Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

DIFUSAO DA FISICA - RELATO DE UMA EXPERIENCIA

Helio Bonadiman, Juliana Aozane, Jonas Cegelka Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVII
Ano
2007
Data
29/01/2007
Linha de pesquisa
Didática Da Física: Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliaçao
Tipo
Comunicação

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2007

Texto completo

## DIFUSÃO DA FÍSICA - - RERELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

Helio Bonadimana na [helio@unijui.tche.br]r] Juliana Aozane b [j[juliana.aozane@unijui.tche.br]r] Jonas Cegelka da Silva c [jonas.silva@unijui.tche.br]r]

a, b, c Unijuí – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

## RESUMO

A imagem que as pessoas têm da Física é criada na escola, resultado do ensino praticado nesta disciplina. O que prevalece, na prática pedagógica da maioria dos professores de Física, é o formalismo matemático em detrimento de outros aspectos que possam facilitar sua compreensão e que tenham mais significado para a vida das pessoas. Diante desse modelo de ensino, os alunos pouco aprendem da Física e, freqüentemente, passam a não gostar dela, carregando essa aversão consigo pelo resto da vida. Por outro lado, existe uma larga faixa da população que nunca teve convívio com a ciência na escola, mas que demonstra interesse e curiosidade por entender os princípios da Física que explicam o funcionamento de determinados dispositivos tecnológicos e de fenômenos da natureza. Na busca de alternativas para promover a difusão e a popularização da Física, para produzir uma imagem mais atrativa desta ciência e para sugerir procedimentos metodológicos mais adequados para ensiná-la, desde 1996 está sendo desenvolvido, pela Unijuí, o projeto "Física para Todos". O projeto está sendo implementado por meio de de um museu interativo itinerante de experimentos de Física apresentado em locais como escolas, praças, parques de exposições e no âmbito da universidade. Os experimentos são intrigantes, desafiadores e, por vezes, paradoxais, com os quais se procura despertrtar - em crianças, jovens e adultos - a curiosidade e o gosto pela Física. O resultado mais expressivo é constatado na atitude das pessoas que visitam o museu itinerante, pelo entusiasmo, pela motivação e pela curiosidade com que elas se manifestam ao interagir com os experimentos. Embora o interesse por um ou por outro experimento varie de acordo com a idade, com o grau de escolaridade e até com a própria experiência de vida, fica evidente que a Física tem um potencial muito grande para cativar e empolgar a todos. Apoio: Finep/MCT.

## INTRODUÇÃO

O presente texto tem por objetivo relatar as ações desenvolvidas no projeto "Física para todos", cuja finalidade principal é levar um museu interativo itinerante às localidades da região de atuação da Unijuí, que compreende o Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul e outras regiões do Sul do País. O museu interativo consiste de experimentos que se caracterizam por serem intrigantes, desafiadores e, por vezes, paradoxais, e foram especialmente concebidos para despertar em crianças, jovens e adultos, independentemente do grau de escolaridade, curiosidade e gosto pela Ciência, em particular pela Física. Outra finalidade do projeto é produzir e incorporar conhecimentos sobre o papel que a experimentação desempenha no ensino de Física e sobre sua inserção metodológica em sala de aula a (BONADIMAN, AXT, 2005) .

A imagem que as pessoas têm da Física é criada na escola, resultado do ensino praticado nesta disciplina. O que prevalece, na prática pedagógica da maioria dos professores, é o formalismo, enquanto o contato com a fenomenologia, esse lado da Física que as pessoas consideram mais atrativo, é pouco valorizado e, por vezes, até mesmo esquecido por completo. Enfatiza-se demasiadamente uma Física matemática em detrimento de uma Física mais conceitual, mais experimental e com mais significado para a vida das pessoas. É É comum a Física ser tratada como um

conjunto de conhecimentos inquestionáveis a serem transferidos para o estudante sem a necessária valorização dos saberes do aluno - suas concepções e vivências - e dos processos da ciência .

Diante desse modelo de ensino, os alunos pouco ou nada aprendem da Física. O que freqüentemente aprendem é a não gostar dela, carregando essa aversão consigo pelo resto da vida. Para muitas pessoas, falar em Física significa avivar recordações desagradáveis , sendo até muito comum ouvir -se expressões como esta: "Física a é coisa para louco!", reveladora da imagem que os estudantes formam da Física na escola.

