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FATORES QUE DIFICULTAM A RESOLUÇAO DE PROBLEMAS EM FISICA: UM ESTUDO NA E.E.M. LICEU DO CONJUNTO CEARA.

Carlos Alberto Santos Almeida, Mario Jorge Nunes Costa

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVII
Ano
2007
Data
30/01/2007
Linha de pesquisa
Didática Da Física: Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliaçao
Tipo
Pôster

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Texto completo

## FATORESQUE DIFICULTAM A RESOLUÇÃODE PROBLEMAS EM FÍSICA: UM ESTUDONA E. E. M. LICEUDO CONJUNTO CEARÁ

Mário Jorge Nunes Costa a [costajorgem@yahoo.com.br] Carlos Alberto Santos de Almeidab ab [carlos@fisica.ufc.br]

- a Centro de Educação - Universidade Estadual do Ceará
- Departamento de Física - Universidade Federal do Ceará

b

## RESUMO

A Resolução de Problemas (R.P.) é uma das atividades que se constitui como competência básica do currículo de ciências sendo de fundamental importância no ensino de Física. Entntretanto, esta tarefa revela -se bastante difícil para os estudantes, sendo, portanto, necessário analisar os fatores que dificultam esta atividade. Estes fatores foram investigados pelos autores: POZO (1998); FÁVERO e SOUZA (2005); COSTA e MOREIRA (2005); COLL, MARCHESI e PALACIOS (2004). Objetivou-se através deste trabalho analisar os fatores que dificultam a R.P. em Física, dos alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio da E.E.M. Liceu do Conjunto Ceará, à luz de uma pesquisa bibliográfica e uma pesquis a de campo. Foram utilizados os instrumentos de coleta de dados como roteiro de observação das aulas de Física e aplicações de questionários individuais a alunos e professores no período de setembro a novembro do ano de 2005. A análise dos resultados revelou que a maioria dos alunos pesquisados apresentou dificuldades na R.P. quanto a categorias conceituais, interpretativas e de cálculo matemático. Através desta pesquisa também foi possível identificar algumas razões que contribuem para o surgimento dessas dificuldades presentes no contexto escolar como: despreparo dos professores quanto às dificuldades em R.P. dos alunos; utilização de metodologias de ensino de R.P. ineficientes; ausência de recursos materiais e didáticos adequados, os quais necessitam ser melhorados de modo que se proporcione uma aprendizagem significante dos conteúdos de Física.

## 1. INTRODUÇÃO

A partir dos anos 1960, iniciou-se a investigação do ensino de ciências com o objetivo de "ensinar mais e melhor a Ciência" conforme FÁVERO e SOUZA (2(2005). Segundos esses autores, no desenvolvimento da pesquisa do ensino de Física a resolução de problemas tornou-u-se um tópico de destaque devido tanto a características do desenvolvimento das ciências exatas como a importância que esta atividade ganhou entntre os professores de Física.

De acordo com POZO (1998), atualmente se faz necessário um ensino que desenvolva nos alunos a capacidade de aprender a aprender. Esse tipo de ensino possibilitará que os alunos não só construam o conjunto de conhecimentos que constituem a cultura e a ciência de nossa sociedade, mas também fornecerá a eles habilidades e estratégias que lhes permitam aprender, por si mesmos, novos conhecimentos.

Para POZO, um modo viável de se conseguir tal ensino é baseá-lo na Resolução de

Problemas (R.P.). Esta orientação educacional pressupõe promover nos alunos o domínio de procedimentos (habilidades e estratégias), assim como a utilização dos conhecimentos disponíveis para dar respostas a situações variáveis e diferentes.

O interesse pelo tema Dificuldades na R.P. em Física surgiu pela constatação de que os alunos em geral apresentam alguma resistência à tarefa de resolver problemas, relacionada às dificuldades que eles enfrentam nesta atividade. Segundo COSTA e MOREIRA (2005) na área de ciêiências e matemática esta situação já está quase institucionalizada entre os professores e entre os próprios alunos. Faz-z-se necessário saber por quê tantos alunos têm tão baixo rendimento quando solicitados a resolver problemas.

De acordo com COLL, MARCHESI e PALACIOS (2004), na construção do conhecimento científico, estariam envolvidos tanto aspectos cognitivos (domínio das operações formais, aquisição de conhecimentos procedimentais e declarativos adequados, idéias prévias) quanto afetivos. COSTA e MOREIRARA, assim como FÁVERO e SOUZA e POZO, destacam que na tarefa de resolver problemas, também existem tanto fatores cognitivos quanto afetivos que afetam o desempenho desta atividade.

