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MOTIVAÇAO AO ESTUDO DE FISICA PARA MENINOS DE RUA EM SITUAÇAO DE RISCO AMPARADOS POR UMA ORGANIZAÇAO NAO GOVERNAMENTAL - UMA ALTERNATIVA METODOLOGICA

Ivan Meskauskas Gneiding, Jackson R. Fragoso, Roberto Mendes

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVII
Ano
2007
Data
30/01/2007
Linha de pesquisa
Didática Da Física: Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliaçao
Tipo
Pôster

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Texto completo

## MOTIVAÇÃO AO ESTUDO DE FÍSICA PARA MENINOS DE RUA EM SITUAÇÃO O DE RISCO AMPARADOS POR UMA ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL - UMUMA ALALTERNATIVA METODOLÓGICA

Ivan Meskauskas Gneiding b a [ivangneiding@yahoo.com.br]r] Jackson R. Fragoso g b [j[jrf02@fisica.ufpr.br]r] Roberto Mendes c [roberto2083@yahoo.com.br]

a Universidade Federal do Paraná, Universidade Tecnológica Federal do Paraná b Universidade Federal do Paraná c Universidade Federal do Paraná

## RESUMO

Visto que o Brasil ocupa a 17ª posição no ranking dos países mais pobres do mundo, e que existem atualmente cerca de 61 mil crianças sobrevivendo abaixo da linha de pobreza, nas ruas sofrendo maus tratos e preconceito por parte da população, foi criada a Fundação Educacional Meninos e Meninas de Rua Profeta Elias, que abriga crianças de rua em situação de risco. Estas crianças devem, é claro, continuar seus estudos e, visto que muitas delas têm muitas dificuldades no aprendizado de física é que foi criada uma parceria com a Universidade Federal do Paraná, onde alguns alunos da da disciplina de Prática de Ensino e Estágio Supervisionado do curso de Física se dispõe a interagir e lecionar tal disciplina à essas crianças e jovens. O projeto foi dividido em duas etapas , sendo a primeira um m estudo de campo e e a segunda uma aplicação prática utilizando experimentos de física juntamente com conteúdos teóricos simples e sem formalismos matemáticos, sempre procurando fazer com que os meninos interagissem (manipulando ou comandando) com os experimentos. Na primeira etapa foi determinado o que seria apresentado e feita uma visita de sondagem para saber como proceder e o que e como poderia ser trabalhado. Na segunda etapa foi feita a aplicação de uma estratégia metodológica para o ensino de Física, utilizando experimentos simples mas que causassem um efeito visual relevante afim de fazêzê -los voltar a atenção totalmente aos professores para que com explicações simples compreendessem o que acontecia nesses experimentos e relacioná-los com o dia-a-dia. O interesse pelos meninos foi surpreendente e com m isso eles puderam conhecer um pouco mais da Física que estudam no colégio e entender e verificar seu funcionamento no cotidiano sem formalismos e com objetividade .

## INTRODUÇÃO

Dá se o nome "meninos (as) de rua" ou "crianças de rua" às crianças para as quauais as ruas tenham se tornado sua residência fixa ou habitual ou u sua fonte de subsistência . Pode -se fazer a divisão dessa população de rua da seguinte maneira:

Crianças que passam parte ou todo o seu dia na rua na tentativa de ganhar algum dinheiro para a sua família;

Crianças que vivem nas ruas e vão para casa com alguma freqüência;

Crianças que somente retornam aos seus lares nos finais de semana;

Crianças que passam os dias e as noites nas ruas e voltam para casa ocasionalmente [3] .

Assim que experimentam a vida nas ruas, as crianças tendem a permanecer cada vez mais nelas, devido a vários fatores como custo de transportes pela distância de seus lares, e também a falta de uma intervenção significativa por parte dos pais. Estas crianças acabam por deixar de de lado toda e qualquer vida familiar que já puderam experimentar antes. Então quando dizemos "meninos(as) de rua" ou "crianças de rua", nos referimos a uma porção da sociedade formada por crianças e jovens carentes e abandonados que lida com as ruas diariamente.

As crianças de rua muitas vezes são vistas como ladrões, bandidos baderneiros, enfim, como uma ameaça à sociedade. São pela sociedade temidos porque por ela são excluídos. Essas crianças, porém, freqüentemente vendem doces ou adesivos, fazem malabararismos em semáforos, e nem sempre acabam se envolvendo em alguma pequena atividade ilícita, o que pode ligá-las a outros tipos de crimes considerados mais sérios.

