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Atividades e experiências de ensino no laboratório de física do Espaço Ciência - PE.

Micaías Andrade Rodrigues, Bruno Severo Gomes

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVII
Ano
2007
Data
30/01/2007
Linha de pesquisa
Física Moderna E Contemporânea E A Atualizaçao Curricular
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ATIVIDADES E EXPERIÊNÊNCIAS DE ENSINO NO LALABORATÓRIO DE FÍSICA DO ESPAÇO CIÊNCIA -

PE.

Micaías Andrade Rodriguesa sa [micaias@espacociencia.pe.gov.br] Bruno Severo Gomes a [bruno@espacociencia.pe.gov.br]

a Espaço Ciência - Olinda - PE

Complexo de Salgadinho s/n - Parque 2, CEP: 53111-970 - Olinda-PE

## RESUMO

Os museus de Ciências são locais de educação não-formal e de ampla divulgação científica, especialmente através de experimentos, em grande parte clássicos, tais como gerador de van der Graff, gaiola de Faraday y etc, que para muitos são brinquedos, visto que a ciência é aprendida de forma bastante lúdica. Porém, a divulgação científica não é feita apenas nesta forma. Este trabalho visa momostrar a possibilidade de realização de oficinas de ensino de física de baixo custo como mais uma possibilidade de divulgação científica em museus de ciências com base na experiência realizada no Laboratório de Física do Espaço Ciência - PE. Oficinas pedagógicas que tratam de diversos assuntos, entre os quais podemos destacar: densidade e empuxo, medição do potencial energético do Sol entre outras e que utilizam como matéria-prima latinhas de alumínio, garrafas pet, potes plásticos, pedaços de madeira, pedras entre outros materiais são realizadas, possibilitando a sua reprodutividade, sem maiores dificuldades, em qualquer local, demonstrando a viabilidade de ser feito um bom trabalho de experimentação, sem a necessidade de dispor de muitos recursos financeiros para alcançar este objetivo. Estas oficinas realizadas no laboratório de fífísica do Espaço Ciência atendem desde alunos do ensino fundamental e médio, até alunos de graduação e pós-graduação, além de grupos de professores, que procuram o Espaço Ciência para terem novas idéias para aplicar em seus alunos, sem o fator financeiro pesar muito, visto que geralmente as escolas nas quais lecionam não contam com laboratórios de ensino de física ou de ciências, por isso a grande importância desta divulgação científica através de oficinas de baixo custo.

## INTRODUÇÃO

Os museus de ciências têm sido cada vez mais consagrados como locais fundamentais para o desenvolvimento da educação não formal em ciências. As atividades educativas desenvolvidas nesse espaço são de diferentes naturezas e estratégias variadas têm sido propostas para realiza-las .

O Espaço Ciência, órgão da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado de Pernambuco é um dos maiores museus interativos de divulgação científica do país, onde o visitante pode explorar o mundo da ciência de forma agradável e divertida. LoLocalizado em uma área privilegiada de 120 mil m², próxima ao mar e entre as cidades de Recife e Olinda, abriga um manguezal natural de rara beleza. Através de exposições permanentes e itinerantes em diversas áreas, o Espaço Ciência atende diariamente escolalas e público em geral. Numa concepção de educação que vai além dos limites da sua sede, o museu promove eventos, cursos, oficinas, feiras e encontros de ciências em escolas, shoppings, universidades, parques, hospitais e até nas ruas, atraindo um grande púbúblico. A intenção é divulgar a produção científica nas escolas, capacitar professores e envolver comunidades, tratando de assuntos de interesse geral ou de temas atualizados em ciência, tecnologia e meio ambiente. O parque está estruturado em quatro setores: Pavilhão de Exposições, Trilha da Descoberta, Edifício Educacional e Trilha Ecológica, onde vários tópicos relacionados com a Física são abordados conjuntamente com as demais áreas do conhecimento. O objetivo é contribuir para o fortalecimento do saber r científico, histórica e universalmente acumulado, através do estímulo à curiosidade científica, da popularização de informações significativas de Ciência e Tecnologia, do destaque à cultura e do respeito à natureza.

A educação em museus possui especificididades as quais vêm sendo ressaltadas por diferentes autores (VAN-PRÄET; POUCET, 1992; ALLARD et al, 1996; CAZELLI et al, 1999; MARANDINO, 2001) e elementos como espaço, tempo e objetos são considerados alguns dos fatores que irão constituir o diferencial da educação nesses espaços.