Diante do que foi exposto acima, este trabalho teve por ponto principal analilisar a realidade do ensino de R.P. relativo a área de Física, procurando-o-se investigar as dificuldades mais significativas desta atividade, como também refletir criticamente sobre os fatores que dão origem ao surgimento destas dificuldades de modo que se possa diagnosticar avanços e dificuldades no ensino de Física.

Para fazermos essa análise, tomamos como referência a E.E.M. Liceu do Conjunto Ceará, devido a esta escola possuir uma grande procura por seu ensino, bem como ser considerada escola modelo na modalidade de ensino médio.

Assim sendo, este trabalho tem por objetivo geral analisar os fatores que dificultam a R.P. em Física, dos alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio da E.E.M. Liceu do Conjunto Ceará. Constam também como objetivos específicos:

- 1º Definir e identificar os fatores que dificultam a R.P. nas ciências da natureza;
- 2º Conhecer os fatores que dificultam a R.P. relativos a área de Física dos alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio da E.E.M. Liceu do Conjunto Ceará.

## 2. BASES TEÓRICAS

Os principais fatores relativos a esta temática dividem-m-se em categorias afetivas, cognitivas e deficiências procedimentais e atitudinais de alunos e professores. Afetivos

Para COLL, MARCHESI e PALACIOS ( 2004) a aprendizagem de ciências sofre influencia de fatores afetivos como a questão do interesse dos alunos pelos conteúdos e pelas aulas de ciências. Várias pesquisas mostram os seguintes resultados quanto a este tópico:

- -Ocorre uma diminuição do interesse dos alunos pelas atividades de ciênc ias ao ingressarem no ensino médio e que esta situação se agrava ano após ano ( GIL e outros, 1991)
- -Uma diferenciação entre os sexos quanto aos interesses pela ciência, mostrando uma rejeição das alunas pelas ciências (principalmente física) e pelo trababalho científico (SIMPSON e outros, 1994), e um preconceito dos professores de ciências quanto à

aprendizagem das alunas, esperando um baixo rendimento destas frente aos alunos.

## 1 Cognitivos

Os cognitivos dividem-m-se nas seguintes categorias:

Conceituais: : Neste quesito destaca-se a não compressão pelos alunos dos conceitos envolvidos nos problemas científicos. Segundo POZO( 1998), isto se deve muitas vezes a um uso muito limitado do conhecimento científico na solução de problemas cotidianos. Habitualmente, se concebe a ciência de modo descontextualizado, neutro, rígido, algorítmico, infalível, não-o-problemático e não-o-histórico, e que portanto é inútil para os alunos, segundo CACHAPUZ et alii( 2005).

Interpretativos: : Para COSTA e MOREIRA (2005) uma das grandes didificuldades dos alunos em Resolução de Problemas(R.P.) é não saber interpretar os problemas escolares. Essa dificuldade pode ser tanto inerente aos alunos como também estimulada por deficiências na formulação ou apresentação dos problemas.Para FÁVERO e SOUZA( 2005) a não compatibilidade entre o nível de desenvolvimento mental do educando e o que exige o problema, influencia o desempenho na R.P. . Para POZO em cada tipo de problema escolar( qualitativo, quantitativo e pequenas pesquisas) surgem erros em sua ua formulação que podem dificultar a sua resolução a saber: formulação muito aberta com enunciado muito ambíguo; superposição entre o problema científico e o matemático; utilização excessiva de problemas quantitativos fechados no formato de exercício; reprodução fictícia e forçada do método científico.

Cálculo Matemático: : De acordo com BOMBONATO, citado por LIMA( 2004) a discalculia prejudica os alunos quanto a R.P. nos seguintes aspectos: leitura e interpretação dos problemas; representação mental dos problelemas; operações de cálculo envolvidas com os problemas.

## 2 Deficiências procedimentais e atitudinais de alunos e professores na R.P.

Na atividade de R.P. tanto os alunos como os professores apresentam falhas que conduzem os alunos a resoluções erradas ou a não resolução dos problemas propostos. COLL, MARCHESI e PALACIOS junto com POZO destacam que os alunos têm dificuldades nos processos de experimentação, em não propor experiências controladas para validar hipóteses ou controlar variáveis que julgam causaisis, e nos processos de argumentação, ao ignorar ou mesmo distorcer dados prévios que rejeitem suas teorias prévias e uma grande dificuldade para eliminar hipóteses alternativas, já que não julgam incoerente a utilização dos mesmos dados para validar hipóteses contraditórias.

