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ABORDAGEM EXPERIMENTAL NO ENSINO DE FISICA: MECANICA

Lutiano Valadao Freitas, Wagner Wilson Furtado, Paulo Celso Ferrari

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVII
Ano
2007
Data
01/02/2007
Linha de pesquisa
Tecnologias (Laboratório, Vídeo E Informática) No Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ABABORDAGEM EXPERIMENTAL NO ENSINO DE FÍSICA: MECÂNICA

Lutiano Valadão Freitasa sa [lutianovfr@yahoo.com.br] br] Wagner Wilson Furtado b b [wagner@if.ufg.br] Paulo Celso Ferraric ic [pferrari@if.ufg.br]

a Universidade Federal de Goiás – Instituto de Física – Bolsista Prolilicen – PROGRAD/UFG

b Instituto de Física da Universidade Federal de Goiás

c Instituto de Física da UFG, Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica da UFSC

## RESUMO

Este trabalho teve como objetivo avaliar a importância da prática experimimental e de exemplos cotidianos no aprendizado de Física. A prática foi desenvolvida com kits experimentais de mecânica ministrada no Ensino Médio. Os temas foram trabalhados a partir de exemplos do dia-a-dia dos alunos e de experimentos que ilustraram a teteoria abordada. Utilizouuse a seqüência de conteúdos proposta pelo Grupo de Reelaboração do Ensino de Física - - GREF e procurou-u-se verificar a eficiência dos experimentos na compreensão da teoria. Durante a pesquisa, os alunos foram levados a raciocinar a partir de exemplos práticos e de experimentos, a chegar a conclusões conceituais sobre os assunto abordados e, até mesmo, a equacionar os problemas de forma lógica. Para a realização do estudo, foram convidados alunos do terceiro ano do Centro de Ensino e Pesquisa ApAplicada à Educação - - CEPAE da UFG para, em horários extra-classe, participarem da pesquisa. A avaliação foi realizada com testes aplicados antes e após as atividades. No teste aplicado antes das atividades, foi avaliado o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto a ser abordado. Após a aula experimental, aplicou-u-se novamente o mesmo questionário. O objetivo dessas avaliações era verificar a existêncncia de idéias pré-formadas sobre o assunto, se existiam conceitos pertencentes ao senso comum (altlternanativos) e se estes foram eliminados após a realização da aula experimental. Com o decorrrrer dos encontros, percebeu-u-se uma melhoria no desempenho e na motivação dos alulunos. A introdução de práticas experimentais associadas aos conceitos teóricos teve o efeito esperado neste grupo de alunos e os benefícios para o aprendizado foram observavados durante todo o projeto, o que nos leva a concluir que a prática experimental deve ser, sempre que possível, utilizada.

Palavras -chave: Ensino de Física, Laboratório Didático, Mecânica.

## 1. ININTRODUÇÃO

A Física, como parte fundamental da cultura atual, é uma maneira de ver e compreender o mundo ao nosso redor. O seu aprendizado modifica a visão pessoal de mundo, contrariando, muitas vezes, o senso comum, levando a novas descobertas e ao desenvolvimento tecnológico. Constitui-i-se uma ciêncncia essencialmente experimental e, portanto, seu ensino deveria estar fundamentado em práticas experimentais. Não deveria ser entendida apenas como um método de resolver problemas, mas sim im como uma ciência fruto de pesquisas, fundamentada em conceitos e leis fortemente estruruturados. A atividade experimental é de suma importância, pois é o desenvolvimento de procedimentos experimentais/investigativos, juntamente com a pesquisa teórica, que v vêm propiciando o desenvnvolvimento tecnológico testemunhado por todos. Contudo, o que vemos no atual ensino de Física é um mero ato de decorar fórmulas para "aprender" a resolver problemas. A Física experimental tem sido deixada de lado pela maioria dos professores e por essa razão os alunos não têm se atentado para a sua importâncncia.

A reversão desse quadro só ocorrerá quando a Física for compreendida como ciência do cotidiano e sem a qual o cidadão não consegue compreender com clareza e sem misticisismos a p própria natureza. Assim, devemos investir nossos esforços para mostrar que a Física é uma disciplina que vai além de fórmulas e conceitos abstratos, que é também uma ciência prática que nos ajuda a compmpreender melhor o mundo em que vivemos. A escola tem o papel de introduzir novos métodos de observação e análise dos fenômenos físicos, acrescentando ao cotidiano do estudante elementos de metodologia de pesquisa científica.