As novas metodologias empregadas pelos museus são reflexos do esforço em assegurar a relação do ser humano com seu patrimônio natural e cultural e, no caso dos museus de ciência, em fazer a divulgação científica (GALOPIM,1993).

Salientamos que oficina não é mais um método ou uma técnica a mais, mas sim uma modalidade de ação. Toda a oficina precisa promover a investigação, à reflexão; combinar o trabalho individual e a tarefa socializada; garantir a unidade entre a teoria e a prática. Conforme Cuberez (1989) oficina é um tempo e um espaço para a aprendizagem; um processo ativo de transformação recíproca entre sujeito e objeto; um caminho com alternativas, com equilibrações e desequilibrações que nos aproximam progressivamente do objbjeto a conhecer.

## OBJETIVO

Mostrar a possibilidade de realização de oficinas de ensino de física de baixo custo como mais uma possibilidade de divulgação científica em museus de ciências com base na experiência realizada no Laboratório de Física do Espaço Ciência - PE.

## MATERIAL E MÉTODOS

O laboratório de física do Espaço Ciência apresenta diversas exposições, oficinas e atividades relacionadas com as ciências exatas e da natureza onde são realizadas além de visitas agendadas, capacitações, cursos e pesquiuisas escolares. O laboratório procura realizar atividades e experiências que podem ser realizadas sem necessidade de equipamentos caros ou complicados, atendendo assim um dos objetivos que é a fácil reprodutividade dos experimentos e atividades por professores e público em geral.

No laboratório de física são atendidas, escolas públicas, escolas particulares, grupos de pesquisas, cursos de formação de professores e ONG's. Os visitantes possuem os mais variados níveis de conhecimento passando pelo ensino básicico, ensino fundamental I, ensino fundamental II, ensino médio, ensino superior, pós-graduação, educação de jovens e adultos e educação especial. A equipe de física é estruturada e coordena a organização e desenvolvimento de um plano de atividades para área de Física do Espaço Ciência entre os quais podemos citar: roteiro para visitação dos vários seguimentos da área de Física do Espaço Ciência, organização e desenvolvimento de atividades no Laboratório de Ensino de Física, nos diversos setores do parque como o Pavilhão de Exposições, Trilha da Descoberta, Edifício Educacional e eventos relacionados com a Física. A equipe também executa atividade de coordenação e orientação dos monitores da área e participa dos programas sociais.

Como exemplo de oficina de baixo custo realizada no laboratório de Física do Espaço Ciência podemos citar as oficinas "E"Estudando o nosso planeta através de latinhas de alumínio" que mede o potencial energético do Sol utilizando latinha de alumínio, "Bóia ou afunda", que utiliza materiais como massa de modelar, pedaços de madeira, pedra e água para falar sobre a hidrostática. Uma outra oficina que é bastante interessante e barata é a "Física da garrafa pet", em que, conforme diz o seu título, confecciona -se experimentos de física utilizando a garrafa pet como principal material.

No momento fazem parte da equipe de física, cinco monitores, que desenvolvem atividades de atendimento, capacitações, desenvolvimento de experimentos e atividades de pesquisa no próprio museu.

## DESCRIÇÃO DAS OFICINAS

1 -Estudando o nosso planeta através de latinhas de alumínio

Objetivo : entender a importância do Sol para o nosso planeta e poder estimar a energia irradiada por ele, comparando este valor encontrado com o valor total da energia elétrica produzida no Brasil, além de entender também, um pouco mais da importância da atmosfera para a conservação da vida em nosso planeta, isto tudo utilizando latinha de alumínio.

Questões provocadoras : O efeito estufa é formado pelo buraco na camada de ozônio? Efeito estufa é bom ou ruim? Como podemos medir o potencial energético do Sol com uma latinha de bebida?

