor majoritário da produção científica nacional, muita coisa pode ser realizada. Assim, universidades como USP, UFRJ, PUC-RS entre outras , e alguns ininstitutos especializados como: Osvaldo Cruz e Adolfo Lutz , buscam, no bojo de suas realizações, tornar acessível à sociedade civil, através da extensão e agências de divulgação, os resultados de suas pesquisas e atividades diversas desenvolvidas.
Em Dourados -MS e, na maior parte de Mato Grosso do Sul, as escolas públicas de Ensino Médio não possuem laboratórios, seja de física ou química. O que existe são iniciativas isoladas de alguns docentes, porém distante de alcançar um número maior de estudantes matriculados. Outras vezes, o laboratório existe, mas os docentes que ministram as disciplinas encontram dificuldades na manipulação dos equipamentos, por não serem formados na Área ou por falta de capacitação.
Direcionado às necessidades da realidade local, o projeto estabeleceu parcerias com duas Escolas Estaduais de ensino Médio, Escola Vilmar Vieira de Matos e Reis Veloso ambas localizadas em bairros periféricos da cidade de Dourados. As escolas foram caracterizadas como escolas pólos, munidas de laboratórios básicos de Física e Química com atividades de de clubes de ciências, laboratório de informática e capacitação permanente de professores de Ciências, além das ações itinerantes e o Ensino à Distância, expandindo às ações ao atendimento da demanda em outras regiões do Estado.(BRASIL, 1999).
Desde 2002, o curso de Física da UEMS, através de seus docentes, ofereceu treinamento e capacitação aos professores do Ensino Médio, no âmbito daquelas Escolas . A partir de 2004, e até o presente momento, o projeto alcançou grande repercussão, trazendo o docentes para a Universidade não somente de Dourados, mas também das cidades circunvizinhas, como Itaporã, Glória de Dourados, Ponta Porã, Montese, Indápolis, Fátima do Sul, Rio Brilhante e Caarapó.
A continuidade das atividades que foram desenvolvidas nessa fase serviu e estão servindo de experiência para um salto maior que é a capacitação permanente de docente de ensino fundamental e médio , com parceria entre a Universidade, as Secretaria de Educação do Estado e dos Municípios, e as Escolas.
As ferramentas de informática como softwares educativos, plataformas gráficas e comunicação tornaram-se imprescindíveis nos dias atuais para os docentes. As atividades foram realizadas na Universidade e nas Escolas pólos , já no primeiro semestre de execução do projeto do projeto, tetendo em vista os programas de incentivos governamentais para viabilizar e implementar laboratórios de informática em escolas públicas dos municípios.
Espera-se que as as atividades experimentais, tanto em física como em informática, além das discussões conceituais promovam ao longo do tempo um despertar nos docentes que trabalham com Ciências nas regiões de Dourados e proximidades. Esse despertar permitirá ao Ensino de Ciências caminhar a passos mais largos nos próximos dez anos, atenuando o desinteresse pelas carreiras científicas como Matemática, Física e Química.
Compreender a melhoria das condições de ensino-aprendizagem foi motivação , desse trabalho, em que se buscou formas alternativas para a educação científífica, visando ampliar e complementar os conhecimentos adquiridos no cotidiano da educação formal. Nesse processo, alunos do ensino médio e da universidade, em conjunto com os professores de ambos os níveis compartilharam os seus fazeres, construindo um diálogo profícuo ao desenvolvimento de ações pedagógicas que, ao valorizarem o trabalho coletivo, promoveram um maior envolvimento de mestres e alunos com alguns temas da ciência.(LUCKESI, 1994).
## II -- Descrição dos Trabalhos Desenvolvidos
Na capacitação de professores uma parte das atividades foi realizada, nas Escolas Estaduais pólos: Vilmar Vieira de Matos e Min. João Paulo dos R Reis Veloso, enquanto a outra nos laboratórios da UEMS, tanto de Ensino, quanto de pesquisa. A capacitação independentemente da área, Física ou Química, dividiu-s-se nas abordagens, Histórica e Experimental. A Histórica oferecia uma visão à cerca das influências externas à ciência sobre o desenvolvimento científico, assim como alguns debates e controvérsias inerentes à própria dinâmica interna da ciência; procurando assim, desmistificar a Ciência como atividade pronta e de poucos, ao mesmo tempo em que procurava estabelecer er r uma visão não linear do processo de construção do conhecimento científico .
- O curso de capacitação foi desenvolvido nas áreas de Física e Química, e organizado para cada uma dessas disciplinas em três módulos: módulo conceitual e experimental; módulo instrumentação; módulo pedagógico.