No âmbito daquilo que pode ser feito no sentido de contribuir para que as pessoas construam uma imagem mais positiva da Física, para que os estudantes tenham mais interesse pelo seu estudo e, assim, melhorem seu aprendizado, são de grande importância fatores de cunho metodológico, fatores que têm a ver com a maneira como a Física é ensinada. Muitas das dificuldades enfrentadas pelo professor de Física em sala de aula, principalmente as relacionadas com a questão do gostar e do aprender, a nosso ver podem ser contornadas por ele mesmo, com o auxílio de uma metodologia adequada de ensino (BONADIMAN, NONENMACHER, 2003) .

Quando se trata de abordar a questão do como trabalhar adequadamente a Física nas escolas, invariavelmente surge, entre outras, a questão do enfoque experimental, cuja importância é r econhecida por professores e alunos. Porém, esse reconhecimento nem sempre se traduz em ações efetivas no fazer pedagógico do professor. Isso ocorre, entre outras causas, por deficiências na formação do licenciado, por falta de uma atitude mais comprometida com essa linha de trabalho ou pela carência de equipamentos e de espaços adequados para as aulas práticas de Física.

Na verdade, o que se observa, num sentido mais amplo, é que qualquer proposta metodológica de ensino, que apresente um certo cunho inovador em relação ao modelo tradicional, dificilmente é implementada integralmente na escola, nem mesmo quando o professor dispõe de boas condições pedagógicas, de recursos materiais didáticos razoáveis e de um relativo compromisso em relação a tal modelo de ensino. Esse descompasso que se apresenta é, de certo modo, compreensível l e previsível em razão da complexidade do fazer pedagógico e de outras limitações com as quais o professor se defronta no seu espaço profissional, cuja solução algumas vezes está fora a de seu alcance e do alcance dos responsáveis pela sua formação na Universidade.

Sem entrar no mérito de ser esta ou aquela a melhor forma de ensinar, o que se pode afirmar com segurança é que a metodologia mais adequada para o ensino de Física não é aquela la que está baseada unicamente na informação verbal e que requer do aluno apenas o exercício de memorização e de operações abstratas. A abstração, na construção dos modelos teóricos da Física, é importante e necessária, mas para que ela se efetive com maior r significância, o fenômeno físico deverá ser trabalhado também nos seus aspectos práticos, de modo a envolver plenamente o estudante, inclusive na dimensão afetiva. Assim se procedendo, as diversas representações utilizadas na Física, principalmente as equauações matemáticas, adquirem maior valorização, pois quando são incorporadas ao processo ensino/aprendizagem, devidamente contextualizadas e no apropriado momento, assumem significações que ajudam a ir muito além das aparências.

O aprender, em Física, está á associado a muitas variáveis, mas uma é fundamental: o gostar, e o gostar tem a ver com a forma de ensinar e, particularmente, com as ênfases que os professores dão ao fazer pedagógico. Nesse sentido, o projeto "Física para todos", além de promover a difusão e a popularização da Ciência, divulgando uma imagem mais atrativa da Física, também propõe alternativas para procedimentos metodológicos mais adequados de ensiná-la a (BONADIMAN, 2005) .

## DESCRIÇÃO DO TRABALHO REALIZADO

O projeto está sendo implementado atatravés de exposições internas e externas. As exposições internas são realizadas nas dependências da própria Instituição. São dirigidas a estudantes da Universidade, a alunos do ensino médio e fundamental e ocorrem nas seguintes modalidades: visitas de estududo, eventos promovidos pela Instituição como o Profissional do Futuro, Jornada Cultural, Mostra de Extensão, Encontro Regional de Ensino de Física e outros.

As exposições externas, realizadas em toda a região Noroeste do Estado e em outras regiões do Sul do País, são promovidas em locais como escolas, praças e parques de feiras municipais e regionais. Quando a exposição é realizada numa escola, é dirigida para alunos, professores e pais de alunos dessa escola, de outras escolas do município e da região, previamente agendadas.

Sendo os visitantes das exposições um público diversificado, a metodologia de atendimento não é única. Para crianças o atendimento é mais pessoal e dirigido no sentido de priorizar a Física presente no lúdico. Um exemplo disso é o experimento da cadeira giratória que faz a alegria das crianças ao vivenciaiarem m a experiência de abrir e fechar os braços, o mesmo procedimento utilizado pela bailarina para girar rápido ou devagar.

