O ENSINO DE FISICA NA REGIAO SUDOESTE DA BAHIA - HISTORICO E PERSPECTIVAS
Ferdinand Martins Da Silva, Jornandes Jesús Correia, Joaquim Bomfim Mendes
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- X
- Ano
- 2006
- Data
- 16/08/2006
- Linha de pesquisa
- Pôster - Resultados Parciais
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## O ENSINO DE FÍSICA NA REGIÃO SUDOESTE DA BAHIA: HISTÓRICO E PERSPECTIVAS
Ferdinand Martins da Silva 1 ,
Jornandes Jesús Correia 2 ,
Joaquim Bonfim Santos Mendes 3
RESUMO
Este trabalho é parte de uma pesquisa sobre o Ensino das Ciências Exatas e Naturais na região sudoeste da Bahia. Aqui apresentamos um estudo sobre o Ensino da Física, enfocando o curso de graduação em Física da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) , desde o surgimento do curso de Licenciatura em Ciências Habilitação em Física , evoluindo para a a criação da Licenciatura Plena e chegando até aos dias atuais. Observou -se que houve sérias dificuldades para a criação da habilitação em física do antigo curso de Ciências, motivada, em parte, pelo pouco envolvimento do corpo docente, à época, com o curso; resultando na conclusão do curso por apenas 17 estudantes . A A partir da segunda metade dos anos noventa, a situação se modificou, quando então é criada a Licenciatura Plena em Física no ano de 2001, com doze estudantes já tendo concluído o novo curso . As perspectivas atuais apontam para o crescimento do Ensino de Física regional, a partir do reconhecimento do curso e as propostas de inovações por meio da reformulação do currículo vigente, bem como da oferta da modalidade de bacharelado, prevista para os próximos anos.
Palavras -chave: Formação de Professores; Ensino de Física; Ensino Superior
INTRODUÇÃO
Esta pesquisa vem sendo desenvolvida sob a responsabilidade do Grupo de Pesquisa em "H"História das Ciências da Natureza e da Terra", que fafaz parte da equipe multidisciplinar do Museu Pedagógico da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB , um projeto de ensino, pesquisa e extensão que congrega pesquisadores e estudiosos de diversas áreas do conhecimento.
Em trabalho anterior, destacamos a problemática e os condicionantes enfrentados pelos professores de física em atividade em diversas cidades da região sudoeste da Bahia (Correia , Silva & Souza e Silva, 2004; Silva, 1999). A continuidade da pesquisa nos levou a perceber a existência de algumas lacunas que julgamos importantes para a compreensão dadas condições atuais do Ensino de Física regional. Dessa forma , buscamos resgatar r as origens do atual curso o de licenciatura em Física , levando em consideração as diversas etapas deste processo, bem como procurando destacar a
participação dos diversos atores no mesmo. Neste sentido, o trabalho contempla aspectos da História da Ciência, na medida em que traz à tona a contribuição dos personagens envolvidos na concepção, elaboração e construção do corpo de conhecimento existente até o presente momento (Burke, 2003; Andrade, 1999). É importante ressaltar esesta questão , uma vez que diversos trabalhos sobre a formação de professores acabam por desprezar a contribuição dos personagens envolvidos, mantendo-os no anonimato .
Estudos demonstram que a a implantação de cursos superiores no interior dos estados brasileiros, notadamente nas regiões menos desenvolvidas, a exemplo do Nordeste, é algo muito recente. Percebe-se uma concentração de cursos nos grandes centros, principalmente nas capitais dos estados, em detrimento das cidades do interior. No estado da Bahia, o ensino superior público ficou concentrado em Salvador e na região do recôncavo baiano, ofertado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na região Sudoeste da Bahia, os primeiros cursos datam da década de 70, incluindo as Licenciaturas em Ciências Naturais e Exatas, em Estudos Sociais e em Letras.
