Utilização de materiais alternativos de baixo custo na Educação de Adultos (EJA), utilizando Paulo Freire e Andragogia
Marco Aurélio Duque Estrada Vieira, Enrique Iglesias Verdegay
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVI
- Ano
- 2005
- Data
- 26/01/2005
- Linha de pesquisa
- Didática Da Física: Materiais, Métodos, Estratégias E Avaliação
- Tipo
- Pôster
Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2005
Texto completo
1
## UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS ALTERNATIVOS DE BAIXO CUSTO NA EDUCAÇÃO DE ADULTOS (EJA), UTILIZANDO PAULO FREIRE E ANDRAGOGIA
Marco Aurélio Duque Estrada Vieira , (madevieira@bol.com.br) 1 Enrique Iglesias Verdegay (verdegay@unex.es) 2
1,2 UNEX-ESP - Universidad de Extremadura - Espanha
1
SEEDD-Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal - Brasil
## RESUMO
Num país de enormes desigualdades sociais como o Brasil, o Ensino de Adultos é visto como a única saída para a escolarização de grande parcela da população, já que a maioria dela não pode freqüentar as escolas na época certa. Utilizando materiais de baixo custo, foi possível desenvolver estratégias de ensino capaz de sensibilizar alunos adultos do EJA, para o ensino de Física. Fundamentado na Andragogia de Lewis e na Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, este trabalho, mostra que numa Escola de Taguatinga-Brasília-DF, a Física não é vista como um "terror", mas como a explicação para os fenômenos da ciência, e da vida do educando. Trabalhando em três módulos de 10 semanas, os alunos têm uma visão da Física do cotidiano, associado a conceitos científicos, e utilizando experimentos e aparelhos, uma pequena inserção no mundo da ciência. Os resultados deste trabalho mostram que esta metodologia associada à experimentação motiva alunos de todas as faixas etárias e condições sócio-econômicas para o ensino de Física, bem como o início do pensamento crítico a respeito das informações científicas que permeiam o cotidiano.
## PALAVRAS-CHAVE : A ndragogia; Ensino de Adultos; Didática; Ensino de Física
## 1 -JUSTIFICATIVA:
Segundo os dados do próprio governo(IBGE-2002), o Brasil é um país onde há 54 milhões de miseráveis (pessoas que sobrevivem com menos de um salário-mínimo por m ês, aprox. US$70), e destes, 21,4 milhões são considerados indigentes (Indigente é considerado aquele que não tem sequer o dinheiro para comer, que passa fome). Numa outra faixa, 70 milhões de pobres (pessoas que sobrevivem com até dois salários-mínimos por mês, aprox. US$140). Temos assim um grande contingente de excluídos econômico, social e politicamente. Como conseqüência imediata, milhares de alunos ainda com pouca idade, são forçados a abandonar a escola, todos os meses a procura de qualquer trabalho que possa ajudar sua família a sobreviver. Os que permanecem, ficam expostos a toda sorte de infortúnios, como má alimentação, falta de material escolar, saúde debilitada, famílias em crise, professores mal formados e desinteressados, de tal forma que a cada 100 alunos que entram na escolarização inicial, somente 20 ingressam no ensino médio(MEC-2002).
Desta forma a procura pelo Ensino de Adultos no nível médio tem grande procura. A quase totalidade dos alunos de EJA são trabalhadores. Com sacrifício, acum ulando responsabilidades profissionais e domésticas ou reduzindo seu pouco tempo de lazer, estes alunos freqüentam os cursos noturnos, na expectativa de melhorar suas condições de vida. A maioria nutre a esperança de continuar seus estudos, e ter acesso a outros níveis de ensino e habilitações profissionais, além é claro de conseguir um emprego melhor. Existem pais e mães que voltam a estudar na esperança de ajudar seus filhos na escola.