A preferência dos jovens e adultos é por experimentos que, na sua execução, envolvem algum elemento desafiador ou paradoxal, como aqueles que aparentemente parecem violar algum princípio da física, como a lei da gravidade. Destacamos, como exemplo, o duplo cone que, ao ser apoiado sobre uma rampa, rola para cima, embmbora na realidade esteja caindo em relação à à terra (AXT, BONADIMAN, 2000). Para essa faixa da população, mesmo que a metodologia de atendimento possa variar de pessoa para pessoa, alguns procedimentos básicos são geralmente mantidos, dentre os quais destacamos os seguintes:

Orientações com cartazes: Cada equipamento vem acompanhado de um pequeno cartaz no qual constam as informações básicas necessárias para interagir com os materiais e para realizar o experimento. Nesse cartaz, z, além das orientações, é geralmlmente lançada uma questão desafio com o objetivo de levar o visitante a pensar, a descobrir, a formular idéias e a dar suas próprias respostas.

Orientações pessoais: : Na relação pessoal com o público, o visitante também é incentivado a interagir com os experimentos, sendo desafiado a explicitar suas próprias concepções sobre o fenômeno físico observado. Procura -se adequar as explicações dadas à idade e ao suposto grau de escolaridade das pessoas, sem deixar de valorizar os saberes populares.

As explicações de cunho científico são apresentadas quando outras explicações do senso comum se mostram demasiadamente limitadas e inconsistentes . Porém, mesmo assim, procura-se efetuar, durante a explicação, a mediação entre os saberes populares e o conhecimento científifico. Para manter a curiosidade e o interesse das pessoas, as perguntas que elas fazem são geralmente devolvidas em forma de outras perguntas tentando levar o visitante a chegar a uma explicação cientificamente mais elaborada. Porém, para evitar que o visit ante perca o interesse pelo entendimento do princípio físico, procura-se dosar, para cada pessoa, o grau de dificuldade dos desafios propostos, acrescentando eventualmente "dicas" que possam ser úteis para a compreensão.

Alguns dos experimentos apresentados, com as respectivas questões desafiadoras explicitadas nos pequenos cartazes, são os seguintes: Duplo cone - - afinal, sobe ou desce?; Pista dupla - - uma corrida de duas esferas. Qual ganha?; Roda quadrada e redonda - qual das rodas desce a rampa mais

rápidido?; Cadeira giratória - - como a bailarina faz para girar rápido ou devagar?; Cadeira de pregos - teu peso sustentado pelos pregos, senta e agüenta as pontas; Anel saltador - - um motor muito estranho, não gira... salta. Observe e explique; Anel saltador r duplo - - um m anel que salta ora para um lado, ora para outro; Chispa trepadeira - - - uma faísca quente que se forma, sobe e desaparece; Bobina de Tesla - - descargas elétricas em alta freqüência e alta tensão. Quem se arrisca a recebê-las?; Faca de Gauss - - qual das fafacas "dá um corte" no campo magnético do ímã?; Experimento de Foucault (tubo de Lenz) - - qual dos cilindros desce mais devagar dentro do tubo? Como essa queda pode ser tão lenta?; Túnel do tempo - - um túnel luminoso a se perder no infinito - - observe e explique; Caleidoscópio - - imagens coloridas num mosaico de infinitas possibilidades - - olhe, gire e observe; Imagem virtual - - uma vela queimando embaixo da água?; Caixa anti-i-gravidade - - - um cubo flutuando no ar?; Periscópio - - a imagem vista de um submarino; Ludião - como o submarino desce e sobe?; Mala rebelde - - como carregar uma mala tão desobediente?; Looping - - o segredo do motociclista no globo da morte; Trem lançador - - esfera lançada para cima, cai dentro do trenzinho em movimento; Espelho côncavo e convexo - - - o gordo e o magro?; Fibra óptica - - a luz andando em curva?; Caixa de espelhos paralelos - - um mundo infinito de luz e de cores; Uma imagem misteriosa - - você com duas cabeças viradas para baixo; Abajur de plasma - - descargas elétricas coloridas; Balanço magnético - um ímã empurrando um fio?; Porquinho mágico - - você consegue tocar no porquinho?; Chico faz xixi - - - um quebra-cabeça numa lente cilíndrica; Princípio da pilha - - você gerando energia?; Bicicleta geradora manual - - quantos watts você consegue produzir?

## RESULTADOS OBTIDOS

Pelas características do projeto, boa parte dos resultados obtidos é de cunho qualitativo. No entanto, são fortes os indícios que apontam para o êxito alcançado com esse trabalho. O resultado mais expressivo é constatado na atitude das pessoas que visitam as exposições, pelo entusiasmo, pela motivação e pela curiosidade com que elas se manifestam ao interagir com os experimentos. Embora o interesse por um ou por outro experimento varie de acordo com a idade, com o grau de escolaridade e até com a própria experiência de vida, fica evidente, através dos comentários e das reações do público visitante, que a Física tem um potencial muito grande para cativar e empolgar a todos .

