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A Experiência de Divulgaçao da Física por meio de Blogs e sítios de Internet

Samira Manfrinato, Adilson J. A De Oliveira, Mariana Pezzo

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVII
Ano
2007
Data
31/01/2007
Linha de pesquisa
Divulgaçao Científica E Comunicaçao No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A Experiência de Divulgação da Física por meio de Blogs e S Sítios de Internet

Samira Manfrinato a (saminato@gmail.com)m) Mariana Pezzo b (mariana@power.ufscar.br) Adilson J. A. de Oliveira a (adilson@df.ufscar.br) aN aNúcleo de Excelência em Materiais Nanoestruturados Fabricados Eletroquimicamente e Departamento de Física - Universidade Federal de São Carlos b

Coordenadoria de Comunicação Social - Universidade Federal de São Carlos

## RESUMO

Pode -se afirmar que a Ciência e a Tecnologia têm grande importância no desenvolvimento da sociedade porque têm influência direta na vida das pessoas. Além disso, seu conhecimento é uma forma de compreender o mundo e ajudar a resolver queuestões socioeconômicas. No Brasil, universidades e centntros de pesquisa são os principais geradores de conhecimento nas diferentes áreas da Ciência e da Tecnologia. Entretanto, esse conhecimento está restrito a uma pequena parcela da população - a a que participa diretamente do processo de criação e desenvolvimento da Ciência básica à Ciência aplicada - por questões diversas, entre elas, a distâtância entre a linguagem acadêmica e a informal . Por isso, grande parte da sociedade necessita de maior contribuição com relação à divulgação, para , então, se interar das impmplicações da produção científica e tecnológica . Uma alternativa para disseminar o conhecimento científico e tecnológico é a utilização dodos meios de comunicação, na qual tem destaque uma modalidade que é a responsável pelo tratamento da informação científica: o Jornalismo Científico. Atualmente , o Jornalismo Científico tem deixado de ser apenas um ofício dos jornalistas, que recebem cada vez mais a contribuição de blogs na disseminação da Ciência. O presente artigo apresenta duas iniciativas, a de um blog editado por um pesquisador e a de um site e de divulgação de Ciência desenvolvido em uma parceria entre pesquisadores e jornalistas. O objetivo de ambos é levar o conhecimento gerado nos centros de pesquisas à comunidade não acadêmica a e explicar , por meio da Ciência , conceitos e idéias que fazem parte da nossa vida.

Palavras Chaves: Divulgação Científica, Ensino de Ciências, Mídia

## 1. INTRODUÇÃO

A produção e disseminação de conhecimento é um dos principais atributos para o desenvolvimento científico, pois a a Ciência, como atividade humana, necessita que os seus avanços sejam compartilhados para estimular r novas reflexõxões e permitir a criação de novos modelos e experimentos para ampliar os horizontes do saber . Com o intenso desenvolvimento científico ocorrido nonos últimos séculos , a Ciência ficou cada vez mais especializada e cada comunidade científica desenvolveu o seu jargão específico, tornando os papers extremamente herméticos e pouco acessíveis para especialistas de outras áreas e, muito mamais, para o público leigo. Segundo Sánchez Mora (2003) "até o final do século XIX qualquer pessoa culta podia ler da mesma forma que uma obra literária ou filosófica, uma grande variedade de obras científicas" (S(Sánchez Mora, 2003, p. 07) .

Por outro lado, o avanço científico e tecnológico, principalmente do século passado, levou a nossa sociedade a depender fortemente do do conhecimento científico, que se tornou mais especializado. Vivemos em uma sociedade que baseia o seu progresso, tanto do ponto de vista econômico como social , em estruturas que dependem da Ciência e Tecnologia (C&T). O mundo que nos rodeia fica cada vez mais complexo e, muitas vezes, difícil de compreender. Com a influência crescente das descobertas científicas e avanços tecnológicos no dia-a-dia da humanidade, é cada vez mais relevante conhecer o funcionamento desse mundo, para a tomada de decisões que envolvem o bemmestar do ser humano e aspectos éticos e morais. Os pesquisadores, embora sejam atores fundamentais no processo de desenvolvimento da C&T, nem sempmpre têm a consciência e controle totais sobre as conseqüências e implicações de uma descoberta. Por isso, todos os cidadãos precisam ser formados e informados para que tenham a capacidade de participar das deliberações sobre o melhor uso dessas descobertas .

