UMA ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DE ASSOCIAÇOES DE RESISTORES EM SÉRIE/PARALELO ACESSIVEL A ALUNOS COM DEFICIENCIA VISUAL
Na Aline De Medeiros, Maurício José Do Nascimento Júnior, Fernando Japiassú Júnior, Wesley Costa De Oliveira, Narla Sathller Musse De Oliveira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVII
- Ano
- 2007
- Data
- 29/01/2007
- Linha de pesquisa
- Ensino De Física E Estratégias Para Portadores De Necessidades Especiais
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## UMA A ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DE ASSOCIAÇÕES DE RESISTORES S EM SÉRÉRIE/PARALELO ACESSÍVEL L A ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Ana Aline de Medeiros a anaalinemedeiros@yahoo.com Maurício José do nascimento Júnior a mauriciojnjunior@yahoo.com.br Fernando Japiassú Júnior a fisicaestrutural@yahoo.com.br Wesley Costa de Oliveira a wesleyoliveira177@yahoo.com Profª. Msc. Narla Sathller Musse de Oliveira a narla@cefetrn.br
aC aCentro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte - CEFET/RN
## RESUMO
As novas tendênciaias de ensino levam os professores a buscar r uma didática diferente da tradicional. l. O que se observa, na maioria das escolas, é a teoria prevalecendo sobre a prática e a vivência dos alunos. Uma abordagem para o ensino de algumas disciplinas como a física, vivisando contribuir para a melhoria das práticas pedagógicas é o construtivismo, segundo o qual o aprendizado e o desenvolvimento do conhecimento exigem um processo de construção por parte do aluno. Para o aluno com deficiência visual, a situação se complica, pois o uso de imagens para apoiar o ensino de conteúdos de física fica comprometido. A maioria dos professores se acha despreparado para atuar com esses alunos, mesmo tendo -os em sua sala de aula. Muitas vezes os conteúdos programáticos são excluídos ou então são ministrados sem a preocupação do aluno aprender, e o máximo que o professor faz é a transcrição do material escrito para o Braille 1 . Pensando em auxiliar os professores de física a ministrarem seus conteúdos de uma forma mais dinâmica, participativa e possibilitando ao aluno construir os conceitos através da vivência, foi desenvolvido um experimento que possibilita ao professor trabalhar qualitativamente o conteúdo de Eletricidade em uma abordagem inclusiva. Esse experimento faz parte de um projeto de atualização de professores de ciências para ensinar conteúdos de física a alunos com deficiência visual em uma abordagem inclusiva. Os alunos observararam m e realizararam os diferentes tipipos de Associaçõe s de ReResistores. Os alunos videntes verificaram os efeitos pela intensidade luminosa das lâmpadas e os alunos com deficiência visual, pela intensidade sonora dos bips. Durante a aula foi possibilitado aos alunos vivenciar situações que lhes possibilitaram analisar e construir os conceitos relacionados a Circuitos Elétricos em Série e Paralelos, utilizando uma mesma metodologia para todos.
Palavras chave: Inclusão - Física -- Deficiência visual.
## 1. INTRODUÇÃO
## 1.1 O Ensino de Física a numa perspectiva inclusiva
- O cotidiano da escola é representado por diferentes relações sociais, as quais refletem a diversidade humana e cognitiva na sociedade. Atualmente são encontrados nas escolas regulares um grande déficit nas diversas áreas do saber. As dificuldades e problemas que afetam o sistema de ensino em geral e particularmente o ensino de Física não são recentes e vem se agravando até os dias de hoje.
- O Grupo de reelaboração do ensino de física da Universidade de São Paulo oferece uma proposta aos professores de física visando contribuir para uma melhor compreensão conceitual e promover a discussão de conceitos abstratos, por meio de uma abordagem lúdica sem prejudicar a aprendizado dos alunos. Segundo o GREF (200202) para o volume de Eletromagnetismo, afirma que:
- "UmUma parte da dificuldade sentida no aprendizado de Eletricidade no Ensino Médio é devida ao distanciamento que se estabelece quando o aluno se depara com conceitos abstratos. Alunos e professores de Física vivem num mundo em que correntes elétricas e campos eletromagnéticos fazem parte da sua expxperiência diária. Na fiação elétrica da casa, nos aparelhos eletrodomésticos ou nas máquinas industriais, a eletricidade é conhecida pelo usuário, mesmo que não se entenda sua operação ou seus princípios " (GREF, 2002 , p . 25)5).