Um exemplo desse fascínio que a Física desperta nas pessoas é testemumunhado pela freqüência com que as mesmas crianças e os mesmos adolescentes visitam a exposição. Após realizarem os experimentos e aprenderem a interagir com eles, saem do recinto e sem demora retornam, trazendo consigo amigos e colegas, quando não a família inteira. Aí é fácil perceber o quanto esses adolescentes se sentem orgulhosos e felizes por serem capazes de demonstrar e explicar aos outros , principalmente aos pais, o funcionamento dos experimentos apresentados.

Um depoimento freqüente das pessoas que visitam o museu itinerante, em particular daquelas que já possui i escolaridade em Física, diz respeito ao modelo de ensino praticado nas escolas. Essas pessoas lamentam não terem tido a oportunidade de vivenciar os fenômenos físicos da forma como o fazem em em nossas exposições. Isso reforça o papel dessas exposições como um recurso importante que periodicamente é oferecido aos professores de Física e aos seus alunos. No entanto, o museu itinerante, mesmo sendo para eles um forte elemento motivador, não pretendnde substituir a experimentação que os professores devem fazer na escola. Mesmo sem o brilho dos experimentos propostos nessas exposições, muitos experimentos simples de Física podem ser levados a efeito em sala de aula com excelentes resultados para o ensinino (AXT, BONADIMAN, 1997) .

Uma decorrência natural da divulgação feita através do projeto tem sido o interesse demonstrado e a procura, de parte de alunos do ensino médio, pelos cursos da área científica da Unijuí, principalmente pela licenciatura em Física. Esse dado origina-se em depoimentos dos próprios acadêmicos que, no momento da opção pelo curso, afirmam terem sido influenciados pelas ações do projeto.

Outro indício de que os objetivos do projeto estão sendo alcançados, é o expressivo número de visititantes que acorre ao museu itinerante. A apresentação do museu já foi diversas vezes realizada em municípios que ainda não dispõem de uma estrutura adequada em seus parques de exposições, tendo sido feita, então, em locais improvisados, como em barracas e em estruturas cobertas por lonas. Contudo, o que sempre se verifica é que, independentemente do grau de improvisação, a afluência do público é notável l (BONADIMAN, AXT, 2005). Quando a exposição é realizada numa escola, são atendidos em média, ao dia, cerca de mil visitantes, entre alunos, professores e pais de alunos.

Após dez anos, desde seu início em 1996, o projeto está consolidado, contando hoje com sala própria, veículo para o transporte dos equipamentos e mais de cinqüenta experimentos em condições de serem apresentados ao público visitante. O número de convites para que o museu interativo itinerante seja apresentado em escolas e em outros locais públicos tem aumentado a ponto dos agendamentos serem realizados com meses e até com um ano de antecedência. As exposições externas são repetidas em média duas a três vezes ao mês, em diferentes municípios e regiões. No âmbito interno da Unijuí são realizadas cerca de quarenta exposições ao ano.

## CONSIDERAÇÕES FINAIS

A heterogeneidade do público que visita o mumuseu interativo itinerante ajuda a reforçar a percepção de que os saberes do senso comum, além de diversificados e de sua riqueza cultural, estão fortemente enraizados nas pessoas. Percebe-se, ainda, que a linguagem do senso comum está muito associada à expxperiência de vida da pessoa. Cada visitante procura explicar os fenômenos físicos observados através das concepções construídas em seu meio de vivência. Até é muito comum as pessoas associarem o funcionamento e a explicação de um determinado experimento com dispositivos ou situações por ele vivenciadas em seu cotidiano.

Esses momentos de interação com pessoas de diferentes idades e grau de escolaridade e de diferentes profissões, são também momentos de aprendizagem recíproca, para o visitante e para a equipe executora do projeto. O contato com o público visitante se constitui numa oportunidade ímpar que, se bem aproveitada, possibilitará a produção de elementos empíricos importantes que poderão contribuir para aproximar e realizar a mediação entre a linguagem dos saberes populares e a linguagem do conhecimento científico.

Outra constatação interessante é feita quando crianças e adultos não escolarizados em Física são colocados diante de determinado problema-desafio. Surpreendentemente, eles fazem, com mais freqüência do que se esperaria, a previsão correta do resultado, e até com certa naturalidade. Também é surpreendente o que se observa nas pessoas que possuem escolaridade em Física. Elas, freqüentemente, erram na previsão e, com uma argumentação baseadas nos princípios físicos estudados, revelam estar fazendo mau uso do formalismo aprendido na escola e na universidade (AXT, BONADIMAN, 2000) .

