O LÚDICO COMO ESTRATÉGICA DIDÁTICA: INVESTIGANDO UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DE FÍSICA
Jonierson Cruz
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2009
- Data
- 27/01/2009
- Linha de pesquisa
- Didática Da Física: Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O lúdico como estratégica didática: investigando uma proposta para o ensino de física
## Jonierson de Araújo da Cruz
CEFET -P -PI/UNED -FLORIANO , jonicruz@bol.com.br
## Resumo
As dificuldades encontradas pelos professores de Física, em nível fundamental e médio, na seleção de situações de aprendizagem que sejam adequados a sua proposta e a realidade de seus alunos são muitas e as mais variadas possíveis. É preciso reconhecer que a baixa variedade de materiais is disponíveis inclui-i-s-se, sem dúvida, entre elas. O desafio se torna ainda maior quando o professor resolve adotar estratégias de ensino que proporcione a aquisição do conhecimento de forma agradável e divertida, ou seja, permita que o aluno associe o aprendizado ao prazer. Para Ramos (1990), tendo a curiosidade e a vontade de manusear, pensar, interagir e propor soluções, o estudante acaba chegando naturalmente ao conhecimento. Diante deste quadro, propusemo-nos a elaborar e produzir uma variedade de atividades de ensino com aspectos lúdico, tais como: caça-palavra, jogos, palavras-cruzadas e outras formas conhecidas de entretenimento. A escolha pelo o lúdico teve como objetivo tornar o processo de ensino e aprendizagem mais atrativo e prazeroso, no sentido de despertar o interesse e a motivação dos estudantes pela Física. O material produzido foi reunido num caderno e apresentado a um grupo de professores que lecionam a disciplina de Física em escolas da rede pública e particular da cidade de Teresina, Estado do Piauí. As atividades produzidas abordam, de maneira lúdica, vários conteúdos de Física, mais especificamente de Mecânica. Os resultados indicaram que os professores gostaram e se interessaram pelo modelo de estratégia de ensino proposto no caderno. Do estudo realizado, acreditamos que o lúdico auxilia o professor no processo educacional, bem como favorece a apropriação de conhecimento pelos alunos.
Palavras -c -chave: Lúdico, Atividade de Ensino , Ensino de F Física.
## A parceria entre professor e atividades de ensino
O professor tem papel importante no processo educ ativo. Segundo FrotaPessoa et al. (1985, p. 39), "(...) o propósito fundamental dos educadores deve ser o de propiciar, aos jovens, ambiente (escola) e estímulos (ação didática) capazes de favorecer seu desenvolvimento físico e intelectual". É de responsabilidade do professor, r, além de oferecer as informações, promover situações de aprendizagem onde o estudante possa expor o que sabe, de maneira a compreender e familiarizarse com os conteúdos estudados.
Para que estas expectativas sejam atendidas, é imprescindível a utilização de atividades de ensino. Bordenave e Pereira (1998, p.124) definem as atividades de ensino como sendo: "(...) veículos usados pelo professor para criar situações e abordar conteúdos que permitem ao aluno viver as experiências necessáririas para sua própria transformação".
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http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xviii/
26 a 30 de Janeiro de 2009
Por meio dos diferentes tipos de atividades, os alunos terão a oportunidade de explorar situações, sejam elas reais ou imaginárias que possibilitarão a assimilação e fixação do conhecimento.
Ao contrário do que vem ocorrendo, as atividades não devem ser só um processo de resolução de exercícios de forma mecânica e sem muito significado para o aluno, mas sim, um aliado, ou melhor, um parceiro fiel do professor no trabalho de tornar o conhecimento acessível aos alunos.
A consolidação do conhecimento depende significativamente do modo como às atividades de ensino são usadas e selecionadas pelo professor. Antes de serem apresentadas, elas devem passar por escolhas criteriosas e específicas a fim de conduzir da melhor forma o o aluno a compreensão e a assimilação do conteúdo, pois uma atividade pode ser melhor para certos propósitos e não ser tão eficiente para outros. Para que sejam eficazes, é fundamental que se leve em consideração o aluno ao qual se destina a realidade da escola, os objetivos e os conteúdos a serem aprendidos.
