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O USO DO CONSTRUTIVISMO COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ENSINO DA FÍSICA: O CASO DO COLÉGIO ESTADUAL MANOEL MESSIAS FEITOSA EM NOSSA SENHORA DA GLÓRIA-SE

Maria Adriana Barbosa, Divanizia N. Souza

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVIII
Ano
2009
Data
30/01/2009
Linha de pesquisa
Interdisciplinaridade E Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O USO DO CONSTRUTIVISMO COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ENSINO DA FÍSICA: O CASO DO COLÉGIO ESTADUAL MANOEL MESSIAS FEITOSA EM NOSSA SENHORA DA GLÓRIAASE

## Maria Adriana Barbosa --Profª Esp. Rede Estadual de Sergipeadrimadre@hotmail.com Orientadora: Profª fª Dra. Divanizia N. Souza - - Departamento de Física/ UFS - - divanizia@gmail.com

Governo do Estado de Sergipe/ Secretaria de Educação do Estado de Sergipe/ Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa/CEMMF@yahoo.com.br

## RESUMO

A metodologia de ensino-a-aprendizagem emempregada na disciplina Física, muitas vezes, é deficiente, e, não consegue atingir seu objetivo. Desta forma, através deste trabalho buscamos estabelecer vínculos entre transmissão/assimilação e sua razão de estudar tão questionada pelo aluno, assim como demonstrar que o construtivismo investigativo, por parte dos professores, pode auxiliar nas práticas pedagógicas, como também, alavancar o interesse e a aprendizagem do aluno, a partir de práticas alternativas de ensino (elaboração de um filme) é o objetivo deste trabalho. O assunto da Física abordado para realização da filmagem foi termologia. A filmagem promoveu o engajamento dos estudantes com idéias que inspiraram suas ações e deram origem as expectativas sobre o que poderia ser encontrado, descoberto ou explicado sobre a termologia.

Com este estudo percebeu-se que as tecnologias da comunicação, mais especificamente o vídeo, ajudam a modificar a aparência obsoleta da didática escolar, mas elas precisam ser incorporadas e digeridas tendo como ponto de partida à realidade e as curiosidades dos alunos.

Palavras Chave: Prática Pedagógica, Construtivismo, Sala de Aula, Física .

## ABSTRACT

The methodology of teaching-l-learning discipline employed in physics it is often poor, and can not reach your goal. Thus, through this work we seek to establish links between transmission / assimilation and their right to study so questioned by the student as well as demonstrate that the investigative constructivism, by teachers, can assist in teaching practices, as well as leveraging the interest and learning the student, from alternative practices of education (establishment of a film) is the objective of this work. The subject of physics approached to carry out the shooting was termologia. The shooting raised the engagement t of students with ideas that inspired his actions and led the expectations of what could be found, discovered or explained on the termologia.

With this study found that communication technologies, more specifically the video, help to modify the appearance of the obsolete teaching school, but they need to be digested and incorporated taking as a starting point to the reality and the curiosities of students.

Keywords: Pedagogical Practice, Constructivism, Classroom, Physics .

## 1. INTRODUÇÃO

Este estudo abrange atividades de ensino e aprendizagem realizadas na turma do 2º ano "E" do Ensino Médio do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa,

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26 a 30 de Janeiro de 2009

localizada no município de Nossa Senhora da Glória. Por meio da realização de uma prática alternativa de ensino através da disciplina Física, as atividades tiveram um caráter construtivista, e, para as quais se empregou uma câmera de vídeo, câmera digital e muita criatividade para elaboração de um filme. Este artigo apresenta alguns resultados da aprendizagem dos alunos sobre o tema demonstra a aprendizagem dos alunos com relação à termologia e enfatizando a importância deste no cotidiano.

Pesquisas realizadas em todo mundo, afirmam que o professor de Física precisa realizar um ensino mais ativo. Acredita-se que um dos erros do ensino em geral é a utilização das técnicas tradicionais, ou seja, transferência do conteúdo sem criatividade. É relevante mostrar ao aluno que a Física surgiu da própria experiência e se desenvolveu para poder explicar os fenômenos físicos, auxiliando na a aquisição de conhecimento e recursos que podem contribuir para uma melhor qualidade de vida.