A A receptividade do público pelo museu interativo e itinerante está diretamente relacionado com a qualidade dos experimentos apresentados e, principalmente, pelo seu lado intrigante, misterioso e paradoxal. A aparente violação dos princípios da Física em alguns dos experimentos apresentados, chama a atenção das pessoas, as faz pensar, lançar hipóteses na busca de explicações convincentes com base no conhecimento que elas têm. Esse tipo de experimento, além de ajudar a desmistificar o lado "mágico" da ciência, traz à tona questões mais amplas como a possibilidade de sermos facilmente enganados em situações cujo conhecimento não dominamos (BONADIMAN, AXT, 2005) .

- O êxito alcançado com o projeto é um estímulo para a continuidade dessa idéia, mesmo exigindo da equipe executora muito esforço, dedicação e desprendimento . E, para que as exposições sigam despertando o interesse e a curiosidade das pessoas, julgamos ser atividade fundamental o contínuo trabalho de pesquisa para desenvolver e adquirir novos experimentos com os quais o museu interativo e itinerante possa ser ampliado, renovado e qualificado.

Nesse sentido, foi importante o apoio da Unijuí através Fundo Institucional de Extensão (FIE) e do Programa Institucional l de Bolsas de Extensão (PIBEX). Aliado ao apoio recebido internamente, foi fundamental o reconhecimento e o apoio recebido de órgãos como CNPq, SBF e FINEP/MCT para a consolidação do "Física para todos". Esses reforços permitiram o desenvolvimento de ações na linha da produção, aprimoramento e aquisição de novos experimentos e na melhoria da infra -estrutura do projeto. Com isso foi possível ampliar nossa participação junto à comunidade regional, mostrando o quanto a Física pode ser interessante e importante para a vida e para a formação cultural das pessoas (BONADIMAN, AXT, BLÜMKE, VICENSI, 2005) .

Acreditamos que, desse trabalho de difusão e popularização da Física, haverá reflexos não apenas no ensino praticado nas escolas, como também na qualidade do ensino nos cursos de graduação da Unijuí. Nesse sentido, é importante a participação e o engajamento, nas atividades do projeto, de docentes e de estudantes do Curso de Física dessa Instituição, como já vem ocorrendo.

Além disso, acreditamos estar contribuindo para construir uma imagem mais positiva da Física e, ainda, produzir e incorporar conhecimentos sobre o papel que a experimentação desempenha no ensino e sobre susua inserção metodológica em sala de aula. Ao mostrar o lado fenomenológico desta ciência e o quanto ela pode estar ao alcance de todos, procura-se alertar a população sobre os problemas e desvios do ensino de Física praticado nas escolas e ensejar momentos s de reflexão para a comunidade escolar e acadêmica.

## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AXT, R.; BONADIMAN, H. A Simplicidade no laboratório de Física. Espaços da Escola, v. 4, n. 24: 19 -24, abr/jun., 1997.

AXT, R.; BONADIMAN, H. Um experimento contraintuitivo. Caderno Catarinense de Ensino de Física, v. 17, n. 1: p. 27-32, abr. 2000.

BONADIMAN, H.; AXT, R. Difusão e Popularização da Ciência - Uma experência em Física que deu certo. In: BEDIN, G. A.; LUCAS, D. C. (Orgs). Vários olhares e lugares da Extensão na Unijuí. Ijuí: Unijuí, 2005, p. 17-29 (Coleção trabalhos acadêmicos-científicos. Série relatórios de extensão).

BONADIMAN, H. A Física é coisa boa. Jornal da Manhã. Ijuí, RS: artigo publicado em 15 de março de 2005.

BONADIMAN, H.; NONENMACHER, S. E. B. Uma CoConcepção Metodológica para o Ensino de Física. In: XV Snef - Simpósio Nacional de Ensino de Física, 2003, Curitiba - - - Pr. Programa e Resumos. Curitiba - - Pr: Imprensa Universitária da UFPR, 2003. p. 103-103. Trabalho completo em CD.

BONADIMAN, H.; AXT, R.; ; BLÜMKE, R. A.; VINCENSI, G. Difusão e popularização da Ciência - - Uma experiência em Física que deu certo. In: XVI SNEF - - Simpósio Nacional de Ensino de Física, 2005, Rio de Janeiro - - RJ. Programa e Resumos. Rio de Janeiro - - - RJ: Zit, 2005. p. 125 -125. Trabalhlho completo em CD.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.