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CIENCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE NO ENSINO NOTURNO: É POSSIVEL ESSA ABORDAGEM?

Augusto Silva Ribeiro, José Tadeu Madeira, Nilton Carlos B. F. De Cristo, Alberto Guedes, Jorge Lopes, Elisson Farias, Sérgio Henrique De O. Bezerra

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVII
Ano
2007
Data
01/02/2007
Linha de pesquisa
Alfabetizaçao Científica E Tecnológica E Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE NO ENSINONOTURNO:É POSSÍVELESSA ABORDAGEM?

* Augusto Silva Ribeiro 2 - gutofunny@yahoo.com.br, José Tadeu Madeira 2 -madeirajtc@ig.com.br , N Nilton Carlos B. F. de Cristo 2 -nil81@bol.com.br, r, Alberto Guedes2 s2 -albertohook@yahoo.com.br , Jorge Lopes 2 -physicianbelemufpa@yahoo.com.br , Elisson Farias 2 -elissonfarias@bol.com.br, r, Sérgio Henrique de Oliveira Bezerra 3 -amocariufis@yahoo.com.br .

1 Pesquisa realizada na disciplina Metodologia Específica do Ensino de Física - UFPA/2006. 2 Discentes da disciplina Metodologia Específica do Ensino de Física - Curso de Lic. em Física - UFPA. 3 -Prof.º Substituto do Departamento de Métodos, Técnicas e Orientação da Educação - UFPA.

## RESUMO

Neste artigo, analisamos a viabilidade de uma abordagem em Ciência, Tecnologia e Sociedade - - C.T.S no ensino de Física em uma escola pública do estado do Pará no turno da noite, justamente por esse turno ser problemático, tanto em critérios quantitativos como qualitativos. Procuramos identificar: (a) se há interesse e predisposição por parte dos alunos em discutir temas sociais, econômicos e ambientais relacionados ao ensino de Física; (b) propor formas possíveis de uma abordagegem CTS neste turno. Para tentar responder a estas questões, realizamos um seminário sobre a geração de energia elétrica e suas implicações sociais, econômicas e ambientais e, ao final do seminário, aplicamos um questionário. O seminário dividiuuse em dois momentos: o primeiro tratou da parte técnica e dos princípios físicos inerentes à construção de uma hidrelétrica. No segundo momento, discutimos as implicações correspondentes à geração de energia elétrica, como impactos ambientais, questões econômicas e sociais. Os questionários - - contendo cinco perguntas - foram aplicados a grupos de três educandos, a fim de favorecer a discussão de idéias s e de que construíssem as respostas em conjunto. As perguntas tinham como objetivos avaliar: (i) o conhecimento prévio do educando; (ii) a predisposição deles para discutir temas sociais e polêmicos, relacionados à Ciência e Tecnologia; (iii) observar o interesse e as sugestões dos educandos em relação às às aulas de Física. Disto, obtemos, em média, um pouco mais da metade de resultados animadores e positivos, caracterizando, de certa forma , a viabilidade de uma a abordagem C.T.S neste turno. Evidentemente que existem alguns pontos negativos, sendo que o principal é a carga horária da disciplina. Observamos também uma grande dificuldade com relação à língua portuguesa, tanto na leitura e interpretação como na escrita (expressão de idéias). Como contribuições, podemos destacar o fato das disciplinas Língua Portuguesa e Física poderem m trabalhar em conjunto, devido às dificuldades dos alunos em interpretar textos.

Palavras chaves: Ensino noturno, C.T.S, Ensino de Física .

## INTRODUÇÃO

Esse é um ensaio de pesquisa acadêmica realizado durante as as aulas da a disciplina Metodologia Específica do Ensino de Física, juntamente com a disciplina Prática de Ensino de Física, do curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Pará. Trataase de

uma pesquisa que envolve a abordagem C.T.S em uma escola pública de nível médio do ensino noturno.