Nesse sentido, a a necessidade de disseminação do conhecimento científico e tecnológico e da popularização da Ciência ganhou destaque nos últimos anos, sendo alvo de debates em diferentes fóruns e de políticas governamentais de fomento. Muitas são as justificativas para que se ampliem, em quantidade e qualidade, as ações voltadas à divulgação científica e, conseqüentemente, ao fortalecimento de uma cultura científica. Nessa direção, Guará (2002) coloca que:

"o "o acesso ao conhecimento científico não pode ser o crivo de ampliação da exclusão social e da concentração de poder, que beneficia apenas os que dispõem de meios para atualizar-se. A popularização da ciência torna-se então uma meta não apenas social e política, mas também cultural, pois permitirá a incorprporação de diferentes contribuições e a democratização dos saberes e descobertas da humanidade sem o domínio hegemônico de alguns grupos. (GUARÁ, 2002, p.85 -86) "

Muitas alternativas estão sendo empregadas por diversas instituições, tanto públicas como privadas, para atingir o objetivo de tornar a C&T atraente e ao mesmo tempo desmistificá-la para o público leigo. Além dos livros de popularização e divulgação científica , revistas de divulgação científica etc., outras mídias têm sido empregadas , como a televisão, jornais e, em particular, r, a Internet, devido à sua agilidade e alcance cada vez maior. Esse instrumento se torna muito interessante , pois além da sua capacidade de renovação contínua , permite também a convergência midiática, no

sentido de integrar em um só veículo diversas formas de divulgação científica, o que a torna uma poderosa ferramenta para o ensino e a divulgação da Ciência .

Tanto no campo de Ensino de Ciências quanto no da Comunicação Social - - e, particularmente, do Jornalismo Científico - - encontra-se a dicotomia entre processos de aprendizagem e/ou comunicação que podem se configurar como transmissão de informações e conhecimento de uma fonte de saber para um receptáculo desprovido ou não de conhecimentos prévios (educando ou leitor/espectador), ou como compartilhamento de saberes entre indivíduos autônomos (BARROS, H., 2002; MASSARANI, MOREIRA e BRITO, 2002; MOREIRA e MASSARANI, 2002; LEWENSTEIN, 1995). Nas iniciativas aqui apresentadas, a a opção é pela concepção de compartilhamento de saber, considerando que em uma sociedade permeada cotidianamente pelos avanços científicos - - e, conseqüentemente, por seus riscos e impactos --, a participação cidadã se dá, nesse contexto específico, pela possibilidade de cada indivíduo participar consciente e crititicamente dos debates e decisões que envolvem a C&T .

Esse conceito de divulgação científica pressupõe o exercício de reflexão sobre os impactos sociais e culturais de nossas descobertas (CANDOTTI, 2002) e inclui a atenção aos riscos de mitificação da Ciênc ia na atividade de divulgação, a busca pela discussão sobre benefícios e danos causados pelo desenvolvimento científico e tecnológico à humanidade. Outro ponto importante a ser considerado é a existência de diferenças entre tradução e interpretação, a partir da análise proposta por Orlandi (2001). A autora afirma que o discurso da divulgação não é a soma dos discursos da Ciência e do jornalismo, mas sim uma articulação específica com efeitos particulares.

