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A Física no Parque de Diversão

Célio Vicente Moreira, Jederson Willhian De Castro, Paulo Henrique Dias Menezes

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVI
Ano
2005
Data
26/01/2005
Linha de pesquisa
Didática Da Física: Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação
Tipo
Pôster

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Texto completo

## A F"SICA NO PARQUE DE DIVERSˆO

CØlio Vicente [física@unisete.br] a Jederson Willian [profjederson@bol.com.br] b Paulo Menezes [paulomenezes@unisete.br] c

- a Escola Estadual Maurilo de Jesus Peixoto
- b Escola Estadual Maurilo de Jesus Peixoto
- c Faculdade de Filosofia CiŒncias e Letras de Sete Lagoas

## RESUMO

Nós, professores de Física, no dia-a-dia da sala de aula, enfrentamos o grande desafio de levar o aluno a compreender e a gostar da disciplina. Sabemos que a Física Ø tida como um dos conteœdos de maior dificuldade de compreensªo por parte dos estudantes e, por isso, temos que procurar meios para tornar o seu entendimento mais fÆcil e acessível. Aproveitando a estada de um parque de diversªo em nossa cidade, desenvolvemos o projeto 'Física no Parque' com o desejo de despertar nos nossos alunos o interesse e a curiosidade pela Física. Por ser um local destinado à diversªo o aluno pôde ver a Física em um contexto diferente da sala de aula, aprendendo a perceber e analisar os princípios físicos, correlacionando-os a fenômenos cotidianos.

## INTRODU˙ˆO

A aplicaçªo prÆtica das leis da Física Ø indispensÆvel para que se entenda melhor o comportamento do mundo físico e a comprovaçªo de suas fundamentaçıes. Apesar de apresentarem contextos aparentemente complexos, as leis da Física compreendem um vasto campo aplicacional em situaçıes de carÆter corriqueiro.

O projeto Física no Parque Ø um exemplo de aplicaçªo prÆtica das leis físicas, que acrescenta emoçªo à compreensªo da lógica do funcionamento de alguns brinquedos e finaliza o entendimento dos conteœdos de Mecânica por meio da apropriaçªo significativa de conceitos como: velocidade, aceleraçªo, período, freqüŒncia, trabalho, energia e as leis de conservaçªo.

A Física Ø uma ciŒncia que sempre causou grande fascínio no homem; mas quando Ø estudada apenas nos livros e no contexto da sala de aula, ela se torna, para alguns estudantes, abstrata e distante. Com o propósito de tentar mudar essa realidade, participamos de um grupo de professores, coordenado pelo professor Paulo Menezes, denominado GDPF (Grupo de Desenvolvimento de Professores de Física), que se reœne periodicamente para trocar idØias e experiŒncias sobre o ensino de Física. Numa dessas reuniıes foi apresentada, por um dos colegas do grupo, uma proposta de utilizaçªo dos brinquedos de um parque de diversªo para ensinar conceitos de Física. Aproveitando essa idØia e a coincidŒncia da chegada de um parque em nossa cidade, resolvemos colocar em prÆtica o projeto que ora relatamos.

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## O CONTEXTO DA ATIVIDADE

Essa atividade foi desenvolvida na Escola Estadual Maurilo de Jesus Peixoto, situada no centro da cidade de Sete Lagoas, que fica a aproximadamente 70 km de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Apesar de ser uma escola estadual de referŒncia na cidade e regiªo, sua estrutura física Ø muito precÆria. As salas de aula sªo pequenas, antigas e mal planejadas. A biblioteca tambØm Ø pequena e o acervo literÆrio Ø restrito e desatualizado, com poucos livros de Física. Temos ainda uma sala de informÆtica (com computadores ultrapassados e obsoletos) que praticamente nªo Ø utilizada. Por ser uma escola central, sua clientela Ø bem diversificada. Seus alunos apresentam condiçıes financeiras, culturais e estruturais bastante diferenciadas.

## DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

Após tomarmos conhecimento da atividade no GDPF, vislumbramos a possibilidade de desenvolver o projeto 'Física no Parque' com as turmas do primeiro e segundo anos do Ensino MØdio noturno da escola onde trabalhamos.