As novas tendências de ensino levam os professores a procurarem m uma didática diferente da tradicional. l. Todavia, o que se observa no ensino de física é a teoria prevalecendo sobre a prática, consequentemente a influência direta da matemática e ainda a precariedade de instrumentos pedagógicos, o que dificulta o processo de ensino-aprendizagem.
A educação inclusiva vem desafiando o atual sistema educacional, quando propõe uma escola para todos. Ensinar para diversidade é criar novas estratégias s de ensino, é fazer com que todos os alunos partilhem do mesmo conhecimento independente de suas necessidades específicas.
De acordo com a informação da Secretaria de Educação Fundamental e Secretaria de Educação Especial, em "Adaptações Curriculares" que compõe o conjunto dos Parâmetros Curricululares Nacionais , P PCN (1999), "O "O dire ito da pessoa à educação é resguardado pela política nacional de educação independentemente de gênero, etnia, idade ou classe social. O acesso à escola extrapola o ato da matrícula e implica apropriação do saber e das oportunidades educacionais oferecidas à totalidade dos alunos com vistas a atingir as finalidades da educação, a despeito da diversidade na formação escolar".
Neste sentido, a educação inclusiva busca aprimorar a qualidade do ensino regular, fazendo com que os princípios educacionais sejam válidos para todos os alunos e isso resultará naturalmente na inclusão das pessoas com deficiência.
O reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência à educação está garantido na legislação brasileira. A Constituição de 1988 prescreveve, no seu Artigo 208, Inciso III, como dever do Estado o "atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino". Posteriormente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacionanal (LDB), inclui no seu Artigo 59 - Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: Inciso I, "currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades".
Sobre os professores para atuar junto a esses alunos o Artigo 59, Inciso III reforça que , "professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como, professores do ensino regular capacitados para integração desses educandos nas classes comuns". É necessário que os professores juntamente com a equipe pedagógica da escola elaborem novas estratégias didáticas a fim de tornar significativo o aprendizado para toda diversidade.
Este trabalho apresenta uma proposta inovadora para o ensino de associações de resistores em série e paralelo num contexto inclusivo, para alunos videntes e aqueles com deficiência visual , com o objetivo de fornecer aos mesmos, através de uma maquete tátil, situações que os possibilitem m analisar e construir ir os conceitos físicos, visando a compreensão do conteúdo abordado por meio da experiênciação e de forma prazerosa, contextualizando o conteúdo com sua vida diária . O trabalho foi desenvolvido com a participação de dois alunos cegos , entre eles um aluno de de escola regular e o outro do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte .
## 2. CONHECENDO A DEFICIÊNCIA VISUAL
De um modo geral, tudo que aparentemente foge da "normalidade" é difícil de ser aceito, seja no meio social ou educacional. Respeitar a diversidade significa dar oportunidades para todos aprenderem os mesmos conteúdos, fazendo adaptações necessárias, o que não significa dar atividades fáceis a quem tem deficiência (CAVALCANTE, 2006).
É preciso reconhecer que cada aluno aprende de de forma e com ritmo próprio. O pouco preparo dos professores ou até mesmo o pouco apoio a estes profissionais faz com que haja cada vez mais déficit na prática pedagógica . Para o aluno com deficiência visual, a situação se complica, pois o uso de imagens ns para apoiar o ensino de conteúdos como os da física ficam comprometidos. A maioria dos professores se acha despreparado para atuar com esses alunos, mesmo tendo -os em sua sala de aula. Muitas vezes os conteúdos programáticos são excluídos ou são ministrados sem a preocupação do aluno aprender, e o máximo que o professor faz é a transcrição do material escrito para o Braille .
## 2.1 O O desenvolvimento educacional de uma pessoa com deficiência visual
A deficiência visual mamanifesta -se como: cegueira e visão rereduzida ou baixa visão. A cegueira é a perda total da visão em ambos os olhos. Sob o enfoque educacional, a cegueira leva o indivíduo a necessitar do método Braille como meio de leitura e escrita a (fig. 1) através de pontos em relevo que substitui o alfabeto convencional desenvolvido por LoLois Braille, além de outros recursos didáticos e equipamentos específicos para a sua educação o (fig. 2) .