Também durante a atividade de R.P. surgem deficiências de comportamento que prejudicam o desempenho. No caso dos alunos, segundo FÀVERO e SOUZA junto com POZO eles se apresentam como novatos por possuir um baixo rendimento em R.P. . As causas do péssimo desempenho seriam: Não analisar qualitativamente a situação problema, partindo de imediato para a resolução; fixar-r-se em aspectos superficiais do problema e utilizar muitas regras sem observar o contexto de utilização de tais regras; possuiuir menor domínio de conhecimento declarativo ( saber o quê) e procedural ( saber como) necessitando, então, acrescentar informações e reestruturar o conhecimento prévio. No caso dos professores vê -se que possuem procedimentos de R.P. que conduzem os alunos muitos mais a repetir exercícios resolvidos do que realmente a resolver problemas,

ao servirem de modelo para os seus alunos, conforme FÁVERO e SOUZA.

## 3. METODOLOGIA

A pesquisa em questão é caracterizada como descritiva dentro de um tratamento qualitatativo, utilizando recursos como pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo.

A unidade desta pesquisa foi a E.E.M. Liceu do Conjunto Ceará, localizada no bairro Conjunto Ceará, Fortaleza-Ceará, composta de um Núcleo Gestor (Diretora, Coordenadora Pedagógica, Coordenadora Administrativo-Financeiro, Coordenadora de Gestão e Secretária), Professores Coordenadores de Área (6 ao todo) e Professores Coordenadores de Laboratório (3 professores com metade da lotação em laboratório e metade em sala de aula). É complementada também com Organismos Colegiados (Conselho Escolar e Grêmio). Referência de escola modelo da região, modalidade de Ensino Médio. Quanto aos professores, apresentam-se em 2005 um quadro de 53 professores de nível superior todos com habilitação na árerea de ensino. Quanto ao espaço físico, conta com um total de 12 salas de aulas, 02 salas de núcleo gestor, 01 sala de informática, 01 biblioteca com sala de leitura, 01 sala de professores, 03 laboratórios de ciências (física, química e biologia), 01 secreretaria, 01 pátio coberto, 01 pátio descoberto, 01 auditório, 01 cantina, 06 banheiros, equipamentos auxiliares (03 videocassetes, 03 televisores, 02 retroprojetores, 01 máquina copiadora, 45 ventiladores em sala de aula, 02 aparelhos de som, 13 microcomputadores, 03 impressoras).

O trabalho foi realizado com uma população composta por 85 alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio, sendo que essa população era constituída por alunos com média inferior a seis na disciplina de física dos turnos vespertino e noturno e com todos os professores de Física desses mesmos turnos (totalizando 05 professores). A amostra escolhida foi de 30 alunos onde os quais foram indicados pelos professores desta disciplina que participaram da pesquisa.

Nesta pesquisa utilizou-se os seguintes instrumentos de coleta de dados: observação em sala de aula de comportamento dos professores de Física, através de um roteiro de observação e aplicação de questionários a alunos e professores, relativo a dificuldade na R.P. em Física. A cada um m dos participantes desta pesquisa mostrou-u-se um termo de consentimento, explicando os objetivos, os riscos e os princípios éticos utilizados, de modo a dar confiabilidade e transparência a pesquisa, sendo que tal termo encontra-se nos anexos I e II.

Vale ressaltar que esta pesquisa não levou em consideração aspectos sociais, culturais, econômicos e pedagógicos que podem exercer influências como: nível de renda dos alunos, características sócio -econômicas do local onde foi realizada a pesquisa e formação acadêmica dos professores de física.

A pesquisa de campo foi realizada exclusivamente nos turnos vespertino e noturno, devido a questões de comodidade do pesquisador. O período utilizado para a pesquisa de campo foram três meses, iniciando no mês de setembro o e encerrando no mês de novembro durante o ano de 2005.

Dentre a população de alunos pesquisados extraiu-se uma amostra de 30 alunos, sendo que 15 alunos eram do turno vespertino e 15 do turno noturno (cinco alunos por cada série). Como na realidade que pesquisamos só havia três professores de Física no turno vespertino e dois no turno noturno, achamos coerente observar as aulas e aplicar os

questionários de pesquisa em apenas uma turma de cada série, onde foram aplicados questionários em cinco alunos de cada série nos turnos anteriormente citados.

Durante a realização desta pesquisa surgiram algumas dificuldades: pouca colaboração dos alunos pesquisados, pois como eram indicados pelo professor, muitos sentiammse constrangidos pensando se tratar de uma avaliação para testar o seu domínio nos conteúdos de Física, onde esta colaboração variou de série para série pesquisada; desconforto de alguns professores, pois devido a observação de suas aulas, notou-se que se sentiram incomodados com a presença do pesquisadodor na sala de aula; dificuldades em conciliar os horários do pesquisador com os horários dos pesquisados, exclusivamente no turno noturno.

