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AS FASES DA LUA EM HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

Francisco Fernandes Soares Neto, Wagner Wilson Furtado

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVIII
Ano
2009
Data
27/01/2009
Linha de pesquisa
Didática Da Física: Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## AS FASES DA LUA EM HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

## Francisco F FernandesSoares Neto 1 , W Wagner Wilson Furtado 2

1 Universidade Federal de Goiás /Inst . de Física/Bolsista Prolicen/PROGRAD , ticofisica@gmail.com 2 Universidade Federal de Goiás - Instituto de Física , wagner@if.ufg.br

## Resumo

Neste trabalho, apresentamos os resultados da aplicação de uma História em Quadrinhos criada com o objetivo de explicar as Fases da Lua a alunos do Ensino Fundamental. O enredo e os personagens foram criados com a intenção de explicar o fenômeno com uma linguagem atrativa e adequada ao nível dos estudantes. A proposta foi executar algo original, com uma abordagem inovadora, e que possuísse um grande potencial de atuar como catalisador na comunicação entre os jojovens e a Física. O papel principal do gibi foi atuar como fator motivador para o início do estudo do fenômeno abordado. Ele foi empregado na introdução do tema, cuja compreensão foi aprimorada por outro meio didático, um modelo tri-dimensional, construído com bolas de isopor para representar o sistema Sol-Terra-L-Lua, com o objetivo de facilitar a visualização da formação das fases da Lua. A História em Quadrinhos atuou como fator motivador para o início do estudo, pois a empolgação que o gibi promoveu foi imimportante para estabelecer a conexão com o modelo físico do sistema solar e fundamental para embasar as explicações dadas pelos alunos ao fenômeno. A análise dos resultados foi realizada a partir das imagens coletadas por filmagens das participações dos alulunos nas dinâmicas de aplicação do material. A análise permitiu concluir a eficácia da estratégia adotada para explicação do fenômeno, pois todos os alunos demonstraram, em maior ou menor grau, terem compreendido a dinâmica das fases da Lua. O gibi está disisponível para d download na página do Instituto de Física da UFG na internet: www.if.ufg.br.

Palavras -c -chave: Ensino de Física, Histórias em Quadrinhos no ensino, Lúdico no ensino de Física.

## Introdução

A educação contemporânea implica em uma interação da es cola com a vida cotidiana dos alunos, trabalhando com seus símbolos, suas linguagens, suas culturas e seus interesses. Esses são os pressupostos da Pedagogia da Comunicação, que com seu desenvolvimento pode contribuir para que a escola deixe de ser algo distante da realidade dos estudantes (Gutierrez e Prado, 2000, Penteado, 2002 e Porto, 1998). Para tal, torna-se importante o ensino realizado utilizando -se as linguagens que permeiam o cotidiano dos alunos, tais como: livros, jornais, charges, revistas em quadrinhos, teatro, computadores, cartazes, entrevistas, exposições, filmes, diálogos, programação televisiva, jogos de vídeogame etc., possibilitando aos educandos aprender a ler, interpretar e a comunicar-se por meio dessas múltiplas linguagens referidas .

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26 a 30 de Janeiro de 2009

Os órgãos oficiais de educação passaram a reconhecer a importância do uso de variados materiais didáticos, como é o caso do MEC que elaborou os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) que enfatizam que:

(...) todo material é fonte de informação, mas ne nhum deve ser utilizado com exclusividade, (...) é importante haver diversidade de materiais para que os conteúdos possam ser trabalhados da maneira mais ampla possível (...) o livro didático não deve ser o único material a ser utilizado, pois a variedade de fontes de informação é que contribuirá para o aluno ter uma visão ampla do conhecimento (...) é importante fazer um bom uso de recursos didáticos como quadro-o-giz, ilustrações, mapas, globo terrestre, discos, livros, dicionários, revistas, jornais, folhe tos de propaganda, cartazes, modelos, jogos e brinquedos. Aliás, materiais de uso social e não apenas escolares são ótimos recursos de trabalho, pois os alunos aprendem sobre algo que tem função social real e se mantêm atualizados sobre o que acontece no mundo, estabelecendo o vínculo necessário entre o que é aprendido na escola e o conhecimento extra escolar. (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1998)

Pesquisas indicam que o estudante pode se tornar o construtor de seus futuros conhecimentos a partir de seus interesses que, por meio de uma motivação, o conduzirá a tomar para si um dado objeto/assunto (Braz da Silva, 2004). Toda essa maneira de ver faz sentido se tomarmos como partida a Epistemologia Genética de Piaget, que considera que o objeto é aprendido por meio de alguma estrutura cognitiva constituída pelo sujeito (aluno), a partir de interesses e necessidades (Piaget, 1973). Nesse caso, a motivação vem como o combustível que o levará a se sentir seduzido pelo que está sendo apresentado e que encontre um significado a partir das atividades desenvolvidas, para que em seguida possa analisar o objeto proposto e então construir o conhecimento.