Para que haja um aprendizado eficiente, é necessário que os alunos tenham contato com a Física de forma experimental. Os estudantes devem praticá-la, realizando experimentos, desenvolvendo projetos, colhendo dados e medidas, enfim, podendo construir o conhehecimento por meio de resultados concretos. Acreditamos que é essa Física, que se faça presente no cotidiano escolar, que deva ser levada aos estudantes de Ensino Fundamental e Médio. Não existe ciência sem que se pratique ciência. A escola é o único ambiente que pode oportunizar o contato com atividades de pesquisa experimental em Física, atatravés do laboratório didático.

O laboratório didático de Física é um local onde os alunos têm a oportunidade de conhecer experimentos que os levem à aplicação da teoria vista em sala de aula, assim como, aprender a observar, explicar e reproduzir fenômenos ocorridos na natureza que estão relacionados com o seu dia -adia. Um físico educador deve priorizar a construção do conhecimento pelo próprio aluno, utilizando sua curiosidade e seu poder de questionamento. Deve dar ênfase ao papel da experimentação, não aquela que se resume à execução de procedimentos pré-determinados onde o sentido nem sempmpre fica claro para o aluno, mas sim, às situações e fenômenos que estão ao seu alcance, em casa, na escola ou na rua.

Quando nos referimos a "laboratório didático de Física", não estamos falando de um laboratótório com grandes e caros equipamentos ou aparelhos, mas sim de um local onde professor e alunos possam construir seus próprios kits experimentais, ao mesmo tempo em que o conhecimento em Físicica, auxiliado pelo profefessor, vai sendo construído pelos alunos, por meio da curiosidade, da investigação e da prática experimental. Nem por isso deixamos de valorizar os equipamentos especializados, como é o caso do trilho de ar, que, quando disponíveis, exercem papel importantíssimo na construção de certos conceitos científicos. A possibilidade de construir seus próprios kits não elimina por compmpleto o compromisso das instituições de ensino em investir financeiramente na aquisição de equipamentos especializados.

O objetivo princncipal desse trabalho é apresentar alternativas para despertar o senso críticocientífico nos alunos do Ensino Médio. Isso será facilitado por meio de aulas experimentais desenvolvidas com dispositivos confeccionados e outros já existentes e com brinquedos, que priorizarão as competências que estarão sendo desenvolvidas.

Antes de introduzir um conceito científico ou sugerir a atividade experimental correlata, uma série de questionamentos foram propostos para discussão com os participantes. O objetivo foi, principalmente, garantir que o conhecimento científico contribuísse para a compreensão da realidade. Conforme argumenta Freire, ao caracterizar o que ele denomina "problematização", o que antes já existia como objetividadade, mas não era percebido em suas implicações mais profundas e, às vezes,

nem sequer era percebido, se "destaca" e assume o caráter de problemas, portanto, de desafio (Freire, 1987).

## 2. METODOLOGIA

A metodologia do trabalho consistiu nas seguintes etapas: selecionar os tópicos do primeiro ano do Ensino Médio (mecânica) a serem abordados experimentalmente; conceber e selecionar os experimentos a serem realizados; desenvolver o material didático a ser aplicado em cada aula (roteiro para a exexpxplicação da teoria com exemplos práticos e do cotidiano dos alunos); elaborar roteiros dos experimentos a serem realizados; elaborar questões para antes (pré-teste) e para após a aula miministrada (pós-teste).

Os questionários pré-teste serviram como sinalizadores de rendimento na aprendizagem, pois foram reaplicados depois de determinados conjuntos de atividades, constituindo-se em pósteste. Um levantamento percentual de acertos, sem maiores tratamentos estatísticos, serviu de parâmetro para orientar as ações seguintes e/ou corroborar a eficiência das atividades desenvolvidas. A linguagem utilizada nesses questionários nem sempre foi rigorosa, pois o objetivo principal era prorovocar o diálogo para atingir a posterior conceituação científica.