- O Brasil junto com o México são os países onde mais se encontram crianças vivendo nas ruas na América Latina, região cujos governos ainda não assumiram um compromisso para acabar com esse problema, deixado unicamente aos encargos da sociedade civil [4]. Estando em 17º lugar na lista dos países mais pobres[5], o Brasil com população estimada de 170 milhões de pessoas, tem aproximadamente 47% dessas pessoas sobrevivendo abaixo da linha de pobreza. Desse total mais de 61 mil são crianças com menos de 19 anos de idade cujas famílias possuem renda mensal abaixo de R$ 86. Quando essas crianças atingem 14 anos de idade, elas não conseguem acompanhar o ensino ou não freqüentam a escola; e quando elas atingem os 19 anos esse percentual sobe a 90% [3], e este é um agravante para permanecerem nas ruas.

São vários os motivos que podem levar as crianças a procurarem seus alicerces nas ruas. Elas, em geral, vêm de favelas e comunidades carentes, lugares estes que cercam os grandes centros do Brasil, porém não dão qualquer esperança de futuro devido às condições em que lá vivem. Nas favelas são comandadas por traficantes que recrutam crianças à partir de 8 anos de idade, e estas sequer chegam à juventude. Também as relações familiares turbulentas, onde ocorre agressão física e violência sexual forçam as crianças a deixarem seus lares. Outras são escaladas por sua família a trabalhar nas ruas para contribuir com a renda.

Como não existe algum lugar apropriado e seguro a essas crianças, uma vez que o governo não oferece abrigo a elas, então a única alternativa restante é viver sobre calçadas e sob chuva e sol, nas ruas .

Com 20,88% de indigentes, o Paraná ocupa a 21ª posição no ranking do mapa da miséria do Brasil [6]. No ano de 1991, somente no centro de Curitiba havia 518 crianças e adolescentes e, desses 323 morando nas ruas. Pela preocupação com a situação da capital, foi criada a Fundação Educacional Meninos e Meninas de Rua Profeta Elias.

## A Fundação Educacional Meninos e Meninas de Rua Profeta Elias:

Esta instituição que acolhe meninos moradores de rua foi iniciada em fevereiro de 1985 por Fernando Francisco de Góis e tinha por objetivo desenvolver atividades voltadas ao apoio e ao desenvolvimento escolar e a estimulação das manifestações culturais de meninos que moravam na periferia de Curitiba na Vila Lindóia, entre as Vilas Fanny e Guaíra.

No ano de 1987, o grupo Meninos e Meninas, despertam para a necessidade de trabalhar não só com os meninos da comunidade mas também com os meninos de rua. Surge a idéia de educadores de rua, onde o objetivo é conhecer a realidade dos meninos de rua e ser solidário a eles, para depois atuar no sentido de juntos lutarem por seus direitos. À medida que o grupo de educadores se estruturava, atuava -se na chegada ao local de abordagem, principalmente a Rua XV e o Largo da Ordem, com atividades culturais como capoeira e musicas, onde a a polícia inicia suas represálias a essas atividades.

Dentro do trabalho, a abordagem de rua tem sido um dos instrumentos mais presentes na luta contra a exclusão social da criança e do adolescente, onde o grupo não que tirá-las da rua, mas conhecendo a sua ua realidade, seu habitat e, a partir da cultura, da capoeira, da arte das mesmas, juntos descobrir novas maneiras de conquistar seus direitos. Vontade e a possibilidade de sair da rua vão ser frutos desse processo educativo, que não é breve. Uma das principais preocupações dos educadores, foi não transformar o trabalho de abordagem de rua em apenas mais um projeto assistencialista, mas um trabalho contínuo.

No ano de 1991 alguns educadores do grupo são contratados pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, para a realização de um levantamento do número de crianças e adolescentes de rua e na rua. A pesquisa mostrou, além dos dados já citados, também o grande desejo dos meninos de rua de ter um lugar, uma chácara mais especificamente, longe ge das drogas e de outros tipos de violência, onde possam estudar, comer, enfim ter uma vida normal.

Desta necessidade e da cobrança de ações mais concretas por parte dos meninos em relação às suas necessidades mais urgentes, é adquirida uma chácara de 112.281 m² no município de Mandirituba, localidade de Quatro Pinheiros, obtida mediante doações, sobretudo da Congregação das Irmãs da Divina Providência. Pouco tempo depois é criada oficialmente a Fundação Educacional Meninos e Meninas de Rua Profeta Elias, por um grupo de educadores voluntários.

Ainda no mesmo ano é reservada a regularização da chácara e a elaboração da proposta pedagógica. Em 1992 a rede luz é instalada na chácara, em 1993 é construída a 1° Casa - - lar, chiqueiro e horta. Em 1994 a 2° Casa-lar, um campo de futebol, apiário e açude são construídos. No ano seguinte constroe-se então a 3° Casa-lar, galinheiro, estábulo, serigrafia e sala de jogo. Em 1996 e 1997 são erguidas uma granja para frango de corte e a lavanderia.