Ao se falar em jovens, um dos principais agentes de sedução é a brincadeira. Nesse caso, o lúdico vem como agente de e construção de conhecimento. Antigamente, era comum colocar um gibi dentro de um livro didático e fingir que estava estudando. Essa prática implicava em riscos, pois era comum o professor pegar o aluno rindo, o que não seria muito lógico, ao estudar, por exemplo, em um livro de Física ou Matemática. Percebeu -s -se, assim, que as Histórias em Quadrinhos, HQ's, podiam ser utilizadas como meio de transmissão de conhecimentos específicos, e, com isso, passaram a ser utilizadas por professores, não apenas para tornar suas aulas mais agradáveis, mas para facilitar o aprendizado. Podem, então, ser empregadas, entre outras maneiras, na introdução de temas que serão desenvolvidos posteriormente com outros meios didáticos, no aprofundamento de um conceito já apresentado, na ilustração de uma idéia ou situação ou como forma lúdica para o tratamento de um tema complicado.

A pesquisa "Retrato da Escola 2", realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE, 2001), em dez estados brasileiros, comprovou que alunos que lêem gibi têm melhor desempenho escolar do que alunos que usam somente os livros didáticos. Mostrou, também, que entre estudantes de 5° ano da rede pública, a HQ aumenta significativamente o aproveitamento dos mesmos. A pesquisa também mostra ra que os professores que lêem quadrinhos obtêm melhor retorno dos alunos, pois os quadrinhos lhes proporcionam um contato com universo dos estudantes, tornando assim a relação professor-aluno mais natural, e trazendo para o aluno exemplos desse universo comomo ferramenta de aprendizagem em sala de aula.

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Segundo Barbosa (In: Rama, 2005), as HQ's auxiliam no processo ensinoaprendizagem, pois:

- · os estudantes querem ler os quadrinhos;
- · palavras e imagens, juntos, ensinam de forma mais eficiente;
- · existe um alto nível de informação nos quadrinhos;
- · as possibilidades de comunicação são enriquecidas pela familiaridade com as HQ's;
- · os quadrinhos auxiliam no desenvolvimento do hábito de leitura;
- · os quadrinhos enriquecem o vocabulário dos estudantes;
- · o caráter elíptico da linguagem quadrinhística obriga o leitor a pensar e imaginar;
- · os quadrinhos têm um caráter globalizador;
- · os quadrinhos podem ser utilizados em qualquer nível escolar e com qualquer tema.

Portanto, a utilização de HQ's no ensino de Física pode assumir papel importante na explicação de certos fenômenos naturais cotidianos que os estudantes, principalmente do ensino fundamental, não conseguem explicar. Porém, apesar da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) prpreverem a utilização das histórias em quadrinhos como recurso didáticoopedagógico, se um professor decidir adotá-las, vai se deparar com uma verdadeira lacuna na bibliografia. A metodologia empregada atualmente é trabalhar com histórias já existentes. Os prprofessores pesquisam gibis em busca de tirinhas que tratem de algum assunto relacionado com o tema a ser abordado e daí as aplicam para introduzir um assunto ou subsidiar a discussão sobre o mesmo. Assim, é comum vermos professores trabalhando com histórias em quadrinhos de Garfield, Calvin e Harold, Hagar, Níquel Náusea, Mafalda, Martins e Eu, Turma da Mônica, dentre outros.

Assim, nosso objetivo é trabalhar, não a partir das histórias já existentes, mas sim, com a criação de novas histórias, com novos personagens, que interagindo procuram a explicação de certos fenômenos físicos cotidianos, utilizando uma linguagem adequada ao nível dos estudantes. Um outro ponto importante é a disseminação de conhecimentos, pois, de uma maneira geral, é comum as pessoas partilharem suas revistas, emprestando-as para amigos e familiares. Assim, o conhecimento passará de mão em mão.

