ESTADO, GLOBALIZAÇAO, TECNOLOGIAS DA INFORMAÇAO E COMUNICAÇAO (TIC) E SUAS RELAÇOES COM O ENSINO DE FISICA.
Dayvd Allisson Da Silva Menezes
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVII
- Ano
- 2007
- Data
- 02/02/2007
- Linha de pesquisa
- Arte, Cultura E Educaçao Científica
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
ESTADO, GLOBALIZAÇÃO, TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO O (TIC) E SUAS S RELAÇÕÇÕES COM O ENSINO DE FÍSICA .
STATE, GLOBALIZATION , INFORMATION AND COMMUNICATION TECNOLOGY (ITC) AND THEIR RELATIONS WITH H THE TEACHING OF PHYSYSICS.
Dayvd Allisson da Silva Menezes
Graduando em licenciatura em Física pelo CEFET-RN Rua Bom Jesus nº 12, Cidade da Esperança, Natal-l-RN e-mail: dayvdm@yahoo.com.br
## ESTADO, GLOBALIZAÇÃO, TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO O (TIC) E SUAS RELAÇÕÇÕES COM O ENSINO DE FÍSICA
## RESUMO
Este artigo mostra as relações entre globalização, estado, políticas educacionais e o uso das tecnologias da informação e e comunicação o (TIC) no âmbito escolar. Desse modo, têm-m-se três momentos distintos no decorrer do texto. PrPrimeiro, caracterizando, em linhas gerais, o Estado, a Globalização, as características das principais políticas públicas destinadas ao âmbito educacional e como esse fenômeno econômico (a Globalização) influencia na conjuntura política do estado, deixando Fragilizando em pelo menos quatro imperativos básicos . Já no o segundo o momento, tem-m-se uma discussão acerca do conceito de tecnologia educacional, bem como mostra algumas dessas novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), por exemplo, EAD, softwares que podem ser usadas na educação o de forma a contribuir para uma aprendizagem significativa e amenizando alguns dos vários problemas enfrentados pelos professores de hoje que trabalham com Ensino de Física. Nesse ponto, há ainda uma breve descrição dos pr incipais problemas que rodeiam o Ensino de Física. Já no ultimo momento do artigo , são acrescentadas possíveis soluções para o Ensino de Física, entre elas destaca -se o uso de programas de simulação computacional e o uso da EAD como alternativa de ensino e também se faz z algumas reflexões sobre o novo perfil do professor do século XXI e como formá-lo. Para isso, desenvolveu-u-se uma pesquisa colaborativa, influenciada por autores s como Moura, BuBurbules, Torres, JaJacquinot etc. Ao final do artigo, conclui-i-se que é é necessário não só o uso o de novas tecnologias na educação, bem como um novo perfil de professor, um professor capaz de integrar as novas tecnologias na educação e, com isso, promover uma educação de qualidade e significativa para os estudantes, ou seja, um m professor do século XXI.
PALAVRAS - CHAVE: : Globalização, Tecnologias Educacionais, EAD, Ensino de Física. a.
## STATE, GLOBALIZATION , INFORMATION AND COMMUNICATION TECNOLOGY'S (ITC) AND THEIR RELATIONS WITH THE TEACHING OF PHYSICS.
## ABSTRAC
This article shows the relations between globalization, StState, educational policies and the use of information and communication technologies (ICT) within the school l environment . In this way, there are three different parts in the text. The fifirst t one generally explains the meanings of f State and d globalization, the characteristics of the main public policies regarding education n and how this economic phenomenon (globalization) influences the current State policies , leaving g them weakened d in at least four . In the second part, ththere is a discussion about the concept of educational technology along with some of the new information and communication technologies current in use, such as the EAD, softwares that t can be used for enhancing the quality of the learning process and for decreasing many of the problems today's Physics teachers face in their lecturing . There is also a brief description of the main problems within the current teaching of Physics. In the last part ,
potential l solutions for that problem are presented, among which larger emphasis is given to simulation softwares and the use of EAD as a teaching alternative. There are also reflections about the teachers' new profile and their training in the XXI century. To achieve the goals, a cooperative research h was created, influenced by y authors like Moura, BuBurbules, Towers, and Jacquinot etc. In the end of the article , it t is agreed that it is necessary not only the use new technologies in education, but also new teachers, capable of using these new technologies and, therefore, ca pable of offering high standard education to the students: a XXI century teacher.