A seleção de atividades de ensino-aprendizagem é importantíssima, porque dela dependerá o aluno crescer ou não como pessoa. Porque enquanto o conteúdo informa, os métodos formam. Assim, por exemplo, se o conteúdo da matéria a ensinar é o conceito de liberdade, a transmissão deste conteúdo apenas informará ao aluno sobre a definição de liberdade; o método que o professor utilizar para ensinar-lhe é o que realmente fará o aluno viver e sentir o que é libeberdade. O método lhe ensinará a ser livre ou a ser dominado (BORDENAVE; PEREIRA, 1998, p.84).
No ensino de Física, é comum professores orientarem suas ações pedagógicas apenas em livros didáticos ou, o que é pior, em apostilas. Essa atitude, de certa maneira, acaba comprometendo o processo educacional, pois além do fato de organizar suas ações sem levar em contar circunstância importante, tais como o perfil e os interesses de seus alunos, o professor fica preso a uma curta lista de estratégica de ensino. Segundo Rosa, C. e Rosa, A. (2005), a maior parte dos livros de Física, que circulam nas escolas de ensino médio, prioriza atividades que prepare os alunos para as concorridas provas de vestibular. O aluno, muitas vezes, não compreende o que está fazendo e, muito menos, por que terá que fazer, preocupase demais em adivinhar as respostas.
Não se pode negar que tais propostas pedagógicas são fundamentais para os processos de ensino e aprendizagem. A questão que se coloca, no entanto, é em relação ao uso indiscriminado e exclusivo desta prática nas salas de aulas que, efetivamente, não possibilita ao estudante a correta interpretação dos fatos, fenômenos e processos naturais, bem como estabelecer relações com situações do seu cotidiano.
Uma das maneiras de superar essa problemática, na tentativa de facilitar a aprendizagem e desenvolver nos alunos o interesse pela Física, é buscar novas situações de aprendizagem, onde o aluno, além de aplicar seus conhecimentos, tenha a oportunidade de compreender e, consequentemente, gostar do que está fazendo.
Acontece que a seleção de atividades que atendem a essa expectativa não é um processo simples. Bordenave e Pereira (1998, p. 121-122) destacam alguns
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das prováveis razões que impedem o professor de inovar suas estratégias educacionais:
- ÿ Falta de critérios que o orientem na escolha. Na falta de conhecimentos e orientações técnicas para a escolha do método mais apropriado para transmitir o conhecimento para seus estudantes, se limitam a empregar atividades baseados apenas nos livros didático e nos exames de vestibulares.
- ÿ Desconhecimento das possibilidades e limitações dos diversos tipos de atividade de ensino. Quando esse desconhecimento é resultado de falta de preparo pedagógico ele pode até ser reparado, bastando para isso o professor ter perseverança e vontade de progredir para mudar essa situação. Todavia, se for resultado de acomodação pessoal ou da persistência em não adotar novas alternativas, é aconselhável que mude de profissão.
- ÿ Reduzido conhecimento a respeito de como utilizar. Embora tenha conhecimento teórico das potencialidades e das características específicas de variados modelos de atividades, muitos profissionais preferem não empregar no seu curso por não dominar, perfeitamente, as técnicas de utilização.
- ÿ Falta de tempo. Diante da imensa quantidade de conteúdos que compõe nossos currículos escolares, aliado a pouca valorização profissional, muitos acabam tendo que dar muitas aulas, e em alguns casos, em locais diferentes, não sobrando tempo e nem disposição o para que eles tomem providências para melhorar seu curso.
- ÿ Circunstâncias alheias à sua vontade. O professor que busca renovar sua forma de ensinar acaba esbarrando numa série de dificuldades, tais como: precárias condições de trabalho; salas pequenas e numerosas, falta de um merecido reconhecimento e valorização de seu trabalho etc.
