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ENTRE A MEDIDA E A POESIA: A OBJETIVIDADE DO CIENTISTA E O HABITAR DO POETA COMO CONSTITUINTES PARA UMA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA

Valmir Henrique De Araújo

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVIII
Ano
2009
Data
30/01/2009
Linha de pesquisa
Arte, Cultura E Educação Científica / Políticas Públicas E Questões Institucionais Para O Ensino De Ciência E De Tecnologia
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## 1. I INTRODUÇÃO

A comunicação aqui apresentada da pretende mostrar a relação entre as noções de medida e poesia como c categorias distintas, mas interligadas desde a etimologia da palavra grega desta última , que leva ao sentido de compartilhamento das ações com o o sujeito, do sujeito habitar o que faz e desse fazer na na educação como poesia. O objetivo é o de contribuir ir para uma educação científica que prime pelos valores humanos, no que tange a superação do ensino de física em seu aspecto puramente operacional/matemático e a-histórico, o, na maioria das escolas (PCN, BRASIL, 1999). Com isso proporcionar a inclusão o de elementos ausentes no ensino tais como o do sujeito do conhecimento, da história da ciência e do próprio processo de construção de conhecimento por meio de narrativas poéticas como subsídídios para ra a aprendizagem (ARAÚJO, 2007d, 2008a).

## 2. D DESCRIÇÃO DO TRABALHO DESENVOLVIDO

## 2.1 O MEDIR A TERRA

Podemos considerar espaço de nossas experiências cotidianas como o espaço euclidiano, mesmo sendo distintos, sem peperda de cientificidade. Com isso a régua é sufuficiente para medir a distância entre dois pontos. Neste e espaço o terrestre medimos para conhecer, para comercializar, bem como o erguer casas nos limites deste território e decorar com jardins . Por outro lado, aceitita a consideração acima, este local onde partilhamos a vida com os nossos familiares s pode ser entendido com parte do cenário da cosmovisão clássica . Estste cenário é é o espaço teórico no qual as ações de medidas se relacionam com as variáveis velocidade, aceleleração e tempo. o. Essas ações podem ser entendida s a partir da biografia do universo, descrita pelo esquema abaixo (Figura 1) , segundo Oliveira (1996, p. 508-8-518), Prigogine (1991, p. 43-62.) e Greene (2005, p. 172-2-209):

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## Figura 1 - Espaço tridimensional

- 1. Um espaço absoluto orientado segundo os eixos, X, Y e Z, identificado a um espaço tridimensional em que se situam m os corpos materiais massivos, cujas condições iniciais são (X(X0X0, 0, Y0, 0, Z0Z0, 0, V0V0, 0, t0t0), respectivamente as posições iniciais, a velocidade inicial modificada ao longo do tempo pela aceleração "a" causada pela força "F" e tempo inicial do movimento;
- 2. Ao longo de uma trajetória em que um tempo newtoniano absoluto global, linearizizado (geometrizado) e instantanizado, o parâmetro "t" determina os os valores das velocidades V (t) e das posições S(t) Þ Þ[X(t), Y(t), Z(t)];
- 3. A massa 'm' de um corpo extenso poder ser reduzida a um pequeno corpo e se identifica à menor parte desse corpo, a partícula. Desse modo fica assegurada à partícula os atributos de elementaridade e localizabilidade (as condições inicias e sua evolução temporal (X(t), Y(t), Z(t)), habitualmente concedidos aos corpos macroscópios;
- 4. Os corpos materiais massivos deslocam-se sob a ação mútua de forças, uma força resultante
- F = m.a, a ququal é atribuída uma causalidade eficiente analítica com a aceleração que modifica o movimento inicial livre, compondo sucessivas configurações previstas (determinadas), cujo encadeamento encarnaria todo o desenrolar da existência;

Para esse espaço as leis da mecânica a de Newton, descritas matematicamente, prescrevem movimentos para os corpos (concebidos como conjuntos de pontos materiais) com características de :

- -causalidade: a aceleração o de um corpo é um efeito direto da força aplicada que lhe antecedeu;
- -determinismos: estabelecem o desempenho futuro (as configurações previstas), relacionandooos de maneira unívoca às forças ali presentes;
- -reversíveis: não exigem uma orientação definida do parâmetro identificado ao tempo, conflituandoose com a grande maioioria dos fenômenos físicos caracterizados pela unidirecionalidade da seta do tempo , a a exemplo do envelhecimento.