Uma abordagem C.T.S - Ciência, Tecnologia e Socieiedade - no ensino de ciências contribui para a desmistificação da idéia de que a Ciência está acima do bem e do mal, como se fosse neutra, além de reforçar a verdadeira proposta da educação que é de formar cidadãos críticos e participativos, tendo como objetivo central preparar os alunos para o exercício da cidadania e caracterizando -se por uma abordagem dos conteúdos científicos no seu contexto social (SANTOS e MORTIMER, 2002).

A abordagem C.T.S não é uma abordagem em que o educador, por exemplo, decide expxplicar o funcionamento de uma televisão, por considerar que a maioria dos alunos tem uma em casa. Fazendo assim, ele estaria mostrando as maravilhas da ciência e isso a mídia já o faz muito bem. A abordagem C.T.S implica mostrar um pouco do processo histórico de tal equipamento, de como ele é produzido: será que a sua mão-de-obra é explorada? Será que na sua produção não existe prejuízos ao meio ambiente?

Fazer tais questionamentos, entre tantos outros, serve para mostrar o outro lado sobre a Ciência, o lado das conseqüências de seu avanço, dos valores éticos envolvidos e os interesses econômicos. O educando reflete sobre a sociedade, pensa um pouco sobre as implicações dos avanços científicos e tecnológicos, percebendo que esses avanços são construções humanas que devem servir ao conjunto da sociedade, não como mais um mecanismo de dominação do homem pelo homem.

Ao invés de as necessidades humanas definirem as necessidades de produção - - - o que seria a norma para uma sociedade verdadeiramente humana - - são as necessidades do funcionamento do sistema que irão criar as "falsas necessidades" de consumo (ALVES, 1968: 20).

O ensino noturno, principalmente em m instituições públicas, notadamente oferece uma dificuldade para os educadores em geral. No caso específico, o e ensino de Física, não deixa de ser diferente, pois muitas vezes não se consegue ministrar a metade do conteúdo previsto no plano de curso, já que existe o problema central da carga horária , prejudicando bastante o processo de ensino-aprendizagem.

Ao se pensnsar em uma abordagem C.T.S é preciso fazer primeiro o questionamento da sua viabilidade: será que é possível uma abordagem C.T.S no ensino noturno?

## JUSTIFICATIVA

O ensino noturno -que teve sua origem ainda no Brasil Império (MOACYR 1936, 1939) , entre 1869 e 1886, como alternativa de educação ao adulto analfabeto - é caracterizado, sem sombra de dúvidas, como um turno destinado a classe trabalhadora, ou seja, o aluno-trabalhador .

Além dos problemas inerentes à classe trabalhadora, ao chegarem à escola cansados e com fome, muitas vezes atrasados , os alunos se deparam com uma estrutura que foi pensada para atendê-los da mesma forma que os alunos do ensino diurno , o que é uma ma a farsa , pois a

carga horária a não é mesma do ensino diurno, em média só se observa três horas de aula efetivas à noite.

Outro fator desfavorável é a a idéia equivocada que se tem sobre o papel da educação. Os educandos, e até mesmo alguns educadores, além da grande maioria da classe política, vêem m a educação simplesmente como formadora de mão-de-obra a e não como formadora de cidadania. Por falta de sucesso no mundo do trabalho, grande parcela dos alunos não tem muitas s expectativas ao estudar, mesmo porque não é a educação que gera emprego (PARO , 2001), como muitos insistem em afirmar.

Tudo isso acacarreta a um grande número de reprovações e uma evasão epidêmica. De acordo com o censo escolar de 2005, no Pará, de um universo de 187.937 alunos matriculados no turno da noite da rede pública estadual, apenas 36.023 concluíram o ano letivo , isisso representa a 80,84% de nãnão concluintes . Evidente que desse total de não concluintes, nem todos abandonaram, alguns foram transferidos, sem mencionar é claro a parcela dos que concluíram, mas foram reprovados.