Na Educação de Adultos temos a oportunidade única de interagir com pessoas que já tiveram as mais diferentes experiências de vida, porém com idéias falaciosas sobre a ciência. A Física, disciplina odiada pela maioria dos alunos, está presente no dia a dia de todos. Ela não pode ser ensinada como um dogma inquestionável. Um ensino de Física que não ensine a pensar, a refletir, a criticar, que substitua a busca de explicações convincentes pela fé na palavra do mestre, pode ser tudo menos um verdadeiro ensino de Física. 'É antes de tudo um ensino de obediência cega, incorporado numa cultura repressiva' (Medeiros, 2000).
Desta forma é fundamental utilizarmos a experimentação. Os alunos sentem-se mais criadores e não meros repetidores da idéia do professor. Vigotsky (1978) enfatiza, a idéia da intermediação do outro no contato do sujeito com o mundo dos objetos, além da aproximação através do diálogo professor-aprendiz. A experimentação favorece o diálogo. Freire (1996) já dizia que ensinar exige respeito aos saberes do educando. Pode-se assim, utilizando-se dos conhecimentos do adulto, estabelecer situações onde a experimentação em Física mostre que a ciência está presente em seu dia a dia.
Com os estudos sobre Andragogia (que pouco se fala no Brasil, uma vez que se utiliza para os adultos a mesma pedagogia que se utiliza para crianças) esperamos fazer uma interação com as idéias de Paulo Freire e modificar o Ensino de Física na Educação de Adultos, a fim de diminuir este enorme abismo que existe entre a Ciência e a grande parcela da população excluída, que freqüentam nossos cursos noturnos.
O caminho que iremos utilizar é a da experimentação com materiais alternativos, que por serem de baixo ou nenhum custo, pode ser repetido em qualquer local onde não haja recursos. Num país como o Brasil, onde a educação não é prioridade e onde as verbas educacionais são usadas com fins paternalistas e eleitoreiros, utilizar uma metodologia agradável, útil, importante, e bem encaminhada como a experimentação em Física utilizando materiais alternativos, é uma contribuição à Ciência do país.
## 2 -OBJETIVOS
- -Verificar que o rendimento dos alunos no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) na disciplina Física melhora sensivelmente, em comparação com as metodologias tradicionais.
- -Desenvolver uma metodologia para o ensino de Física, utilizando materiais alternativos que contemple as idéias de Andragogia e de Paulo Freire na educação de Adultos.
- -Influenciar outros professores e a Secretaria de Educação do Distrito Federal, a fim de implementar esta metodologia em todos os cursos de Física no EJA na rede pública.
## 3 -AVALIAÇÃO DO PROJETO
A avaliação do projeto foi feita através de questionários qualitativos fornecidos aos alunos ao final de cada módulo, já que o objeto do projeto é centrado no aluno e em seu desenvolvimento crítico a respeito da Física.
Teremos ainda uma avaliação quantitativa (estatística) em relação à evasão, freqüência (apesar de que a LDB diz que a EJA no 3º segmento é de presença facultativa), e rendimento das diversas turmas onde esta metodologia for aplicada, comparando-a com outros professores que não aplicam esta metodologia.
## 4 - DESENVOLVIMENTO DO PROJETO, RESULTADOS E COMENTÁRIOS FINAIS
De observador participante a participante observador: "O que pesquisadores interpretativos profissionais fazem é usar habilidades ordinárias de observação e reflexão, de maneira sistemática e deliberada. Professores também podem fazer isso, refletindo sobre sua prática. Seu papel não é o de observador participante, mas de participante observador, que delibera dentro do cenário de ação" (Erickson, citado em Barolli, 1990).
O trabalho de investigação implicou na adoção de novos recursos metodológicos, que são experimentos com a utilização de materiais de baixo custo. Convencido das possíveis melhoras que poderiam ocorrer na minha prática de ensino de Física passei a adotar algumas estratégias de ensino, que ao meu ver, serviriam para tornar o ensino desta disciplina mais crítico e criativo, despertando assim, o interesse efetivo dos alunos pelas aulas de Física.
