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Ensino Informal e o Uso Racional de Energia Elétrica

Kalinka Walderea Almeida Meira, Alexandre Sales Vasconcelos

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVII
Ano
2007
Data
30/01/2007
Linha de pesquisa
Física Moderna E Contemporânea E A Atualizaçao Curricular
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ENSINO INFORMAL E O USUSO RARACIONAL DE ENENERGIA ELELÉTRICA

Kalinka Walderea Almeida Meiraa aa (kwalderea1@yahoo.com.br)r)

Alexandre Sales Vasconcelos a (salles.alex@uol.com.br)

a Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

## RESUMO

No Brasil, a apresentação dos conteúdos re lacionados ao uso racional de energia através das escolas, conta com uma estrutura ainda muito precária e que necessita ser revista. Com base nesta constatação, buscamos identificar abordagens metodológicas que permitam considerar o uso racional de energia ia como elemento integrador de temas transversais e formador de conceitos baseados em elementos de planejamento do uso energético para a construção da cidadania. Este trabalho, desenvolvido na Companhia Energética da Borborema (CELB), em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), através de seu Departamento de Física e com o apoio das Escolas visitantes, através de seus alunos, objetiva avaliar a eficácia do programa educativo de visitação a Exposição do Museu Interativo, Super Estação de Energia ia (CELB) no que diz respeito a uma educação para a diminuição do desperdício de energia elétrica. Na implantação dos programas de uso racional da energia, a educação é sempre mencionada como ferramenta privilegiada para a condução das informações. As perdas pela não transmissão de conceitos ou na difusão de conceitos equivocados, além de não contribuir para a construção da cidadania, gera atitudes improdutivas em relação a utilização dos potenciais energéticos do país. Nesse sentido é que, através da análise das contas de energia elétrica das famílias de alunos visitantes, após um período de quatro meses subseqüentes a exposição, pretendemos investigar o alcance de intervenções dessa natureza no tocante a modificação dos hábitos de utilização e controle do uso da energia. Apesar do aluno permanecer apenas três horas na Super Estação de Energia durante a sua visita, o trabalho mostrouuse positivo e importante quanto a questão da divulgação de informações sobre o uso racional de energia junto a sua família. No o entanto, ficou evidente que, para uma maior eficácia do projeto, além do aluno, toda a família deveria participar do programa.

Palavra -Chave: Energia elétrica, ensino, cidadania.

## 1. INTRODUÇÃO

A história da humanidade tem se caracterizado pela interferência do homem na natureza, que a transforma com a finalidade de aproveitar seus recursos para o atendimento de suas necessidades.

Os processos de ensino-aprendizagem no contexto da energia têm se mostrado como uma ferramenta de intervenção social de de grande importância, principalmente quando algumas iniciativas que visam o melhor aproveitamento dos recursos naturais e a diminuição dos impactos ambientais, vêm crescendo nos cenários nacional e internacional (DIAS, 1999).

Na implantação dos programas de uso racional da energia, a educação é sempre mencionada como ferramenta privilegiada para a condução das informações. As perdas pela não transmissão de

conceitos ou na difusão de conceitos equivocados, além de não contribuir para com a construção da cidadania, gera atitudes improdutivas em relação a utilização dos potenciais energéticos do país.

- O uso racional da energia consiste em um esforço para utilização dos recursos energéticos respeitando as condições para um desenvolvimento sustentável. Portantnto, nos procedimentos necessários à utilização eficiente da energia, devem ser considerados: a qualidade de vida, o respeito ao meio ambiente e a atratividade econômica.

Apesar de nos últimos anos a presença dos programas de Conservação de Energia terem aumentado junto a população brasileira, ela ainda, na sua maioria, não compreende os conceitos relacionados à energia e ao seu melhor uso, diferentemente do setor industrial, que recebeu intenso suporte e pressão do governo e de outras instituições para a adequação do uso da energia.

- Os Programas de Conservação de Energia até então expostos foram realizados por equipes de profissionais da área de Ciências Exatas, principalmente engenheiros, que normalmente possuem pouco treino para lidar com processos educucacionais.
- É nas escolas de ensino fundamental e médio que se deve buscar uma reeducação da população em geral, consideradas como fortes aliadas para a divulgação da questão do uso racional da energia. O estreitamento entre professores e profissionais da área técnica poderá ser o elo que permita que o espaço escolar se torne um local de reflexão e adequação da informação tecnológica ao público leigo e principalmente de elaboração de abordagens interdisciplinares consciente com a realidade vivida pelos alunos (PCNEM, 1998).