A partir dos dados coletados, como já destacamos, fizemos a opção em tratá-los de um modo qualitativo. Para os dados obtidos com o questionário aplicado aos alunos, devido ao perfil de respostas ficar restrito a dez tipos de categorias, preferiu-se montar um histograma, relacionando a freqüência percentual com o tipo de resposta fornecida. Através de tal histograma, fizemos a análise dos tipos de resposta que apresentaram maior freqüência dentre os pesquisados, em que discutimos as razões que explicam o surgimento desses tipos de respostas não somente do ponto de vista do referencial teórico, mas também a partir de elementntos encontrados na pesquisa de campo.

Quanto aos dados obtidos com o questionário dos professores, achamos interessante utilizar a técnica de análise de conteúdo, sugerida por MATOS E VIEIRA (2001), pois este questionário possui perguntas abertas, e devido o a repetição de algumas respostas, estas puderam ser agrupadas em categorias.

## 4. RESULTADOSE DISCUSSÕES

Na observação das aulas, destacou-u-se um grande desinteresse dos alunos, quanto aos problemas que eram propostos pelos professores, pois demonstravam desânimo, desatenção e inquietação nas aulas de física. Isso se explica muitas vezes pelo fato de que tais problemas apresentavam-m-se em um formato puramente acadêmico, fora da realidade sócio -cultural dos estudantes. Outro fator que contribui para isto é é a metodologia utilizada pelo professor para resolver os problemas, em que o professor utiliza um procedimento tradicional para a R.P. que é ineficiente, conforme previsto por FÁVERO E SOUZA (2005).

Também se observou que durante a pesquisa a maioria dos professores não utilizava o laboratório de Física, principalmente devido a uma orientação da SEDUC (Secretaria da Educação Básica do Estado do Ceará) de que as aulas de laboratório tivessem sua carga horária reduzida, sendo que o motivo de tal orientação e e desconhecido e apenas citado por LIMA (2004), o que impossibilita a demonstração de leis e conceitos físicos. Os alunos em sua maioria não possuíam material didático (livro ou apostila) para acompanhar as aulas, sendo que apenas um dos professores pesquisados confeccionou uma apostila por conta própria combinando com seus alunos para que eles tirassem xerox de uma matriz a fim de que pudessem adquiri-i-la.

## 4.1. Respostas dos questionários pelos alunos

De acordo com os apêndices IV, V e VI para a cada série correspondente pediuse que os alunos tentassem resolver problemas relativos aos conteúdos que estivessem estudando na época da pesquisa e que marcassem as dificuldades que sentiram de acordo com o questionário do apêndice II, no seguinte modelolo:

## TIPOS DE DIFICULDADES

A partir de agora apresentaremos os resultados do questionário aplicado aos alunos em forma de tabelas. As tabelas 1, 2 e 3 mostram a freqüência dos tipos de dificuldades sentidas pelos alunos do turno vespertino.

FREQUÊNCIA DOS TIPOS DE DIFICULDADES SENTIDAS PELOS ALUNOS DO 1º

## ANO, TURNO TARDE DA E.E.M. LICEU DO CONJUNTO CEARÁ NA R.P. EM FÍSICA

TABELA 1

Pelo tabela 1 verifica -se que no 1º ano tarde as dificuldades com maior freqüência são as de nº 6 (não sabe utilizar informações contidas nos problemas para poder resolvê -lo) e 9 (não consegue resolver os cálculos exigigidos nos problemas).

As razões que explicam o surgimento dessas dificuldades são as seguintes:

Para a dificuldade 06 fica evidente que os alunos não analisam qualitativamente os problemas partindo de imediato para busca de fórmulas, tornando-os semelhantes ao comportamento dos novatos previsto por FÁVERO e SOUZA (2005). Para essa a mesma dificuldade verificaase também o que descreveram COSTA e MOREIRA (2005), em que os alunos não sabem interpretar os problemas escolares.

Para a dificuldade 09 ficam evidentes as dificuldades de aprendizagem que os alunos trazem ao longo de sua vida escolar, principalmente a discalculia conforme fora previsto por LIMA (2004).

Há também outros fatores que justificam essas dificuldades. Um deles está relacionado com o fato de quque os alunos do 1º ano em sua maioria são oriundos do ensino fundamental, onde o ensino de física é visto de forma muito superficial, no qual são propostos mais exercícios do que verdadeiramente problemas, colaborando para o surgimento da dificuldade 09. OuOutra razão está ligada ao comportamento do professor durante a R.P. (procedimento didático), retratado na tabela 1-B .

## Comportamento do Professor durante a R.P.

Tabela 1 -B

TABELA 2

Por esta tabela, tomando como referência o roteiro de observação que se encontra no apêndice III, onde se mostra o perfil do comportamento dos professores, em que o professor P1, responsável por esta ta turma possuía procedimentos como: exibe problemas quantitativos que se limitam a encontrar um número (item d); não apresenta problemas relacionados com o cotidiano dos alunos (item b); não propõe problemas que desafiem as idéias prévias dos alunos (item g); resolve problemas de modo tradicional (item h) contribuindo para o surgimento da dificuldade 06.