O processo de aquisição de conhecimento profissional, saber pedagógico e o conhecimento efetivamente utilizado pelos professores estão implícitos na ação. O saber pedagógico do professor estaria sendo elaborado nos processos de reflexão a partir da ação. O conhecimento utilizado efetivamente pelos professores em sua profissão está implícito na ação. Esses processos enfatizam a interação professoraluno na busca de solução para problemas da prática profissional. Assim, percebese que as mudanças educacionais dependem dos professores e de sua formação. Dependem também das práticas pedagógicas na sala de aula e de um investimento educativo nos projetos de escola. O processo de formação deve ser permanente, integrado no dia-a-dia dos professores e das escolas.

Considerando a existência de diversos fatores que vêm a interferir no ensino -aprendizagem, é fundamental encontrar estratégias que possam modificar as formas tradicionais de ensino visando amenizar a falta de motivação dos alunos, e assim, buscar, novos métodos, novas dinâmicas, para mostrar-lhes a real importância do estudo da Física e da compreensão de temas como Termologia, por exemplo.

O uso da dramatização como ferramenta de ensino facilita o trabalho do professor no que diz respeito à aprendizagem do aluno, uma vez que o mesmo tem que estudar o conteúdo, pesquisar com afinco a história do conteúdo abordado para daí, poder escrever o seu roteiro, e é justamente nesse ponto em que entra a motivação, pois a realização de uma filmagem sobre um determinado tema implica em: criar o cenário, buscar um figurino adequado, a viagem por meio da pesquisa na história relacionada ao fato para poder se situar, no tema, no localal, na época, nas personagens. Esta pesquisa inicial faz surgir idéias que os motivam. Afinal, dar motivação ao aluno é fundamental para que ele possa se desenvolver e buscar aquilo que tanto precisa, ou seja, o motivo de se estudar o que está sendo proposto to pelo professor. É importante para o professor construir no aluno esse tipo de desejo, para que torne o ensino desafiador e atraente.

A produção de um filme sobre um conteúdo programático utilizado no ensino da Física pode ser uma iniciativa inovadora, pois pode colocar o aluno mais próximo da realidade, já que ele vai pesquisar e transmitir o seu próprio conceito ao redigir o seu roteiro, isso torna a Física mais interessante para todos. Além disso, é um recurso prático e barato, podendo ser utilizado em qualquer turma e em qualquer lugar, mesmo com poucos recursos, bastando para isso apenas despojamento e criatividade por parte do professor, além de um contato estreito com a turma a fim de conduzir os alunos no caminho trilhado pelo docente sem, no entantoto, cercear a liberdade do aluno.

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## 2. ORIENTAÇÕES CURRICULARES DO ENSINO MÉDIO PARA A Í DISCIPLINA FÍSICA

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) sugere algumas competências e habilidades para a disciplina, estas, no entanto, estão inseridas dentro da própria disciplina, embora apareçam algumas que têm relações com outras áreas. Pode -se citar como propostas das competências pela LDB:

Compreender a Física presente no mundo vivencial, nos equipamentos e procedimentos tecnológicos. Descobrir o funcionamento de aparelhos. Observar a tecnologia que está muito presente no mundo, especialmente na contextualização sociocultural (BRASIL, 1999, p. 237).

A Física seria, portanto, um meio e não fim, e passa a ser vista como um instrumento para a compreensão do mundo. Todavia, não se pode reduzir, segundo os PCNs+, os conhecimentos a serem aprendidos na Física a uma dimensão pragmática, mas entendê-los "dentro de uma concepção humanista abrangente, tão abrangente quanto o perfil do cidadão que se quer ajudar a construir "(BRASIL, 2002, p. 61).