A modificação ocasionada no estilo de vida de um indivíduo através do processo educacional, contextualizado na conservação de energia, proporciona uma postura consciente e duradoura. Dessa forma, as atitudes do individuo ficam mediadas pelos conhecimentos sistematizados, havendo portanto a conexão entre o que foi aprendido nos processos educacionais e nas atividades cotidianas.

Com base nessa demanda, buscamos identificar abordagens metodológicas que permitam considerar o uso racional de energia como elemento integrador de temas transversais e formador de conceitos, para que assim possamos discutir as questões energéticas nos vários níveis da educação.

## 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

## 2.1. Uso Racional de Energia no Brasil

Os relatos históricos apresentados a seguir são baseados no trabalho de Dias (1999).

Em meados de 1975 iniciam -se as pesquisas sobre o uso racional de energia no Brasil pelo Grupo de Estudos sobre Fontes Alternativas de Energia (GEFAE) em colaboração com o Ministério de Minas e Energia (MME), que organizaram um Seminário sobre Conservação de Energia. Também em 1975 a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), obteve autorização da Presidência da República para alocar recursos financeiros à realização do Programa de Estudo da Conservação de Energia.

Em 1984, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) implantou o Programa de Conservação de Energia Elétrica em Eletrodomésticos, tendo por objetivo principal contribuir para a diminuiçição do consumo de energia elétrica nos eletrodomésticos, como refrigeradores, congeladores, refrigeradores combinados e aparelhos de condicionadores de ar domésticos. A partir de 1992, o programa foi renomeado Programa Brasileiro de Etiquetagem, sendo preservadas as suas atribuições iniciais, às quais foram agregados os requisitos de

segurança e o estabelecimento de ações para a definição de índices mínimos de eficiência energética. O programa é coordenado pelo INMETRO, o qual conta com a participação dos fafabricantes de eletrodomésticos e do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL) da Eletrobrás, instituído em 1985, que dentre os Programas de Uso Racional de Energia, merece destaque.

Segundo Dias (1999), ao se analisar a política energégética brasileira, levando-se em conta os principais programas de uso racional de energia, verifica-a-se a tentativa de mudança do comportamento do consumidor através de três caminhos: o primeiro através de divulgação de informações a respeito do uso eficiente de energia, por intermédio dos meios de comunicação de massa; o segundo, pela determinação de parâmetros de consumo de energia para alguns equipamentos, como no caso de etiquetagem; e o terceiro através de adequação no valor de venda da energia.

As propopostas de convencimento do consumidor do uso racional de energia, da forma como são apresentadas, têm produzido resultados satisfatórios, todavia existem um potencial de economia de energia que deve ser explorado com ferramentas mais eficientes, por intermémédio de processos que contemplam a modificação de valores pessoais (perenes) e não apenas a mudança do comportamento (não existe a garantia de novos valores pessoais), (DIAS, 1999).

## 2.2. A Educação e o Uso Racional de Energia

A educação aplicada ao entntendimento da energia e seu uso eficiente, torna-se uma ferramenta de considerável potencial de abrangência, tendo em vista o poder multiplicador que representam os professores e estudantes. Entretanto o processo educacional deve ser avaliado permanentementnte quanto ao seu conteúdo, bem como na sua capacidade de sensibilização dos indivíduos. Uma informação inadequada numa etapa da construção do conhecimento do indivíduo pode proporcionar efeitos negativos de proporções indesejáveis.

Os consumidores necessitam ser educados acerca da importância do uso racional de energia, mesmo que a economia obtida represente uma pequena fração dos custos operacionais de um negócio, ou de uma residência (GELLER et al.l., 1998).

- O processo de ensino-aprendizagem, levando-se e em conta o uso da energia e suas conseqüências, deve ser pautado pela compreensão dos elementos que participam na formação das pessoas, através da construção de valores individuais que favoreçam a percepção e a aceitação do conhecimento que ira conduzir o o indivíduo a um comportamento coerente com o uso eficiente da energia. Tais fatos são aceitos como bases que darão suporte à construção de um novo modelo educacional.