FREQUÊNCIA DOS TIPOS DE DIFICULDADES SENTIDAS PELOS ALUNOS DO 2º ANO, TURNO TARDE DA E.E.M. LICEU DO CONJUNTO CEARÁ NA R.P. EM FÍSICA

De acordo com a tabela 2 vê -se que a dificuldade predominante é a de nº 03 (não encontra forma para resolver).

Esta se justifica pelo fato dos alunos estarem mumuito acostumados a resolverem problemas quantitativos fechados e raramente ou até nunca trabalharem com problemas qualitativos. Isto fora previsto por POZO (1998) ao afirmar que os problemas quantitativos eram usados de forma excessiva e que muitas vezes o o problema científico limita-se ao problema matemático.

Para esta dificuldade também há uma contribuição do comportamento do professor. Pela tabela 1-B o professor P3, responsável por esta turma, apresenta perfil

semelhante ao professor P1, principalmente por resolver problemas de modo tradicional (item h) e por não procurar executar a resolução junto com os alunos (item e).

Fazzse necessário destacar nestes dois gráficos a razoável freqüência da dificuldade 07 (não domina os conceitos ou conteúdos relacionanados com o problema). Seu surgimento deve-se a dificuldades de aprendizagem específicas da disciplina, o que torna evidente, deficiências no ensino de ciências conforme previsto por CACHAPUZ et al (2005), e que se reflete no comportamento do professor ao nãnão propor problemas que desafiem as idéias prévias dos alunos e nem propõem problemas relacionados com o cotidiano dos alunos.

TABELA 3 FREQUÊNCIA DOS TIPOS DE DIFICULDADES SENTIDAS PELOS ALUNOS DO 3º ANO, TURNO TARDE DA E.E.M. LICEU DO CONJUNTO CEARÁ NA R.P. EM FÍSICA

Para a tabela a 3 verificaase grande ocorrência das dificuldades 02, 03 e 06.

A razão que explica a dificuldade 02 (não entendeu a pergunta) está relacionada com o que foi previsto por COSTA e MOREIRA quanto a não interpretação pelos alunos dos problemas escolares, envolvendo o conhecimento semântico e o específico do enunciado.

Nesta turma o comportamento do professor (P5) contribui principalmlmente para o surgimento das dificuldades 02 e 03, mesmo ele possuindo aspectos positivos em seu perfil como: apresenta problemas relacionados com o cotidiano dos alunos (item b); procura executar a resolução junto com os alunos (item e), ele falha em aspectctos como: apresenta problemas sem levar em conta o nível de dificuldade (item f); resolve problemas de modo tradicional (item h).

Análise semelhante pode ser feita para o turno noturno retratado nas tabelas 4,

TABELA 4

## FREQUÊNCIA DOS TIPOS DE DIFICULDADES SENTIDAS PELOS ALUNOS DO 1º

ANO, TURNO NOITE DA E.E.M. LICEU DO CONJUNTO CEARÁ NA R.P. EM FÍSICA

Pela tabela 4 verificaase grande ocorrência das dificuldades 02, 03, 06 e 09, onde o comportamento do professor (P2) contribui para a ocorrência de todas elas, precisamente quando: apresenta problemas sem levar em conta o nível de dificuldade (item f); resolve problemas de modo tradicional (item h).

FREQUÊNCIA DOS TIPOS DE DIFICULDADES SENTIDAS PELOS ALUNOS DO 2º ANO, TURNO NOITE DA E.E.M. LICEU DO CONJUNTO CEARÁ NA R.P. EM FÍSICA

TABELA 5

Quanto a tabela 5, referente ao 2º ano, a dificuldade predominante é a de nº 09, que vem acompanhada das dificuldades de nºs 03 e 07. Nesta turma o comportamento do professor durante a RP (P4) exerce influência decisiva para o surgimento dessas dificuldldades, principalmente em aspectos como: exibe problemas quantitativos que se limitam a encontrar um número (item d); não procura executar a resolução junto com os alunos (item e); resolve problema de modo tradicional (item h).

## FREQUÊNCIA DOS TIPOS DE DIFICULDADES SENTIDAS PELOS ALUNOS DO 3º ANO, TURNO NOITE DA E.E.M. LICEU DO CONJUNTO CEARÁ NA R.P. EM FÍSICA

TABELA 6

Para a tabela 6, referente ao 3º º ano, verifica -se que as dificuldades mais expressivas são as do tipo 07, 01, 09, 03 e 05. Nesta turma vale observar que se trata do mesmo professor da turma do 2º ano (P4).