Segundo Ricardo (2004, p. 195), os PCNs+ sugerem para a Física os seguintes temas:

- a) Tema 1: movimento, variações e conservações (unidades temáticas: fenomenologia cotidiana, variação e conservação da quantidade de movimento, energia e potência associadas aos movimentos, equilíbrios e desequilíbrios);
- b) Tema 2: calor, ambiente e usos de energia (unidades temáticas: fontes e trocas de energias que usam calor, tecnologias que usam calor: motores e refrigeradores, o calor na vida e no amambiente, energia: produção para uso social);
- c) Tema 3: som, imagem e informação (unidade temática: fontes sonoras, formação e detecção de imagens, gravação e reprodução de sons e imagens, transmissão de sons e imagem);
- d) Tema 4: equipamentos eletrônicos e telecomunicações (unidades temática: aparelhos elétricos, motores elétricos, geradores, emissores e receptores);
- e) Tema 5: matéria e radiação (unidade temática: matéria e suas propriedades, radiações e suas interações, energia nuclear e radioatividade, eletrônic a e informática);
- f) Tema 6: Universo, Terra e Vida (unidade temática: terra e sistema solar, o Universo e sua origem, compreensão humana do Universo).

## 2.1 ENSINO DA FÍSICA: OBJETIVOS E IMPOSIÇÕES NO ENSINO MÉDIO

As discussões sobre o processo ensino-aprendizagem em Física, principalmente no ensino médio, têm sido tema de várias pesquisas nestes últimos anos. A preocupação central tem estado na identificação do estudante como objeto de estudo. Em outras palavras, a questão emergente na investigação dos pesquisadores está relacionada à busca por um real significado para o estudo dessa Ciência no ensino médio.

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É importante frisar que o ensino da Física é relevante para o processo de formação dos estudantes, contudo, há uma polêmica em torno da diversidade de enfoques dados ao ensino desta matéria nesse nível de escolaridade.

As pesquisas de Neto e Pacheco (apud Nardi, 1998), relacionadas ao ensino de Física, demonstram que esse tem assumido o caráter de preparação para resolução de exercícios de vestibular. Para esses autores, a situação é comprovada ao se observa o uso indiscriminado de livros e assemelhados recheados de exercícios preparatórios para as provas de vestibular e que, na sua essência, primam pela memorização e pelas soluções algébricas.

Observa -se que o conhecimento de Física na escola média ganhou um novo sentido a partir das diretrizes apresentadas nos PCN. Trata-se de construir uma visão da Física que esteja voltada para a formação de um cidadão contemporâneo, atuante e solidário, com instrumentos para compreender, intervir e participar na realidade. Nesse sentido, mesmo os jovens que após a conclusão do ensino médio não venham a ter mais qualquer contato escolar com o conhecimento em Física em outras instâncias profissionais ou universitárias, ainda assim terão adquirido a formação necessária para compreender e participar do mundo em que vivem.

Assim, hoje, a Física deve apresentar-r-s-se como um conjunto de competências específicas que permitam perceber e lidar com os fenômenos naturais e tecnológicos, presentes tanto no cotidiano mais imediato quanto na compreensão do universo distante, a partir de princípios, leis e modelos por ela construídos. Isso implica, também, na introdução à linguagem própria da Física, que faz uso de conceitos e terminologia bem definidos, além de suas formas de expressão, que envolvem, muitas vezes, tabelas, gráficos ou relações matemáticas. Ao mesmo tempo, a Física deve vir a ser reconhecida como um processo cuja construção ocorreu ao longo da história da humanidade, impregnada de contribuições culturais, econômicas e sociais, que vem resultando no desenvolvimento de diferentes tecnologias e, por sua vez, por elas impulsionado.

## 2.2. ENSINO APRENDIZAGEM NA FÍSICA

O processo do ensino-aprendizagem na Física vincula-se diretamente ao campo das estruturas cognitivas dos indivíduos, a aprendizagem cognitiva (ROSA; ROSA, 2005). Portanto, discutir o processo escolarizado do ensino de Física requer uma identificação com as teorias cognitivas de aprendizagem, como forma de discutir os mecanismos que favorecem a compreensão dos conceitos e fenômenos físicos.