A educação para o uso racional de energia deve, em primeiro lugar, buscar possibilidades para que sejam identificados, ou pelo menos percebidos, os elementos que favorecem o surgimento de barreiras e como contorna -las mediante um procedimento educacional. Neste sentido, um dos caminhos a ser percorrido seria o do desenvolvimento de tópicos pepertinentes à realidade local do individuo para só então realizar a extrapolação para outros temas (contextualizar).

- O professor, dentro dessa perspectiva, assume o papel de mediador entre as informações presentes no ensino da conservação de energia e o universo conceitual do estudante, através da demonstração, da participação, do questionamento e da informação propriamente dita. A partir de diretrizes definidas segundo critérios estratégicos para o desenvolvimento sócio-econômico em atividade de médio e lolongos prazos, o docente deve receber o suporte da sociedade como um todo. As entidades públicas, em particular as universidades, em parceria com a iniciativa privada, possuem potencial para oferecer auxílio às escolas, no desenvolvimento de um trabalho que atenda às comunidades que compõem o ensino fundamental, médio e superior.

## 2.3. O Programa de Combate ao Desperdício de Energia

Em um país que persegue o desenvolvimento, não se pode atribuir à formação e/ou a informação de seu povo apenas a obrigações escolares. O conhecimento científico precisa ser tratado como um néctar cultural, ingrediente fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade. Nesse sentido a temática da divulgação científica tem voltado a tona e cada vez mais vêm se ampliando o debabate em busca de soluções para esse grave problema que, conforme a professora Ana Maria Sánchez (2003), se agravou ainda mais a partir do século XX com a utilização de uma linguagem super especializada pela ciência.

A Companhia Energética da Borborema (CELB), sentindo-se partícipe do problema e tendo em vista a possibilidade de uma maior aproximação com a comunidade e com as escolas da cidade de Campina Grande, decidiu participar de algumas ações no campo da divulgação da ciência em parceria com o PROCEL. Este espaço, denominado Super Estação de Energia - CELB pode ser classificado como um pequeno Museu de Ciências e Tecnologia 1 preferencialmente voltado ao conhecimento dos mecanismos de geração de energia, visando combater o desperdício de energia elétrica .

## 3. METODOLOGIA

## 3.1. Local de Execução do Trabalho

A pesquisa, realizada em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba - - UEPB, através do seu Departamento de Física, foi desenvolvida no espaço do Museu Interativo, Super Estação de Energia (CELB)B), localizado na: Av. Elpídeo de Almeida, 1111, Catolé, Campina Grande, Paraíba.

A Super Estação de Energia conta com uma área aproximada de 60m 2 destinada as exposições, além de um auditório de 80 lugares utilizado para palestras e exposições de vídeos. O ambiente de exposição conta com experimentos como: Máquina de Wimshurst, Gerador de Van De Graaff, Pilha Humana, Eolípila de Heron, Gerador de Energia, Anel Saltante, Chispa Ascendente, Bobina de Tesla, Globo de Plasma, Conjunto de Circuitos, Motor Elétrico(Princípio Básico), Teste de Coordenação, Maquete de uma Usina Hidrelétrica, Maquete de uma Casa mostrando o consumo dos eletrodomésticos e um quadro demonstrativo das várias Sub-b-Estações de energia elétrica do estado.

As escolas interessadas em partrticipar do programa são contatadas por telefone e informadas sobre o objetivo do projeto: combater o desperdício de energia elétrica através de ações educativas desenvolvidas através da Super Estação de Energia. Os estudantes, média de 40 alunos diariamente, são recepcionados em um auditório onde recebem informações sobre o programa, sendo selecionados os alunos a serem investigados através das contas mensais de energia elétrica de suas residências, que durante o contato por telefone com a escola é sugerido o que esses alunos tragam no dia da visita a Super Estação de Energia. O desenvolvimento do programa é coordenado por dois monitores estudantes do curso de Licenciatura em Física da UEPB.

Inicialmente é exibido um vídeo educativo mostrando o objetivo do PrPrograma do Governo Federal o PROCEL nas Escolas: como a energia é gerada e distribuída, cuidados para evitar o choque elétrico, dicas de uso racional de energia, e os problemas acarretados ao meio ambiente e a economia do país pelas várias formas de geração de energia elétrica utilizadas, servindo de primeiro contato dos alunos com o programa. Após a exibição do vídeo são ministradas palestras orientadas para a mesma temática -- combate ao desperdício de energia elétrica - provocando discussões acerca do temama.