Primeiramente fomos ao parque avaliar os brinquedos e as possibilidades de exploraçªo de cada um. Visando a aplicaçªo de conceitos de Mecânica, escolhemos os seguintes brinquedos: Carrinho tromba-tromba, Twister, Space Train, Magic Loop, Ranger e Barco Pirata.

Aproveitando a oportunidade, negociamos com o gerente do parque o dia, o horÆrio e o preço dos ingressos. Ficou combinado que cada aluno pagaria uma entrada œnica de R$ 5,00 e que a atividade seria desenvolvida num dia letivo no horÆrio de aula, de 18:20 às 22:00 horas.

O segundo passo, foi elaborar a ficha individual dos brinquedos que seriam utilizados na atividade. O roteiro desenvolvido para a atividade (em anexo) incluía: coleta de dados, cÆlculo e avaliaçªo de grandezas físicas e um relatório do funcionamento do brinquedo. A proposta da atividade foi entªo foi apresentada à direçªo da escola, que aceitou e apoiou o desenvolvimento do trabalho.

Depois de aprovado pela direçªo da escola, o projeto foi apresentado aos alunos, que ficaram empolgados com a idØia. Inicialmente foi feito um trabalho de conscientizaçªo e orientaçªo das turmas sobre a atividade que seria desenvolvida. Cada grupo foi composto por aproximadamente sete alunos, distribuídos de forma a melhorar o relacionamento interpessoal entre eles.

Para cada grupo foi eleito um líder que seria responsÆvel pela coordenaçªo do trabalho e pelo preenchimento do roteiro da atividade com a colaboraçªo de todos. Esse roteiro possuía algumas orientaçıes para o desenvolvimento da tarefa e a ficha de cada brinquedo que seria analisado.

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## REALIZA˙ˆO DA ATIVIDADE

O projeto contou com a participaçªo de quase todos os alunos do primeiro e segundo anos (cerca de 375) do turno noturno. Os poucos que nªo foram (cerca de 10 alunos) alegaram falta de dinheiro ou desinteresse pela atividade. No dia previsto para a realizaçªo do trabalho, os alunos reuniram-se na Escola e seguiram a pØ para o parque, arranchado a algumas quadras, acompanhados pelos professores de Física e das outras disciplinas que tinham aula naquele dia.

Chegando ao parque, cada líder, munido de uma prancheta com o roteiro e um relógio com cronômetro, conduziu seu grupo para a realizaçªo da atividade. Quando era necessÆrio, eles recorriam à orientaçªo dos professores. Os dados que nªo eram possíveis de ser medidos foram obtidos junto aos operadores dos brinquedos ou ao gerente do parque.

Para facilitar o andamento das atividades, o projeto foi dividido em duas etapas:

A primeira etapa consistiu da ida ao parque para coletar dados, conforme o roteiro previamente distribuído e da anÆlise do funcionamento dos brinquedos, sob a orientaçªo dos professores.

A segunda etapa foi desenvolvida após a visita ao parque. Depois de coletados os dados, na aula seguinte, foi feita uma discussªo em sala para orientaçªo sobre a elaboraçªo dos relatórios. Os alunos do primeiro ano ainda nªo haviam estudado alguns conceitos abordados na atividade. Sendo assim, eles foram orientados a pesquisar esses assuntos para completar seus roteiros. Após uma semana, os estudantes entregaram o relatório do trabalho com a pesquisa dos conteœdos solicitados, os cÆlculos realizados, as questıes respondidas, a biografia pesquisada e um comentÆrio com críticas e sugestıes sobre a atividade.

## CONCLUSÕES

A realizaçªo dessa atividade mostrou ser possível uma maior integraçªo dos conceitos físicos com o dia-a-dia dos alunos. Muitos mostraram-se surpreendidos com a importância das leis da Física na construçªo e na operaçªo dos brinquedos do parque, o que ressalta a necessidade de transpor os domínios das ciŒncias para alØm das paredes das salas de aula.

Comparando o resultado das avaliaçıes realizadas posteriormente pelos alunos que participaram do projeto, com o das turmas anteriores, percebe-se claramente uma concepçªo mais apurada dos conteœdos estudados e uma melhor apropriaçªo dos conhecimentos teóricos para resoluçªo de situaçıes-problema.