Conteúdos : termologia (Quantidade de calor, irradiação, capacidade térmica), atmosfera, efeito estufa

Duração : 2 horas

Materiais : 8 latas cilíndricas de metal (de bebida) de 350 ml com a superfície lateral pintada com tinta preta fosca;

8 termômetros cozinha (-10°C - - 110°C) ou de aquário (0ºC - - - 50ºC);

8 recipientes plásticos (100 ml); água;

8 calorímetros (feitos com latinha de bebida cortada e colada no rerecipiente térmico para latinha feito de isopor e com tampa de isopor);

8 réguas de 20 cm;

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Figura 1: Material utilizado na oficina "Estudando

o nosso planeta através de latinhas de alumínio"

Público alvo: 24 alunos do fundamental II (7ª e 8ª série) e Ensino Médio

Metodologia e procedimento: serão discutidas questões como o efeito estufa, a camada de ozônio, o aquecimento global entre outras desta magnitude e serão apresentadas para os alunos, os quais serão divididos em 8 grupos com três alunos cada e será proposto que eles meçam a intensidade da energia irradiada pelo Sol. Haverá uma pequena discussão em relação a isto e será entregue a cada grupo uma latinha de alumínio pintada por fora de preto fosco com água e um termômemetro. Os alunos farão a medição da temperatura da água no laboratório e após terem feito e anotado esta medição os alunos serão levados ao lado de fora do laboratório para que possam expor as latinhas ao Sol de forma que a sua sombra seja um retângulo e deixa-las expostas por cerca de uns 5 minutos, depois dos quais medirão novamente a temperatura da água e preencherão a tabela abaixo (verificar quais dados já devem estar preenchidos de acordo com série e faixa etária):

Após o preenchimento da tabela, serão feitos os cálculos para encontrarmos a energia irradiada pelo Sol em 1 segundo e será comparada com o valor da potência elétrica total fornecida por todas as usinas do Brasil, que é da ordem de 90322MW.

Após isto será utilizado um calorímetro, no qual uma parte da água da latinha preta será colocada e outra parte ficará na própria latinha preta e será feita a medição da temperatura da água nos dois recipientes e o mesmo será comparado a atmosfera, explicando fisicamente o comportamento térmico do nosso planeta através de latinhas de alumínio.

OBS: Formulário

Q = mc(TfTf-f-TiTi) - - - quantidade de calor recebida pela água;

Q/t t = R - - razão entre a quantidade de calor e o tempo de exposição. Como a resposta da equação anterior é dada em cal/s multiplicamos o valor da razão por 4,186 para acharmos o valor em J/s; R/DH - - - energia solar irradiada recebida pela água por unidade de tempmpo, por unidade de área; AtAtotal = 4pR² - - - área da esfera que a energia irradiada pelo sol atravessa.

Ptotal = EtEtotal/t = (E/t/D.H) x AtAtotal - - energia total irradiada pelo Sol por unidade de tempo, ou potência solar. Este valor será comparado com o valor de referência que é de 3,92x10 26 W.

De posse da potência total do Sol, calcule quantas lâmpadas de 100W(J/s) ficariam acesas durante um dia inteiro só com a energia irradiada pelo Sol na Terra em 1 segundo.

OBS - - - o Sol só emite sua luz em cerca de metade do planeta de cada vez.

Dados: Área total da superfície da Terra - - 1,8 x 10 19 cm²

1 hora = 60 minutos = 86400 segundos.

Cite fenômenos físicos que acontecem no seu dia-a-dia.

Você acha que física só pode ser estudada em sala de aula ou em laboratório? Por queue?

## 2 -Bóia ou afunda

Objetivos: estudar e entender mais sobre a densidade e o empuxo, utilizando para isto materiais simples e acessíveis.

Questões provocadoras: Metal bóia ou afunda? Por que o navio bóia se ele é de metal? Como o submarino pode boiar e também afundar?

Conteúdos: Hidrostática (densidade, empuxo, pressão)

Duração: 2 horas

## Material utilizado:

10 pedrinhas (seixos);

10 pedaços de argila expandida;

10 pedaços de madeira leve (pinho);

10 pedaços de madeira pesada (aroeira);

8 garrafas pet;

8 tampas de caneta tipo BIC;

Massa de modelar

16 seringas de 10 ou 20 ml (8 ficarão inteiras e 8 terão os seus êmbolos retirados e são cortadas a cerca de ¾ do seu tamanho e tapadas com a rolha de borracha);

mangueira estreita para ligar as seringas;

8 peququenas rolhas de borracha (para utilizar na seringa).

Água.

Material utilizado na oficina "Bóia ou afunda"

## Público alvo:

24 alunos até o ensino fundamental II.