No presente trabalho apresentamos os resultados da experiência de construção de um "blog" 1 editado por um pesquisador r (Por Dentro da Ciência -www.pordentrodaciencia.blogspot.com) e de um site e de divulgação de Ciência desenvolvido em uma parceria entre pesquisadores e jornalistas. (Click Ciência www.clikciencia.ufscar.br) . Os textos das reportagens e algumas ilustrações do "Click Ciência" são construídos a partir dos resultados de pesquisa desenvolvida na própria UFSCar e em outras instituições de pesquisa, com o objetivo de não somente divulgar tais resultados para a comunidade não acadêmica, mas também fazer deles ferramenta de ensino e difusão de conceitos de ciência básica. Temas como spintrônica a (eletrônica de spin), nanotecnologia, bio-materiais etc . são apresentados de maneira que um público não especializado possa se interar desses assuntos e dos avanços que eles proporcionam e, também, m, aprender novos conceitos. Os conteúdos do "Por Dentro da Ciência" são basicamente textos sobre Física, Astronomia e Ciência em geral e comentários a respeito de fatos e notícias científicas veveiculados na mídia. Nesse veículo de divulgação , os comentários postados pelos internautas , em particular os freqüentadores da "blogesfera" científica, abrem novas perspectivas de discussão e aprendizado, tornandose uma nova forma de disseminar r o conhecimento científico.

## 2 . Click Ciência

O s site Click Ciência foi i proposto inicialmente p pelos pesquisadores do Núcleo de Excelência em Nanoestruturas FaFabricadas Eletroquimicamente, no âmbito do projeto PRONEX -TEMÁTICO (Pereira et al., 2004) . Em formato de revista digital, tem o objetivo de difundir o conhecimento produzido na UFSCar r e em outros centros de pesquisa do País , divulgar resultados publicados em periódicos especializados para o público não acadêmico e fazer com que o leitor se aproxime dadas discussões que em geral são restritas à academia, mas que podem ter, r, ou poderão vir a ter , efeito em suas vidas. A proposta é, a partir da divulgação de descobertas de ponta, inserir e relacionar conceitos básicos de determinadas áreas do conhehecimento. Por exemplo, na divulgação da descoberta de um novo planeta extra-solar, pode-se detalhar e explicar o que é um planeta, como se forma ao redor de determinadas estrelas , como foi possível fazer tal descoberta a e qual a importância de investir nestas pesquisas . Um outro exemplo é a discussão de temas relacionados à nanotecnologia, na na a qual pode-se explorar conceitos relacionados à sua aplicação na spintrônica, na agricultura, na construção de dispositivos para ultra-filtragem, nos estudos em odontologia, etc. Tais conteúdos poderão servir a professores dos ensinos Fundamental e Médio, por exemplo, no aprofundamento de conceitos básicos de Ciência, e, em particular , trazer para o cotidiano da sala de aula o conhecimento de ponta que é é produzido nas instituições brasileiras.

Todo o conteúdo publicado pelo Click Ciência, seja ele em forma de texto ou imagem, tem como princípio um processo conhecido na área de jornalismo como seleção de pautas, realizado periodicamente pelos profissionais envolvidos nas tarefas durante reuniões. No Click Ciência , uma reunião semanal define quais assuntos serão publicados nas seções "Notícias" e "Calendário", ", seções que têm atuaualização semanal, l, como a "Pergunte sobre Ciência". ". Uma reunião mensal define o assunto destaque do do mês; é ele que norteará a produção dos textos e infográficos (textos e imagens que buscam transmitir uma informação que pode ser mais facilmente assimilada neste formato) que serão publicados nas seções: "Reportagens", "Artigos" e "Entrevistas", , seções de atualização mensal, como as seções "Colunistas", "Resenhas", "Cursos e material de atualização" e "Teses e dissertações".