A dificuldade 05 (não encontra relação entre os problemas e o seu cotidiano) justififica-se exatamente pelo fato de que conforme POZO, os contextos escolares apresentam problemas muito fechados que desmotivam os alunos a resolvê-los. Também neste caso o comportamento do professor é de forte influência, apresentando deficiências semelhantes aos outros professores investigados e principalmente quanto ao quesito: não apresenta problemas relacionados com o cotidiano dos alunos (item b).

A partir da análise dos dados obtidos com os alunos, podemos observar que as principais dificuldades destes concentram-m-se em aspectos conceituais, interpretativos e de cálculo matemático relacionados com os problemas. Também se viu qual foi a influência do procedimento didático do professor no surgimento destas dificuldades.

## 4.2. Respostas dos questionários pelolos professores

Nesta seção faremos uma análise das respostas fornecidas pelos professores para as dificuldades que os alunos apresentam na R.P. em Física, de modo a saber o nível de conhecimento que estes professores possuem quanto as estas dificuldades , relativo ao questionário do apêndice I. Dentre os cinco professores pesquisados, um deles recusou-se a responder o questionário (professor P4). No questionário aplicado aos professores, fizemos duas perguntas. A primeira questão pedia ao professor para relacionar as principais dificuldades que os alunos apresentam quanto a R.P. em Física. A segunda indagava sobre procedimentos e técnicas que tais professores utilizavam para facilitar a resolução de problemas em Física pelos alunos.

Apresentaremos agora o perfil das respostas fornecidas pelos professores pesquisados, onde faremos uma divisão dessas respostas em categorias. Eis o resultado para a primeira questão:

- a) Dificuldades em interpretar os problemas

Essa resposta foi fornecida por três dos quatro professores que responderam o questionário (professores P1, P2 e P5). Nota-se que essa resposta coincide com uma das grandes dificuldades apontadas pelos alunos no questionário para eles destinado (dificuldade 06).

## b) Dificuldades de resolver cálculos matemáticos

Esse tipo de resposta foi fornecido por todos os professores que responderam o questionário. A grande freqüência dessa resposta possui relação com a enorme ênfase com que os problemas quantitativos são trabalhados nas aulas de Física.

## c) Outras respostas

As duduas categorias anteriores foram as que apresentaram maior freqüência, porém não foram as únicas. Faremos agora a transcrição das respostas de alguns desses docentes que apresentaram perfil diferente das já citadas, nas quais teceremos alguns comentários. Vejamos, por exemplo, o que respondeu o professor P2, onde iremos transcrever apenas o trecho que é diferente das outras respostas já citadas.

"...relacionar o problema proposto com o conteúdo apresentado; pensar logicamente sobre o problema e usar noções básicas de matemática para solucioná-lo; e finalmente, relacionar as equações físicas com os problemas a ser resolvido"

Vê -se que este professor identifica dificuldades aprendizagem nos seus alunos exercendo influência na resolução de problemas (pensar logicamente, usar noções básicas de matemática). Entretanto nota-se com essa resposta que o procedimento didático deste professor, quanto a R.P. é de modo tradicional, pois ele acredita que seja uma deficiência do aluno não saber encontrar equações físicas adequadas para cada problema proposto.

Também é interessante destacar a preocupação que este professor tem quanto a dificuldade que o aluno possui em não saber relacionar os problemas com os conteúdos propostos, porém nota-se que o professor não sabe como mo superar tal dificuldade.

Outra resposta interessante é que forneceu o professor P3.

"...normalmente a base matemática do ensino fundamental dificulta a aprendizagem na física... - a falta de livros, - a falta de atenção na aula"

Aqui é possível notar ar que este professor transfere totalmente para aluno e para deficiências no sistema de ensino básico, a responsabilidade do péssimo desempenho quanto as atividades de R.P. em Física, o que pode evidenciar uma falta de senso crítico quanto a sua prática docente.

Passemos agora a analisar o perfil das respostas fornecidas para a segunda questão. As categorias são as seguintes:

## a) Realização de experimentos pelo professor

Esse tipo de resposta foi fornecido pelos professores P1 e P2, apesar destes não saberem explicar de que forma a utilização de tal procedimento melhora o desempenho quanto a R.P. em Física.

## b) Revisão da matemática envolvida nos conteúdos

Isto foi defendido pelos professores P3 e P5, o que de certa forma é positivo pois mostra a mediação pedagógica do docente quanto as dificuldades de aprendizagem que os alunos possuem.