A HQ criada, e outras que já estão sendo criadas, se destinam a alunos do Ensino Fundamental que estão numa faixa etária onde é possível destacar algumas características favoráveis ao uso desta ferramenta em sala de aula, pois é possível perceber a capacidade de identificação de detalhes e capacidade de fazer correlações. Para esse grupo, as HQ's aproveitam o surgimento dessas novas capacidades e possibilitam que o aluno se identifique com o enredo e os personagens, tornando assim a contextualização dos temas e fenômenos mais ampla.

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Espera-s-se, assim, que essas HQ's desempenhem papel importante na transposição dos conhecimentos físicos para o cotidiano de seus leitores, que os professores sejam estimulados a aplicar novas técnicas estruturadas em suas experiências e na vivência de seus alunos, que os alunos possam ser atores importantes na difusão do conhecimento ao divulgar para outras pessoas o material didático produzido e que a técnica seja facilitadora da transferência de conhecimentos, imprimindo ao aprendizado um aspecto lúdico e estético.

## Metodologia

A presente pesquisa foi desenvolvida durante o ano de 2007/2008, por um aluno do curso de Licenciatura em Física da Universrsidade Federal de Goiás - - UFG , bolsista do programa PROLICEN da Pró-Reitoria de Graduação. Participaram da pesquisa 48 alunos de duas turmas do 6º ano e de duas do 7º, separadamente (respectivamente, 5ª e 6ª séries da antiga seriação do Ensino Fundamental). O público alvo foi pré-adolescentes na faixa etária de 10 a 12 anos. O planejamento e o desenvolvimento de todas as atividades foram adequados às necessidades e características da faixa etária do grupo a que se destinou o trabalho.

As etapas do trabalho foram as seguintes:

## Etapa 1 - - criação e aperfeiçoamento da HQ

Inicialmente, selecionou-se, dentre vários possíveis, o tema/fenômeno para a criação da HQ. O escolhido foi o das Fases da Lua, por ser um fenômeno do cotidiano de todos e que poucos, inclusive adultos, têm a correta compreensão. Outros temas interessantes foram deixados para trabalhos futuros, que já estão em andamento. Definido o tema, foram criados os personagens que deram o contexto para o desenvolvimento do enenredo da História em Quadrinhos. Iniciou-se, então, o processo de produção: os quadrinhos foram desenhados a mão, digitalizados e colorizados por computador. Foi utilizado o programa Comic Life para montagem dos quadrinhos e dos balões. Teve-se o cuidado com a linguagem utilizada e com os conceitos científicos do tema abordado, pois tinham que ser adequados ao públicoalvo.

## Etapa 2 - - impressão dos gibis

A impressão dos gibis foi realizada no Centro Editorial e Gráfico da UFG (Cegraf) e financiada com recursos da Pró-Reitoria de Administração e Finanças e do Instituto de Física da Universidade Federal de Goiás - - UFG. A tiragem inicial foi de 540 revistas. O gibi pode ser baixado, gratuitamente, em www.if.ufg.br.

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Figura 01: Capa do gibi - - Turma do Mazim - com a história "Fases da Lua"

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Figura 02: Página do gibi

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## Etapa 3 - a pesquisa

O projeto da pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CoEP) da UFG e por ser realizada com menores de 18 anos, foi elaborado um Termo de Consentimento LiLivre e Esclarecido, aprovado pelo CoEP, para colher a autorização dos pais ou responsáveis pelos alunos que se interessassem a participar. A pesquisa foi aplicada no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação da UFG - - CEPAE (antigo Colégio de Aplicação) com 24 alunos de duas turmas do 6° ano e 24 de duas do 7°, separadamente Tivemos o cuidado de deixar claro para os alunos os objetivos da nossa pesquisa, procurando conquistar a participação do maior número possível de alunos. Não houve a participação de de todos os alunos das turmas, pois alguns não se interessaram em participar e outros não entregaram o Termo assinado pelos pais.

Os alunos receberam o gibi dois dias antes da aplicação da pesquisa para que o lessem em horário extra-classe. No dia combinado, e em horário normal de aula, foram agrupados em 2 ou 3 alunos, e solicitado que explicassem o fenômeno uns para os outros, dentro dos grupos.