Dessa forma se constitui um tal objeto simples s que atravessa as diferentes escalas de ocorrência de fenômenos de forma causal, l, determinista, rereversível l e que resulta na eliminação do problema da natureza do tempo como duração. Segundo essa configuração o universo o seria um grande mecanismo dotado de partes que se acoplam, tendo como metáfora o relógio, r rigorosamente concatenado, analisável com ilimitada precisão e, conseqüentemente, plenamente controlável e predizível por observadoreres sob as mesmas condições. Nesse procedimento reside um princípio fundamental da ciência: o princípio da objetividade

científica que exige a exclusão do sujeito do conhecimento. Com esse princípio o o observador apenas r realizaria medições enquanto ente externo ao universo, sem conexão com este, logo , o sujeito também estaria excluído dos relatórios e narrativas acerca da experiência para não contaminar o objeto. o.

No entanto, o cenário da da ciência clássica compreendido em um espaço tridimensional seja euclidiano, seja newtoniano o cede lugar, segundo Oliveira (1996, p. 512) , Rosa (2005, p. 40 , 2006, , p. 19) ) e Prigogine (2002, , p. 31), às revoluções empreendidas pela la teoria da relatividade , pela teoria quântica e pelos estudos dos sistemas termodinâmicos longe do equilíbrio . Nessas três t teorias o sujeito está implicado na totalidade da da experiência.

Na relatividade cada observador distingue uma medida segundo o referencial em que se encontra, dada a constância da velocidade da luz (EINSTEIN, 1999, p. 11-51); na teoria quântica o fenômeno só passa a ser com a medida e se modifica após esta (HEISENBERG, 2006, p. 19); e nos sistemas termodinâmicos longe do equilíbrio o sujeito é um auscultador da natureza (PRIGOGINE, 1988, p. 13, 2002, p. 76), capaz de originar as histórias de sua própria compreensão do universo, enquanto ele também flutua e bifurca nas narrativas do cosmos (ARAÚJO, 2008c8c). Temos portanto, não mais um cenário em que as medidas são realizadas para controlar e transformar a natureza considerando a clássica separação sujeitoobjeto, quadro definitivo e predeterminado de explicação da ciência moderna com uma temporalidade reversível (ROSA, 2006, p. 65), mas uma natureza em que tanto pode ser explicada quanto descrita/narrada com a presença de um sujeito implicado com ações irreversíveis, a ponto de se considerar o mundo um romance (PRIGOGINE, 1996, p. 229237). Qualquer pessoa, portanto, , pode vir a tratar os eventos da naturureza , além da formalização matemática, , com m uma narrativa poética da ciência (ARAÚJO, 2007a, 2007b, 2007c, 2007d, 2007e, , 2008a, 2008b, 2008c), ), e passar a organizar seus conhecimentos dispersos nas disciplinas escolares de uma forma estético-literária, em comomplementaridade à matemática.

## 2.2 HABITAR A TERRA

Na perspectiva acima é que o o termo poética traz um significado para além do que a palavra "poesia" transparece de imediato. Poética tem aqui o significado tanto de texto literário, bem como o da concepção de criar, transformar, fazer, construir, habitar .