A realidade do ensino noturno da rede pública estadual do Pará , somada a nossa vivência na disciplina PrPrática de Ensino de Física neste turno, nos motivou a pesquisar sobre o ensino de Física considerando uma abordagem C.T.S. para tentar responder se, diante de toda a problemática, seria possível utilizar ou mesmo adequar tal abordagem a realidade dos educandos .

A educação noturna não deve ser vista como pior e sim como diferenciada. É inconcebível ter idéias e práticas educacionais que só são possíveis no ensino diurno. Por que não abordar temas que relacionem o mumundo do trabalho ao conhecimento ensinado? IsIsto é só um exemplo do que pode ser considerado como uma metodologia diferenciada de ensino.

Assim sendo, consideramos o ensino noturno um grande desafio ao ensino de ciências, ma is is especificamente ao ensino de Física , levando em consideração uma abordagem em Ciência, Tecnologia e Sociedade, configurando-se em um vasto campo de pesquisa , que pode contribuir para a melhoria do ensino neste turno, marcado pela desigualdade, além de propor reflexões sobre toda a estrutura educacional. l.

## OBJETIVOS

- -Observar o interesse dos educandos e a sua predisposição a discussão de temas sociais relacionados ao ensino de Física;
- -Propor de que forma seria possível uma abordagem C.T.S no turno da noite em escola da rede pública do EsEstado do Pará .

## METODOLOGIA

A nossa pesquisa foi dividida em dois momentos: primeiramente discutimos algumas bibliografias sobre C.T.S durante as as aulas da a disciplina Metodologia Específica de Física; e em um segundo momento partimos para a a parte prática, exexecutada no período de outra

disciplina - - Prática em Ensino de Física - - quando foi i ministrado um seminário com o tema " geração de energia elétrica " , tomando como base o modelo de hidrelétricas e a construção da usina de Belo Monte no rio Xingu, distante da cidade de Altamira-a-Pará á cerca de 80 quilômetros .

- O seminário foi ministrado em duas turmas -uma de 1º ano e outra de 2º ano do ensino médio - - no turno da noite em uma escola - - Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio "Luiz Nunes Direito" - da rede púbública estadual l na periferia do município de Ananindeua -Pa, localizado na área metropolitana de Belém, m, totalizando um universo de 51 educandos.

A apresentação da parte mais técnica ficou por conta de um engenheiro elétrico , um dos autores da pesquisa, mas sem privilegiar muito os fatores técnicos. O que foi mostrado foram as linhas gerais da construção e funcionamento de uma hidrelétrica, os conceitos físicos envolvidos, o processo de distribuição de energia elétrica e questões sobre tarifação, taxas s e impostos sobre a conta de energia elétrica.

Após a parte técnica , foram mostrados os impactos sócio-econômicos e ambientais inerentes à à construção de uma hidrelétrica, ocasião em que se elevou o nível de participação dos educandos. Por último, discutiuuse sobre o ensino de Física levando em consideração a ênfase em Ciência, Tecnologia e Sociedade .

Ao final do seminário os educandos foram subdivididos em grupos de três pessoas, para responderem um questionário. A razão de responderem coletivamente está no fato de proporcionar debates entre eles, enriquecendo o conhecimento de todos.

- O questionário era composto por cinco perguntas prevendo respostas discursivas e pessoais. As perguntas responderiam para nós questões como: conhecimento prévio do educando, predisposiçição a discutir temas sociais e polêmicos, além de saber a sua opinião sobre as aulas de Física a e a escola . Ao todo foram preenchidos 17 questionários, que em equipes de três, totalizaram o nosso universo de pesquisa.

Em nossa primeira pergunta, procuramos identificar se os educandos iriam m citar locais ou coisas individuais ou coletivas. Pedimos para citar pelo menos um local onde a energia elétrica é indispensável. l.

Na segunda mostramos uma situação problema em que determinado município ou localidade do interior do Estado não existia fornecimento regular de energia elétrica, apesar de bem próximo a este município existir um " linhão " " de transmissão. Procuramos identificar quais dos grupos estavam discutindo para responder esta pergunta, além de p perceber quais dos grupos conseguiriam enxergar a questão econômica por trás disso.