A pessoa com baixa visão consegue ler impressos a tinta, desde que em tamanhos ampliados . No aspecto educacional os alulunos com baixa visão também necessitam de recursos didáticos e equipamentos específicos para seu aprendizado.
Figura 2. Aluno cego utilizando uma reglete (equipamento específico para a escrita em Braille).
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Figura 1. Método Braille como recurso de leitura e escrita usado por pessoas cegas.
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O aluno com deficiência visual tem a mesma capacidade cognitiva a que um aluno vidente , desde que os materiais se adequem a sua limitação. Os recursos de acesso à prática da leitura e escrita são utilizados com o sistema Braille e/ou impressos em tinta ampliados. Os materiais didáticos devem ser resistentes e acessíveis. As figuras e ilustrações devem ser em relevo, legendadas, utitilizando cores fortes e contrastantes para me lhorar a visualização, ver fig. 3 (a(a) e (b). O posicionamento do alununo na sala de aula deve ser adequado, de modo que o o possibilitite de ouvir o professor.
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Figura 3. 3. (a) Fotografia mostrando material didático tátil construído para subsidiar aulas experimentais de Física. a. (b) Fotografia d de um mapa em relevo, legendado, acessível a alunos cegos e de baixa visão.
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A pessoa com defificiência visual apresenta uma forma peculiar de aprendizagem, como também de assimilar o real, isso implica que para construir seus conceitos, o aluno cego ou de baixa visão precisa de mais tempo para vivenciar, aprender e consequentemente organizar suas experiências.
## 3. METODOLOGIA
## 3.1. Fundamentação Teórica
A tecnologia moderna tem possibilitado a criação de dispositivos elétricos e eletrônicos muito sofisticados, em que inúmeros componentes já adequadamente associados atendem às mais
variadas exigências (GASPAR, 2003). Além disso, quase sempre é possível construir resistores com valores desejados, desde que se encontre o material com a resistividade, o comprimento e a seção adequados. Neste sentido é interessante conhecer os métodos de associar resistores.
Para os alunos que estão iniciando o estudo de Eletricidade e nunca viram como funciona uma associação de resistores num circuito elétrico ou c como estes podem ser associados dentro do circuito , , é interessante exemplificar os métodos de associá-á-los, visto que estes se comportam de maneira diferente quando se muda o tipo de ligação.
De acordo com os parârâmetros físicos conceituais, as as associações podem ser feitas colocando -se os resistores em série, quando todos são percorridos pela mesma corrente elétrica, mas a tensão sobre o circuito é dividida entre as resistências, de modo que a tensão total é a soma das tensões em cada resistor; ou em paralelo, quando todos têm seus terminais ligados à mesma diferença de potencial , no entanto, a corrente elétrica que percorre o circuito é dividida entre as resistências, de maneira a que a corrente elétrica total é a soma das correntes que passam pelos resistores. É possível ainda compor uma associação mista a (série/paralelo) num circuito elétrico. Na figura 4 (c) e (d) , são ilustrados dois circuitos aberto e fechado, exemplificando o tipo o de associação o mista .
Figura 4. (c) Esquema representando um circuito misto (s(série/paralelo) aberto. (d) A ilustração mostra o circuito fechado numa ligação mista .
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## 3.2. A construção e execução da maquete tátil
Pensando em auxiliar os professores de física a ministrarem os conteúdos de uma forma mais dinâmica, participativa e possibilitando ao aluno construir os conceitos através da vivência, foi desenvolvido um experimento que possibilita ao professor trabalhar qualitativamente o conteúdo de Associação de Resistores s em uma abordagem inclusiva.
O aparato experimental foi construído levando em consideração alguns critérios didáticos, tais como: ser confeccionado com material resistente adequado ao experimento; no caso específico da eletricidade não oferecer risco de danos físicos aos alunos, como por exexemplo, choques; produzir uma maquete acessível com a utilização de legendas em tinta e Braille; utilizar lâmpadas para os alunos videntes e buzina para os que possuem deficiência visual. A seqüência de esquemas na fig. 5 (e), , (f), (g) e (h), representa o esquema de construção da da maquete tátil (fig. 6), mostrando o os circuitos aberto e fechado exemplificando as mesmas associações de resistores, utilizando lâmpadas como recurso óptico e buzinas como recurso sonoro.