Atualmente vivem 82 meninos, o projeto inicial era manter ambos os sexos, mas visto que a grande maioria de adolescentes e crianças que permanecem na rua é do sexo masculino, então os idealizadores da fundação, decidiram que a casa acolheria apenas meninos, pois ficaria muito complexo para os educadores, mantê-los meninos e meninas no mesmo espaço, visto que eles têm como característica uma vida sexual muito precoce. Muitos destes meninos foram recolhidos das ruas e outros encaminhados pelo juizado de menores.

Hoje em dia não é mais feito o trabalho nas ruas, devido ao fato de a casa estar sem recursos financeiros para acolher mais moradores. A casa recebe ajuda da prefeitura de Mandirituba e de algumas entidades internacionais, mas a ajuda não é suficiente para a capacidade máxima da casa que é para 100 meninos, atualmente está com 80 % de sua ocupação.

Ao chegarem à chácara todos os meninos são matriculados nas escolas da região, e também recebem na própria chácara acesso a cursos de informática música, inglês, escolinha de futebol e vários outros de acordo com os interesses apresentados pelos meninos.

Os moradores são divididos em três casas, não somente por idade, mas também por maturidade. Eles estudam em escolas da região e no período contrário, tem as suas tarefas domesticas, por exemplo, arrumar seus quartos, lavar suas roupas e tênis, manter a higiene pessoal e colaborar na manutenção geral da casa, além de outras atividades relacionadas com a agricultura e ao cuidado dos animais e outros projetos para manter os moradores ocupados.

A Chácara tem como principio básico a formação do sujeito autônomo e crítico, desenvolvendo a Pedagogia da Presença, baseada nas propostas pedagógicas de Paulo Freire e Célestin Freinet, vislumbrando a auto -estima dos meninos e a construção de seus projetos de vida. Para isso conta com uma participação interativa entre comunidade, psicólogos, pedagogos, médicos e demais profissionais, onde muitos atuam como voluntários.

## OBJETIVOS

A Física está presente na vida de todas as pessoas, e pode ser notada facilmente e de muitas formas diferentes. Por exemplo, o simples movimento de um braço de uma pessoa pode ser relacionado com conceitos simples como torque, momento angular, além de outros. Também ao ligar uma lâmpada, vários outros conceitos de física como tensão, corrente e resistência elétrica podem ser lembrados.

Grande parte das pessoas não se dá conta da presença da Física em seu dia-a-dia. Os motivos para isto podem ser, além de outros, a falta de atenção, que causada pela rotina perturbada dos dias atuais, não dá chance para se pensar que por trás de todas as coisas possíveis e imagináveis há como se relacionar algum conceito de física; ou então, algo mais grave, que é a ausência de conhecimento de certos conceitos básicos necessários para que sejam desvendados e observados os fenômenos diários que podem ser explicados por esta disciplina tão importante oferecida pelas escolas de Ensino Médio.

O objetivo deste trabalho é, através da utilização de diversos experimentos, despertar o interesse dos s meninos da Chácara de 4 Pinheiros para a Física, de modo que eles possam verificar a presença dela em suas vidas diárias. Mais que isso, este trabalho irá suprir uma possível ausência ou defasagem dos conhecimentos necessários para essa verificação, sem ususar para isso de artifícios matemáticos complexos que acabam por complicar e atrapalhar sua aprendizagem. Trata-se do uso de uma metodologia relacionada ao fazer com as mãos, com o sentir, experimentar e ananalisar com cuidado, conectando teoria e prática, lelevando os alunos a interagir com os conceitos envolvidos .

## MÉTODOS E MATERIAIS

Inicialmente foram selecionados alguns experimentos de física, todos simples e de fácil compreensão, que seriam apresentados aos meninos da Chácara como uma forma de atrair totalmente a atenção deles e para que depois, ao final da apresentação, eles pudessem manusear os aparelhos para terem uma forma de interação mais direta com o aprendizado. Com o apoio do Fi.Br.A (Física Brincando e Aprendendo), um grupo destinado a apresentntação práticas de física para estudantes de Ensino Médio pertencente à Universidade Federal do Paraná, foram cedidos ao presente trabalho os aparelhos e materiais necessários, tomando cuidado para a não utilização de práticas que colocassem em risco a integridade física dos meninos, uma vez que a eles foi dada a permissão para eles manipularem e comandarem algumas das experiências.

O fato de lhes ser permitida a manipululação de algumas práticas, se deu para que a interação dos meninos com os conceitos e entre eles mesmos fosse facilitada. A idéia de colocá -los a manipular algumas práticas e debaterem entre eles mesmos, considera o fato de que a interação, onde os debates e discussões se dão entre sujeitos cognitivamente próximos, é de grande importância, podendo facilitar o aprendizado. Alguns autores ressaltam ainda que a interação dos estudantes, sob a orientação do professor, durante a realização de experiências pode levar até a introdução de modificações nos instrumentos e até na dinâmica do trabalho.

