A FÍSICA E A BIOLOGIA INTEGRADAS PELO ALUNO NA SIGNIFICAÇÃO DO CONCEITO DE EFEITO ESTUFA
Silmara Denise Tychanowicz, Paula Jacomini Anselmo
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVI
- Ano
- 2005
- Data
- 26/01/2005
- Linha de pesquisa
- Interdisciplinaridade E Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
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## A FÍSICA E A BIOLOGIA INTEGRADAS PELO ALUNO NA SIGNIFICAÇÃO DO CONCEITO DE EFEITO ESTUFA
Tychanowicz, Silmara Denise [tsilmara@fc.unesp.br] a Anselmo, Paula Jacomini [paula\_jacomini@ig.com.br] b
a (UNESP-Bauru e Colégio Estadual Prof José Guimarães - Ensino Médio ) °
b Colégio Estadual Prof Francisco Azevedo Macedo - Ensino Fundamental e Médio °
A complexidade das relações que ocorrem em sala de aula nos impede d e tentar investigar como professores, alunos e conhecimento científico se inter-relacionam no processo educativo.
O trabalho aqui apresentado fez parte de práticas pedagógicas vivenciadas por professoras de Física e de Biologia de dois colégios estaduais d o estado do Paraná, Colégio Estadual Prof ° José Guimarães -Ensino Médio e Colégio Estadual Prof ° Francisco Azevedo Macedo Ensino Fundamental e Médio, ambos na cidade de Curitiba; que observaram a inevitável necessidade de integrar suas disciplinas para possível compreensão do conceito de efeito estufa.
## METODOLOGIA
O trabalho como experiência para as duas professoras, desenvolveu-se no segundo semestre do ano letivo de 2004 com um grupo de 20 alunos das duas escolas, com faixa etária de 15 anos. Foram realizados encontros em horários contrários aos de aula normal e tiveram como suporte: a visitação a algumas estufas da cidade, da mata nativa; observação de vídeos; a construção de estufas; textos, relatório de visita, seminários, pesquisas, produção de folders e apresentação para uma das escolas das produções escrita e oral da pesquisa realizada. Com este suporte abordou-se conceitos como: radiação infravermelha, comprimento de onda, retenção de energia calorífica de origem solar, presença de poluentes na atmosfera, as interferências provocadas no ambiente que alteram a temperatura entre outros.
Para esta proposta foi necessário um trabalho didático conjunto, baseado em ações educativas e de pesquisa teórica, os quais podemos mencionar:
- · Pesquisa sobre a rede conceitual que dá suporte ao entendimento do conceito Efeito Estufa;
- · Seleção de material didático - vídeos, textos, revistas, etc;
- · Elaboração de planos de aula;
- · Elaboração dos instrumentos para a condução didática;
Cada aluno recebeu um caderno que chamamos de 'diário' no qual deveriam descrever todas suas sensações e observações no decorrer dos dias que foram realizadas as atividades. Com a visita nas estufas, percebeu-se as diferenças de temperaturas nos locais visitados e após esta visita separamos os estudantes em 4 grupos com 5 alunos cada um, com isto a professora de Biologia construiu uma estufa com cada grupo (vidro, acrílico, plástico transparente e plástico branco), discutindo a estruturação das estufas, pois cada uma tinha a mesma quantidade de componentes e plantas, assim cada grupo ficou responsável por uma das estufas até o final do trabalho.
Em seu caderno, cada equipe deveria medir a temperatura nas estufas em três horários do dia, observar o que está acontecendo dentro da estufa e anotar estes dados, com isto, ao final de uma semana tínhamos elementos para a construção de gráficos e tabelas, ao construírem estes gráficos e
tabelas foram discutidas as diferenças que ocorrem nas estufas e foram coletados materiais teóricos como textos, reportagens de revistas e outros para uma sessão aberta de discussões sobre a influência da temperatura na vida do ser vivo.
Após esta discussão, assistimos ao filme 'O dia depois de amanhã', que trás o fenômeno contrário ao observado pelos estudantes, com isto abordou-se os conceitos físicos e biológicos para a compreensão do fenômeno e novamente ouve a reestruturação feita pelos alunos.
Para finalizar o trabalho, os estudantes irão fazer um relatório e produzir um material escrito, para distribuir nas escolas e participarão num fórum de debates em uma das escolas na semana cultural realizada no final do ano letivo.
## OBJETIVOS
- · Verificar a possibilidade de uma abordagem interdisciplinar para a condução didática;
- · Analisar em um grupo de estudantes as perceptivas de aprendizagem;
- · Buscar como se dá a construção de significados entre alunos/alunos e alunos/professores a partir de um conceito científico - o Efeito Estufa; Mediar a construção da rede conceitual (entre os conceitos físicos / químicos / biológicos / ambientais) que são necessários para a compreensão do fenômeno.
- · Apresentar o conceito - efeito estufa - a partir dos efeitos ambientais propagados pelos meios de comunicação;
## FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A pesquisa baseia-se no referencial da semiótica peirciana, ciência baseada na lógica formal e fenomenologia (que tem como perspectiva básica a descrição dos fenômenos e não de sua explicação, supondo rigor nessa descrição para que se possa chegar à essência deste fenômeno, que é aquilo que surge de uma consciência, manifestando-se como resultado de uma investigação), tendo como objetivo de investigação todas as linguagens possíveis, estudando os signos e suas conseqüentes produções de significação e de sentido, que firma-se na categorização das diversas formas de linguagem em três modalidades possíveis de apreensão de todo e qualquer fenômeno: a primeiridade, categoria do sentimento imediato e presente das coisas, uma forma rudimentar, vaga, imprecisa e indeterminada, sem nenhuma relação com os outros fenômenos do mundo, trata-se de uma consciência imediata tal qual é, a qualidade de ser, de sentir que é uma impressão (sentimento), indivisível, não analisável, inocente e frágil; a secundidade, é a categoria da comparação, da ação, do fato, da realidade e da experiências no tempo e no espaço sem que haja consciência crítica, ação de um sentimento sobre nós e nossa reação específica, comoção do eu para com o estímulo. Segundo Peirce 'É aquilo que dá à experiência seu caráter factual, de luta e confronto; a terceiridade, é a categoria da mediação, do hábito, da memória, da continuidade, da síntese, da comunicação, da representação, que corresponde à camada de inteligibilidade, ou seja, pensamentos em signos, através da qual representamos e interpretamos o mundo. Portanto, a base do signo é uma relação triádica entre os três elementos.
Em um fenômeno educacional, faz-se necessário a existência de um sujeito que o vivencie, pois a possibilidade de interrogar o processo de aprendizagem está no sujeito que está aprendendo.
Observando por este referencial, podemos perceber a interação investigativa da aprendizagem, onde o estudante tem as percepções iniciais (primeridade), levanta hipóteses e estabelece relações em nível (secundidade):Ambiental;Biológico;Físico; Químico; estabelece relações em nível de compreensão do conceito/geração de novos interpretantes (terceridade) e faz a classifica;cão sígnica.
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