A terceira pergunta pedia aos educandos para identificarem quais impactos ambientais a construção de uma hidrelétrica pode causar. O que queríamos avaliar aqui era o conhecimento do educando sobre tais impactos e de que forma ele relacionava assuntos de outras disciplinas como História, Geografia, Biologia, Química, etc. Além de identificar se nas respostas os alunos também iriam citar os impactos sócio-econômicos.

A quarta e quinta perguntnta estavam relacionadas ao interesse dos educandos nas aulas de Física e a suas opiniões sobre a escola. Foi avaliado aqui o interesse, as sugestões do que poderia ser mudado nas aulas, a visão e expectativas deles sobre educação.

Além dos questionários, fifizemos uma análise observando os educandos que mais perguntavam e questionavam durante o seminário. Procuramos identificar e separar em dois grupos bábásicos: os que faziam perguntas sobre questões técnicas e os que faziam perguntas sobre questões sociais e de meio ambiente.

Tivemos também uma conversa com o professor de Física e com a direção. O nosso objetivo era justamente de coletar informações sobre a estrutura da escola, a carga horária e o perfil de pessoas atendidas na escola.

## RESULTADOS OBTIDOS

## Análise Quantitativa

Nas repostas do questionário, foram observados os fatores citados na metodologia. Na primeira pergunta - - - que pedia para os educandos citarem pelo menos um local onde a energia elétrica era indispensável - o objetivo era verificar se a resposta tinha um caráter coletivo ou individual. Verificouuse que 41,18% das repostas foram m hospitais; 17,65% faziam referência a localidades; outros 17,65% locais relacioionados a comércio e indústria e; finalmente, 23,52% relacionados a locais individualizados como: "m"minha casa", "m"meu quarto", etc.

Na segunda pergunta, quando mostramos uma situação problema em que numa determinada localidade do interior do Estado não existia fornecimento regular de energia elétrica, apesar de bem próximo a este município existir ir um "linhão" de transmissão. Foi observado que 47,06% das respostas demonstravam que os alunos conseguiram fazer a relação da situação problema com a questão sócio-econômica; 29,42% não conseguiram fazer esta relação; 11,76% fizeram a relação de forma parcial ou insuficiente e; 11,76% não responderam a pergunta .

A terceira pergunta serviu para constatarmos o conhecimento prévio do aluno no que se refere principalmente ao conhecimento de outras disciplinas como Biologia, Química, etc. Constatouuse que 29,42% conseguiram citar impactos ambientais sem muitas referências a outros conhecimentos; 23,53% não conseguiram responder com coerência textual; 41,17% conseguiram citar impactos relacionando outros conhecimentos, inclusive extrapolando para aspectos sócio-econômicos e; 5,88% não responderam nada.

Na quarta pergunta foi questionado sobre o que os educando achavam das aulas de Física na escola. Tentamos identificar com esta pergunta se, de acordo com opinião dos alunos, as aulas de Físicas eram incentivadoras . Observouuse que 70,59% consideram as aulas boas e incentivadoras; 23,53% % não gostavam m e; 5,88% não responderam esta pergunta.

A quinta e última pergunta serviu para nós apurarmos sugestões sobre o que poderia ser mudado nas aulas para que elas ficassem ma is atraentes. Conseguimos também identificar as visões dos alunos sobre ensino, se era uma visão tradicional ou inovadora. Das respostas, 17,65% demonstraram ter, de acordo com suas sugestões, uma visão tradicional de ensino;

52,94% demonstraram uma visão inovadora, predisposto a a metodologias diferenciadas, como por exemplo, C.T.S e; 29,41% responderam sugestões relacionadas principalmente a problemas como carga horária insuficiente e infra-estrutura da escola inadequada.