A captação de informação junto a a professores, pesquisadores e alunos - - de graduação e pós-graduação - para a produção de um texto ininicia-se no conhecimento do que já foi publicado sobre o assunto, um meio, também, do repórter se atualizar e se preparar para a entrevista. Grande parte de todo o processo jornalístico empregado na tarefa de produzir o conteúdo de um veículo de comunicação ão decorre da entrevista. É dela que resulta considerável l parcela das informações dispostas no texto e, portanto, a sua qualidade. No Click Ciência a usa-se a entrevista de informação, que tem o objetivo de adquirir parte do conhecimento acumulado por um cientntista em determinada área, bem como sua opinião a respeito do assunto, e informações sobre as realizações da sua equipe.

Tendo como objetivo transferir conhecimento da universidade - - seja aquele produzido nela ou que é inerente às pessoas que nela exercem seu ofício - - - para a parcela da sociedade que não tem conhecimentos científicos, o Click Ciência preocupa-se com a linguagem m empregada nos textos. Para tanto, optou-u-se em desenvolver textos claros,

com frases de fácil assimilação e palavras coloquiais; estruturados por meio de técnicas de narração, descrição e/ou interpretação. A seção "Reportagem" descreve o gênero que nela é utilizado , a reportagem, m, gêgênero que não se preocupa com a transmissão de assuntos factuais, mas sim com a explicação do tema selecionanado e das suas implicações para a sociedade. A mesma preocupação com o estilo de linguagem é atribuída às seções "Notícias", "Artigos", "Colunistas", "Resenhas", "Entrevistas" e "Pergunte sobre Ciência". Essas, com exceção da seção "Entrevistas " , são independentes do assunto em destaque no mês, o que possibilita aos autores responsáveis discursar sobre temas variados, sempre respeitando a proposta do site .

## 3 . Por Dentro da Ciência

O uso de b blogs para divulgar Ciência é um fenômeno relativamente recente. Os blogs, que funcionam como um diário virtual, têm sido utilizados cada vez mais por pesquisadores e jornalistas para disponibilizar novidades na área da Ciência ou simplesmente expressar suas opiniões sobre os mais variados temas, procurando utilizar uma linguagem descontraída para alguns temas que, em princípio, são árduos ou específicos como a biotecnologia, a física quântica. Esse instrumento de comunicação tem como vantagens a facilidade de publicação e os custos mínimos de manutenção. Embora esse veículo lo permita a fácil interação com o leitor, r, garantir a a confiabilidade do conteúdo e a visibilidade no oceaeano de informações da Internet ainda se mostra uma tarefa desafiadora .

Em recente publicação da revista Nature (2006) foi veveiculada a uma pesquisa feita por intermédio da empresa Technorati que vasculhou quase 50 milhões de sites do gênero para descobrir quais tinham maior tráfego entre aqueles cujo assunto é Ciência . A pesquisa foi feita em função do número de vezes que um determinado blog aparece como indicicado entre outros blogs, ou seja, a quantidade de vezes que ele é indicado ou citado em outros sites . Alguns dos blogs de Ciência apresentam alta freqüência de citação, como é o caso do site que discute biologia evolutiva Pharyngula" (w(www.scienceblogs.com/pharyngula) mantido pelo pesquisador da área de biologia e professo da University of Minnesota, em Morris, Estados Unidos , que ocupa a primeira colocação entre os blogs gs sobre Ciência e a 179ª posição entre todos os blogs que existiam na época da pesquisa.

No caso do "Por dentro da Ciência", que foi criado em dezembro de 2004, a partir da a idéia de se disponibilizar textos de divulgação científica a produzidos pelo seu mantenedor, um pesquisador da área de Física , trata tipicamente de temas relacionados com a Física e Astronomia. Na pesquisa feita pela Technorati i ele ocupa a 164.989 ª posição.

O número de acessos do "Por dentro da Ciência" desde o seu lançamento, momento em que apresentava acessos na ordem de 30 por mês, vem crescendo e , nos últimos meses , alcança a média de 1 . 500 por mês, como é mostrado na figura 1 abaixo. O crescimento no número de acessos está relacionado com o fato do blog seser indicado por outros blogs e, dessa forma, ser mais procurado como fonte de informações.