Figura 5. (e) Desenho esesquemático da maquete tátil mostrando o circuito aberto adaptado com lâmpadas (L1, L2) ) e buzinas (B1, B2) .
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(f)
Figura 5. (f) Representaçação da maquete tátil mostrando o circuito fechado em paralelo com os efeitos luminoso e sonoro acessíveis aos alunos.Figura 5. (g) Representação da maquete tátil mostrando o circuito fechado e em série c com os efeitos luminoso e sonoro.
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Figura 5. (h) Representação da maquete tátil mostrando o circuito fechado misto com os efeitos luminoso e sonoro.
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Figura 6. Fotografia mostrando a maquete tátil .
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Para os alunos videntes que não têm noções de eletricidade, o experimento mostra a que a intensidade luminosa é diferente nos dois tipos de associação. As lâmpadas brilham mais na associação em paralelo do quque na associação em série. Para os alunos com deficiência visual a sitituação é a mesma, uma vez que os efeitos são percebidos pela intensidade sonora das s buzinas quando se faz alteração nos dois tipos de ligações.
## 3.2.1 A realização da prática experimental
A prática foi realizada com a participação de dois alunos cegos, , aos quais foi proporcionada toda uma fundamentação teórica sobre o conteúdo de associação de resistores e posteriormente a experimentação com a maquete tátil (fig. 7). Os s alunos cegos manusearam o experimento fazendo as alterações para os tipos de ligações (fig. 8) percebendo o a diferença de associação por meio da sonoridade dos bips. Através da temperatura das lâmpadas, os os mesmos
desenvolveram outro tipo de percepção o para detectar a existência de eleletricidade no circuito o (fig. 9) .
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Figura 7 . Fotografia mostrando os alunos cegos recebendo a fundamentação teórica do conteúdo.
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Figura 8. Os alunos manuseando o experimento, alterando os tipos de ligações no circuito.Figura 9. Aluno cego percebendo o calor emitido pelas lâmpadas.
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## 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não basta garantir um espaço na sala de aula e promover a interação com os colegas. É preciso ensinar e dar sentido aos conteúdos (GROSSI, 2006). Para se alcançnçar uma educação de qualidade e, sobretudo, inclusiva é primordial que haja um empenho da escola, dos professores e do o próprio aluno.
A prática experimental é uma atividade onde o estudante está submetido a uma situação real dos fenômenos da natureza. A sua utilização no ensino de física, seja de caráter quaualitativo ou quantitativo, traz z aos estudantes condições que facilitam o processo de ensino - aprendizagem em torno de conceitos espontâneos .
Na busca por alternativas para melhorar o ensino de física e mais especificamente o estudo de Eletricidade, criouuse um modelo didático para representar a associação de resistores em série e paralelo que fosse acessível a alunos videntes como também m àqueles com deficiência v isual numa abordagem inclusiva.
Nesta peperspectiva, o o modelo foi de grande utilidade, permitindo o desenvolvimento de conhecimentos práticos, contextualizados, que respondem às necessidades da vida contemporânea, assim cocomo o resgate de conhecimentos mais amplos e abstratos, ajudando na formação o de uma cultura geral e maior visão de mundo.
## 5. REFERÊNCIAS
BRASIL. CONSTITUIÇÃO: REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988. Brasília: Editora MEC, 1989.
BRASIL . Lei n° 9394/96, de 20 de dezembro de 1996. Lei i das Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
CAVALCANTE, Meire. Revista Nova Escola: Inclusão. Edição Especial n° 11. - São Paulo: Abril, 2006.
GASPAR, Alberto. Física: Série Brasil. Vol. Único. 1ª ed. São Paulo: Ática, 2004.
GROSSI, G. P. Revista Nova Escola: Inclusão. Edição Especial n° 11. - São o Paulo: Abril, 2006.
GRUPO DE REELABORAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA. Física 3: Eletromagnetismo/GREF. 7ª ed. - São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Adaptações curriculares/ Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. - - Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1999.
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