Metodologia e procedimentos laboratoriais: Divide-se inicialmente a turma em 8 grupos de três pessoas e começa -se a questiona-las sobre que materiais bóiam ou que materiais afundam e, aos poucos vai sendo apresentado-lhes os objetos da lista de material (cada grupo terá um recipiente

Figura 2:

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com água) aoaos pares: os dois cilindros de madeira de diferentes densidades e os dois tipos de pedras. Nesta etapa a certeza que muitos teriam de que pedra afunda e madeira bóia vai ser contrariada. Após refletir um pouco sobre isto lhes apresenta a massa de modelar e será questionado se ela bóia ou afunda. Será pedido para colocarem a massa de modelar de forma compactada na água e verificar o que acontecerá e depois fazer uma espécie de concha com ela e coloca-la na água também. Após isto será disponibilizado para cada grupo a seringa ligada a semi-i-seringa através de uma mangueira de plástico (com a extremidade larga, que estará sem o êmbolo tapada com a rolha de borracha, a qual terá um furo) e será falado de como ela bóia e que quando a água é adicionada no interior da semi -seringa ela afunda, pois a sua densidade aumenta (princípio do submarino). Para finalizar esta oficina, cada um dos oito grupos receberá uma garrafa pet, massa de modelar e a tampa de caneta e lhes será proposto que eles, com estes materiais e água construam um mecanismo que eles possam controlar a profundidade do objeto mergulhado no líquido no interior da garrafa, tal como fizeram com a seringa ligada a semi-i-seringa (este mecanismo é o conhecido ludião). Serão dadas as intervenções necessárias e posteriores explicações sobre o ludião.

## 3 -Física da Garrafa Pet -Uma oportunidade de realizar experimentos na escola a baixo custo

Introdução: Devido à grande dificuldade encontrada pelos alunos na aprendizagem das Ciências, principalmente a Física, no no Ensino Fundamental e Médio, é importante estarmos sempre atentos a novas metodologias que venham a surgir em prol da melhoria do ensino-aprendizagem dessas disciplinas. Uma solução proposta para estimular o interesse dos alunos e aumentar o seu rendimento nas aulas de Ciências e de Física é a demonstração de conceitos e teorias físicas através de experiências simples e baratas, usando material tipo "sucata".

Espera-a-se com isso, contribuir para a melhoria das aulas de Ciências, no Ensino Fundamental, e de Física, no Ensino Médio, tornando -se mais interessantes, estimulando a assimilação e aprendizagem dos conceitos envolvidos. Para tanto, compilamos e adaptamos alguns experimentos que utilizam tais materiais, abrangendo a área de Mecânica.

Objetivo: mostrar ar para os professores de Física e Ciências a possibilidade de se realizar experimentos de Física utilizando garrafas pet de refrigerante e outros materiais recicláveis ou de fácil acesso, de uso corriqueiro ao invés de utilizar os equipamentos convencionais, demonstrando conceitos físicos com a utilização de experimentos produzidos durante a oficina, tendo por base a garrafa pet, mostrando que para ter aulas de "laboratório" nem sempre é necessário fazer um grande investimento financeiro.

Metodologia: Os expxperimentos de diferentes áreas da física serão construídos e testados durante a oficina pelos professores participantes, sendo avaliados e aperfeiçoados de acordo com as dificuldades e exigências de cada um, realizando uma grande troca de experiências. Os professores serão divididos em grupos de três pessoas, sendo formado, no total o número máximo de 8 grupos, num total de 24 professores. A seguir seguem os experimentos a serem fabricados pelos professores:

Público alvo: professores de Física, do Ensino Médédio, e de Ciências do Ensino Fundamental.

## a) Balão cheio de boca aberta

Material utilizado: 8 garrafas pet de 1,0 L (sendo pequenas e largas).

1 pacote de balões de festa.

1 tesoura com ponta.

Construção: será proposto para eles que encham a bola e deixem-m-na cheia com a boca aberta, disponibilizando para isto o material acima (menos a tesoura). Eles perceberão que não é possível encher a bola no interior da garrafa, pois o ar que está na garrafa não tem como sair, sendo necessário que seja feito um furinho ho na parte inferior da garrafa, que servirá como local de saída do ar que está dentro da garrafa.

Conceitos abordados: pressão, conservação de energia (potencial elástica e cinética), impenetrabilidade dos corpos (lei que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo local ao mesmo tempo).