Deste modo, o desenvolvimento completo do ser humano depende do seu aprendizado num determinado grupo cultural, a partir da sua interação com outros indivíduos.

De acordo com Rososa e Rosa (2005) no ensino de Física, percebe-s-se o valor dessa interação social no processo de aprendizagem escolar, já que esta ciência se encontra presente na realidade do educando. Assim, a teoria enfatiza a relação entre os conceitos científicos (ambiente escolar) e os conceitos espontâneos (apropriados no cotidiano), como forma de favorecer a formação dos conceitos.

É importante perceber no que foi explanado que a tarefa principal do professor é de mediador entre o aluno e o objeto de conhecimento. Quanto à internalização concreta e verdadeira de um conceito por parte de um aluno, Vygotsky (apud Moysés, 1997, p.36) mostra que "[...] o professor ao trabalhar com o

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aluno dando -lhe explicações e informações, fazendo-lhe questionamentos e correções, este será capaz de dar explicações sobre o tema que foi utilizado como objeto de estudo".

As relações entre os conhecimentos científicos e os adquiridos no cotidiano são particularmente de grande importância para o processo ensino-aprendizagem em Física. É precisiso, contudo, considerar que o aprendizado escolar é de fundamental importância para o processo de desenvolvimento mental, principalmente na perspectiva vygotskyana, a qual prima pelas relações entre os indivíduos e as formas culturais de comportamento.

## 3.O CONSTRUTIVISMO

Os grandes precursores do construtivismo contemporâneo foram o suíço Jean Piaget e o russo Lev Vigotski, que iniciaram os seus trabalhos na década de vinte do século passado. Mas, apenas na década de sessenta, com as dificuldades da teoriria comportamentalista de Burrhus Skinner em dar conta das especificidades da aprendizagem humana, as idéias construtivistas passaram a ser utilizadas com maior ênfase (Pozo, 2002).

As As pessoas constroem os seus conhecimentos, a partir de uma intenção deliberada de fazer articulações entre o que conhece e a nova informação que pretendem absorver. Esse tipo de estruturação cognitiva se dá ao longo de toda a vida, através de uma seqüência de eventos, única para cada pessoa, configurandose, desse modo, como um processo idiossincrático. Atualmente, esse entendimento de como se constrói a estrutura cognitiva humana chama-se genericamente de construtivismo.

A apropriação do paradigma construtivista tem gerado, na maioria das vezes, estratégias de ensino que tentam ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem dos fenômenos ou organizar o pensamento de sensocomum dos alunos.

A prática de sala de aula contribui para o aumento da consciência do estudante sobre suas concepções, mas não consegue dar o salto esperado em direção aos conceitos científicos. Essas perspectivas parecem desconhecer que aprender envolve a iniciação dos estudantes em uma nova maneira de pensar e explicar o mundo, que é fundamentalmente diferente daquelas disponíveis no sensocomum. Aprender envolve um processo de socialização das práticas da comunidade científica e de suas formas particulares de pensar e de ver o mundo.

As dificuldades apresentadas na aplicação pedagógica das idéias geradas no movimento construtivista são um entrave para utilização de métodos alternativos de aprendizagem. Isso tem gerado um desenvolvimento de estratégias de ensino que procuram fugir dessa armadilha que a explicitação das idéias prévias parece significar. Rowell & Dawson (1984 apud M MORTIMER, 1995).

Uma das características que um grande número de estratégias de ensinoaprendizagem parece ter, explícita ou implicitamente, em relação às idéias prévias dos estudantes, é a expectativa de que essas idéias deverão ser abandonadas e/ou subsumidas no processo de ens ino. As estratégias que usam o conflito cognitivo, o destino das idéias dos estudantes, é o resultado da superação da contradição entre idéias e eventos discrepantes e entre idéias conflitantes que se referem a um mesmo conjunto de evidências (MORTIMER, 1995) .