Os comentários são postados pelos vistantes do blog, geralmente estudantes dos ensinos Médio e Superior que, em geral, também possuem blogs (não necessariamente sobre Ciência). Outros visitantes do blog também são pesquisadores e professores universitários. O blog também recebe um número considerável de visitantes de outros países. Muitos comentários são postados por visitantes de países de Língua Portuguesa (Portuga l, Cabo Verde).

Figura 1 - - - Acessos ao blog "Por dentro da Ciêiência" no período de setembro de 2005 à agosto de 2006.

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Devido à facilidade de troca de mensagens utilizando o blog, g, este se transforma em um instrumento para não somente discutir assuntos de Ciência, mas também auxilia para dirimir algumas dúvidas e esclarecer alguns conceitos. Por exemplo, em um m texto que se comentava o p porquê das nuvens no céu serem brancas 2 , era discutido que embora as nuvens sejam compostas por gotatas com uma grande diversidade de tamanhos , essas gotas têm m dimensões microscópicas. Dessa forma, cada gota espalha a luz proveniente do Sol de uma maneira diferente e dependendo do seu tamanho, a gota de água espalha uma determinada freqüência. O resultado é que a combinação do espalhamento de todas as cores resulta na na cor branca. Um determinado visitante do site e postou o seguinte comentário:

" Quando se misturam as cores de tinta, fica branco? Bom, nunca tentei isso, mas na minha concepção, o resultado seria preto. lembrando que as tintas emitem a cor por subtração de luz. Bom, posso estar errado, mas é o quque me vem a cabeça no momento. Obrigado pelos posts, são realmente muito esclarecedores! Muita coisa eu não tinha pensado."

A resposta dada a esse comentário foi:

"A "A mistura de todas as cores geram o branco. Existe o famoso experimento chamado de "disco de Newton" no ququal você pinta as cores do arco-íris. Ao girar o disco com certa a velocidade verá que todas as cores se misturam formando o branco. O preto aparece quando o corpo não refletir nenhuma cor e o branco é quando ele reflete todas. Obrigado pelo comentário . "

Outro exemplo interessante sobre a possibilidade de utilizar o blog para esclarecer alguns conceitos equivocados foi quando comentávamos a respeito da impossibilidade física da existência de alguns super-r-heróis, no texto "Os superpoderes humanos" 3 . Nele, era discutida a a impossibilidade do Superman voar, pois ele voa sem que nada o impulsione. Era esclarecido naquele texto que para ocorrer r qualqueuer movimento, seja um simples caminhar ou vôo de um foguete a dezenas de milhares de quilômetros por hora, é necessário que exista uma força que provoque uma ação. Como conseqüência, uma reação em sentido contrário impulsiona na a o corpo na direção oposta da ação. Um visitante postou o seguinte comentário:

" Vocês esqueceram de recordar que o Homem fora da Atmosfera terrestre, consegue flutuar,não havendo gravidade para o mesmo. No caso do Superman ele não tem a estrutura de um ser da Terra, e para ele não há gravidade. Mas o ser Humano pode voar, não na Terra, mas pode voar."

A resposta dada a esse comentário foi:

"Gostaria de esclarecer que não é a atmosfera terrestre que impede do homem voar livremente, mas sim a gravidade, que mesmo fora da atmosfera ela também está presente. A Lua, por exemplo, é atraída pela gravidade terrestre, assim como os astronautas na estação espacial. De fato eles estão sempre caindo na direção da Terra , mas como eles têtêm uma determinada velocidade tangencial eles nunca atingem a superfície. O Fato do Superman não ser da Terra não impede que ele sinta os efeitos da gravidade, pois toda a matéria do Universo sofre a ação da gravidade. Qualquer outra dúvida ou comentário fique a vontade . Um grande Abraço "

Dessa forma, vemos que a utilização de um instrumento de divulgação como o blog pode auxiliar a discussão e o esclarecimento de alguns conceitos científicos. Devido a sua informalidade, os visitantes do site e sentemmse mais livres para colocar questões e também de expressar as suas opiniões a respeito dos assuntos abordados.