A ampliação do trabalho de investigação implicou na adoção de novos recursos metodológicos que seriam as aulas com experimentos usando materiais de baixo custo, pois até então as aulas eram ministradas através dos recursos disponíveis, tais como: quadro-negro, giz, livro didático (o laboratório não se encontrava em condições de uso).
A escolha do uso de experimentos para (os experimentos com a utilização de materiais de baixo custo) serem trabalhados com os alunos se deu pela opção de encarar a Ciência no seu aspecto dinâmico, para o desenvolvimento de um ensino mais crítico e criativo.
Para a implantação do projeto, foi necessário confeccionar e/ou adaptar experimentos (20 por módulo) para serem utilizados nas demonstrações/montagens/experimentações em sala de aula. Esses experimentos foram desenvolvidos a partir de vários livros adquiridos por mim durante toda a minha experiência como professor.
Alguns exemplos:
No módulo 1 (Mecânica): a) foguete movido à pressão d'água (ação e reação), onde os alunos produzem o foguete (com garrafas de PET) e exp erimentam a quantidade de água ideal para o lançamento, para atingir a maior altura possível. Verificam experimentalmente a pressão que a garrafa sofre na ocasião do lançamento.
b) Utilização de balanças digitais inclinadas e a alteração do 'peso' do alimento a ser consumido (plano inclinado). 'Peso' dos pratos e o valor em reais que pratos diferentes podem sugerir.
No módulo 2 (astronomia, óptica e ondas): a)Utilização de laser (ponteiras laser compradas em camelô), em diversas lentes (convergentes, divergentes), prismas e fibra óptica (simulação com água lançada de uma garrafa pet).
b) construção de modelos dos planetas e sol (oficina adaptada do Prof. Canalle-UERJ), e posteriormente colocados à distância (no campo da escola) proporcionais à do sistema solar.
No módulo 3 (eletricidade e magnetismo): a) construção de bobinas e pequenos motores; desmontagem de um chuveiro; simulação de um fusível com esponja de aço.
b) leitura parcial dos manuais de um Videocassete e de um telefone celular e interpretação dos dados técnicos dos mesmos. Leitura de etiquetas de aparelhos elétricos da casa do aluno.
Já tenho com pesquisa em livros diversos, internet e contribuição de alunos, mais de 1200 experimentos catalogados. Na maioria, os alunos é que constroem seus exp erimentos.
A Nossa Realidade do corpo DISCENTE: A quase totalidade dos alunos de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), incluídos os adolescentes são trabalhadores. Com sacrifício, acumulando responsabilidades profissionais e domésticas ou reduzindo seu pouco tempo de lazer, esses alunos freqüentam os cursos noturnos, na expectativa de melhorar suas condições de vida. A maioria nutre a esperança de continuar seus estudos, concluir o Ensino médio, ter acesso a outros níveis de ensino, habilitações profissionais e até mesmo promoção em seus empregos. Podemos afirmar assim que é um grupo muito heterogêneo.
De acordo com o levantamento sócio-cultural realizado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, os nossos alunos jovens e adultos têm o seguinte perfil:
- -a idade está entre 15 e 65 anos;
- -a maioria é do sexo feminino;
- -muitos estão empregados, principalmente como doméstica, balconista, vendedor, mecânico e em serviços gerais;
- -aproximadamente 1/3 têm carteira assinada;
- -83% trabalham sete ou mais horas por dia antes ou após as aulas;
Em nosso colégio já apareceram alunos que moram em tendas de plástico em invasões, que nem possuíam luz elétrica em suas casas. Alguns possuíam somente um ferro elétrico, um rádio e uma lâmpada. Muitos moram em locais afastados, precários, com deficiência de transporte público que os leve após as aulas, aliado à falta de segurança, que a polícia não é capaz de proporcionar, o que faz com que muitos alunos saiam antes do término das aulas, o que os exclui mais ainda em relação aos outros colegas. Somadas estas dificuldades à má-vontade de alguns professores, e outros que não querem aperfeiçoar-se, o problema se torna mais grave.