Um fator não citado pelos autores, mas que julgamos exercer forte influência na seleção das atividades de ensino está relacionado com a pequena diversidade de materiais didáticos possíveis. Muitas vezes o professor procura implantar inovações em seu curso, mas não encontra sugestões de atividades que melhor sejam adequadas a sua realidade e propósito. (BORGES et al., 1996)
Diante do conjunto de fatores que foram expostos, não há dúvida de que as dificuldades encontradas na seleção das atividades de ensino é uma das razões pela qual "(. (... ) o professor prefere continuar usando métodos poucos eficazes, que conhece bem (pois foi ele próprio vítima deles), a lançar-s-se a uma aventura para a qual não se sente preparado"(FROTA-A-PESSOA et al 1985, p.17-18) .
De acordo com Borges et al. (1996) 1 , uma maneira de enfrentar, ainda que parcialmente, o problema da falta de ferramentas pedagógicas apropriadas, é o professor se interessar em desenvolver seu próprio material de ensino. No trabalho do referido autor, é fácil perceber que a produção de um recurso não é uma tarefa simples, que se faz ou consegue executar sem esforço e perseverança. O professor que queira se empenhar neste trabalho precisa, no mínimo, de duas habilidades básicas.
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A primeira delas está relacionada com a preparação profissional. Para que tenha condição de construir um material, que possa potencialmente viabilizar e promover a aprendizagem de um determinado conteúdo, o ededucador precisa de certas habilidades intelectuais e prática. Geralmente a aptidão para manipular e combinar as idéias e os objetos até que se chegue a um modelo definido, é resultado de puro talento do indivíduo ou proveniente de uma formação profissional apropriada. O que normalmente vem ocorrendo, é que muitos professores que não podem contar com seu talento, ao preparar-r-s-se para produzir seu material, acabam descobrindo que não tiveram uma boa formação profissional. (BORGES et al., 1996).
Outra habilidade de importância crucial é a capacidade de contornar os problemas referentes à falta de apoio e incentivo dos colegas de trabalhos e dos envolvidos com a educação escolar. Quando o professor resolve inovar suas ações pedagógicas ele, quase sempre, acaba tendo que enfrentar na escola uma série de resistências externas e internas. (BORGES et al, 1996).
A maioria destas barreiras vem de instâncias superiores e fogem do raio de ação do professor; nestes casos, a luta é longa e difícil de superar. Outras, porém , estão ao alcance do professor e podem ser superadas, pois dependem, em boa parte, da sua ação pedagógica em sala de aula.
Acreditamos que muitas das resistências criadas pelos alunos, principalmente aquelas relacionadas com a questão da implantação de inovações didáticas, podem ser contornadas com o auxílio de uma metodologia compatível, principalmente, com seus interesses e conhecimentos. Uma saída possível para que isto ocorra é o professor buscar propostas pedagógicas que cativem os alunos para que se engajem ativamente no processo de mudança.
## O lúdico na mediação entre o prazer e o conhecimento
Uma proposta, aparentemente atraente e inovadora, possibilita atender satisfatoriamente essa exigência. Formas conhecidas de entretenimento como, por exemplo, caça-palavras e criptograma, aguçam a curiosidade e proporcionam o aprendizado de modo lúdico, ou seja, permitem que o estudante aprenda se divertindo.
No que diz respeito à utilização de formas lúdicas como instrumentos e estratégicas para o ensino, Ramos (1990) afirma que é possível o aluno brincar e ao mesmo tempo estudar e aprender Física. Obviamente, o lúdico o não é a única intervenção possível, nem a mais importante, mas é a que melhor oferece condição para a construção do conhecimento de maneira agraradável e divertida.
Este tipo de atividade, mas comum nas séries iniciais, são consideradas prazerosas e motivadoras, devido a sua capacidade de envolver o indivíduo de maneira intensa e total, criando um clima de tensão (devido à incerteza e ao acaso) que desafia o aluno a buscar uma solução. Este envolvimento emocional de refletir, interagir e atuar "seduz" os estudantes a pesquisar e propor soluções. É por essa razão que a inserção do lúdico, no ensino de Física, não deve ser tratada como algo incidental ou alegórico para o processo pedagógico. O lúdico o deve representar um
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meio para se alcançar determinados objetivos educacionais, como, por exemplo, criar uma relação positiva entre o prazer e o conhecimento (RAMOS, 1990).