O presente trabalho está dividido da seguinte forma: inicialmente, faz-se um histórico da origem do curso de Licenciatura em Ciências - habilitação em Física a da UESB , levantando um conjunto de fatores relacionados com a sua implantação tais como: aspectos legais, infra-estrutura física, corpo docente, alunos egressos dentre outros. Em seguida , analisa -se a a ruptura com o modelo anterior e a conseqüente implantação da licenciatura Plena em Física , levando em consideração, a evolução do seu corpo docente, o perfil dos novos alunos, atividades de pesquisa e extensão e as perspectivas futuras. Por tratar-se de um trabalho pioneiro, as fontes de pesquisas incluíram, além da literatura tradicional, outras tais como arquivos documentais pessoais e institucionais , depoimentos de docentes, discentes e pessoas q que tiveram participação no processo.
## ANTECEDENTES
O ensino superior na região Sudoeste da Bahia tem início com a criação da Faculdade de Formação de Professores de Vitória da Conquista em 1972, pelo Governo da Bahia. Nesse período, foram criados os cursos de Licenciatura em Letras e posteriormente, os de Licenciatura em Ciências Exatas e Naturais e em Estudos Sociais. Segundo Fontes (In: Vilas Boas, 2001)
"Essas instituições tiveram como objetivo, naquele momento histórico, cuidar da preparação e capacitação de recursos humanos, em função do grande crescimento da rede pública, decorrente da urbanização e crescente demanda dos setores assalariados e da classe média baixa pelo acesso à educação universitária. Esses fatores conjugados levaram ao Governo do Estado da Bahia a instituir em cidades de médio e grande porte, para os padrões da Bahia, como Vitória da Conquista, Feira de Santana, Jequié, Alagoinhas, Juazeiro e, mais adiante, outras cidades, cursos de formação de professor".
Em 1980 é criada a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia com sede em Vitória da Conquista, além de um Campus em Jequié e outro em Itapetinga 4 . Além dos cursos já existentes, são criados novos cursos dentre os quais o de Agronomia em Vitória da Conquista e o de Zootecnia em Itapetinga. A década de 80 constitui-se, portanto, num importante marco do Ensino Superior regional, na qual serão realizadas diversas atividades e lutas com o intuito de consolidar a universidade recém -criada.
No bojo desse movimento, o o Curso de Licenciatura em Ciências do Primeiro Grau foi autorizado pelo Decreto Federal Nº 83 . 458 de 17 de maio de 1979 e reconhecido
pela Portaria Ministerial Nº 253 de 14 de abril de 1998. Posteriormente, o Curso de Licenciatura Plena em Ciências, com habilitação em Física e em Matemática, teve o parecer 213/81 do Conselho Estadual da Bahia favorável à sua implantação, iniciando o seu funcionamento em 1982. Em 07 de novembro de 1989, este curso foi reconhecido pela Portaria Ministerial Nº 602/89 5 .
Embora tenha sido autorizado o seu funcionamento em 1982, a Habilitação Plena em Física, só ó foi efetivamente implantada em 1998, portanto, dezesseis anos após a implantação da habilitação em Matemática. Diversas razões apontadas para esta defasagem, incluindo a ausência de candidatos aos concursos públicos promovidos pela UESB para o preenchimento do quadro docente da área de física, assim como a inexistência de laboratórios adequados às necessidades do ensino de física no ensino superior (P(Projeto de Criação do Curso de Licenciatura em Física da UESB, mimeo., DCE, 2001), bem como o perfil e o pouco envolvimento da maioria dos docentes com o curso, contribuindo assim para que muitos estudantes optassem pela habilitação em Matemática a e mesmo por outros cursos 6 .