São estas as razões pelo qual deve-se preparar para estes alunos um mínimo de qualidade no material instrucional, nas técnicas e metodologias utilizadas em sala de aula, bem como ter um profundo respeito por eles, visto que nós fomos mais privilegiados e conseguimos subir um degrau a mais na vida. A pedagogia da autonomia de Paulo Freire e os estudos de Andragogia tentam ser neste caso, os pilares para uma metodologia que atenda às reais necessidades deste grupo de estudantes que nos procuram.
É necessário e muito importante ressaltar que utilizo esta metodologia desde 1993, quando passei a utilizar o material do GREF - grupo de reelaboração de Ensino de Física da USP (Universidade de São Paulo). No Centro de Ensino n° 2 de Taguatinga em Brasília, já utilizo esta metodologia desde 1999, quando ali iniciei carreira no DF.
## Resultados :
Em relação à escola temos:
A direção e coordenação da escola não se opuseram a modificação metodológica que passei a utilizar, visto que a maioria dos outros professores (mais de 90%) utiliza somente a metodologia tradicional (giz, quadro-negro e exercícios de lápis e papel).
## Em relação aos outros professores:
A maioria sequer procurou saber o que se passava, e ao ver os trabalhos produzidos pelos alunos e as aulas que terminavam 'mais tarde', apenas rotulavam o professor de 'exagerado' e 'rigoroso' demais, e outras qualificações impublicáveis. Alguns raros professores (cerca de 2 em 70) da escola procuraram saber o que estava acontecendo, mas nada fizeram para mudar sua prática.
## Em relação aos alunos:
A maioria gosta de realizar e/ou produzir experimentos, gosta das aulas demo nstrativas e não se opuseram a responder os questionários finais de avaliação, sabendo de antemão que participavam de uma experiência também, embora muitos não acreditassem e/ou entendessem o que estava acontecendo.
- · No início de cada módulo muitos alunos pensam que vão 'dormir' ou 'enjoar', por terem quatro aulas no mesmo dia com o mesmo professor;
- · Temos três turmas, uma de cada módulo, equivalentes à do ensino médio;
- · a maioria se encontrava insatisfeita com as aulas de Física do módulo anterior, ou ainda acham que a Física é um 'bicho de sete cabeças'.
Quanto ao desenvolvimento do trabalho surgiram desafios:
- · a escola era formada por um corpo discente muito heterogêneo;
- · o fato desta escola não dispor de laboratório; era necessário desmistificar a posição de professores que alegam fazer de suas aulas sessões de "cuspe-giz-quadro", por falta de laboratório na escola.
Desenvolvemos este trabalho desde 1999, com três turmas do Módulo 2 do terceiro segmento de EJA, equivalente a 2ª serie do Ensino Médio, no turno noturno. Hoje (2004) são três, uma de cada módulo. Apesar da escola ter possuído um laboratório de Ciências, não havia inicialmente a mínima possibilidade de se desenvolver um trabalho prático naquele local, pois o laboratório foi transformado em duas salas destinadas a computadores, e uma pequena sala que se converteu em depósito de ex-materiais de laboratório, já que a maioria das peças estava inutilizada.O único jeito foi recuperar o material que ainda estava em condições de uso, juntamente com os de baixo custo.
Quanto aos resultados obtidos junto às avaliações realizadas pelos alunos:
Inicialmente, os resultados obtidos nos permitiram vislumbrar as suas perspectivas quanto às aulas de Física, em que foram aplicados os experimentos utilizando materiais de baixo custo.
Em segundo lugar temos as dificuldades encontradas pelos alunos na disciplina de Física. Em virtude do pouco tempo de contato com os alunos-10 semanas, trabalhando contra anos de conscientização negativa que todos estes alunos sofreram em relação à Física. È visível, no entanto, o comentário que fazem, que 'esta Física' é diferente e melhor que a 'outra'. É surpreendente também, pois a maioria agora consegue relacionar a Física com o cotidiano. Se os professores souberem aproveitar essa relação que o aluno consegue fazer entre a Física e o seu cotidiano, certamente suas aulas seriam bem mais proveitosas.