KEYYWORDS: Globalization, Educational Technologies, e-learning , Teaching or Physics.
## I. INTRODUÇÃO
Não há dúvidas de que o grande boom desse século que passou no mundo fofoi o desenvolvimento (ou superdesenvolvimento) do capitalismo, trazendo consigo um fenômeno denominado Globalização. A grande influência desse fenômeno na política econômica e também social dos países - principalmente os em desenvolvimento - - podem muito bem justificar tal afirmação.
No Brasil, o que se discutiu muito durante todo o século XX - e ainda se discute muito hoje - é como as políticas nacionais, em conjunto o com a globalização, influenciaiam a conjuntura socioeconômica a e educacional do país.
É de conhecimento comum que, durante o último século, houve um exponencial avanço em tecnologia, fruto do conhecimento científico acumulado pela humanidade. E também um grande esforço do mercado mundial (mais especificamente de grandes multinacionais) para que essas novas tecnologias fossem de acesso global. No entanto, pode não ser de conhecimento de muitos brasileiros - - excluídos do processo de globalização - que essas tecnologias assumiram papéis destacáveis não só na vida sócio-cultural e economicamente dos cidadãos, como também, e nesse sentido cada vez mais, na educação formal do Brasil.
Pretende -se, pois, neste artigo, refletir como ações econômicas, em favor da globalização, influenciaram na atual conjuntura do país; mostrar como o desenvolvimento tecnológico pode favorecer a educação, e como essas novas tecnologias podem auxiliar e minimizar os problemas no ensino de Física, , até mesmo daqueles que, hoje, estão "excluídos" do mundo globalizado. E, ainda, discutir formas de interação entre tecnologia, educação, o, globalização e políticas públicas.
Para isso, devemos primeiro entender melhor tal fenômeno econômico de grande influência mundial (a globalização). Logo após, mostrar como ela proporcionou o uso de novas tecnologias na educação, depois situar o ensino de de Física, bem como seus principais problemas e, por fim, inter-r-relacionar a globalização às novas tecnologias educacionais e às políticas públicas, oferecendo alternativas para resolver alguns dos problemas levantados ao longo deste artigo.
## II. A GLOBALIZAÇÃO, O ESTADO E AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS.
De acordo com BURBULES e TORRES S (2004) há pelo menos três posições básicas sobre a globalização. A primeira atribui a sua origem a origem da civilização. Já a segunda - a teoria de sistemas mundiais - relaciona a a origem do fenômeno com a origem do capitalismo no século XVI. E a outra consideração é que a globalização é um fenômeno recente iniciado, no máximo, da metade do século XX. Esta última teoria é chamada de "teoria da globalização" que explodiu na década de 1990.
Ao longo deste artigo a globalização não será tratada como um fenômeno puramente econômico e de simples definição. Ao contrário, é importante reconhecer que ela é, de fato, um fenômeno cívico, e teve grande influência no mundo moderno, historicamente falando e, de fato, "explodiu" durante as duas últimas décadas do século XX; no entanto, acredita -se que não é possível lhe atribuir um conceito fechado.
A globalização seria, antes de tudo, um processo de educação global através do qual, l, indivíduos de diferentes etnias, culturas, países, pudessem conviver harmoniosamente em qualquer lugar do mundo e desfrutando, com facilidade, a tecnologia resultante o conhecimento científico. No entanto, houve uma considerável mudança nesse conceito de "aldeia global" l" " (BURBUES e TORRES, 2004) .
Com o pretexto de promover o acesso global à tecnologia, grandes multinacionais buscam desenvolver produtos de alta tecnologia e mostrar que eles são acessíveis (até mesmo para a população de países subdesenvolvidos). Esses produdutos são lançados para gerar novas necessidades (de consumo) nas pessoas (MOURA 2004.). E o desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação (TIC), sobretudo através da TV e anúncios publicitários, contribuiu para que tais necessidades fossem reaealmente aceitas pela sociedade. Devido à grande movimentação comercial, os produtos, inicialmente inacessíveis, passam - com algum esforço - a "caber" no orçamento familiar nos países subdesenvolvidos. Com isso, a tal igualdade global passa a ser proposta literalmente às avessas, pois seria coerente promover uma mudança social e educacional l e o desenvolvimento tecnológico de uma forma conjunta , para assim diminuir as diferençnças entre países ricos e pobres.