## Análise Qualitativa

Diante dos dados estatísticos do questionário aplicado na ocasião do seminário, além da observação sobre os questionamentos dos educandos durante o seminário, podemos sintetizar que é possível a implementação de uma abordagem C.T.S no turno da noite . Entretanto , devem m ser levados em consideração diversos fatores, que vamos mencionar mais adiante .

Foi observado um grande interesse dos educandos em temas de Física em que conseguiam relacionar às questões sociais. Por exemplo, na primeira pergunta, a, uma equipe redigiu a seguinte resposta:

"N "Na nossa opinião, não existe local dispensável, todos os lugares necessitam de energia, pena que alguns não são beneficiados " .

Podemos perceber nessa resposta que os alunos conseguem enxergar além das mar avilhas mostradas na televisão sobre Ciência e Tecnologia. Eles entendem a importância da energia elétrica, mas entendem também que existe uma parcela da sociedade excluída que não podem usufruir de seus benefícios . Isso demonstra que com esses alunos poderia ser facilmente trabalhado em uma aula de Física o tema geração de energia elétrica juntamente com o professor de Geografia.

Os alunos s da noite, por serem m em geral trabalhadores e pessoas , de certa forma , mais conscientes, configura-a-se como um turno muito propício a abordagem de temas polêmicos envolvendo debates de pontos negativos e positivos, como no caso de nosso seminário, que teve seu foco na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte no Estado do Pará. Evidente que não é a grande maioria dos alunos desse turno que tem esse perfil, mas os que tem, observamos que exercem uma forte influência sobre os demais .

Na segunda pergunta - - Em uma localidade do interior do estado não existe fornecimento de energia elétrica, apesar de bem próximo à ela, existir um "linhão" de transmissão. Por que você acha que isso acontece? - uma equipe respondeu o seguinte:

"P "Porque nessa comunidade não existe indústria, por isso a população sofre com falta de energia elétrica".

Percebe -se nessa resposta que os alunos compreendem m que a necessidade de fornecimentnto de energia elétrica está intimamente ligada a ao setor industrial, ou seja, esses educandos têm m consciência de que é uma demanda industrial, principalmente, que estimula a geração de energia elétrica. Portanto, é é fácil debater os problemas inerentes a consnstrução de uma hidrelétrica, pois eles tem uma visão que vai além da visão da necessidade, das maravilhas que a energia elétrica pode ocasionar r e compreendem os interesses econômicos envolvidos .

Existem alguns fatores que prejudicam bastante a implementação de uma metodologia diferenciada, como uma abordagem C.T.S, o principal deles é a carga horária que na opinião de professores e até mesmo de alunos é insuficiente. Observe a resposta de um aluno na quarta questão, onde perguntamos o que eles achavam das aulas de Física:

" Ótimas, mas o tempo continua sendo um empecilho, porque é curto demais para debatermos assuntos difíceis e polêmicos " .

## CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante dos dados e das observações realizadas, cabe destacar outro ponto negativo que está relacionanado às dificuldades em língua portuguesa, tanto para escrever quanto para interpretar textos. Esse fator deve ser muito bem observado pelos educadores. Uma sugestão nossa é que, por exemplo, o professor de língua portuguesa trabalhe textos que o professor de Física p poderá usá-los em debates nas suas aulas.

Seria interessante, sempre que possível, promover debates com profissionais relacionados ao tema em questão, como no nosso seminário levamos um engenheiro elétrico, a fim de tornar a discussão mais rica. Entretanto, conforme já foi exposto, fica difícil tal processo. O que é mais provável é usar momentos como feiras de cultura ou feiras de ciências para convidar tais profissionais.

Portanto, a abordagem C.T.S no ensino noturno só será possível conseguindo transpor alguns fatores negativos. Em nossa investigação citamos alguns. Os educandos, em regra geral, têm m uma predisposição à à discussão de tema s sociais no ensino de Ciências, o que já serve como um grande estimulo aos educadores e a nós futuros educadores.

## BIBLIOGRAFIA

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