A ututilização das práticas facilitou a compreensão dos conceitos envolvidos, que foram explicados durante as apresentações. Porém, como já foi dito, não foi feita a menção de fórmulas complicadas e por isso não teve formalismo matemático, de modo a não tornar a apresentação cansativa nem complicada.

Para um primeiro contato, com aproximadamente 30 meninos , com a Física Prática, foram escolhidas práticas relacionadas à eletricidade e magnetismo: gerador de Vander Graaf, pistola geradora de corrente elétrica, ventilador r e lâmpada de baixa voltagem e eletroímã para serem usados com a pistola, gerador de Plexo (plasma), garrafa de Leyden (capacitor), bobinas transformadoras de tensão para usar com a solda elétrica, chispa ascendente . Os conceitos físicos neles envovolvidos são: tensão elétrica, corrente elétrica induzida, campo magnético e campo magnético induzido por corrente elétrica, isolante e condutores e permeabilidade elétrica de materiais, capacitor. Com o decorrer das apresentações foram feitas algumas analogias com objetos e aparelhos utilizados no dia-a-dia, conceitos físicos que podem ser vistos diariamente, mas que por muitas vezes passam despercebidos.

Outras visitas com o mesmo objetivo e com outras práticas serão feitas. Até o momento foi feita apenas uma primeira visita, outras porém, já estão agendadas e os experimentos serão escolhidos e as apresentações preparadas de forma a abranger a maior gama de conceitos físicos possível, de forma que os meninos possam conhecer um pouco mais de toda a física quque aprendem no colégio em que estudam e por muitas vezes esses conceitos não são ensinados de forma correta ou muitos deles se perdem durante o ano letivo devido a muitos fatores resultados de problemas como recursos ou falta de tempo que os colégios dispõem.

Com o primeiro contato foi possível observar um imenso interesse por parte dos meninos pelos equipamentos que, como era esperado, quando funcionando tomaram totalmente a atenção deles. Com o decorrer das apresentações, com a atenção deles toda voltada ao acontecimento físico visível nos equipamentos, não foi difícil explicar os conteúdos pretendidos, pois eles tinham curiosidade em saber o que estava ocorrendo com aquelas experiências que para eles era novidade, e que eles tanto queriam manunusear após as explicações.

Por serem práticas relacionadas à eletricidade alguns dos meninos, a princípio, tiveram certo medo de manusear os equipamentos permitidos, porém detalhando ainda mais os conceitos físicos necessários para o funcionamento desses equipamentos, foi possível acabar com o medo desnecessário deles de forma que acabaram por manusear todos os equipamentos possíveis permitidos sabendo se havia ou não algum risco através dos conceitos físicos que cada experimento relacionava.

Todos os experimentos funcionaram corretamente e assim os conteúdos previstos puderam ser r transmitidos com sucesso aos meninos, que com grande interesse conseguiram m aprender um pouco mais da Física que muitas vezes se torna um fardo para eles na escola devido ao grande formalismo matemático utilizado e a não correlação dos conceitos com o cotidiano. De forma descomplicada e descontraída eles viram que esta disciplina pode ser mais facilmente compreendida se ensinada de forma simples, relacionando com o cotidiano deles e utilizando experimentação.

## REFERÊNCIAS

1\_Miranda, Sônia M. G de Assumpção & & Stoltz, Tânia; A Vida na Rua & A Rua na Vida; Curitiba; Posigraf ; 1998 . 2 \_ AXT, R.: O Papel da Experimentação no Ensino de Ciências. In: Moreira, M. A.; Axt, R.. Tópicos em Ensino de Ciências. Porto Alegre, Sagra, 1991, p. 79 -90 . 3\_Dreams Can Be, http://www.dreamscanbe.org . 4\_Adital-México-o-Adital/CIMAC, http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=9589 . 5\_Pnud; http://www.pnud.org.br/home/ . 6 \_ Terra, Redação; http://educaterra.terra.com.br/almanaque/miscelanea/brasil.htm. 7 \_ BORGES, A. T.: Novos Rumos para o Laboratório Escolar de Ciências. Caderno Brasileiro de Ensnsino de Física, v.21, p. 9-30. 8 \_ FERREIRA, N. C.: Proposta de Laboratório para a Escola Brasileira Um Ensaio sobre a Instrumentação no Ensino Médio de Físic a. Resumos de Tese, p. 143-156. 8\_HIGA, I.: As Diferentes Abordagens das Atividades Experimentais no Ensino de Física. Tese, IF-USP 1997.

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