No entanto, a valorização demasiada da tecnologia e e as novas necessidades de consumo dominando o o processo de globalização não lembram m nenhum pouco aquele conceito dito anteriormente . A partir disso o surge dúvidas comuns:
Como podemos definir globalização? A globalização é "real" ou será ela simplesmente uma ideologia? Se a globalização for uma tendência inexorável, como isso afeta a economia política dos países e assim, sua cultura e educação? (BURBULES e TORRES, 2004, p. 13).
Economicamente, a globalização é, basicamente, a mudança do processo de produção fordista - - linha de montagem centralmente organizada - para o pós-fordista, que é organizado num modelo de produção flexível. l. Burbules e Torres (2004). Por se tratar de um processo de produção tecnológica, mudança do comportamento sócio-cultural, a globalização influencia sim a política de um país, que passa por um processo de "submissão" econômica e "parda" na na soberania nacional .
Essa submissão é tal que o Estado assume um papel medial l limitado a tentar atender a quatro imperativos, como nos mostra os aututores a seguir:
"(1) resposta do capital transnacional; (2) resposta a estruturas políticas globais; (3) respostas a pressões e demandas domésticas, de modo a manter a própria legitimidade política, e (4) respostas às suas necessidades e interesse domésticicos" (BURBULES e TORRES, 2004, p.16).
E essa fragilidade política pode interferir significativamente nas políticas educacionais do Estado. Ainda segundo os autores acima, a economia da educação nos revela que "a educação do público tem custos e benefícios para a sociedade maior" (BURBULES e TORRES 2004, p.12) e, com isso as decisões políticas superam as necessidades educacionais dos indivíduos e passam a contribuir um conjunto de estratégias que beneficiam - como mostra os autores - "a sociedade maior".
E, à medida que essa política educacional objetiva padronizar as decisões políticas em favor da sociedade maior, a globalização promove também a internacionalização de conflitos. Buscando atender os quatro fatores anteriormente citados, muitos países (princ ipalmente os subdesenvolvidos) deixam espaços abertos na política social, contribuindo para que conflitos, crimes, terrorismo, questões ambientais passem a ser uma tendência global.
É nesse contexto que as instituições educacionais podem ter um papel fundamental: abordar esses problemas e a complexa rede de conseqüências humanas voluntárias e involuntárias que se seguiram ao crescimento de corporações globais e da expansão global (BURBULES, TORRES, 2004).
Os usos das TIC nos processos educacionais podem m se abordados de uma forma coerente, contribuir para atingir tal objetivo, ou seja, desenvolver o nível crítico de uma sociedade ao ponto delas serem capazes de escolher o grau de participação no mundo global.
No entanto, se faz necessário reconhecer os principipais problemas que interferem na produtividade do ensino de Física, , conhecer as novas tecnologias que estão sendo utilizadas no processo educacional - ou pelo menos algumas - e como elas s podem contribuir em diferentes contextos econômicos e sociais.
## III. PROBLEMATIZANDO O ENSINO DE FÍSICA E CONTEXTUALIZANDO AS TIC's NO PROCESSO EDUCACIONAL
Neste trecho do artigo serão discutidos quais os principais problemas enfrentados no ensino de Física hoje em dia (no nível Médio e no o Superior), como as tecnologias da informação e comunicação, podem m minimizar r esses problemas e e contribuir para educação mais igualitária, desde escolas públicas sem muitos recursos até grandes instituições educacionais. No entanto, é condicional para tatanto, que se deixe claro o que, aqui , se entende por tecnologia educacional .
Segundo Moura (2004) as relações entre homem e natureza sempre foram mediadas pelo uso da tecnologia, assim elas eram utilizadas para "proporcionar melhorias no bem estar coletivo". Pois bem, adequando essa idéia para o caso particular de tecnologias educacionais, o conceito que deverá permear este artigo é o de que as tecnologias educacionais são todos os recursos ou processos que tenham como finalidade de uso o bem estar coletivo no âmbito educacional.
Assim, podedem-m-se e considerar recursos tecnológicos: softwares de apoio ao ensino de Física, que possibilitam um dinamismo nas aulas; o uso de Educação à Distância (EAD), que proporcionam a "diminuição dos espaços físicos" a cada vez mais parcelas da sociedade que, de uma forma ou de outra, não tem acesso ao ensino convencional; ou simplesmente uma TV ou qualquer outro equipamento que possibilite um "bem estar coletivo", no âmbito educacional, a aos estudantes.