## 3.1 PERSPECTIVA CONSTRUTIVISTA DE ENSINO

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De acordo com Villani e Pacca (1996), numa perspectiva construtivista do ensino e da aprendizagem a competência disciplinar e a habilidade didática constituem um binômio em contínua interação com resultados variáveis.

A competência disciplinar denota o domínio do conhecimento científico por parte do professor e é muito importante para poder executar com sucesso as seguintes tarefas (VILLANI; PACCA, 1996):

- a) Reconhecer as variáveis relevantes e as relações significativas presentes na análise de um determinado fenômeno ou na solução de um determinado problema e ao mesmo tempo avaliar o grau de simplificação e de aproximação na solução do particular problema;
- b) Compreender a diferença entre a estrutura lógica a do conhecimento científico e a organização histórica a de sua produção. A primeira constitui um produto acabado, aonde as ambigüidades e os conflitos foram, na medida do possível, resolvidos e os elementos se relacionam numa forma recursiva. A segunda constitui um processo no qual os pontos essenciais são o aparecimento e a superação das rupturas e dos conflitos, numa situação de coexistência entre o conhecimento velho e o novo;
- c) Distinguir as características do o saber científico e do senso comum , sobretudo no que diz respeito a suas estruturas, a suas organização, a suas questões fundamentais, a seus objetivos e a seus valores. De um lado o reconhecimento da estrutura do conhecimento científico é uma condição para a identificação dos pontos chaves a serem ensinados, permitindo que o professor possa persegui-los "on-line" durante a atividade didática. De outro lado a aprendizagem estável de um conhecimento científico exige, por parte do estudante, uma mudança conceitual que não se limita aos conceitos e relações entre as grandezas, mas envolvem, pelo menos em parte, também a ecologia e a cultura que sustenta a atividade científica, como valores, epistemologia, tipos de questões, maneiras de resolvê-las, etc.;
- d) Identificar as relações incompatíveis com o conhecimento disciplinar, implícitas nas questões formuladas pelos estudantes ou nas suas expressões de modo geral, e caracterizar as situações e os contextos nos quais mais facilmente estas concepções são utilizadas;
- e) Produzir e/ou selecionar um conjunto de problemas, experimentos, textos e material pedagógico , adequado à promoção de conflitos cognitivos entre o conhecimento científico e o alternativo manifestado pelos estudantes;
- f) Elaborar analogias, exemplos e imagens que facilitem a apropriação do conhecimento científico por parte dos estudantes, e simultaneamente estabeleçam uma ponte entre esse conhecimento e suas idéias espontâneas;

No que se refere à habilidade didática a pode ser expressa como a capacidade de executar com sucesso as seguintes tarefas:

- a) Definir, pelo menos implicitamente, as metas específicas a serem atingidas em cada aula. Tais metas, que consistem nas conquistas intelectuais e emocionais essenciais a serem alcançadas pelos estudantes;

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- b) Elaborar uma representação dos conhecimentos prévios dominados pelos estudantes, sejam eles espontâneos e científicos. Tal representação, mesmo que qualitativa e superficial, deve incluir também indícios das possibilidades efetivas dos estudantes, tanto quanto ao aspecto cognitivo como ao afetivo;
- c) Planejar o desenvolvimento das aulas, ou seja, propor uma seqüência a priori i de atividades coerentes com a representação das capacidades dos estudantes e com as metas a serem atingidas;
- d) Fazer com que os alunos dêem a priori um significado favorável à experiência didática. Isso pressupõe a antecipação de um esquema afetivo capaz de organizar significativamente o conjunto das atividades propostas, mesmo daquelas que o aluno não pode compreender completamente;

## 4. O CONSTRUTIVISMO NO COLÉGIO ESTADUAL MANOEL MESSIAS FEITOSA

A filmagem promoveu o engajamento dos estudantes com idéias que inspiraram suas ações e deram origem as expectativas sobre o que poderia ser encontrado, descoberto ou explicado sobre a termologia. Com este método, os alunos foram encorajados a pesquisar e trabalhar sua imaginação, a fim de encontrar na prática aquilo que até então só tinha sido estudado na sala de aula.