Em Aristóteles poesia deve representar r (mimetizar) as coisas como elas poderiam acontecer segundo suas causas necessárias (OS PENSADORES, 1999, p. 68) . Concordante com essa concepção Bachelard (1998, p. 76) trata poeticamente temas científicos quando o

descreve com a estética do labor literário . E não só, considera a que o ser humano ao procurar compreender a natureza não a reproduz, mas vale-se da imaginação o como meio de distorcer as imagens ou refazer aquilo lo que é natural em intelectual. O ato de fazer e refazer é próprio da experimentação científica.

A observação científica é sempre uma observação polêmica; ela confirma ou infirma uma tese anterior, um esquema prévio, um plano de observação; ela mostra, demonstrando; ela hierarquiza as aparências; ela transcende o imediato; ela reconstrói o real após ter reconstruído seus esquemas (BACHELARD, 1985, p.19).

Esse refazer científico pode ser visto como o habitar poético. Essa habitação não é o de um ser que hahabita algo construído. A própria habitação consiste em construir sempre o objeto que lhe escapa, até fazer emergir o que lhe confirma a hipótese ou transformá-la. Nessa mesma perspectiva se coloca o ensino enquanto fazer que se insere em uma educação científica que prima pelos vavalores humanos (HAMBURGER ; MATOS, ano, p.).

Heidegger põe em evidência que hahabitamos aquilo que construímos. Este é, realmente, o sentido do termo "poesia" quando ele está se referindo à educação, sendo também usado pelo artista que habita aquilo que constrói através de sua imaginação (apud MARTINS, 1992, p. 88) .

Para Heidegger (2001, p. 171) os os termos imaginação, fazer e habitar podem ser lidos do poema de H? H? lderlin quando da passagem "... poeticamente o homem habita...". Eis uma parte do poema apreciado:

Deve um homem, no esforço mais sincero que é a vida, levantar os olhos e dizer: assim quero ser também? Sim. Enquanto perdurar junto ao coração a amizade, pura, o homem pode medir-se sem infelicidade com o divino. É deus desconh ecido? Ele aparece como o céu ? ? Acredito mais que seja assim. É a medida dos homens. Cheio de méritos, mas poeticamente o homem habita esta terra. Mais puro, porém, do que a sombra da noite com as estrelas, se assim posso dizer, é o homem, esse que se chama imagem do divino.

## Existe sobre a terra uma medida? Não há nenhuma.

Heidegger procura mostrar r a relação entre poesia e habitação, entre construir e habitar, "o habitar humano é poético"o". A incompatibilidade aparente entre o habitar e poesia, é percebida se considerarmos que a poesia apenas possui existência na forma do literário. Como, então, sustentar que o habitar humano é poético? o? Para Heidegger (2001, p. 166) a arte do poeta consiste em desconsiderar o real. Em lugar de agir, os poetas sonham, m, apenas fantasiam. Fantasias são tecidas sem esforço. Ao passo que associamos que as ações do poeta, as fantasias, são tecidas sem esforço, Heidegger muda o eixo e pinça do poema Deve um homem, no esforço mais sincero que é a vida, levantar os olhos e dizer: assim quero ser também? Sim. Se a a fantasia está associada à ausência de esforço, o mesmo não acontece com a imaginação. Esta susurge a partir de um esforço, o esforço de levantar os olhos. Esse lelevantar não inclui i apenas as ações dos músculos dos olhos e do pescoço. Para Heidegger (2001, p. 172) "Esse levantar os olhos mede o entre céu e terra. Esse entre e possui uma medida comedida e ajustada ao habitar do homem". Evoca a concepção grega de poieses (p(poihsiV) que é fazer e que leva à idéia de popoesia enquanto imagiginação com o esforço de construção como um habitar o que se constrói. Heidegger atribui ui i categoria de dimensão à medida comedida, a, aberta através do entre céu e terra . Em uma leitura linear seríamos levados a pensar o entre céu e terra como um espaço métrico entendido na perspectiva euclidiana. Espaço o este que se submete a uma medida comparada a um padrão, o metro, sendo este referido mais precisamente aoaos níveis de transição do césio 133. Heidegger (2001, p. 172) contesta essa associação imediata do número reresultante da da medida do do espaço métrico com a dimensão do espaço. Alerta que o que compreendemos por dimensão tampouco é uma extensão do espaço, entendido segundo a sua representação habitual. A priori o espaço já sempre necessita da dimensão, a partir do quaual é concedido. Em termos de Bachelard (1985, p. 14) a relação entre espaço e dimensão pode ser entendida se considerarmos que a realização do racional na experiência científica não é o de uma realidade imediata, mas de um realismo de razão experimentada. No reino das ciências físicas, papara Bachelard d (op. cit. p. 17) , os fundamentos do real nem são acessados por uma intuição do fenômeno de uma única vez, nem tampouco para uma convicção racional - absoluta e definitiva - que imporia categorias fundamentais a a nossos métodos de pesquisas experimentais. O que antes poderia parecer esotérico em Heidegger por tratar de poesia, tema raramente transversalizado em sala de aula com a ciência (ARAÚJO, 2008), há em Bachelard (op. cit., p. 117) anúncio de uma novidade metetodológica: as relações entre a teoria e a experiência são tão estreitas que nenhum método,