## 4 . Conclusões

A importância da divulgação de assuntos de Ciência, citada nos parágrafos anteriores, vem sendo reafirmada com o passar dos tempos. A tradução do que hoje é discutido nos centros de pesquisa é algo necessário de ocorrer com a maior rapidez, considerando a grande lacuna que se criou entre aqueles que participam do processo de construção da Ciência no País e aqueles que o assistem: a população não acadêmica. Para tal finalidade se justifica a criação dos veveículos de comunicação. Indiferentemente do formato que se atribui a a esses meios de comunicação científica, acredita-se que

ambos contribuem para suprir uma necessidade bilateral: divulgar o conhecimento gerado nos centros de pesquisa do Brasil com linguagegem acessível ao público não acadêmico e trazer a comunidade para discutir as implicações da Ciência e Tecnologia para o País . Para que isso ocorra, iniciativas como estas se fazezem m imprescindíve is pelo seu formato objetivo e linguagem acessível. As discussões transcritas nas páginas anteriores e o avanço no número de acessos ao blog Por Dentro da Ciência revelaram que há interesse por parte da sociedade em divulgação científica na medida em que ela se faz compreensível. As questões levantadas e discutidas nonos blogs mostram que tal instrumento é útil para aproximar as pessoas das discussões referentes a temas de Ciência e também ajudam a esclarecer determinados conceitos.

## 5 Agradecimentos

Os autores agradecem o apoio recebido das agências financiadoras brasilileiras FAPESP (processos 03/09933-8 e 06/021247-5) e ao CNPq (processo 553279/2006-8)

## 6. Referências:

BARROS, Henrique Lins de. A cidade e a ciência. In: MASSARANI, Luisa; MOREIRA, Ildeu de Castro; BRITO, Fátima (org.). Ciência e Público: caminhos da divulgação científica no Brasil. l. Rio de Janeiro: Casa da Ciência - Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2002. p.25-41.

CANDOTTI, Ennio. Ciência na educação popular. In: MASSARANI, Luisa; MOREIRA, Ildeu de Castro; BRITO, Fátima (org.). Ciência e Público: caminhos da divulgação científica no Brasil. l. Rio de Janeiro: Casa da Ciência - Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2002. p.15-23.

CASTELLS, Manuel. A A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

GUARÁ, Isa Maria F. Rosa. Ciência, educação e inclusão social. In: Matos, Cauê (org.). Ciência e inclusão social. São Paulo: Terceira Margem, 2002. p. 83-90.

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MARCONDES, Marli Aparecida. História e Infoformática. O uso da hipermídia no resgate da história da Estrada de Ferro Funilense. Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Multimeios da Unicamp, 2001.

MASSARANI, Luisa; MOREIRA, Ildeu de Castro; BRITO, Fátima. Apresentação. In: \_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ (org.). Ciência e Público: caminhos da divulgação científica no Brasil. Rio de Janeiro: Casa da Ciência - - - Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2002. p.9-11.

MOREIRA, Ildeu de Castro &amp; MASSARANI, Luisa. Aspectos históricos da divulgação científica no Brasil. In: MASSARANI, Luisa; MOREIRA, Ildeu de Castro; BRITO, Fátima (org.). Ciência e Público: caminhos da divulgação científica no Brasil. l. Rio de Janeiro: Casa da Ciência - - Centro Cultural de Ciê ncia e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2002. p.43-64.

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ORLANDI, Eni P. Divulgação científica e efeito leitor: uma política social urbana. In: \_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_. Discurso e texto - - - formulação e articulação de sentidos. Campinas: Fontes, 2001. p.21-30.

SÁNCHEZ MORA, Ana Maria. A Divulgação da Ciência como Literatura . Brasil. Rio de Janeiro: Casa da Ciência - - Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2003. p.7.

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