No ambiente de exposição discute-se um pouco da história da eletricidade, curiosidades, como evitar o choque elétrico, como energia é gerada e distribuída, reforçando-se sempre o uso racional de energia. A cada exposição realizada na Super Estação é fefeito um registro fotográfico que possibilita construir um histórico do desenvolvimento de todo o projeto. É neste ambiente que ocorre a maior interação entre os alunos, seus colegas e os professores. s.

## 3.2. Análise dos Dados

Através do CDC(código do consumumidor), código único para cada residência que consta na conta de energia elétrica trazida pelos alunos durante a visita a Super Estação de Energia realizadas nos meses de fevereiro, março, abril, agosto, setembro e outubro de 2005, obteve-se o histórico do o consuno do aluno através do banco de dados da CELB. Participaram do estudo 500 (quinhentos) alunos, determinou -se o tamanho adequado de uma amostra aleatória simples para que a mesma fosse representativa dessa referida população. Nesse caso, a determinação do tamanho de uma amostra aleatória simples (FONSECA & MARTINS, 1995):

Como o tamanho da população era conhecido, a amostra aleatória simples foi de 374 (trezentos e setenta e quatro) alunos, ou seja, 75%, o que superestimou o tamanho da amostra necessária para representar a amostra total. AnAnalisou-u-se um período total de oito meses, ou seja quatro meses anteriores a visita do aluno à Super Estação de Energia e quatro meses posteriores. Fez-z-se uma média dos quatro meses anteriores e comparou-u-se com a mémédia dos quatro meses posteriores ao da visita do aluno a Super Estação de Energia.

## 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Participaram do estudo e foram avaliados a partir de suas contas mensais de energia elétrica 375 (trezentos e setenta e cinco) alunos de uma população de 500 (quinhentos) alunos, ou seja 75% (setenta e cinco por cento) foram analisados e selecionados aleatoriamente durante visitas realizadas nos meses de fevereiro, março, abril, agosto, setembro e outubro de 2005, conforme mostra a Tabela 1.

Tabela 1 - Quantidade de alunos participantes e analisados mensalmente

Observando -se a Tabela 2 fica claro que o mês de outubro de visita dos alunos foi o mês que se mostrou em relação aos outros mêses com o maior percentual de alunos que aumentaram am o consumo de energia elétrica em suas residências.

Tabela 2 - Analise mensal do consumo de energia elétrica dos alunos estudados.

Analisando -se o mês de visita dos alunos à Super Estação de Energia em outubro na Tabela 3, observa -se que dos quatro meses anteriores aos quatro meses posteriores ao mês de visita outubro, os meses de junho, julho, agosto e setembro são considerados como de temperaturas mais baixas (em azul), ou seja metade do período de análise.

Com a análise do mês de março percebebe-se que existe apenas dois meses com temperaturas mais baixas, mas neste mês de visita, o percentual de aluno que aumentaram seu consumo de energia elétrica em suas residências em relação aos que diminuíram, não foi tão alto quanto no mês de visita outubro.

Ainda observando -se a Tabela 3 e considerando agora os quatro meses anteriores e os quatro meses posteriores ao mês de visita dos alunos em fevereiro, também percebi-i-se apenas dois mêses com temperaturas mais baixas, o mês outubro e o mês de junho, ou u seja tanto os meses de analise de visita em fevereiro quanto de visita março possuem períodos maiores de temperaturas mais elevadas, onde provavelmente se utilizam mais aparelhos domésticos tais como: geladeiras, ventiladores, etc., que representam um belo percentual de aumento no consumo de energia elétrica nas residências. Mas mesmo assim observa -se que o percentual de alunos que aumentaram o consumo de energia elétrica nas suas residências no período de análise é bem menor ao do mês de outubro.

Tabela 3 - Temperatura média mensal (°C) da cidade de Campina Grande dos meses anteriores e posteriores ao da visita dos alunos.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)

Observando -se relatórios realizados pelos alunos com o apoio dodos professores que haviam acompanhados os mesmos nas visitas à Super Estação de Energia e que são enviados pelas escolas participantes, percebe-se que as escolas que participaram das visitas no mês de outubro enviaram pouquíssimos trabalhos. Enquanto que, as que enviaram relatórios em maior número e em qualidade de produção bem melhor aos demais trabalhos enviados, foram as que participaram das visitas nos meses de agosto, setembro e fevereiro mostrando melhor resultado quanto a redução do consumo de energia ia elétrica em suas residências.