Um terceiro resultado que se pode concluir, é que a maioria acha necessária a realização de atividades práticas para uma melhor compreensão da parte teórica.
- É importante ressaltar que as aulas com os experimentos foram intercaladas com alguns conhecimentos teóricos, relacionados ao conteúdo, pois tal prática pedagógica não pode ser deixada de lado, pois ela faz parte do ensino de Física. Pela nossa fundamentação seria impossível observar qualquer fato físico, se antes, nossos olhos não fossem preparados para vê-lo.
Através dos experimentos com materiais de baixo custo, podemos observar uma maneira pela qual os alunos podem interagir com a Física do cotidiano, pois esses materiais são acessíveis e fáceis de se encontrar. Os resultados mostram que o aluno passa a "ver" o extraordinário no ordinário, pois na verdade, esses materiais, como já foi dito, fazem parte do seu dia-a-dia.
Finalmente, o professor não pode se esquecer de que, para haver um ensino efetivo, não se pode ignorar a bagagem cultural do aluno e todo o conjunto de noções espontâneas que ele carrega ao se deparar com o ensino formal na escola. Deve-se cuidar da "Física espontânea" dos alunos, para não se correr o risco de uma ficar superposta à outra. Cabe assim, ao professor, segundo Peduzzi (1988), a difícil tarefa de promover a mudança de um conjunto de idéias fortemente arraigado ao pensamento do aluno, idéias estas que ele traz das experiências e observações do mundo em que vive, para um outro conjunto que seria o das idéias aceitas pela Ciência.
## 5 - BIBLIOGRAFIA
Barolli, E.(1998). Reflexão sobre o trabalho dos estudantes no laboratório didático. Tese de doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo.
Bezerra,S.(1997 ) .A relação teoria-experimento na visão de professores de Física do segundo grau e de professores de instrumentação para o ensino de física: um estudo de caso. Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Sergipe.
Brundage,D.H. & Mackeracher,D.(1980). Adult learning principles and their application to planning. Toronto: Ministry of Education of Ontario
Del Carmen,L.(2000).Los trabajos práticos.En: Palacios,F.J.P y De León,P.C.(ed.), Didáctica de las ciencias experimentales (pp.267-289).Alcoy:Marfil.
Driver, R . et al. (1994). Constructing scientific knowledge in the classroom. Educational researcher, 23 ,7,5-12
Freire,P. (1996). Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro:Paz e Terra.
GREF.Grupo de reelaboração do ensino de Física.(1992).Física.São Paulo:EDUSP.
Howe, A.C.(1996).Development of science concepts within a Vygotskian framework. Science education , 80 ,1,35-51.
Knowles, M. S.(1980).The modern practice of adult education, from pedagogo to andragogo. Cambridge.
Llamas,O.S. y Bueno,A.P.(2000). La Enseñanza y el aprendizaje del conocimiento físico. En: Palacios,F.J.P y De León,P.C.(ed.), Didáctica de las ciencias experimentales (pp.389-420).Alcoy:Marfil.
Latorre,A., Del Rincón,D. y Arnal,J.(1996). Bases metodológicas de la investigación educativa. Barcelona:GR92
Lindeman, E.C.(1926). The meaning of adult education. New York: New Republic.
Peduzzi, L.O.Q.(1997).Sobre a resolução de problemas no ensino de Física. Caderno catarinense de ensino de Física, 14 ,3,229-253
Sagan,C.(1995). O mundo assombrado pelos demônios. A ciência vista como uma vela no escuro . Rio de Janeiro: Companhia das letras.
Vieira,M.A.D.E.(2002 ) Influencia sobre actitud y rendimiento de los alumnos de Escuelas Secundarias para jóvenes y adultos de Brasilia del empleo de una metodología basada en la utilización de materiales alternativos en la disciplina de Óptica . Tesina de Doctorado, Universidad de Extremadura, Badajoz. España.
Vigotsky,L.S.(1978). Mind in society: the development of higher psychological processes. London: Harvard University.
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.