Encontrar um ambiente interessante para o estudo da termologia não foi uma tarefa muito difícil, pois os alunos após o conteúdo dado em sala de aula se reuniram e chegaram à conclusão que a praia seria o melhor ambiente para fazer o filme. A escolha do lugar utilizado para o estudo foi muito boa, visto que, ela atendeu aos interessem dos educandos, como também dos professores. O litoral escolhido foi o s situado na cidade de Estância, estado de Sergipe. Seus nomes são:

- a) Praia Abais;
- b) Praia do Saco;
- c) Praia das Dunas.

Para conseguir uma melhor aprendizagem, seja ele conceitual ou prático, os alunos tiveram que conceber, planejar, preparar, executar e interpretar o conteúdo estudado. Envolvidos nessas atividades, eles mobilizaram e explicitaram seus entendimentos peculiares, suas habilidades investigativas, analíticas e sua imaginação, no que se refere à termologia.

Comentando sobre o papel da percepção na construrução de conhecimentos e significados, Moreira (2003) aponta que a percepção, a conceitualização e a ação de um sujeito são processos simultâneos e que se desenvolvem de maneira coordenada. A perspectiva que se adotou neste trabalho enfatiza não apenas o que ocorre no plano mental do indivíduo, mas na transação temporal e ativa entre ele e o mundo. Segundo essa perspectiva, um indivíduo interagindo com o mundo percebe uma série de qualidades que determinam que aspectos daquele ambiente são representados e que conceitos são construídos. Esses são formados a partir das experiências que o aparato perceptual torna possíveis.

O ensino de Física deve ter o compromisso de buscar tornar mais científicos o conhecimento e o pensamento dos estudantes. Com isso se quer enfatizar que foi preciso engendrar esforços para que os alunos do 2º "E" do Ensino Médio do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa desenvolvessem uma melhor compreensão conceitual das principais idéias e modelos da termologia na praia.

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Como mencionado antes, o trabalho realizado visou abordar a termologia e foi planejado para possibilitar aos alunos diversas oportunidades de encontrarem questões que merecessem serem investigadas. Nesta perspectiva, a professara adotou a postura de colaboradora participante que conferia prioridade à filmagem, incentivando cada aluno a desenvolver planejamentos para realização do filme. Ao mesmo tempo, incentivava-os a produzirem suas próprias explicações de forma a tornar seus entendimentos correntes do assunto mais elaborados e científicos.

A maioria dos educandos participantes era do sexo feminino (17), apenas oito (8) eram do sexo masculino, com idades de 15 a 17 anos. Os alunos engajados na atividade são do município de Poço Redondo, porém estudam na cidade de Nossa Senhora da Glória em horário integral.

- O estudo foi configurado com a primeira etapa de um experimento de desenho (Brown, 1992). O objetivo do estudo era coletar dados que permitissem avaliar a adequação da unidade desenvolvida para ensinar sobre a Física da temperatura para alunos do ensino médio, e a partir destes dados revisar o material para ser utilizado com um número maior de alunos. Por esta razão decidimos trabalhar apenas com alunos voluntários e em períodos fora dos horários normais de aula. O conhecimimento dos alunos sobre termologia foi avaliado através de um teste, aplicado após a filmagem. O teste apresentava questões envolvendo a compreensão do que é termologia, como é produzida a transferência de calor, sobre os fenômenos das brisas entre outras c oisas.

A atividade do tipo filmagem é muito rica porque exige que o aluno ao planejar a sua realização tenha que escolher que grandezas medir e como proceder para fazer as medições necessárias. Apenas depois disso, ele estará em condições de testar o seu c onhecimento. Tudo isso contribui para uma melhor conceitualização do assunto estudado, que é a essência do desenvolvimento cognitivo.