Perguntas: Por que foi necessário que fosse feito um furinho na garrafa?

Como manter o balão cheio, mesmo com a boca aberta?

## b) Duplo cone

Material utilizado: 16 garrafas pet de 2 litros, 1,5l, 1l ou 600ml (sendo com a parte superior cônica)

Fita adesiva larga tesouras com ponta 16 réguas ou 16 cilindros finos e compridos de madeira, plástico ou afim. (no

mínimo 30 cm de comprimento)

Construção: será demonstrado um duplo cone industrializado e será proposto que eles tentem construíílo com 2 garrafas pet e fazer a rampa com 2 réguas ou 2 cilindros e apoiando uma das extremidades de cada cilindro ou régua em algum material que eles tenham trazido, como por exemplo, um livro ou caderno e deixando uma certa angulação entre os memesmos.

Conceitos abordados: Gravitação, referencial, energia, centro de massa.

Perguntas: Como será possível construir um experimento desse com garrafa pet?

Será que ele sobe ao invés de descer?

## c) Termômetro de água (b(baseado no termômetro de Galileu)

Material utilizado: 8 garrafas de vidro de 500ml e tampa com rosca (pode-se também usar tampa de garrafa pet, com rosca)

3,0m de mangueira transparente (por exemplo, de aquário)

8 réguas graduadas de 20 cm

água

tinta guache (contraste)

supercola (adesivo instatantâneo universal)

Construção: a mangueira será cortada em pedaços de 35 cm e cada grupo receberá um pedaço e passará 10cm dela através de um furo na tampa, com diâmetro pouco menor que o da mangueira. A água misturada com a tinta guache será colocada dentro da garrafa (cerca de 2/3 do seu volume). Colocarrse-á a tampa na garrafa de modo que fique bem apertada e com a ponta da mangueira submersa. Após isso, a supercola será usada para vedar a conexão na tampa e para fixar a mangueira na régua (isto na parte externa da garrafa, encostada na tampa, de modo que fique a mangueira e a régua na vertical). Algum integrante do grupo soprará um pouco de ar pela saída da mangueira até que se forme uma coluna da água de uns 3cm acima da tampa. Quando o grupo apalpar bem a parte superior da garrafa com as duas mãos e observar a coluna verá que ela foi modificada. Após isto será apresentado a eles o termômetro de Galileu.

Conceitos abordados: energia, pressão, calor.

Perguntas: Por que quando apalpamos a parte superior da garrafa a coluna do líquido se moveu? Poderemos saber se o líquido da coluna irá subir ou descer?

## d) Ludião (submarino)

Material utilizado: 8 garrafas pet (250mL, 600ml, 1L, 1,5L ou 2 L)

8 canetas BIC ou semelhantes (ou 8 pedaços de canudo de refrigerante) 1 pacote de massa de modelar água

Construção: será proposto que os professores com o material acima citado construam um experimento que, ao apertar a garrafa, que vai estar cheia de água, faça com que a tampa da caneta ou um pedaço de canudo de refrigerarante que está no seu interior afunde ou flutue ao seu bel-l-prazer, percebendo eles, com tentativas e erros, que ao tampar a parte de cima da tampa (furo mais estreito)

e colocando uma certa quantidade de massa na outra extremidade, de forma que fique uma bolha de ar dentro dela, será possível controlar a profundidade através da pressão na garrafa. Para o canudo tinha que tapar completamente uma extremidade com a massa de modelar e colocando uma certa quantidade de massa na outra extremidade, porém sem fecha-la (como um anel).

Figura 3: ludião feito com garrafa pet, canudos e água

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Conceitos abordados: pressão, empuxo, densidade. Perguntas: Por que você consegue alterar a profundidade do mergulhador quando se aperta a garrafa? Se eu quisesse que o mergulhador subisse mais rápido o que eu faria? Por que eu tenho que pressionar mais a garrafa de tal grupo do que do outro grupo (cito 2 grupos presentes na sala) para que o mergulhador afunde? O que fazer para modificar isto?