Os tópicos selecionados foram: leis de Newton, com abordagem a partir do teorema impululso-quantidade de movimento (proposta do Grupo de Reelaboração do Ensino de Física - GREF, contida no livro 1 - - Mecânica (GREF, 1990)); teorema trabalho-energia cinética; força centrípípeta; força de atrito; conservação da quantidade de movimento; conservação da energia mecânica; lançamento horizontal; comparação entre o lançnçamento horizontal e a queda livre.

Para as aulas experimentais foram confeccionados os seguintes equipamentos apresentados nas figuras de 1 a 5 a seguir.

Figura 1 - - Trilho para colisões - - utilizado para o estudo da conservação da quantidade de movime nto.

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Figura 2 - - Trilho para estudo das colisões e lançamento horizontal - - - utilizado para o estudo da consnservação da quantidade de movimento em colisões, consnservação da energia mecânica e lançamento horizontal

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Figura 3 - - Looping - - utilizado para o estudo da força centrípeta e da conservação da energia mecânica.

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Figura 4 - - Kit experimental utilizado para o estudo da força de atrito.

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Figura 5 - - Dispositivo de lançamento horizontal e queda livre - - utilizado para a comparação entre o tempo de uma queda livre a partir do repouso e de um lançamento horizontal.

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Além destes kits, foram utilizados brinquedos, tais como: carrinhos, bolilinhas, estilingue etc..(figura 6)

Figura 6 6 - - Acessórios para estudo dos movimentos.

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Como recurso auxiliar de adaptação da teoria da conservação da quantidade de movimento e primeira Lei de Newton foi utilizado um trilho de ar (figura 7), disponível no laboratório didático do Instituto de Física a da Universidade Federal de Goiás (UFG)

Figura 7 - - Trilho de ar para estudo dos movimentos.

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Para aplicação do projeto foram convidados os alunos do terceiro ano do Ensino Médio do Centntro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação da da UFG - - CEPAE E (antigo Colégio de Aplicação) para, em horário extra-classe, participarem dessas várias atividades de ensino. Dos, aproximadamente, 60 alunos das duas turmas do terceiro ano, compareceram 21. Vale lembrar que esses alunos eram prévestibulandos e que vieram sem compromisso e muito motivados para aprender os conceitos que não sabiam e para revisar os já estudados anteriormente. Dos 21 alunos, 18 compareceram em todas as 11 aulas, que tiveram duração de 2 horas cada. Os alunos, apesar de serem pré-vestibulandos, apresentavam grande deficiência de formação em mecânica. Como estavam no 3º ano, estavam estudando tópicos de eletromagnetismo, sendo que alguns mal lembravam as três leis de Newton.

No início de cada aula foi avaliado o conhecimento prévivio dos alunos sobre o assunto a ser abordado. Para isto, foi passado um questionário com perguntas a respeito do assunto que seria m inistrado naquele dia. Após a aula teórico-experimental, aplicou-u-se o mesmo questionário do início. Os objetivos dessas avaliliações eram verificar a existêncncia de idéias pré-formadas sobre o assunto, se existiam conceitos alternativos devido ao senso comum e se estes foram eliminados após a realilização da atividade teóricico-experimental.

O ponto importante da pesquisa foi não ter r sido simplesmente uma aula expositiva teórica, seguida de um experimento. O que se procurou fazer, durante todo o trabalho, por meio da problelematização, foi levar os alunos a raciocinarem com os exemplos práticos e com os experimentos e a chegarem a conclulusões sobre o assunto e até mesmo a equacionarem os problemas de forma lógica.

O projeto teórico-experimental teve por alicerce a Segunda lei de Newton, assunto abordado no primeiro ano do Ensino Médio. Desejava-se mostrar aos alunos, por meio da experimentação, que as aplicações da mecânica derivam desta lei. Por isso, as primeiras aulas ministradas foram sobre as Leis de Newton, a partir do Teorema Impulso-Quantidade de Movimento. Partiu-u-se do concnceito de impulso até chegar às três leis de Newton. Os conceitos foram demonstrados por meio de vários exemplos práticos utilizando objetos, tais como carrinhos, estilingue, revólver que atirava bolinhas, cadeira com rodas e um trilho de ar. Os alunos se mostraram muito empolgados, pois tudo parecia muito novo parara eles.