## c) Outras respostas

Vejamos agora alguns tipos de respostas diferentes, como no caso do professor P1:

"... seminários - os alunos apresentam trabalhos de conteúdos trabalhados para aprofundar os mesmos. Práticas em sala de aula - os alunos montam e apresentam práticas referentes a energia e leis de Newton"

Pelo que se vê, este professor tem uma preocupação em contextualizar os conteúdos apresentados em sala de aula ao propor semiminários, semelhante a estratégia utilizada pelo professor P5 em trabalhar textos contextualizados sobre os conteúdos apresentados, e também desenvolver habilidades procedimentais com a montagem de práticas em sala de aula pelos alunos. Porém, parece que os conhecimentos desenvolvidos com estas estratégias de ensino não são avaliados, pois o professor não faz nenhuma referência de como tais estratégias ajudam a resolver problemas.

Por fim vejamos a resposta do professor P3.

"...também faço gráficos/desenhos ou descrevo oralmente um fenômeno físico..."

Neste trecho, fica claro a insistência desse professor em achar que suprir as dificuldades de aprendizagem dos alunos é suficiente para melhorar o desempenho em R.P., ao dizer que faz gráficos. A confecção de desenhos ou a descrição oral de um fenômeno físico, de certa forma ajuda a melhorar o desempenho, porém requer o máximo de cuidado, pois dependendo da qualidade de como são feitos, podem conduzir a dúvidas e interpretações erradas. Portanto este professor possui falta de conhecimento para poder suprir a dificuldade de seus alunos na R.P. em Física.

Analisando as respostas obtidas com este questionário, chegamos a conclusão de que os professores de Física possuem pouco conhecimento quanto as dificuldades que os alunos possuem na R.P. em Física, devido a pouca variabilidade das respostas quanto a este quesito e mais ainda quanto as alternativas para suprir tais dificuldades, pois em nenhum momento os professores apresentaram propostas como, por exemplo: : explorar os conhecimentos prévios dos alunos, adaptar a formulação dos problemas à realidade sócio-cultural dos estudantes ou resolver um mesmo problema utilizando abordagens diferentes.

## 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante a realização deste trabalho foram conhecidos os fatores que dificultam a Resolução de Problemas. Foi possível compreender que eles estão relacionados a aspectos conceituais interpretativos e de cálculo matemático pertencentes aos problemas, bem como interesse dos alunos (afetividade) para com os problemas propostos, procedimentos didáticos para R.P. ineficientes, despreparo dos docentes quanto às dificuldades dos alunos na R.P. e a deficiências no ensino de ciências.

O objetivo deste trabalho era analisar os fatores supracitados pertinentntes a área de Física. Na pesquisa empírica foi constatado nos alunos, que as dificuldades na R.P. em Física com maior ocorrência são as seguintes:

- · Falta de interpretação das informações contidas nos problemas
- · Não conseguir encontrar equações compatíveis com os problemas
- · Não conseguir resolver os cálculos exigidos nos problemas
- · Não dominar os conceitos ou conteúdos relacionados com os problemas
- · Não entender as perguntas dos problemas.

Nosso trabalho também foi capaz de identificar fatores que justificam o surgimento dessas dificuldades, presentes na unidade pesquisada. Faremos agora referência a eles, bem como lançaremos propostas a fim de superar tais dificuldades.

Em nossa pesquisa ficou claro que procedimentos didáticos deficientes dos professores de FíFísica exerceram influência no desempenho dos alunos quanto a resolução de problemas. Portanto são necessárias mudanças na metodologia de ensino de R.P. dos professores de Física que leve os alunos de fato a aprender a resolver problemas.

As mudanças na memetodologia de ensino também se fazem necessárias, não só especificamente quanto a resolução de problemas, mas também quanto ao ensino de ciências como um todo. Fazzse necessário superar as deficiências em seu ensino, apontadas por CACHAPUZ et alilii (2005), de modo a se promover uma aprendizagem verdadeiramente significativa das ciências e não um ensino meramente conteududista.

A compreensão das situações-s-problema propostas aos alunos também se faz necessária para melhorar o rendimento destes quanto a R.P. Como mo se viu, o modo como os problemas são propostos exerce influência decisiva em sua compreensão. Recomenda -se ao professor de Física que elabore os problemas s de modo adequado para que seja de fácil e precisa compreensão para os alunos

Também relativo à inc ompreensão dos problemas e a incapacidade de resolver os cálculos exigidos nos problemas, deve -se ter preocupação em suprir as dificuldades de aprendizagem que os alunos possuem.

Para concluirmos, queremos chamar atenção para dois fatos que observamos em nossa pesquisa de campo, que consideramos de suma importância serem discutidos a fim de compreender melhor nosso objeto de estudo.

Em primeiro lugar, constatou-u-se um despreparo dos professores de Física não só relativo a metodologias de ensino de R.P., mas as também quanto às dificuldades que os alunos possuem nesta atividade e quanto a alternativas para superar tais dificuldades.