O papel principal do gibi foi atuar como fator motivador para o início do estudo do fenômeno abordado. Ele foi empregado na introdução do tema, cuja compreensão foi aprimorada por outro meio didático, o modelo tri-dimensional do sistema Sol -Terra -- Lua, utilizado posteriormente a essa discussão em grupos.

Após a discussão, os grupos se dirigiam à frente da sala, um de cada vez, e explicavam o que tinham compreendido com a leitura do gibi. Nesse momento, os alunos podiam utilizar um modelo físico do sistema Sol-Terra-Lua (tri-dimensional), apresentado na Figura 1, para explicar as Fases da Lua para seus colegas. A utilização desse modelo foi fundamental na demonstração do grau de entendimento do fenômeno.

Figura 0 03: Modelo tridimensional do sistema Sol-l-Terra-L-Lua.

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## Etapa 4 - - análise dos resultados

O instrumento utilizado para a coleta foi filmagens das participações dos alunos na dinâmica em sala de aula. Optamos por uma abordagem qualitativa na análise, devido a pesquisa possuir cacaracterísticas indicadas por Bogdan e Biklen, citados por LUDKE e ANDRÉ (1986), tais como: ambiente natural como fonte direta

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dos dados e o pesquisador como principal instrumento, possibilitando contato próximo com o objeto de estudo; preocupação com o processo, pois não nos interessava somente a análise do produto; observação direta da perspectiva dos alunos em relação ao tema abordado; validade e fidedignidade dos d ados coletados.

Optamos pela observação participante, pois, esse contato pessoal permite analisar a perspectiva dos participantes e descobrir aspectos novos da técnica.

## Resultados e discussão

Os resultados qualitativos, obtidos por meio da percepção obtida com as imagens coletadas nas participações dos alunos, mostraram que ocorreu a compreensão do fenômeno exposto pela História em Quadrinhos.

Observamos que a utilização do modelo físico (Sol-T-Terra-Lua) foi fundamental para sedimentar a compreensão que os alunos tiveram do fenômeno, após a leitura do gibi. O modelo foi imimportante, pois proporcionou aos alunos a tridimensionalidade do fenômeno, levando-os a obsbservar de forma "real" o que foi apresentado pela História.

- O primeiro ponto analisado foi a compreensão a respeito de que a Lua é vista da Terra devivido à reflexão da luz solar. Todos os grupos do 6º e do 7º anos mostraram ter compreendido o fenômeno. Destacamos algumas falas dos alunos:

A Lua é o satélite natural da Terra e não tem luz própria, no caso os raios de Sol b atem nela e voltam para a Terra.

A Lua é um satélite natural que gira em torno da Terra... e não tem luz prórópria... (...) e, também só dá pra ver ela por causa do reflexo do Sol.

As outras falas são variações dessas, mas com a mesma compreensão do fenômeno da reflexão da luz solar na superfície da Lua.

- O segundo ponto analisado foi o entendimento das fases da Lua como um ciclo. Todos os grupos apresentaram o movimento da Lua em torno da Terra, ocasionando as fases. Destacamosos, quando um dos grupos, ao explicar com auxílio do modelo físico, diz:

No Brasil dá pra ver em 27 dias, quatro fases dela: Lua Nova, Lua Crescente, Lua cheia e Lua minguante.

Em seguida, iniciamos a analise do entendimento da formação das fases da Lua. Primeiramente a formação da Lua Cheia. Todos os grupos conseguiram compreender bem o fenômeno. Destacamos as falas de alguns grupos:

Aqui é a Lua cheia ...

## e, p posicionando corretamente a Lua em relação à Terra, c completa

... a gente vê ela toda ... e ... também porque o Sol reflete na frente dela que reflete no Brasil, que é onde a gente está.

A luz reflete aqui... ,

apontando a superfície da lua voltada para a terra, e completa

...aí vem a luz e a gente vê.

Depois vem a Lua cheia, a parte iluminada pelo Sol fica de frente pra Terra.

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26 a 30 de Janeiro de 2009

O mesmo aconteceu com os relatos a respeito da formação da Lua nova, onde destacam osos:

Aqui é a Lua nova, né (...) geralmente a Lua aparece à noite, então a gente está desesse lado do mundo ...,

aponta o Brasil no modelo e continua

... aqui não dá pra gente ver a Lua porque o Sol tá refletindo do outro lado dela e a gente tá do outro lado do mundo (risos), então ela... ela não fica clara p'ra gente.