Para o professor, a utilização de atividades lúdicas tem o atrativo especial de propiciar uma mudança na sua relação com os alunos. Ao inserir o lúdico na rotina escolar, o professor assume o papel de organizador e condutor da aprendizagem ao invés de apenas comunicador de conhecimentos.
No entanto, a utilização de situações lúdicas na educação atual, como um meio de tornar este processo prazeroso, ainda é pouco aproveitado. Atividades que optam em conduzir o aluno até a aprendizagem por outros meios como, por exemplo, tarefas que exigem descobrir palavras ou cruza-las em sentido vertical ou horizontal, não são muitas vezes visto pelos administradores escolares e professores como valiosas no processo de apropriação do conhecimento. As pessoas envolvidas com a educação, e mesmo os pais de alalunos, preferem as atividades que preparam os estudantes para as concorridas provas de vestibular.
## Resultados e discussão
Na analise das atividades produzidas, contamos com a colaboração de 42 (quarenta e dois) professores que ministram aulas de Física no ensino médio, em escolas públicas e/ou particulares da cidade de Teresina, estado do Piauí.
- O instrumento utilizado para coletar os dados foi um questionário, situado nas duas últimas páginas do material produzido. O questionário foi distribuído em duas s partes. A primeira delas, intitulada "Conhecendo o Pesquisado", continha questões, cujo objetivo era caracterizar os professores, coletando dados sobre idade, sexo, experiência profissional e sobre a utilização de atividades de ensino. A segunda parte, intitulada "Em Relação ao Caderno de Atividade", continha questões que tiveram o objetivo de conhecer a opinião dos pesquisados a respeito das atividades produzidas, além de colher sugestões e críticas.
Em relação aos participantes, 90,48% eram do sexo masculino e 9,52% do sexo feminino; 38,10% tinham entre 20 e 25 anos de idade, 50,00% tinham entre 26 e 30 anos de idade e 11,90% tinham 31 ou mais de 31 anos de idade. Do total de participantes, 19,04% lecionavam a menos de um ano, 35,71% ministravam aula de Física entre 1 e 3 anos, 21,44% tinham lecionado entre 3 e 5 anos e 23,81% há mais de cinco anos.
Quando os participantes foram questionados a respeito da utilização de atividades de ensino, 57,14% deles afirmaram utilizar apenas atividades de resolução de problema. As possíveis razões para essa atitude são apresentadas na Tabela 01.
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Tabela 01 - Razão apontada pelos participantes para utilizarem apenas atividades de resolução de problemas
Pela análise dos resultados da Tabela 1, verificamos que as principais dificuldades encontradas pelos participantes têm relação com a falta de tempo e com a pouca variedade de materiais disponíveis para o ensino de Física. Muitas das iniciativas do professor de mudar suas práticas educacionais acabam esbarrando na falta de materiais didáticos que sejam adequados a realidade de seus alunos e a sua condição e propósito. Esta dificuldade é apontada pelas Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006, p.56) como um empecilho à mudança nas práticas educacionais e um dos responsáveis em fazer com que muitos professores apóiem suas ações pedagógicas apenas no livro didático, que como afirma Rosa, C. e Rosa, A. (2005), estão recheados de conteúdos e de atividades preparatórios para os exames de vestibular.
Em relação aos 42,86% dos participantes que disseram fazer uso de atividade de ensino além das atividades de resolução de problemas, à maioria (66,67%) mencionaram empregar em suas aulas experimentos que permitem demonstrar para os alunos os fenômenos físicos estudado.
Quando os participantes foram questionados a respeito da impressão que eles tiveram do material produzido, a maioria (92,86%) dos professores afirmou ter gostado do modelo de atividades propostas. A satisfação dos participantes pode ser constatada nas seguintes declarações:
"Muito bom, pois apresenta atividades variadas e divertidas, estimulam o aluno a estudar e a gostar de física".