Com o intuito de exemplificar uma das razões levantadas acima, elaboramos a Tabela 01 seguinte com o corpo docente do curso de Licenciatura em Ciências que era constituído por professores de Física, Matemática, Química, Biologia e disciplinas das Ciências Humanas, os quais eram lotados no Departamento de Ciências Exatas e Naturais . De acordo com a Tabela, podemos observar que os professores que ministravam a disciplina Física eram, na sua maioria, formados em outras áreas que não a específica para o Ensino de Física, atuando também em outras disciplinas de sua área de formação. Estes dados auxiliam a corroborar r a afirmação anterior, de que o perfil da maioria desse corpo docente não contribuía para a implantação do curso de Física de forma efetiva.
Tabela 01. Professores da área de Física da UESB na década de 80.
Talvez valha a pena ressaltar aqui o fato de que, mesmo antes da implantação da habilitação em Física, foi apresentado ao Departamento de Ciênc 7ias Exatas, final da década de 80, o primeiro Projeto 7 de Implantação do Curso de Licenciatura Plena em Física, que não foi devidamente apreciado pelo Departamento, sendo posteriormente abandonado .
Na primeira metade da década de 90, o Ensino de Física enfrenta uma dura realidade, quando a maioria dos profissionais listados na na tabela anterior r se desvincula da UESB por diversas razões. Dos profissionais com formação em Física, apenas o professor Jornandes Correia continuou na UESB, período em que ele concluiu o mestrado. Na segunda metade da década de 90 foram contratados novos professores: Ivanor Nunes de Oliveira, Doutor pela Universidade Russa da Amizade dos Povos; Edson Mascarenhas Santos, especialista pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Jorge Anderson de Paiva Ramos 8 . Nesse período, o professor Jornandes Correia se encontrava cursando doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), tendo como substitutos os professores Ivan Souza Costa (Bacharel em Física) e Valter Barros (Engenheiro Civil), contratados por intermédio de seleção pública. Com essa nova realidade, começa a funcionar a primeira turma do Curso de Ciências com Habilitação em Física em 1998, com o ingresso de estudantes via vestibular e daqueles que já estavam na instituição e que resolveram optar pela habilitação em Física. Durante todo o seu funcionamento, apenas 17 (dezessete) estudantes conseguiram concluí-í-lo , tendo sido, posteriormente, extinto.
Esta situação descrita confirma a dificuldade enfrentada pela maioria dos cursos os de física no Brasil, quanto ao número de graduados. Na tabela seguinte são apresentados os egressos do Curso de Licenciatura em Ciências com Habilitação em Física com as suas respectivas áreas de atuação .
Tabela 03. Graduados em Licenciatura em Ciências -Habilitação em Física . Período 1995 -2004 .
A partir dos dados da tabela acima, observamos a existência de 14 (quatorze) profissionais graduados no Curso de Ciências - Habilitação em Física) atuando no sistema educacional regional, demonstrando que havia uma necessidade real de profissionais com formação específica na área de física para ocuparem a lacuna existente. Os profissionais habilitados também reconhecem esta necessidade, ao tempo que ressaltam a importância do curso nas suas vidas profissionais. Por outro lado, indicam a falta de programas de formação continuada que permitam uma constante atualização dos seus conhecimentos (Gil-Pérez & Carvalho , 1993).
