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ANALISE DA CURIOSIDADE CIENTIFICA EM ALUNOS DE CIENCIAS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Vagner Camarini Alves, Maria Salete Vaceli Quintilio, Milton Tomio Nishimoto, Priscila Denize De Moura

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVII
Ano
2007
Data
01/02/2007
Linha de pesquisa
Arte, Cultura E Educaçao Científica
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ANÁLISE DA CURIOSIDADE CIENTÍFICA EM ALUNOS DE CIÊNCIAS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Milton Tomio Nishimoto – – UNOESTE Priscila Denize de Moura – – UNOESTE Dra. Maria Salete Vaceli Quintilio – – UNOESTE Dr. Vagner Camarini Alves – – UNOESTE

## Rsumo:

A educação científica é um tema atual e muito importante, pois há uma grande preocupação para que o ensino de ciências seja efetivo e para que o professor trabalhe conceitos atuais e corretos, empregando uma metodologia adequada ao nível de desenvolvimento cognitivo do aluno, objetivando sua aprendizagem. Entretanto, os alunos dos ensinos Fundamental e Médio ainda encontram uma grande dificuldade no aprendizado de ciências, principalmente Física e Matemática. Este trabalho apresenta uma coleta de dados obtidos em escolas da região do município de Presidente Prudente, estado de São Paulo, envolvendo alunos de 5a 5a e 8 a séries do Ensino Fundamental. A amostra coletada compõe-se de 631 tópicos que despertam interesse dos alunos e foram classificadas em 5 categorias: Tecnologia, Astronomia, Fenômenos naturais, Biologia e seres humanos e outras. Os assuntos que despertaram maior interesse nos alunos de ambas as séries foram Astronomia e Fenômenos naturais. Há uma razão que justifica essa curiosidade com a Astronomia: o fato de o nosso astronauta Marcos Pontes ter sido o primeiro brasileiro a viajar no espaço. Devido à coincidência cronológica da cobertura na mídia e a coleta de dados, este acabou sendo o assunto de maior interesse. Quanto aos fenômenos naturais, a mídia também noticiou amplamente os tsunamis, furacões e tempestades ocorridas no Estados Unidos e Indonésia, despertando a curiosidade, dúvidas e até mesmo o medo nos alunos de 5 a e 8 a séries. Na amostragem, percebemos ter havido uma certa tendência a repetir os exemplos dados na coleta em ambas as séries. Assim, algumas perguntas que foram freqüentes, tais como: Por que ocorrem relâmpagos e trovões?; Como a geladeira funciona?; Como o microondas esquenta os alimentos? Parecem refletir o fato de que os alunos ainda têm receio de expor suas próprias dúvidas. Concluindo, a mídia, principalmente a televisão, ainda é um fator determinante na busca por conhecimento. Assim, "o que dá na TV" é o que acaba despertando a curiosidade de crianças e adolescentes.

## Introdução:

A preocupação com esta educação científica vem ampliando a pesquisa no ensino de Física e indica uma preocupação com a educação do cidadão, no intuito de fazê -lo compreender não só a ciência, como também a tecnologia resultante de sua aplicação. Além disso, procura-se compreender a própria produção do conhecimento científico, além de entender esse conhecimento como uma das formas de explicar o mundo cotidiano.

Assim, torna-se cada vez mais evidente a importância de se implementar uma educação cientifica, cultivando a curiosidade do aluno evidenciada nos insistentes "por quês" feitos em sala de aula (Vale, 1998). Assim, é necessário incentivar essa busca de conhecimentos e direcioná -la para a construção de uma relação real entre os fenômenos cotidianos e os conhecimentos científicos -tecnológicos trazidos pelo progresso.

As aulas de ciências constituem um ambiente ideal para desenvolver este aspecto da curiosidade dos alunos, pois sempre surgem temas interessantes e, por vezes, misteriosos. A partir dessa busca por conhecer e entender, surgem perguntas interessantes que surpreendem o professor, que fica até sem resposta. Uma das dificuldades é justamente adequar a resposta à faixa etária do estudante, sem, contudo, ser superficial, fornecendo uma informação correta e satisfatória.

A maioria das pessoas acredita que existe um longo caminho entre presenciar o fenômeno e entende -lo, como, por exemplo, olhar o arco-íris e entender porque ele é colorido. Esta ausência de correlação entre os fenômenos cotidianos e o conhecimento cientifico acaba ocasionando uma contribuição negativa no processo de ensino -aprendizagem. Existe uma falta de estímulo à curiosidade científica dos alunos, evidenciada em seu conhecimento insuficiente acerca do mundo e da tecnologia atual que o cerca. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), há uma preocupação atual em cumprir os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), onde é necessário relacionar os fenômenos cotidianos com os conceitos físicos e tecnológicos, promovendo assim o estímulo à busca de c conhecimento.