"A minha impressão sobre este caderno de física foi muito boa, pois nele encontraremos uma série bem variada e divertida de atividades, que pode nos auxiliar para tornar o ensino e a aprendizagem de física mais agradável".
"Muito criativo, com atividades interessantes que os alunos se sentem atraídos em responder".
"As atividades estimulam o aluno a aprender brincando o que é muito bom".
"Muito legal, interessante, prende a atenção do aluno com brincadeiras que ele já conhece e aplicando conhecimentos de física".
De acordo com Borges et al l (1996, p. 427), o interesse e a motivação são condições indispensáveis no sentido de possibilitar que os estudantes tenham participação ativa no processo de aprendizagem.
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Em relação aos 7,14% dos professores que não aprovaram o material produzido, a maioria fez esta escolha por considerar que o mesmo traz atividades com nível de dificuldade muito alto para serem utilizado no ensino médio, principalmente, em escolas públicas. Os seguintes comentários dos participantes refletem o que acabamos de dizer:
- "(...) porque tem questões de interpretação de nível que os alunos terão dificuldade de entendimento".
"Muito criativo, mas um pouco complicado para alunos do ensino médio, principalmente da escola pública".
"Requer do aluno um alto grau de raciocínio. Porém algumas atividades são complexas um pouco para o nível de ensino".
Esses depoimentos foram importantes no sentido de reavaliar o material, identificar equívocos nos enunciados de algumas atividades e colhimento de sugestões para uma versão futura.
## Considerações finais
O presente trabalho apresentou o o lúdico com alternativa metodológica para o ensino de Física. A motivação para o desenvolvimento deste estudo seria a insatisfação com situações de aprendizagem oferecidas pelos materiais didáticos existentes. Pois de acordo Rosa, W. & Rosa, B., (2005, p.2):
"(...) Os textos e, principalmente, os exercícios são apresentados como matemática aplicada, na qual a questão fundamental se resume a treinar o estudante na resolução de problemas algébricos."
Segundo Borges et al (1996), as introduções de inovações no ensino enfrentam resistências da comunidade escolar, inclusive dos alunos. Dentre as dificuldades identificadas pelos autores como fatores que dificultam a introdução de material didático inovador, verificamos que as relacionadas aos alunos podem ser superadas se os alunos forem engajados ativamente no processo.
Consideramos, assim com Ramos (1990), que ao utilizarmos adequadamente o lúdico estamos fazendo com que o aluno associe o aprendizado ao prazer, uma vez que as atividades lúdicas, por sua própriria natureza, levam os alunos a situações descontraídas e atrativas de aprendizagem. Com isso entendemos que o lúdico deveria merecer um espaço e um tempo maior na prática pedagógica dos professores de Física, pois acreditamos que um aluno emocionalmente envolvido com o conteúdo acaba aprendendo mais.
Por fim, podemos dizer que os relatos dos professores em relação ao material produzido foram relevantes e serviram como motivação para o desenvolvimento de novas atividades lúdicas para o ensino de Física.
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## Refererencias
BORDENAVE, Juan D. e PEREIRA, Adair M. Estratégias de ensinoaprendizagem. m. 19. ed. Rio de Janeiro:Vozes, 1998.
BORGES, Oto N.; FILOCRE, João; GOMES, Arthur E. Quintão (1996). Modelo de desenvolvimento de materiais didáticos para o ensino de física e ciências. Atas V Encontro de Pesquisadores em Ensino de Física.
FROTAAPESSOA, Oswaldo; GEVERTZ, Rachel e SILVA, Ayrton G. Como ensinar ciências. 5. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1985.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA. A. Orientações Curriculares para o Ensino Médio, vol. 2, Brasília, 2006.
RAMOS, Eugenio M. de F. Brinquedos e jogos no Ensino de Física, Dissertação de Mestrado, USP (Instituto de Física e Faculdade de Educação), São Paulo, 1990.
ROSA, Cleci W.; ROSA, Álvaro B. Ensino de Física: objetivos e imposições no ensino médio. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias Vol. 4, Nº 1, 2005.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.