## 3. RERESULTADOS E ANÁLISES

No dia da primeira atividade foi aplicado o Questionário 1, antes e após a aula. Da análise do resultado geral da aplicação deste questionário, percebeu-u-se que esta não tinha sido satisfatória. Os resultados de todas as questões mostraram que os alunos apresentavam grande deficiência nos conceitos básicos de mecânica. O mesmo questionário, passado após a aula, não apresentou progresso significativo em relação às respostas do questionário pré-aula, ou seja, o índice de respostas corretas não aumentou e em alguns casos diminuiu.

Chegou-u-se à conclusão de que foi ministrado muito conteúdo em pouco tempo, para o nível dos alunos participantes.Decidiu-u-se, então, refazer a aula, trabalhando somente uma das três leis, a segunda. Insistiuiu-u-se nos conceitos de força, impulso e quantidade de movimento, ilustrando-os com exemplos do cotidiano e com atividades experimentais relacionadas.

Os pré e pós-testes foram novamente aplicados e, analisando as respostas, o resultado foi bem melhor que o da primeira aula. Conseguiu-u-se, nesta segunda aula, corrigir dive rsos conceitos

alternativos que eles tinham no início da primeira aula, além do que, a maioria dos alunos deixou de dar respostas que envolviam idéias simples e óbvias, as quais se resolveu chamar de respostas pririmitivas .

Como exemplo, podemos citar a quarta questão: QuQual o resultado da aplicação de uma forçrça resultante sobre um corpo? Antes da primeira aula não houve acertos (TaTababela 1), após a segunda aula, 87% das respostas estavam corretas (Tabela 2).

Tabela 1 - - Respostas à questão 4 do questionário 1: Qual o resultado da aplicação de de uma força resultltante sobre um corpo? na primeira aula.

Tabela 2 - - Respostas à questão 4 do questionário 1: Qual o resultado da aplicação de uma força resultltante sobre um corpo? na segunda aula

Nestas duas aulas, foram utilizados os equipamentos apresentados nas Figuras 6 e 7, além de vários exemplos de situações reais.

Na terceira aula, foram realizados experimentos de conservação da Quantidade de Movivimento (colisões), utilizando o trilho de ar e dos equipamentos apresentados nas Figuras 1 e 2, além de vários exemplos práticos.

Na quarta aula, foi feita uma revisão geral do que se tinha estudado até o momentnto, acrescentando mais alguns exemplos, além da resolução de alguns problemas tradicionais referentes aos assuntos de Leis de Newton e de Conservação da Quantidade de Movimento.

Na quinta aula, trabalhou-u-se o Atrito Cinético e Estático. Foi aplicado o Questionário 2 e realizados experimentos, utilizando-se o kit experimental apresentado na Figura 4.

Em uma das perguntas deste questionário, a porcentagem de acertos das respostas corretas passou de 39 para 56% (Tabela 3).

Tabela 3 - - Respostas à questão 1 do questionário 2: O que traz dificuldades para que você arraste um armário sobre o chão?

* Citaram como causa a massa ou o peso do armário.

Na sexta aula, foi abordada a Força Centrípeta e aplicado o questionário relativo (Questionánário 3). Foram realizadas inúmeras demonstrações sobre este assunto, dentre elas um estudo pormemenorizado do looping apresentado na Figura 3.

O resultado da questão 2 mostra que o assunto foi bem compreendido, pois todos acertaram a questão após a aula (Tabela 4).

Tabela 4 - - Respostas à questão 2 do questionário 3: Existe força resultante em um movimento circular e uniforme (velocidade escalar constante)?

Os resultados das questões 3 e 4, apresentados nas Tabelas 5 e 6, confirmam o bom desempmpenho dos alunos neste tópico.

Tabela 5 - - Respostas à à questão 3 do questionário 3: Por que um elétron não cai no núcleo, já que é atraraído eletricamente por este?

Tabela 6 - - Respostas à questão 4 do questionário 3: P Por que um próton percorre uma trajetória circular ao p penetrar numa região de campo magnético constante perpendicular à velocidade do próton?

Na sétima aula, foi feita uma revisão geral dos assuntos vistos até o momento e trabalhamos alguns problemas tradicionais sobre Atrito e Força Centrípeta.

Na oitava aulula, foi aplicado o Questionário 4 e o assunto, Conservação da Energia, foi trabalhado com exemplos e experimentos. Foram utilizados os equipamentos apresentados nas Figuras 2, 3 e 7. No questionário, houve uma questão que todos responderam corretamente após o final da aula. O resultado está apresentado na Tabela 7.