Os alunos parecem diferenciar a ciência encontrada no seu dia-a-dia da ciência estudada na escola. Assim, muitas dúvidas dos alunos, tais como: Por que não posso colocar objetos de metal no forno de microondas? Uma estrela-cadente é realmente uma estrela que caiu? Os planetas podem influenciar minha vida? O que é o raio laser? etc.., não são respondidas de imediato, alienando as aulas de ciências do cotidiano dos alunos.

Tais perguntas e dúvidas demonstram um interesse e uma curiosidade inerentes por fatos que envolvem os fenômenos naturais e tecnologia. Elas constituem-se num ótimo "gancho" para as aulas de ciências e física. No entanto, bem poucas são respondidas devidamente!

Devido a essa grande lacuna entre cotidiano e ciência, torna-se urgente contextualizar as fórmulas e conceitos dados em sala de aula, utilizando para isso a própria curiosidade dos alunos como guia. Aqui poderíamos discorrer sobre a Pedagogia dos Projetos ou a Educação Científica. Há atualmente um grande número de publicações que buscam relacionar ciência e cotidiano (vide, por exemplo, Carvalho 2003; Fisher 2004). E isso desperta o interesse dos alunos para as aulas de ciências. Porém, as aulas necessitam ter uma conexão mais dinâmica com o cotidiano do aluno, sem se prendnder somente a fórmulas, gráficos ou conceitos. É necessária uma nova abordagem, eu diria até muito corajosa, da Física!

Este trabalho tem como objetivos estimular a curiosidade cientifica dos alunos, selecionando suas perguntas mais freqüentes sobre os fenômenos cotidianos e tecnológicos; relacionar o cotidiano individualizado nas questões selecionadas com os conceitos elencados nos currículos das disciplinas de Ciências e Física, utilizando, para tal, uma linguagem acessível ao nível dos alunos. Com isso, espera-se poder auxiliar o professor no esclarecimento dessas dúvidas, produzindo uma cartilha com as perguntas e respostas; e, por fim, sugerir uma abordagem dinâmica e rica para as aulas de ciências.

Pesquisamos e coletamos as perguntas feitas por alunos em classes de 5 a e 8 a séries do ensino fundamental, com relação aos fenômenos físicos, em 4 escolas, sendo 2 particulares e 2 estaduais, na região de Presidente Prudente. Para tal, obtemos os termos de autorização dos diretores e responsáveis pela escola. .

As perguntas foram analisadas e classificadas. Após a seleção das perguntas mais freqüentes, o passo seguinte foi respondê-las em linguagem clara, correta e

acessível ao nível dos estudantes. Para tal, foi feita uma pesquisa em livros, revistas e na inteternet.

## Resultados

A coleta de dados deu -se em escolas da região do município de Presidente Prudente, estado de São Paulo, sendo duas particulares e duas públicas, envolvendo alunos de 5a 5a e 8 a séries do Ensino Fundamental. A amostra coletada compõe-se de 631 perguntas, que foram classificadas em 5 categorias: Tecnologia, Astronomia, Fenômenos naturais, Biologia e seres humanos e outras, agrupadas da seguinte maneira:

Figura: Distribuição das perguntas nas subáreas

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## Conclusões

Os assuntos que despertaram maior interesse nos alunos de ambas as séries foram Astronomia e Fenômenos naturais.

Há uma razão que justifica essa curiosidade com a Astronomia: o fato de o nosso astronauta Marcos Pontes ter sido o primeiro brasileiro a viajar no espaço. Devido à coincidência cronológica da cobertura na mídia e a coleta de dados, este acabou sendo o assunto de maior interesse.

Quanto aos fenômenos naturais, a mídia também noticiou amplamente os tsunamis, furacões e tempestades ocorridas no Estados Unidos e Indonésia, despertando a curiosidade, dúvidas e até mesmo o medo nos alunos de 5a 5a e 8 a séries.

Na área de Astronomia, o assunto de maior curiosidade dos alunos é o Sol. Isto parece refletir a preocupação dos alunos com a famosa pergunta "Onde estamos?"

Na amostragem, percebemos ter havido uma certa tendência a repetir os exemplos dados na coleta em ambas as séries. Assim, algumas perguntas que foram freqüentes, tais como: Por que ocorrem relâmpagos e trovões?; Como a geladeira funciona?; Como o microondas esquenta os alimentos?, parecem refletir o fato de que os alunos ainda têm receio de expor suas próprias dúvidas.

Concluindo, a mídia, principalmente a televisão, ainda é um fator determinante na busca por conhecimento. Assim, "o que dá na TV" é o que acaba despertando a curiosidade de crianças e adolescentes.

## Referências Bibliográficas

CARVALHO, Regina Pinto de. Física do dia-a-dia. Belo Horizonte: Gutenberg, 2003.

FISHER, R, Len A Ciência no Cotidiano - - Como aproveitar a ciência nas atividades do dia a dia. São Paulo: JZE, 2004.

VALE, José Misael do. In: Questões Atuais no Ensino de Ciências, org. Roberto Nardi, São Paulo: Escrituras, 1998.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.