## 2.1 -Atividades desenvolvidas no Curso de Capacitação em F Física
## Módulo Conceitual e Experimental:
Práticas Experimentais sobre Mecânica aproveitando os equipamentos das escolas pólos, abordando questões atuais com vistas ao cotidiano, discutindo problemas experimentais ao longo da história e como eles contribuíram para solucionar questões práticas do dia-a-dia. (HALLIDAY, 1995; GREFF,1990; NUSSENZVEIG,1997; GALILEI,1987; GALILEI,1984).
## Modulo Instrumentação:
Construção de equipamentos para laboratório de Física nas Escolas de Ensino Médio Pública. Aproveitamento de estudantes de Física da UEMS.
## Módulo Pedagógico:
Este módulo discutiu questões que permeiam a relação pedagógica da prática docente em geral, e, em especial do ensino da Física, no que diz respeito aos seguintes assuntos: o educador como sujeito da práxis pedagógica; a prática pedagógica numa perspectiva crítica; as teorias da educação; os métodos de ensino; a disciplina na escola; a avaliação da aprendizagem; a relação professoraluno; as exigências educacionais contemporâneas e o planejamento escolar. (LIBÂNEO, 1993).
## 2.2 -Atividades desenvolvidas no Curso de Capacitação em Q Química
## Módulo Experimental:
Práticas Experimentais de várias áreas da Química, contudo sob uma abordagem atual, com vistas ao cotidiano. Utilizando para tanto, equipamentos de Química Básica, discussão dos principais problemas experimentais ao longo da história e como eles contribuíram para solucionar questões práticas do dia-a-d-dia. (MORTIMER, 2002).
Construção de Equipamentos para laboratório de Química nas escolas de ensino médio públicas. Aproveitamento de estudantes do curso de Química da UEMS e de alunos do ensino médio. (SANTOS, 2003).
## Módulo de Contextualização Histórico-Social:
Debates sobre textos recentes sobre a inserção e aproveitamento da história da Química.
Discussão de temas geradores usando a abordagem ciência, Tecnologia e Sociedade e os conceitos de contextualização e interdisciplinaridade propostos nos parâmetros curriculares nacionais.
Exposição de dados sobre a Química praticada no país e o valor de seu resgate no cotidiano da sala de Aula (CHAUÍ, 1988) .
## Módulo Pedagógico:
Um estudo acerca das teorias de aprendizagem e suas implicações na sala de aula.
## III -Atividades s de Divulgação o Científica Desenvolvidas
Divulgação Científica dos conhecimentos básicos de astronomia: através do uso dos os telescópios em exposições nas escolas pólos e em escolas de algumas cidades vizinhas. Houve a participação de acadêmicos do Curso de Física, professores de escolas públicas, alunos de ensino fundamental e médio e membros das comunidades.
O grupo tem participado ativamente das semanas de Ciência e Tecnologia no qual podemos citar: II semana de Ciência e Tecnologia "Brasil olhe para a água" no qual foi criado o jogo científico " Na trilha da Ciência" , que foi disputado por duas escolas públicas de ensino médio de Dourados: "Evento realizado em 08/10/2005, procurou a partir de atividades lúdicas estimular nos jovens": O desenvolvimento da autonomia intelectual, a curiosidade científica, o espírito de trabalho em equipe, a capacidade de refletir sobre os conceitos científicos e relacioná-los ao diagnóstico e
à solução de problemas práticos. São 11 colaboradores vinculados ao projeto POPCIÊNCIA.
Na III Semana de Ciência e "Tecnologia e Inovação, desenvolvemos o evento" A conquista dos ares: das pipas ao 14 Bis" no qual houve um festival de pipas e a segunda edição do jogo " Na trilha da Ciência". Nessa segunda edição do jogo que tinha os mesmos objetivos da primeira edição foi lançados um edital convidando todas as Escolas de nível médio de Dourados a participar. Sendo que as Escolas inscritas f fizeram uma pré-seleção que classificou para o jogo.
Na IV Semana de Ciência e Tecnologia cujo tema era o "Planeta Terra e a comemoração dos 50 anos da Era Espacial " " expomos o nosso planetário móvel adquirido via projeto financiado pelo MCT/CNPq no edital 12/2006- Difusão e Popularização da C&T, sob o título "Contemplando o céu de Mato Grosso do Sul: Uma proposta de Popularização Itinerante" que está em andamento cujo objetivo é Oferecer à população de Mato Grosso do Sul (MS) conhecimentos a cerca de Astronomia tanto teórica (simulação), quanto prática com experimentos observacionais, explorar a Educação Não-Formal como maneira de aproximar as atividades de extensão da Instituição de Ensino Superior Centro de Pesquisa a se inserir no âmbito cotidiano de parte das populações e dos próprios meios Formais de Educação, motivar a comunidade acadêmica, principalmente os estudantes, a envolverr-s -se na discussão atual a cerca do papel da Divulgação Científica e sua função no cenário d de Ciência e Tecnologia.