## RESULTADOS E DISCUSSÃO

As discussões sobre o tema da educação e divulgação em ciências em espaços não formais como museus não são recentes. Com efeito, a Física encontra -se presente há muito tempo como objeto de pesquisa e exposição dos museus e podemos afirmar que a história dos museus é marcada pela investigação científica, mas também pela educação, ensino e divulgação do conhecimento. Com relação às ações educativas, nosso trabalho tem focalizado a formação de profissionais e a produção de materiais e estratégias didáticas para atuação no campo da educação não formal, mas especificamente em museus. Com efeito, investigações que analisem e levem a uma melhor compreensão sobre como a física é divulgada, seus problemas, limites e possibilidades, e como tais conhecimentos são compreendidos e interpretados pelo público constituem, para nós, universos importantes de investigação.

No laboratório de física também são realizadas capacitações e orientações a professores e grupos de pesquisa. Elaborações de exposições que tem como objetivo dedespertar o interesse dos visitantes e público em geral. Também são realizadas várias atividades de elaboração de práticas recreativas, pedagógicas e de caráter científico, as quais podem ser aplicadas em crianças do ensino infantil e também em adolescentes e jovens, além de servirem para capacitar professores.

O laboratório de física desenvolve atividades conjuntas realizadas na trilha do Conhecimento Científico, que congrega as áreas temáticas de: água, movimento, percepções, terra e espaço, relacionando a a Física ao cotidiano, aproximando os saberes absorvidos na escola à realidade, a partir da difusão do conhecimento. Esta prática faz o visitante criar um interesse maior pela física, vista que a mesma é refutada por grande parte dos alunos durante o ensino fundamental e médio, por falta de entendimento e de contextualização.

No laboratório são oferecidas várias oficinas, que na sua maioria prima pela simplicidade e pelo baixo custo e estas oficinas têm atraído alunos do ensino fundamental e médio, alunos de graduação e de pós-graduação, além de grupos de professores e elas têm se mostrado excelentes divulgadoras e popularizadoras da ciência, pois mostra que pode ser feito um trabalho experimental sem ter que necessariamente investir altos valores monetários para isto, sendo, pois, esta prática levada para algumas escolas, de forma que os alunos começam a ter um contato mais profundo com a física, com a ciência.

## CONCLUSÕES

A equipe da área de Física do Espaço Ciência vem conseguindo resultados satisfatórios com as atividades planejadas e desenvolvidas, mesmo tendo em vista as dificuldades relacionadas ao processo de estruturação e implantação de experimentos na área externa, por conta da expansão e da grandiosidade do museu. A área de Física através de uma busca constante de materiais e informações fora dos limites do Espaço Ciência mostra que está sempre construindo e divulgando a ciência para o público em geral, não apenas nos experimentos, mas também nas oficinas, as quais mostrammse ferramentas eficazes para a divulgação científica nos diversos níveis de escolaridade. Esta é uma prática que vem sendo adotada com freqüência e conseguindo excelentes resultados, visto que estas oficinas são de fácil reprodutividade e baixo custo, sendo, pois, estas práticas também realizadas nas escolas, quer pela equipe do próprio Espaço Ciência, quer pelos professores que já participaram destas práticas, mostrando que, mesmo num museu de ciência, as oficinas pedagógicas são meios bastante eficazes de divulgação da ciência e e de aumento do interesse dos visitantes em geral pela mesma, visto que a ciência não necessita de experimentos caros ou complexos para ser feita e sim que também pode ser feita com objetos do cotidiano .

## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALLARD, M.; LAROUCHE, M. C.; LEFEBVRE, B.; MEUNIER, A.; VADEBONCOEUR, G. La visite au musée. Réseau, p.14-19, Décembre 1995/ Janvier 1996.

CAZELLI et al. Tendências Pedagógicas das Exposições de um Museu de Ciência. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, Atas ... Valinhos, São Paulo, setembro 1999.

CUBEREZ, M. T. G. El talleres de los talleres . Buenos Aires: Angel Estrada, 1989.

GALOPIM CARVALHO, A. M., Os museus e o ensino de ciências Revista de Educação, Vol. III (1): 61-66, 1993.

MARANDINO, M. O Conhecimento Biológico em Exposições de Museus de Ciências: análise do processo de produção do discurso expositivo. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 2001.

VAN -PRAET, M. ; POUCET, B. Les Musées, Lieux de Contre -Éducation et de Partenariat Avec L'École, In: Education &amp; Pédagogies - dés élèves au musée, n. 16, Centre International D'Études Pédagogiques, 1992.

VALADARES, Eduardo de Campos Física mais que divertida Editora UFMG, 2a 2a edição revista e ampliada, Belo Horizontnte, 2002.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.