É de conhecimento comum que vários problemas são apresentados quando se fala em Ensino de Física desde sua ininclusão no currículo escolar, porém, pode ser novidade que esses problemas só aumentam com o tempo e que há um descaso de muitos protagonistas do processo de ensino para enfrentá-los.
Começamos enumerando aqueueles mais comuns e de conhecimento popular: pouca carga horária da disciplina, desinteresse dos alunos, pouco conhecimento, por parte dos alunos, em matemática - o que para muitos professores dificulta muito o ensino dessa disciplina. Para complementar esse quadro não muito agradável para a educação brasileira, citaremos agora dois outros mais recentes e não menos importantes. São eles: a significativa insuficiência de professores específicos da disciplina de Física e a falta de acesso ao ensino formal de parte da população.
A pouca carga horária leva com que professores, cada vez mais, a selecionarem os conteúdos considerados importantes, que acaba sendo sinônimo de mecânica clássica, ou acaba provocando distorções dos conteúdos, pois há uma abordagem superficial dos conteúdos, promovendo a falsa impressão que a Física se limita à Matemática Pires e Veit, (p.241, 2006).
Segundo (CUNHA 2006), , dados do MEC mostram que o numero de matriculas do ensino médio saltou de 3,77 milhões em 1991 para 8,19 milhões em 2000 e a capacidade de formação de professores de Física não consegue acompanhar esse ritmo. Ainda de acordo com o autor, faltam mais de 23,5 mil professores de Física em todo Brasil.
Esses são fatores que debilitam a educação do país e que ao mesmo tempo não condizem com atual conjuntura econômica do mundo globalizado. Enquanto há, por um lado, um alto desenvolvimento em ciência e tecnologia; resistem, no outro, problemas de acesso a essas novas tecnologias. Não se pode admitir, por exemplo, que falte giz numa escola na era da informática.
De acordo com Silva et al (2003) os membros do séc. XXI serão verdadeiros paria sociais se não lhes forem dados acesso e treinamento com habilidades em (1) comunicar-r-se em sua língua nativa; (2) operar equipamentos eletrônicos que estão presentes em casa, trabalho, locais de lazer etc e, (3) tomar decisões, alisando informações que mudam a todo o momento em função exponencial.
Os autores defendem ainda a importância da tecnologia para educação, devido a novos modos de ação e interação, que as mudanças na sociedade contemporânea, imposta aos indivíduos. E completam afirmando que "a informatização das escolas é mais que uma realidade é uma necessidade".
Diante dessas necessidades de incorporar à educação as novas tecnologias propostas pelos autores acima, surge dúvidas que podem direcionar a discussão para minimizar os problemas no ensino de Física descritos anteriormente.
Por exemplo: como as TIC's podem amenizar os problemas do Ensino de Física? Ou u será possível melhorar a educação sem recorrer a EAD e as TIC's?
A realização de chamadas, preenchimento de caderneta diária, avisos, entrega de resultados e quaisquer outras atividades burocráticas tomam um tempo considerável da aula
de Física. (PIRES e VEIT , , 2006). Essas atividades poderiam, segundo os autores acima, ser disponibilizadas numa plataforma de educação à distância ou enviadas por meio de correio eletrônico, poupando o tempo da aula presencial. Com isso, haveria uma nova - - e mais produtiva - configuração das aulas: uma ma aula que estaria sendo ampliada para além do do seu limite espacial-l-temporal usual, ampliando-se virtualmente a carga horária de Fìsica. Como nos mostra os autores acima, divulgando um trabalho realizado com o uso de um sítio sobre gravitação e temas afins , "4 "43% dos acessos de estudantes aos Fóruns de Discussãsão ocorreram em dias nãooletivos, resultando em m uma média de 17 acessos/estudante " , segundo Pire e Veit (2006, p. 246).
O uso dessa plataforma de educação a distância poderia ainda propor textos diversos para leitura direcionada, simulações interativas, vídeos, softwares específicos etc . , para a aprendizagem de conteúdos específicos do ensino de Física que atenda o ambiente virtual de aprendizagem. Entenda -se aqui ambiente virtual de aprendizagem m a
- [...] tríade: plataforma de educação a distância, material potencialmente significativo para a aprendizagem de determinado conteúdo e uso que se faz de ambos para propiciar a interação estudante-p-professor, estudante-estudante e estudante -objeto de conhecimento" . ( PIRES e VEIT, 2006, p.241). .