Em segundo lugar, também se verificou falta de infra-estrutura adequada, quanto a livros e utilização de laboratório.

De fato queueremos explicar com isso que um bom desempenho na atividade de resolução de problemas, dependerá não somente de melhorias em aspectos pontuais do processo de ensino-aprendizagem, mas sim de avanços em todos os elementos educativos.

Portanto, as soluções apontadas por este trabalho, para as dificuldades na resolução de problemas em Física, não se restringem somente a melhorias no campo pedagógico. Se fazem necessárias mobilizações nas áreas social, política e econômica vinculadas a área educativa para que realmente consigamos conquistas, a fim de se promover uma educação de qualidade.

## REFERÊNCIAS

CACHAPUZ, Antônio et alilii . A necessária renovação do ensino de ciências. São Paulo. Editora Cortez, 2005

COLL, César; MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesus (org). Desenvolvimento Psicológico e Educação. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2004, vol.2.

COSTA, Sayonara Salvador Cabral; MOREIRA, Marco Antonio. Resolução de Problemas III: Fatores que Influenciam na Resolução de Problemas em Sala de Aula. Disponível em <http:////www.if.ufrgs.br/public/ensino/vol2/n2/article3.htm>. Acesso em 27 de junho de 2005.

FÁVERO, Maria Helena; SOUZA, Célia Maria Soares Gomes de. A Resolução de Problemas em Física: Revisão de Pesquisa, Análise e Proposta Metodológica. Disponível em <http:////www.if.ufrgs.br/public/ensino/vol2/n2/article3.htm>. Acesso em 07 de julho de 2005.

LIMA, Daniela Moreira Loiola. Dificuldades de aprendizagem na área de Física: análise da realidade na E.E.M. Liceu de Tauá - Lili Feitosa. 2004. 72p (Monografia em Educação Especial) - Centro de Educação, Ciência e Tecnologia da Região dos Inhamuns: Tauá, Universidade Estadual do Ceará.

MATOS, Kelma Socorro Lopes de; VIEIRA, Sófia Lerche. Pesquisa Educacional O Prazer de Conhecer. Fortaleza. Edições Demócrito Rocha, 2001.

POZO, Juan Ignácio. A Solução de Problemas, Aprender a Resolver Resolver para Aprender. Porto Alegre, Artmed, 1998.

## APÊNDICE I

## QUESTIONÁRIO PARA PROFESSORES

NOME:

- 01. De acordo com sua experiência profissional como docente, faça uma a relação das principais dificuldades que os alunos apresentam ao resolverem problemas em Física.
- 02. Em sua prática docente, você utiliza técnicas ou procedimentos que facilitam os alunos a resolverem problemas em Física? Se utiliza, descreva-as.

## APÊNDICE II

## QUESTIONÁRIO PARA ALUNOS

NOME:\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

TURMA: \_\_\_\_\_\_\_\_ TURNO: \_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Após resolver os problemas apresentados marque com um X os tipos de dificuldades que você sentiu em sua resolução.

- 01 Não entendeu o o enunciado
- 02 Não entendeu a pergunta
- 03 Não encontra fórmula para resolver
- 04 Não acha interessante resolver
- 05 Não encontra relação entre os problemas e o seu cotidiano
- 06 Não sabe utilizar as informações contidas nos problemas para poder resolvê-lo
- 07 Não domina os conceitos ou conteúdos relacionados com o problema
- 08 Consegue encontrar os valores pedidos, porém não entende seu significado
- 09 Não consegue resolver os cálculos exigidos nos problemas
- 10 Os problemas exigem conhecimentos acima do nínível dos conteúdos estudados

## APÊNDICE III

## ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO DOS PROFESSORES DE FÍSICA

Nome do Professor:

Série:

Turno:

Data:

Regularidades observadas no comportamento do Professor durante a R.P.

- 01. Faz uma análise qualitativa detalhada ao o resolver problemas.
- 02. Apresenta problemas relacionados com o cotidiano dos alunos.
- 03. Exibe problemas qualitativos que são muito abertos.
- 04. Exibe problemas quantitativos que se limitam muito a encontrar um valor numérico.
- 05. Procura executar a resolulução junto com os alunos.
- 06. Apresenta problemas aos alunos sem levar em conta o nível de dificuldade para a resolução.
- 07. Propõe problemas que desafiem as idéias prévias dos alunos com relação aos conteúdos estudados.
- 08. Possui um procedimento didático o para a R.P. de modo tradicional.
- 09. Possui um procedimento didático para a R.P. de modo alternativo.
- 10. Utiliza algum livro ou apostila como referência para resolver problemas.

Observações extras:

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.