O evento consistiu em expor o planetário móvel adquirido no referido projeto no shopping avenida center de Dourados MS, no qual possibilitou o público vivenciar um pouco os objetos celestes e seus movimentos durante a semana. Apresentamos também banneres informativos sobre o sistema solar e o histórico do cinqüentenário da era espacial desde o Sputnik até a estação MIR com maquetes identificando os principais acontecimentos aeroespaciais que marcaram a humanidade. Uma peça teatral tatambém foi apresentada cujo tema era o Planeta Terra com a participação de alunos de ensino médio da escola Vilmar Vieira de Matos e acadêmicos do curso de Física da UEMS.
É relevante mencionar que durante a realização da I Semana Nacional de Ciência e Tec nologia em outubro de 2004, o Grupo do POPCIÊNCIA participou ativamente junto à Secretária de Ciência e Tecnologia do Estado de MS e, esta apoiada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, com aporte de recursos financeiros.
Recentemente foi aprovado através do edital MCT/CNPq nº 42/2007 -Difusão e Popularização da C&T o projeto sob o título Etnoastronomia dos Índios Guaranis da Região da Grande Dourados/MS que tem como objetivo difundir valores pautados na tolerância à diversidade cultural e na necessidade e da convivência harmônica entre o ser humano e o meio ambiente. Segundo este eixo, busca capacitar recursos humanos sobre a questão relacionada à Astronomia indígena; discutir o etnoconhecimento sobre astronomia; oferecer às comunidades indígenas de Dourados e região exposições itinerantes de astronomia com observações noturnas e palestras, enfocando-s-se os conhecimentos astronômicos que lhes serviram há tempo para as crenças caça, pesca, coleta e lavoura; realizar oficinas sobre etnoastronomia, conjugando-s-se teoria e prática, de modo a facilitar a difusão do conhecimento e interpretação feita por índios sobre o céu e promovendo-se a interrrelação e compartilhamento entre as comunidades indígenas, a comunidade em geral, no contexto da Região da Grande Dourados; construir um observatório
Solar indígena na UEMS e em duas das escolas indígenas da região para ser um instrumento de auxílio às crianças a fugir dos processos estritos de memorização e a possibilitar, na prática, a ver como funcionam os pontos cardeais e as estações do ano; elaborar uma Cartilha bilíngüe (português e guarani) de astronomia e mitologia tupi-guarani para as Escolas indígenas localizadas no município de Dourados .
## IV -- Considerações Finais
O projeto contemplou atividades, que, de certo modo , contribuíram para melhoria do ensino de Ciências na região de Dourados. Possibilitou agregar estudantes de Ensino Médio em torno de propostas de "iniciação à pesquisa científica" (clube de ciências). Contribuiu para: despertar e estimular a curiosidade científica, fomentar o desenvolvimento de uma cultura de busca pela ciência e compreensão de seu papel no mundo; e promover um melhor intercâmbio de experiências entre a Universidade e Ensino Médio.
Cerca de 150 professores foram atingidos pelo projeto em Dourados e Região, alcançando de forma indireta cerca de 12.000 alunos, apesar das dificuldades do professor. Este processo trouxe à tona as grandes limitações dos professores no acesso à tecnologia dificultando um adequado envolvimento dos mesmos no ensino a distância e na utilização de outras ferramentas tecnológicas potencialmente úteis ao processo de ensino-aprendizagem.
A participação dos professores nas capacitações foi limitada pela impossibilidade de se estabelecer um horário comum que favorecesse a participação da maioria bem como a falta de incentivo dada pela administração do sistema de ensino ao qual os professores são vinculados.
A capacitação de professores da rede pública de Dourados e Região revelou aos docentes formadores, algumas de suas lacunas conceituais em relação a esse tipo de atividades. É importante assinalar que, se por um lado esses docentes reconhecem que as ações desenvolvidas foram importantes, no momento histórico em que se realizaram; por outro lado, hoje, com um pouco mais de leituras e experiência, eles reconhecem que, essas ações têm um alcance restrito. Assim, compreendem que, em trabalhos futuros dessa natureza, será imprescindível ir além dessas necessidades mais imediatas dos professores. Será necessário articular com maior profundidade os estudos histórico-o-epistemológicos e sobre didática das ciências às ações docentes. Dessa forma será possível construir estratégias didáticas, que tornem mais eficientes e significativas, o espírito da proposta original de valorização histórica e experimental da Ciência, estruturação de laboratórios alternativos e convencionais de Ciências (Física e Química) nas escolas; estímulo as atividades não -formais de educação e divulgação científicas.
Em um trabalho posterior pretende-se articular a experiência desse relato a uma discussão teórica sobre as dificuldades inerentes ao ensino de Física na região de Dourados.
## V -Referências
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