## E ainda:
Segundo o modelo de ensino-aprendizagem de Gowin [1], todo evento de aprendizagem é composto por uma relação triádica entre o educador, os materiais educativos e o estudante. Acreditamos que, de certa forma, o ambiente virtual de aprendizagem consegue consubstanciar as relações triádicas de Gowin, pois facilita a relação do estudante e professor-r-coordenador com o material educativo (sítio de gravitação e outros materiais) e, especialmente através das ferramentas de comunicação, a relação entre o professor-r-coordenador e os estudantes e dos estudantes entre si. (PIRES e VEIT , 2006, p.242).
Outra proposta de melhoria na educação é o uso da EAD. Para Morrow e Torres (2004, p.36) a educação global à distância "tem em respondido com sucesso a cortes na educação pública". No caso particular do CEFET-RN, o uso da EAD é feito através do PROCEFET, um curso preparatório oferecido a estudantes de ensino fundamental de escolas públicas que pretendem ingressar no CEFET-RN. O curso é ministrado por meio de tele -aulas e o material didático é disponibilizado num jornal local.
Uma grande vantagem do uso da EAD é sua flexibilidade tecnológica, ou seja, pode-se utilizar EAD integrado com softwares on-line na Interne - como no desenvolvimento de um ambiente virtual sobre gravitação feito através da plataforma de Educação à Distância TelEduc.(PIRES e VEIT, 2006) - de forma a ter uma ma ação complementar r ou u utilizá-á-la como meio único de educação, com o cuidado de oferecer aos participantes todos os meios de educação presencial (biblioteca, laboratórios de informática, laboratório temático etc.) .
Para Silva et al (2003.) o ensino a distância propiciou condições de acesso à educação para aqueles que, por um motivo ou por outro, não estivessem sendo atendidos satisfatoriamente pelos meios tradicionais de ensino. O uso das TIC's e EAD é na realidade uma busca de alternativas de ensino para alcançar, sem prejuízo de qualidade, um públicoalvo de estudantes que, de uma forma ou de outra, não teriam acesso às essas vagas e estariam "fora" do sistema formal de ensino.
Todavia, sabe -se da grande dificuldade por grande parte da população em ter acesso aos recursos tecnonológicos na educação. Mas é nesse contexto que se torna fundamental a interferência política do Estado - - que apesar de fragilizado entre os quatros fatores ditos anteriormente - - ainda tem importância e credibilidade para definir o rumo de investimentos nas áreas sociais. Para Morrow e Torres (2004) é necessário que o Estado, com o uso do seu poder, force a reorganização dos sistemas educacionais e proporcione um ambiente virtual de aprendizagem às escolas públicas, para que os que estão hoje excluídos do processo de educação possam, também, ter acesso a esses recursos tecnológicos usado na na educação. Para Cunha (2006) um dos caminhos para se operacionalizar essa proposta pode ser buscado à comunidade de desenvolvimento de softwares es livre.
Dois casos que são exemplos de uma integração das TIC's no ensino de Físicica de uma forma democrática na a qual, todos poderão ter acesso são expostos a seguir. Ambos tratam de softwares-livreses . .
- O primeiro trata-a-se de um software para o ensino de Física Quântica - um tema pouco abordado no Ensino Médio, justamente por causa das escolhas de conteúdos feitas pelos professores devido a pouca carga horária. Trata-se de
- [...]um software livre do tipo 'bancada virtual', desenvolvido no âmbito de um projeto sobre tópicos de física moderna e contemporânea na formação de professores1, que simula o fenômeno da interferêrência em um aparato denominado de interferômetro de MachhZehnder (IMZ). (OSTERMANN et al, 2006)
- O grande diferencial desse software e é que ele permite a abordagem de conteúdos que dificilmente seriam trabalhados em uma sala de aula sem recursos, pois se trata a de um arranjo experimental de difícil reprodução em laboratórios didáticos. Ostermann et al, (2006, p.22).
- O outro é "A cidade do átomo" - - um programa para ser utilizado na discussão sobre energia nuclear. Trataase também de um software-livre que propõe discussões sobre o problema da energia nuclear. Segundo Eichler et al (2006, p.18), o tema é proposto através de simulações computacionais porque "a"as abordagens livrescas de ensino, muitas vezes, não parecem suficientes para qualificar as opiniões dos estutudantes sobre esse debate."