Tabela 7 - - Respostas à à questão 3 do questionário 4: O que acontece com a energia que um automóvóvel possui, quando ele freia até parar?r?

No teste aplicado antes da aula havia as mais variaiadas respostas a respeito do que acontecia com a energia dissipada, sendo que somente 18% responderam corretamente dizendo que a energia era transformada em outras formas de energia, como energia térmica e sonora. Após a aula, todos responderam corretamente, compreendendo que energia não pode ser criada ou destruída, mas sim transformada em outras formas de energia.

Na nona aula, foram vistos novos exemplos de Conservação da Energia e resolvidos problema tradicionais sobre o assunto.

Na décima aula, estudouuse a queda livre e o lançamento horizontal. Para este estudo foram ut utilizados os equipamentos apresentados nas Figuras 2 e 5. Não houve questionário para esse assununto.

Na última aula, aplicou-u-se o questionário final para revisão (Questionário 5). Este questionánário, com dez perguntas, abordou alguns dos assuntos trabalhados durante o projeto. O índice de acerto foi em média 50%, o que é razoável, levando-se em consideração que o período de aplicação do projeto foi curto para um conteúdo tão extenso e devido ao fato de os alunos terem se acostumamado com a dinâmica do trabalho somente a partir da metade do projeto.

Foi realizada uma avaliação oral final sobre o que os alunos acharam da abordagem experimental na aprendizagem da Física. A opinião, unânime, foi que a apresentação, mesmo que seja de experimentos simples, auxilia e intensifica a compreensão da teoria abordada.

## 4. CONCLUSÕES

Em todas as aulas os conceitos foram exemplificados por uma atividade experimental e foi indagado o porquê "daquilo" acontecer. De certa forma, estava-se tentando instigar a curiosidade dos alunos e levá -los a formular r hipóteses, até chegarem ao conceito correto. Esse procedimento, antecedido pela aplicação dos questionários, contribuiu para que os estudantes percebessem o significado dos conceitos e suas aplicações, rompendo com o senso comum de que a Física só é útil para os físicos. O estabelecimento do diálogo, mediado pelo experimento, rompeu com o habitual distanciamento hierarquizado que caracteriza a educação bancária, principalmente em face às imprecisões características das atividades experimentais, que corroboram a função de adaptação entre teoria e experimentação e reafirmam a necessidade da criação de momodelos na formulação de conceitos teóricos.

Com o decorrer dos encontros, observouuse uma melhoria no desempenho dos alunos. Por exemplo, da análise das Tabelas 1 e 2, percebe-se que a realização das atividades que utilizaram os equipamentos apresentados nas Figuras 6 e 7 foi fundamental na compreensão da Segunda lei de Newton. Da tabela 7, observa -se que os experimentos 2, 3 e 7 foram fundamentais para a compreensão da Conservação da Energia. Além disso, com a abertura para o diálogo, facilitada pelas atividades experimentais, os alunos se mostraram mais curiosos, perguntaram mais, queriam saber o porquê de alguns fenômenos físicos, inclusive dúvididas relacionadas à Física em geral e sobre fatos do dia -adia.

Concluiise que a abordagem experimental dialogada no ensino de Física proporciona bons resultados, pois quando o aluno teve a oportunidade de realizar experimentos e discutir os conceitos com o professor, a aprendizagem foi bem mais eficiente.

## 5. REREFERÊNCIAS

ARRUDA, S. M., SILVA, M. R., LABURÚ, C. E. -Laboratório Didático de Física a partir de uma perspectiva kuhniana - - Investigações em Ensino de Ciências, v. 6, n. 1, 2001. Disponínível em: http://www.if.ufrgs/public/ensino/vol6/n1/v6\_n1\_a5.htm m , Acessado em: 05/04/2005. BAROLLI, E.; VILLANI, A. - Contribuições da psicanálise para a interpretação do laboratório didático. Disponível em:

http://www.educacaoonline.pro.br/art\_contribuicoes\_da\_psicanalise.asp Acessado em: 05/04/2005

BRASIL -Parâmetros curriculares nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEMTEC, 1999.

CATELLI, F. - Física experimental. Caxias do Sul: EDUCS, 1985.

FREIRE, P. - Pedagogia do oprimido - Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 1987.