seja experimental, seja racional, só manteria seu valor em função da renovação proporcionada ao objeto. O que está posto leva a se pensar em uma pedagogia da prova ...

## 3. R RESULTADOS OBTIDOS - - O HABITAR HUMANO É POÉTICO

O espaço o qual estamos acostumados, o euclidiano, é facilmente medível, mas a medida a qual Heidegger se refere está mais além. Para Heidegger (2001, p. 174) "A medida consiste em que deus que se mantntém desconhecido aparece c como tal a através do céu. (...) Esse aparecer é a medida com a qual o homem se mede".

Na medida comedida o habitar humano é poético:

Quando H? H? lderlin fala do habitar, ele vislumbra o traço fundamental da presença humana. Ele vê o "poético" a partir da relação com esse habitar, compreendido nesse modo vigoroso e essencial. Isso não diz que o poético seja apenas um adorno e um acréscimo ao habitar. O poético do habitar também não significa apenas que o poético anteceda de alguma maneira o habitar. As palavras "... poeticamente o homem habita..." dizem muito mais. Dizem que a poesia permite ao habitar ser um habitar. Poesia é deixarrhabitar, em sentntido próprio. Mas como encontramos habitação? Mediante um construir. Entendida como deixar-habitar, poesia é construir (HEDEGGER, 2001, p. 167).

Para Heidegger (2001, p. 168), o homem se mostra digno de muitos méritos quando cuida da terra e colhe o que ali cresce. Esse modo de convivência com a terra, cuidar e colher, é uma forma de construir. No diálogo com a terra o homem edifica:

No sentido do cuidado do construtor com o crescimento, da edificação de construções e obras e da confecção de instrumentos, construir é, precisamente, uma conseqüência do habitar e não a sua razão de ser ou mesmo a sua fundamentação. Essa deve acontecer num outro sentido de construir. Construir, na acepção habitual, assumida, na maior parte das vezes, como exclusiva e por isso a única conhecida, traz sem dúvida para o habitar muitos méritos. O homem, no entanto, só consegue habitar após ter construído num outro modo e quando constrói e continua a construir na compenetração de um sentido. (...) Quando H? lderlin ousa dizer, no entntanto, que o habitar dos mortais é poético, essas palavras, levemente pronunciadas, dão a impressão de que o habitar "poético" é precisamente o que arranca os homens da terra. Pois o "poético" parece pertencer , quanto ao seu valor poético, ao reino da fantntasia. O habitar poético sobrevoa fantasticamente o real. (...) A poesia não sobrevoa e nem se eleva sobre a terra a fim de abandoná -la e pairar sobre ela. É a poesia que traz o homem para a terra, para ela, e assim o traz para um habitar (HEIEIDEGGER, 2001, p. 167).