## IV. A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DO SÉCULO XXI
Diante dessas várias possibilidades de mudança na educação, há algo fundamental que se faz necessário deixar claro: as mudanças na educação só serão efetivadas de fato se os professorores tiveram a consciência dos benefícios e das limitações dos recursos a serem utilizados. Não adianta supervalorizar os recursos e trabalhar de uma forma tradicional. Fazendo isso, é provável que se volte ao tecnicismo da década de 1970, na qual houve uma supervalorização da técnica, sem uma produtividade educacional.
Para Silva et al (2005) a formação dos professores deve promover adaptações às mudanças. No entanto Dantas (2005, p.5) mostra que "o professor, elemento de atuação destacada no processo educativo, não utiliza adequadamente as tecnologias educacionais que lhes são disponibilizadas, muitas vezes rejeitando completamente o seu uso, [...]".
Não se trata apenas de "encher" as escolas de novas tecnologias, pois a simples presença da tecnologia na escola, não induz o professor a repensar seu modo de ensina r , nem ao menos estimula aos alunos a adotarem novos modos de aprender (GUIMARÃES, 2004). Mas também, ainda segundo a autora, "o professor não precisa voltar à universidade
para buscar conhecimentos voltados às novas tecnologias" " (GUIMARÃES, 2004, p.3). Até porque novas tecnologias estão longe de ser uma disciplina suplementar que requeira um corpo docente específico (JACQUINOT, 1998) e também não se trata de um professor especializado e sim de um prprofessor do século XXI que integra diferentes mídias e TITIC à sua pratica pedagógica (GUIMARÃES, 2004).
É fundamental ainda que o Estado desenvolva políticas educacionais que possibilitem, às escolas, um material tecnolólógico o qual l permita a viabilização da s atividades e, , aos professores, principalmente aqueles que já lecionam há muitos anos, e provavelmente oferecem maior resistência as TITIC , o contato e a adequação com as TITIC C e como abordá -las numa perspectiva pedagógica que não seja tradicional. E isso pode ser feito, por exemplo, através de um repasse de recursos aos estados e municípios que atenda a critérios coerentes de necessidades ao invés de apenas ser distribuído pelo número de alunos matriculados e, sobretudo, aplicando uma fiscalização rigorosa que garanta a aplicação correta dessa verba.
Outra ação de relevância significativa na formação desses professores deverá partir das universidades. É necessário que elas - - através de sua autonomia administrativa que possibilita a aplicação de um plano de ensino que não esteja, diretamente, vinculado ao plano nacional - valorizem mais os cursos de licenciatura, pois Dantas (2005) mostra em seu artigo que na maioria dessas instituições há uma supervalorização das atividades de pesquisas em conjunto com uma discriminação aos cursos de licenciatura. Ainda segundo o autor, é preciso que se superem problemas como: dificuldade de acesso as TIC; C; resistências de professores em adotar novas tecnologias; a falta de parceria das universidades com escolas de nível médio etetc. Só então irá começar o caminho de uma nova educação. Uma educação voltada para as tecnologias da informação e comunicação.
Esse convênio pode ser proposto também pelas universidades para oferecer cursos de licenciatura à distância com o objetivo de tentntar atenuar o problema de escassez de professores de Física. Visto que " Os cursos de lilicenciatura à distância poderiam trazer ao mercado um tipo de candidato diferenciado, que de outra forma ficaria fora do sistema". Cunha (2006 p.152).
## V. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por fim, concluiise deste artigo, que mesmo sendo a globalização um fenômeno de forte influência na economia e, principalmente, na política educacional do Estado e que há, por trás de uma ideologia de "acesso global" promove necessidades de consumo supérfluo na sociedade - - tendo os meios de massa uma grande responsabilidade sobre isso - é através dela que há muitas mudanças tecnológicas, principalmente quanto à rapidez na informação. Concluiu-se e ainda que é necessário o uso de novas tecnologias na ededucação para minimizar os problemas que estão presentes no ensino . Desmistificarammse fatos de que tecnologia educacional necessariamente teria de ser algo de ultima geração, através do uso de de EAD, no CEFET -RN N e que as novas tecnologias usadas na eduducucação são muito inacessíveis aos estudantes de escolas públicas, pois surgem correntes de software-e-livre que disponibiliza seus programas gratuitamente. Percebe-se também que recursos de tecnologias e EAD são facilmente aplicados e têm um retorno muito produtivo . Por fim, destacouuse a necessidade de um novo tipo de professor, um professor do século XXI, capaz de lidar com novas tecnologias e aplicá-las em sua prática educativa.
## VI. REFERÊNCIAS
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