Acontece quando a superfície iluminada pelo Sol fica de costas pra Terra.

Todos os grupos mostraram ter compreendido as transições de fase cresescente e minguante, apesar de acharem que a parte iluminada, e não a parte iluminada visível, vai aumentando ou diminuindo. Após a dinâmica, foi explicada aos alunos essa falha que eles estavam cometendo. As fafalas foram, em geral, variações dessas:

Na nossa visão, ela está quase toda cheia, mas ainda falta um pedaço que não está iluminado.

Afirma o grupo ao explicar a fase crescente da Lua.

A minguante é quando a face iluminada vai diminuindo.

Em alguns casos, nos relatos a respeito da fase minguante e da fase crescente houve alguma confusão, havendo troca entre essas fases. O que pôde ser observado é que alguns alunos não associaram a transição da fase nova para fase cheia como sendo crescente, e da fase cheia para nova como sendo minguante. Porém, em todos os casos, quando erravam, os colegas, rapidamente, corrigiam a falha. Destacamos:

Aqui tá crescente ...,

posicionando o modelo na fase minguante. Ainda um pouco confuso afirma:

... aqui é minguante ...,

posicionando o modelo na fase crescente, até que um membro de outro grupo pede para intervir e vem ajudar:

Não... licença... aqui é crescente... aqui é a cheia... aqui é a minguante ...,

posicionando corretamente o modelo ,

... porque é a ordem, ela começa nova, vai crescendo, fica cheia e mininguante.

Após as apresentações , foi realizado um diálogo com os alunos , com o intuito de propor algumas situações que gerassem dúvidas acerca do próprio fenômeno ou em fenômenos paralelos ao trabalhado e para que eles fizessem uma avaliação da dinâmica e do material utilizados. Dentro das sisituações propostas indagamos : Você já percebeu que se vê a Lua, também, de dia? A A maioria dos alunos respondeu que sim e ainda afirmaram que a viraram bem cedo ou no fim da tarde. Em seguida, utilizando o modelo físico e os conhecimentos que já tinham adquirido, f fizemos com que eles visualizassem essa possibilidade.

Outra situação trabalhada foram os eclipses solar r e lunar . Fizemos a pergunta: O que é um e eclipse? e? Surgiram respostas como:

É quando a Lua se esconde atrás da Terra. a.

É quando a Lua passa na frente do Sol.

A A partir das afirmações, e com a utilização do modelo, facilmente mostraram que tinham compreendido esse fenômeno. .

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26 a 30 de Janeiro de 2009

Um fato interessante ocorreu quando um dos alunos, ao ver a caricatura do criador da História na última contra -capa do gibi, percebeu que o " piercing" no desenho estava desenhado na sobrancelha errada, pois na realidade ele fica na sobrancelha direita e não na esquerda, como no desenho. Isto confirma que os préadolescentes nesta faixa etária possuem características favoráveis ao uso desta ferramenta em sala de aula, pois é possível perceber a capacidade de identificação de detalhes e capacidade de fazer correlações.

Figura 0 04: Caricatura do criador da História em Quadrinhos com destaque no p piercing .

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## Considerações Finais

A pesquisa mostrou que a História em Quadrinhos atuou como fator motivador para o inícício do estudo do fenômeno abordado. Ela provocou um grande interesse dos alunos, pois após saberem da criação do gibi, procuravam, ansiosos e constantemente, quando ficaria pronto e quando o receberiam. A motivação que o gibi promoveu foi importante para estabelecer a conexão com o modelo físico do sistema solar e fundamental para embasar suas explicações.

- A análise qualitativa adotada, baseada na observação das imagens coletadas, nos levou a admitir que o material elaborado é uma ferramenta pedagógica de grande potencial motivador e uma alternativa lúdica para o tratamento de fenômenos cotidianos.

Outras Histórias estão sendo criadas e alguns alunos, sabendo disso, questionam, com freqüência, quando elas ficarão prontas e quando eles receberão os seus exemplares.

- É importante ressaltar, que a técnica das Histórias em Quadrinhos pode e ser utilizada em totodas as áreas do conhecimento, como fator motivador ou como fator de divulgação do conhecimento. Temos certeza que não faltarão leitores interessados em compartilhar essa experiência.

Este primeiro gibi está disponível gratuitamente na página do Instituto de Física da UFG na internet (www.if.ufg.br).

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.