## CONSIDERA˙ÕES FINAIS

Os resultados alcançados com o projeto 'Física no Parque' superaram nossas expectativas. Houve participaçªo, interesse e empolgaçªo por parte dos alunos. A repercussªo da atividade na cidade foi muito positiva, sendo ela, inclusive, difundida e estendida para outras escolas. Os

comentÆrios dos alunos nos relatórios destacavam a motivaçªo para o estudo como efeito principal da atividade. Com isso, acreditamos ter alcançado o nosso objetivo, que era despertar o interesse dos estudantes para o ensino de Física.

Os relatórios apresentados pelos alunos mostraram que eles desenvolveram uma nova visªo dos parques de diversªo, principalmente no tocante à Física, revelando o conhecimento físico que hÆ por trÆs de diversos fenômenos presentes no dia-a-dia que, na maioria das vezes, passam despercebidos.

## BIBLIOGRAFIA

MAIZTEGUI, Alberto P; Babato, Jorge A. Introduçªo à Física. Porto Alegre: Globo. 1973. Vol 1. 450 p.

MENEZES, Paulo H. D. Física no Parque. Sete Lagoas: ColØgio Cenecista MÆrcio Paulino, 1999. 6f. Impresso.

PERELM'N, Ya. I. Problemas y experimentos recreativos. Trad. Antonio Molina Garcia. Moscou: Mir. 1975. 423p.

## ANEXO: ROTEIRO DA ATIVIDADE

## A F"SICA NO PARQUE DE DIVERSˆO

## Material utilizado:

- - Um cronômetro ou relógio com cronômetro
- - Uma prancheta
- - LÆpis e borracha

## Objetivo do Experimento:

Compreender e vivenciar os fenômenos físicos que ocorrem em quase todos os brinquedos disponíveis num parque de diversªo.

## Introduçªo

JÆ vimos que, para obtermos a VELOCIDADE MÉDIA de um corpo, basta pegarmos a DIST'NCIA percorrida e dividirmos pelo TEMPO gasto no percurso; mas essa nªo Ø a œnica forma de calcular a velocidade. Podemos tambØm calcular a velocidade mÆxima ou a velocidade mínima desse corpo; só que, para isso, temos que utilizar outras equaçıes, como por exemplo: as equaçıes de ENERGIA POTENCIAL gravitacional e ENERGIA CINÉTICA. No parque hÆ alguns brinquedos que giram; entªo nªo podemos nos esquecer do MOVIMENTO CIRCULAR, com seus PER"ODOS e suas FREQÜ˚NCIAS e tambØm as VELOCIDADES ANGULAR e linear, a ACELERA˙ˆO CENTR"PETA e a FOR˙A CENTR"PETA. Liguem-se, pois acabamos de lhes dar vÆrias dicas para que vocŒs possam concluir seus trabalhos.

## Desenvolvimento da Atividade

- /GBE/G03 Ir ao parque de diversªo, coletar os dados para preencher as fichas dos brinquedos, que estªo anexas a este roteiro. Nªo se esqueçam do mais importante: divirtam-se !
- /GBE/G03 Utilizar as dicas da INTRODU˙ˆO para fazer uma pesquisa sobre os principais fenômenos físicos que atuam em um parque de diversªo, com um breve resumo da teoria que explique a utilizaçªo das principais equaçıes e a realizaçªo dos cÆlculos solicitados nas fichas dos brinquedos.
- /GBE/G03 Lembramos que cada grupo deverÆ entregar as FOLHAS DE DADOS, os RESULTADOS, onde deve constar a resoluçªo de cada cÆlculo (dispensÆvel quando o dado for obtido por meio de mediçªo ou consulta aos operadores dos brinquedos), e a PESQUISA.

## FOLHA DE DADOS E RESULTADOS

## A Física no Parque de Diversªo

Data: \_\_\_\_/\_\_\_\_/\_\_\_\_

COMPONENTES DO GRUPO

NOME: \_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ N': \_\_\_\_\_TURMA: \_\_\_\_\_\_

Data: \_\_\_\_/\_\_\_\_/\_\_\_\_

COMPONENTES DO GRUPO

NOME: \_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_ N': \_\_\_\_\_TURMA: \_\_\_\_\_\_

Observaçªo: Todos os cÆlculos utilizados neste trabalho deverªo ser entregues anexos.

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## CARRINHO TROMBA-TROMBA

## TWISTER

## SPACE TRAIN

## MAGIC LOOP

## RANGER

## BARCO PIRATA

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.