Antes que a turma começasse o trabalho de planejamento e investigação, elas foram estimuladas a discutir com a participação da professora as regras para o trabalho em grupo. Algumas normas simples como: procurar definir as variáveis a serem investigadas e ouvir os colegas.

- O calor e a temperatura foram abordados de forma prática pegando como exemplo o ambiente litorâneo. Na filmagem os alunos explicaram que a temperatura é uma grandeza que mede o estado de agitação das partículas dos corpos, e que em contra partida o calor é energia transferida.

No que se refere ao equilíbrio térmico do corpo, os estudantes o exemplificou no fifilme a partir da prática de caminhadas e jogos que ajudam as pessoas a transpirarem e a partir daí equilibrar a temperatura do corpo humano.

Os fenômenos relacionados com as brisas (correntes) foram abordados a partir de um diálogo entre três alunos que mostravam curiosidade entre a diferença de temperatura entre a água do mar e a areia da praia nos períodos diurno e noturno. Foi neste diálogo que se explicaram todos os conceitos e ensinamentos sobre o assunto abordado.

Os educandos, no vídeo, apresentaram o assunto: transferência de calor através da exposição de conversas e cantorias ao redor de uma fogueira. Com isto, eles queriam demonstrar que a permuta de calor ocorre quando dois ou mais corpos com temperaturas distintas (fogueira e pessoas) perdem ou cedem calor para o meio em que se encontram.

- O termômetro é um instrumento destinado a medir a temperatura. Nele a medida de temperatura pode ser realizada por meio da variação de volume de um líquido, por exemplo. Os alunos do 2º "E" do Colégio Estadual Manoel Messias

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Feitosa dramatizaram uma aula dentro da casa onde estavam alojados, a fim de mostrar o funcionamento deste instrumento, assim como, o que o impulsiona a funcionar.

Os alunos apresentaram um entendimento melhor do que eles normalmente demonstram nas atividades tradicionais da sala de aula. Depois da realização do filme, os educandos aprenderam os conceitos envolvidos na atividade. Assim, quando questionados sobre: o conceito do calor e temperatura; o equilíbrio térmico do corpo humano; o fenômeno das brisas; e a transferência de calor; os alunos responderam de forma clara, concisa e segura aquilo que havia aprendido na prática.

## 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

É fato que as tecnologias da comunicação ajudam a modificar a aparência obsoleta da didática escolar, mas elas precisam ser incorporadas e digeridas tendo como ponto de partida à realidade e as curiosidades dos alunos e o desenvolvimento do currículo mínimo das disciplinas, num processo de relação dialógica.

Observou -se que, à qualidade do ensino de Física está estritamente ligada as práticas acadêmicas do professor, espera-s-se do mesmo uma motivação maior para que o discente estude, que mude a dinâmica da sala de aula ao permitir a participação através de trabalhos em grupos, seminários, leitura, pepesquisa, música, poesia, dramatizações s e que procure a fixação do conteúdo com vários exercícios sobre a matéria.

Os Filmes são baratos, fáceis de obter, duradouro e fáceis de usar. Eles oferecem a possibilidade de repetição, utilizando câmera lenta, e mostrando detalhes em closes. A adição de gráficos, animações e elementos interativos podem acentuar o seu valor educativo; e com faixas audiovisuais os estudantes podem acompanhar uma gravação de um experimento enquanto monitoram os equipamentos que registram os detalhes do experimento.

A partir do estudado, este trabalho conseguiu alcançar os seus objetivos, chegando-se as seguintes conclusões:

- a) Quando estimulados pelos docentes, a partir de práticas alternativas de aprendizagem os alunos despertam curiosidades com relação ao estudo a Física;
- b) O interesse dos alunos de Física do 2º ano "E" do Colégio Estadual Manoel Messias Feitosa aumentou com as práticas alternativas de ensino, pois, os educandos, após a filmagem tornaram-s-se capazes de relacionar melhor a teoria e a prática no conteúdo termologia;
- c) O entendimento da Física entre os alunos elevou-s-se, pois os discentes passaram a ver a disciplina como fonte de conhecimento.

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