## A RUPTURA COM O MODELO ANTERIOR - - criação da Licenciatura Plena em Física
Com a aprovação da Lei de Diretrizes e Educação Nacional - LDB (lei 9.394) no final de 96, os cursos de graduação de Licenciatura em Ciências tiveram que adaptar-se a nova legislação. Dessa forma, o Ministério da Educação (M(MEC) começou a fazer gestões junto às Instituições de ensino no sentido de que fossem organizados novos programas de formação de professores, com a construção de currículos plenos nas diferentes habilitações para cada área do conhecimento, tendo sido criados também os Parâmetros Curriculares
Nacionais. Foi a partir deste momento que se criou no interior da UESB uma discussão para a elaboração dos projetos de implantação das licenciaturas Plenas em Matemática, Física, Química e Biologia, resultando na criação de comissões de trabalho com este fim. No caso da licenciatura em Física, a a contratação de novos docentes e a qualificação daqueles da Instituição, contribuíram de forma significativa para a implantação do curso, fato que veio a ocorrer posteriormente . O primeiro vestibular foi realizado no ano de 2001 , com o oferecimento de 40 vagas, no turno vespertino. Neste 1º Semestre Civil de 2006 (2º Período Letivo de 2005) o curso conta com 151 alunos regularmente matriculados. Em 2005 graduaram-se os primeiros alunos da licenciatura em Física, num total de 12 (doze) . Três ingressaram em cursos de mestrado, sendo 1 (um) na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) , 1 (um) ) na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o outro na Universidade Estadual de Maringá (UEM) . A maioria do restante atua como professores dos ensinos fundamental e médio em escolas das cidades da região contribuindo, desta forma, para a melhoria da estatística relacionada ao número de profissionais com habilitação específica em Física, bem como nos aspectos relacionados com a metodologia da disciplina. A tabela seguinte mostra o número de estudantes que ingressaram no curso desde 2001 até 2005.
Tabela 3. Alunos ingressantes no curso de Licenciatura em Física desde 2001
Considerando que atualmente existem 151 alunos matriculados, houve uma evasão de 41 alunos durante o período 2001-2005, o que representa cerca de 20%, índice baixo se comparado com dados de outras universidades brasileiras (Fusinato et. all . , 1998; Prado, 1990)
Quanto ao corpo docente, é importante destacar que maioria dos docentes que ingressaram a partir da segunda metade de década de 90 possuem títulos de mestre ou doutor, contribuindo, assim, para a melhoria do curso nos aspectos relacionados ao ensino, a pesquisa e a extensão. O corpo docente atual é composto por 10 (dez) professores efetivos, 01 (um) professor substituto e 2 (dois) pesquisadores 9 visitantes. Um quadro desses professores é apresentado na Tabela 02.
Tabela 02. Corpo Docente da ÁrÁrea de Física do Departamento de Ciências Exatas, destacando a sua formação, área de atuação, situação funcional e regime de trabalho.
Observa -se na Tabela 02 que 50% dos professores efetivos já são doutores e 40% estão em fase de doutoramento. Com a melhoria na qualificação dos professores efetivos, vários projetos de pesquisa e de extensão foram aprovados, resultando na criação dos
primeiros grupos de pesquisa e do primeiro Laboratório de Pesquisa em Física da UESB, sob a responsabilidade do Grupo de Física Aplicada. O quadro seguinte mostra os grupos de pesquisa atualmente existentes na Área de Física a e seus integrantes.
## MELHORIA DA A INFRAAESTRUTURA FÍSICA -A IMPLANTAÇÃO DOS LABORATÓRIOS DIDÁTICOS E O AUMENTO DO ACERVO BIBLIOGRÁFICO
Com a implantação do curso de licenciatura Plena em Física um dos aspectos fundamentais para o efetivo funcionamento do curso consistia na montagem dos laboratórios didáticos, elementos indispensáveis para uma boa formação dos profissionais em física 11 . Atualmente existem cerca de cinco laboratórios didáticos em funcionamento: Mecânica , Termologia, Física Atômica e Molecular, Óptica e Eletromagnetismo. Constam no currículo quatro disciplinas de laboratório (laboratório de física geral I, II, III e IV). Em cada disciplina é prevista a realização de um conjunto de trabalhos de laboratório, cujos procedimentos estão descritos em manuais elaborados para este fim. Existe um técnico de laboratório responsável pela manutenção dos aparelhos e que auxilia os professores durante as aulas práticas.
Com o intuito de também melhorar o acesso dos estudantes a informações e a leitura foram adquiridos vários títulos bibliográficos durante o ano de 2004 para o curso de Física , ampliando consideravelmente a oferta de livros , até então insuficiente.