FURTADO, W. W.; MACHADO, W. G. - Apostila de Laboratório de Física 1: mecânica, ondas e termrmodinâmica . Goiâiânia: UFG, 2005.

GOWDAK, D. - - Ensino de Ciências pelo método experimental. l. São Pauaululo: FTD, 1979. GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física) - Física 1 . Mecânica. São Paulo: EDEDUSP, 1993. MOREIRA, M. A.; LEVANDOWSKI, C. A. - Diferentes abordagens ao ensino de laboraratório. Porto

Alegre: Ed. da Universidade, UFUFRGS. 1983.

PACCA, J. L. A.; VILLANI, A. - Teoria e prática didática na atualização de professores de Física . Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v. 14, n. 2, p.113-119, 1992.

VILLANI, A. Idéias espontâneas e ensino de Física Revista de Ensino de Física, v. 11: p. 130147, dez. 1989.

## ANEXO I

## QUESTIONÁRIO 1 -Impulso/ Quantidade de movimento/ Leis de Newton

- Questão 1 - O que é um empurrão, ou seja, um impulso?
- Questão 2 - Ao sofrer u um empurrão, o que acontece com você?
- Questão 3 - O que é força?
- Questão 4 - Qual o resultado da aplicação de uma força resultante sobre um corpo?
- Questão 5 - Uma flecha ao ser atirada por um arco, sofre a ação de uma força. Durante o seu vôo, quem fornece a força para mantê-la em movimento?

Questão 6 - Um ônibus e um inocente besouro colidem frontalmente. Quem faz a maior força? O ônibus no besouro ou o besouro no ônibus?

## QUESTIONÁRIO 2 -Força de atrito

- Questão 1 - O que traz dificuldades para que você arraste um armário sobre o chão?
- Questão 2 - O que é mais difícil: começar a arrastar um corpo ou mantê-lo em movimento?
- Questão 3 - Por que é mais fácil arrastar um objeto sobre um piso liso do que sobre um áspero?
- Questão 4 - Por que é mais difícil arrastar uma caixa cheia do que a mesma caixa vazia?

## QUESTIONÁRIO 3 -Força centrípeta

Questão 1 - Existe aceleração atuando sobre um objeto que esteja percorrendo uma curva com velocidade escalar constante?

- Questão 2 - Existe força resultante em um movimento o circular e uniforme (velocidade escalar constante)?
- Questão 3 - Por que um elétron não cai no núcleo, já que é atraído eletricamente por este?

Questão 4 - Por que um próton percorre uma trajetória circular ao penetrar numa região de campo magnétiticico constante perpendicular à velocidade do próton?

## QUESTIONÁRIO 4 -Trabalho/ Energia

Questão 1 - Vimos que o produto de uma força pelo intervalo de tempo que ela atua define o impulso dessa força. O que é o produto de uma força pelo deslocamento que sofre o corpo po onde atua essa força?

Questão 2 - O trabalho de uma pessoa é ficar parado segurando uma placa de propaganda. Enquanto estiver executando esse serviço "ela" está realizando trabalho? Por quê?

- Questão 3 - O que acontece com a energia que um automóvel possuiui, quando ele freia até parar?
- Questão 4 - Qual o processo de produção de energia elétrica em uma hidroelétrica?

## QUESTIONÁRIO 5 -Final

- Questão 1 - Enuncie a segunda lei de Newton.
- Questão 2 - Enuncie a terceira lei de Newton.
- Questão 3 - Qual a intensididade da força resultante em um movimento circular realizado com velocidade constante?
- Questão 4 - Qual a definição de Impulso? E de Quantidade de movimento?
- Questão 5 - Quais são as definições de Trabalho, de Energia Cinética, de Energia Potencial Gravitacional e de Energia Potencial Elástica?
- Questão 6 - Uma nave espacial, em um ponto livre da ação de forças gravitacionais, se movimenta com velocidade constante. Qual é a força responsável por esse movimento?
- Questão 7 - Em uma colisão entre um carro e um ônônibus, quem faz a maior força no outro?
- Questão 8 - Em um problema de colisão, qual o princípio que você deve usar?,
- Questão 9 - Em um problema de montanha russa, qual o princípio que você deve usar?
- Questão 10 - - Qual o maior valor que a força de atrito pode assumir (força de atrito máxima)?

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.