É no sentido mais amplo que podemos conceber a educação que a palavra poética se manifesta aqui: a de que precisamos habitar o que fazemos, assim como o mundo vem sonhar em nós. O que de certa forma, remete -nos à resposta de Protágoras à Sócrate s no diálogo de Platão: "Iremos ensinar a a verdade com a ajuda da poesia " . É dessa forma que Atlan (2001, p. 187) situa a poesia referida por r Protágoras como a poesia épica; graças a ela, a virtude e é

ensinada, não como uma dedução da verdade, e, mas com identificação do herói. i. Atlan dialogiza a ciência e a educação por meio da poesia:

Em grande parte, os educadores desempenham seu papel na perspectiva de Protágoras, já que as mídias, colocando em cena os heróis, falam muito mais à imaginação do que à razão. (.(...) Isso não quer dizer que a "razão científica" deva ser colocada de lado; bem ao contrário, isso significa simplesmente que seria necessário chegar a instituir um controle recíproco (ATLAN, 2001, p.188).

Morin (2004, p. 46) põe à educação a missão de rereligar os saberes fragmentados, assim como visto na dissociação clássica entre o texto científico e o literário, pela falta de uma ciência que ligue as ciências do homem. Sendo assim, o ensino poderia tentar promover a convergência entre as ciências naturais e as ciências das humanidades para a condição humana, para se chegar a uma tomada de consciência da coletividade do destino próprio de nossa era planetária, onde todos os humanos são confrontados com os mesmos s problemas vitais e mortais. Isso porque

a poesia, que faz parte da literatura e, ao mesmo tempo, é mais que a literatura, levanos à dimensão poética da existência humana. Revela que habitamos a Terra, não só prosaicamente - sujeitos à utilidade e à funcionalidade --, mas também poeticamente, destinados ao deslumbramento, ao amor, ao êxtase. Pelo poder da linguagem, a poesia nos põe em comunicação com o mistério, que está além do dizível (MORIN, 2004, p.45).

Bohm (2001, p. 158) também se remete aos gregos para situar o significado de poesia. A raiz da palavra "poesia" é a do grego "poien", que significa "fazer" ou "criar". Assim, em seus aspectos mais originais, a ciência assume uma qualidade de comunicação poética de percepção criativa de uma nova ordem. Em Prigogine (1991, p. 215) o sentido da popoética acontece como parte do problema do "diálogo" necessário com os saberes da tradição onde a ciência se afirma hoje como ciência humana. Uma ciência feita pela humanidade, para a humanidade que busca humanidade no fazer. A ciência, para Prigogine (1988, p. 13) , acontece na coletividade de uma população rica e diversa em práticas cognitivas como em extensão aos cinco sentidos, o sentido de auscultação poética da natureza , em que o o poeta é um fabricante - exploração ativa e e manipuladora, mas doravante capapaz de respeitar a natureza que ela faz falar.

CONCLUSÕES: UM BREVE ACORDO ENTRE M MEDIR E HABITAR

Portanto, a poesia age com suas faces multisissignificativas do fazer científico criativo, linguagem literária e encantamento da natureza, bem como de fazer/criar no sentido estético de organização do conhecimento o em uma estratégia narrativa no ensino de ciências (ARAÚJO, 2008a8a) , nos quais os processos cognitivos dinâmicos de auto-organização promovem emergências segundo Morin (2000, p. 173). O ser humano em sua ua educação geral e, em especial, na educaçação o científica não pode prescindir de uma ou outra concepção de medida. Ambas são necessárias para articularmos o movimento o em nosso espaço-o-tempo para tentarmos viver em uma medida comedida a aventura da vida. Assim m como Bachehelard (1985, p. 17) coloca o epistemólogo na encruzizilhada dos caminhos entre as filosofias contrárias do realismo e racionalismo para desenvolver toda uma pedagogia da prova, dinamismo pelo qual a ciência simplifica o real e complica a razão, únicica psicologia possível do espírito humano.

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