## METODOLOGIA
Na realização do presente trabalho foram utilizadas várias fontes de pesquisas, dentre as quais podemos citar: documentos relativos à criação dos cursos de Ciências e Licenciatura Plena em Física, livros publicados com depoimentos de professores e funcionários da UESB, entrevistas gravadas e não gravadas c com professores e técnicos da instituição e com outros que já se desligaram da mesma. Outras fontes consultadas foram os arquivos da UESB, diários de classe, atas de reuniões, relatórios dentre outras.
Neste estágio da pesquisa, o campo de estudo e análise centraram-se com maior ênfase na universidade por ser esta a responsável pela formação dos profissionais que irão atuar no ambiente educacional formal, além de ser a fonte tradicionalmente geradora do conhecimento científico. Isso não significa em desprezar outros espaços, a exemplo das escolas regionais, pois é aí onde efetivamente os profissionais oriundos da universidade atuarão, defrontando-se com uma série de questões, para muitas das quais as pesquisas em educação ainda não possuem respostas.
## CONSIDERAÇÕES FINAIS
Dentre os aspectos até o momento levantados, alguns nos chamam à atenção: as dificuldades para implantação da habilitação em Física do curso de licenciatura em Ciências no início dos anos 80 deveram -se principalmente ao perfil do corpo docente da época; a luta dos estudantes não foi suficiente para a criação da habilitação em Física, fazendo com que vários estudantes optassem pela habilitação em Matemática, que vinha num processo de consolidação; o ingresso de novos professores com perfis mais voltados à área de Física, a partir da segunda metade da década de 90 impulsionou o funcionamento da Habilitação em Física, contribuindo para a ruptura com o modelo anterior e a implantação da Licenciatura Plena em Física, iniciando, assim, uma nova etapa no ensino de Física na região.
AtAtualmente o curso de física trabalha na perspectiva do seu reconhecimento perante o Conselho Estadual de Educação, na melhoria da infra-estrutura física, com a informatização dos atuais laboratórios, ampliação do acervo bibliográfico, consolidação das linhas de pesquisa desenvolvidas e dos projetos de extensão existentes. Vale destacar também que atualmente discute-se a criação do bacharelado e a reforma curricular do curso atual. Um aspecto negativo no curso é a inexistência de recursos computacionais à disposição dos professores e estudantes, além da falta de salas para os professores desenvolverem as suas atividades acadêmicas.
## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Andrade, A. M. R. de. Físicos, Mésons e Política - - - a dinâmica da ciência na sociedade.
Burke, P. Uma História Social do Conhecimento - - - de Gutemberg a Diderot
Correia, J. J; Meira, J. P. A; Silva, F. M; Souza e Silva, R. Formação de Professores de Física na Região Sudoeste da Bahia. Desafios e Perspectivas. IX EPEF. Jaboticatubas (MG), 2004.
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Gil -Pérez, D. , CaCarvalho, A . M. P. de. Formação de professores de ciências: tendências e inovações. Tradução de Sandra Valenzuela. São Paulo: Cortez, 1993. (Questões de nossa época, 26)
Kuhn, T. S. A Estrutura das Revoluções Científicas. 8. ed. São Paulo: Perspectiva, 2003.
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Silva, F. M. da. Aperfeiçoamento de Professores de Física em Serviço. uma experiência na região sul da Bahia. Dissertação de Mestrado. Universidade de São Paulo. São Paulo:1999.
Fusinato, P. A. , Zermiani, A. , Fregoneis, J. G. P. , Fukushigue, Y. Panorama do Curso de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM)-PR. VI Encontro de Pesquisa em Ensino de Física. Florianópolis (SC), 1998.
Hamburger, E. W. (Org.) Pesquisas sobre Ensino de Física. Resumos das Dissertações de Mestrado em Ensino de Ciências, modalidade Física, apresentadas nos anos de 1976 a 1982. Instituto de Física e Faculdade de Educação. Universidade de São Paulo. Edição Preliminar. IFUSP. São Paulo. 1990.
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