Percebe -se como a Figura 7 que apenas 2% (dois por cento) do total de alunos participantes do estudo permaneceram com o consumo de energia elétrica em suas residências inalterado e que 54% (cinqüenta e quatro por cento) ba ixaram e enquanto que 44% (quarenta e quatro por cento) aumentaram o consumo de energia elétrica.

Figura 7 - Análise do consumo de energia elétrica dos alunos

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Percebe -se com isso a importância da escola como agente multiplicador em potencial de informações quanto ao uso racional de energia, através dos seus professores e alunos.

## 5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

Apesar do aluno permanecer por apenas três horas na Super Estação de Energia durante a sua visita, esse trabalho mostra -se positivo e importante quanto a questão da divulgação e popularização de informações sobre o uso racional de energia junto a sua família, mas, visto que para reduzir o consumo

de energia elétrica na sua residência com mais eficácia, se faz necessário, além do aluno, toda a sua família participarem do Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica, podendo assim favorecer a mudança de hábitos familiares no que se refere ao uso racional de energia elétrica.

Confirma -se com isso que este programa é viável e importantnte para a difusão de informações sobre o uso racional de energia entre alunos e professores. Mas deixa-a-se claro que a educação deve ser oferecida por quem tenha condições de respeitar o processo cognitivo, esteja atento aos processos afetivos que possam sururgir e que tenha o domínio necessário, conforme a área de atuação.

É através de projetos como estes interativos e didáticos aos conteúdos relativos as questões energéticas, que os alunos adquirem uma visão mais completa e crítica do problema energético brbrasileiro e que serviram num futuro próximo como elementos catalizadores para uma maior conscientização e participação da sociedade no que se relaciona com o uso racional de energia.

Sugere-se que esse programa de combate ao desperdício de energia elétrtrica seja estendido para o público em geral atendendo não apenas alunos e professores, mas sim, um número bem mais diversificado de pessoas.

A participação das empresas públicas e privadas do setor energético deve se restringir ao fornecimento de recursos os e informações que colaborem com o sistema educacional. A estruturação de uma proposta de Ensino do Uso Racional de Energia tem sua origem em ações governamentais, impondo às empresas do setor energético uma atitude que pode não estar alinhada com seus objetivos finais (produtos e serviços). Com isso torna-se fundamental a presença das instituições de ensino, em todos os níveis de formação, pois o seu objetivo final e a própria Educação.

## 7. Referências

BRASIL, MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA (MME). Balanç o energético nacional. Brasília: MME, 2000. 154p.

DIAS, R. A. A conservação de energia. In: Impactos da substituição de equipamentos na conservação de energia. Guaratinguetá, 1999. P 18-19. Dissertação (Dissertação de Mestrado em Engenharia Mecânica - - Transmição e Conservação de Energia) - Faculdade de Engenharia, Universidade Estadual Paulista.

ELETROBRAS sistema de informação do potencial hidrelétrico brasileiro - SIPOT. 2001 [citado 15 ago. 2001]. Disponível na World Wide Web: &lt; http: www.eletrobras.gov.br &gt;.

FONSECA, J. S.; MARTINS, G. A. Curso de Estatística. 6 ed. São Paulo: Editora Atlas, 1996. pg 178 á 181.

HOLANDA, M. R., BALESTIERIERI, J. A. P. Reduzir, reutilizar e reciclar para preservar. Jornal Atos. 18 nov. 2000, ano 07, nº 343.

GELLER, H.; JANNUZZI, G. M.; SCHAEFFER, R. TOLMASQUIM, M. T. The effiient use of electricity in Brazil. Energy Policy. v.26, n. 11, p. 859-852. 1998.

LA ROVERE, E. L. Conservação de energia em sua concepção mais ampla: estilo de desenvolvimento a baixo perfil de consumo de energia. Editora Marco Zero/ FINEP, 1985, pp. 474-489.

GASPAR, A. Museus e centros de Ciências: conceituação e proposta de um referencial teórico. Tese de Doutorado. São Paulo, FEEUSP, 1993.

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: ENSINO MÉDIO. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica, Brasília. 1999.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.