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Frankenstein: Ensinando Ciência através da arte.

Pablo Nelson Lacerda, Fabricio Nelson Lacerda, Ivan P. Cançado, Alfredo L. Mateus, Silvio F. V. Bento, Luciano E. Faria, Danielle A. Gomides, Angelica Araujo, Marco G. Moreira, Flávia S. Coelho, Ana Carolina Oliveira, Filipe A. De Carvalho, Francisco C. P. Andrade, Junia R. Bessa, Tatiana O. Magalhães

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVI
Ano
2005
Data
24/01/2005
Linha de pesquisa
Arte, Cultura E Educação Científica
Tipo
Pôster

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Texto completo

## Frankenstein: Ensinando Ciência através da arte.

Alfredo L. Mateus 1 (PQ)*, Silvio F. V. Bento 2 (PG), Luciano E. Faria 2 (PG), Danielle A. Gomides 2 (IC), Angélica Araújo 2 (IC), Marco G. Moreira 2 (IC), Flávia S. Coelho 2 (IC), Ana Carolina Oliveira 2 (IC), Fabrício N. Lacerda (IC), Felipe A. de Carvalho (IC), Francisco C. P. 2 2 Andrade 2 (IC), Júnia R. Bessa 2 (IC), Tatiana Oyagawa (IC), Ivan P. Cançado (IC), Pablo N. 2 2 Lacerda (IC). 2

1-Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais; *almateus@terra.com.br 2-Universidade Federal de Minas Gerais

Palavras-chave: Teatro, ensino de física e ciências, inovação.

## Resumo:

Ensinando ciência de uma maneira divertida, o Grupo de teatro científico 'Ciência na Cabeça' traz, na sua terceira montagem, o espetáculo 'Frankenstein: a ciência no divã'. Formado por alunos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenado pelo professor Alfredo L. Mateus do Colégio Técnico da UFMG (COLTEC), o grupo apresenta nessa montagem uma adaptação do clássico de Mary Shelley, Frankenstein. O espetáculo é repleto de experimentos e discussões que abordam diversos assuntos de física, química e biologia. Já foram feitas oito apresentações para um público estimado de 2.500 estudantes de ensino médio e superior e professores. Este trabalho tanto tem contribuído para a formação acadêmica dos seus integrantes como mostrado o lado lúdico da ciência, trazendo aos alunos a física, a química e a biologia de uma forma agradável e diferente.

## Introdução:

O Grupo 'Ciência na cabeça' vem desenvolvendo trabalhos na área de divulgação científica, tendo em seu curriculum os espetáculos 'Química na Cabeça' e 'Romeu e Julieta: Uma paixão pela ciência' . O grupo foi fundado com o intuito de mostrar o lado lúdico da ciência para alunos que normalmente não a

vêem como algo que desperte o seu interesse. Em 2003 foi criada a peça 'Frankenstein: A ciência no divã' , uma adaptação bem humorada do romance de Mary Shelley. Os integrantes do grupo são alunos de diversos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como Artes Cênicas, Belas Artes, Biologia, Comunicação Social, Física, Geologia e Química, sendo o coordenador dessa equipe o Prof. Dr. Alfredo L. Mateus, do Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (COLTEC - UFMG).

## O Projeto:

No início do ano de 2003 foram selecionados para o grupo 7 alunos bolsistas da UFMG, tendo ainda a colaboração de outros graduandos e pós-graduandos, todos com um objetivo: dar vida à peça Frankenstein: A Ciência no divã.

Nas pesquisas elaboradas para os projetos e confecções do cenário, iluminação e maquiagem, o material cinematográfico dos filmes Expressionistas alemães e dos filmes de terror americanos foram referências. Procuramos também textos relacionados com a História da Ciência no século XIX, um ponto importante já que diversos experimentos e teorias utilizadas na peça são desse período.

O processo de produção foi realizado de seguinte forma: Inicialmente assistimos aos filmes e lemos os textos, anotando o que achávamos interessante e que podia ser utilizado no nosso espetáculo. Com isso realizamos reuniões semanais, nas quais discutíamos sobre as idéias e sugestões que cada um trazia. Nessas reuniões eram discutidos diversos temas como características físicas e psicológicas dos personagens, cenário, figurino e experimentos que podiam ser utilizados no espetáculo. O cenário, por exemplo, foi baseado no filme ' A noiva de Frankenstein' , onde criamos um laboratório bastante metalizado como cenário.

O roteiro, assim como toda a produção da peça (cenário e objetos de cena), foi desenvolvido através de oficinas de grupo onde todos participaram. Um diferencial desta terceira peça é a utilização de iluminação, cenário e maquiagem, contando com a reciclagem de equipamentos eletro-eletrônicos antigos, placas de

offset, papelão e barras de alumínio. Este recurso nos possibilitou baratear os custos, além dos benefícios para o meio ambiente.

Figura 1. Laboratório com o Dr. Frankenstein (no centro)

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e seu ajudante Igor (a esquerda).

O espetáculo tem a duração de aproximadamente 50 minutos. Dentre os assuntos abordados no espetáculo, pode-se destacar a origem da vida, a teoria da geração espontânea e o trabalho de Pasteur e Miller, os experimentos de Galvani com pernas de rãs, eletricidade, eletroquímica, a terceira lei de Newton e centro de massa, inércia, força e pressão.

## Resultados obtidos:

Com a montagem do Frankenstein foram feitas oito apresentações, com apresentaçõse em eventos científicos regionais e nacionais e em escolas e universidades, com um público estimado de mais de 2500 pessoas, abrangendo alunos de diversas idades e escolaridades, incluindo professores. Destaca-se que, além de mostrar experimentos na peça e explicar com uma linguagem acessível sem sair do roteiro teatral, o grupo, no final dos espetáculos, dá ao público a oportunidade de tirar dúvidas com os nossos cientistas sobre os experimentos e seus funcionamentos.

## Conclusão:

Os integrantes do grupo têm desenvolvido habilidades muito importantes para a sua formação, tais como a comunicação efetiva com a platéia, com crianças e adolescentes mais especificamente, e a transposição significativa de conceitos científicos para públicos diversos, além de terem contato com maneiras alternativas e criativas para o ensino de ciências. Desenvolvem também habilidades como trabalho em equipe e organização de projetos.

- O projeto tem também cumprido o papel de mostrar aos estudantes que a ciência pode ser bem mais divertida do que parece a eles ao entrarem em contato com a física, a química e a biologia nas salas de aula.

É importante destacar que a proposta do projeto vai a encontro das diretrizes da flexibilização curricular, à medida que prevê a realização de atividades acadêmicas, não restritas às disciplinas, desenvolvendo uma perspectiva interdisciplinar e integrando ensino, pesquisa e extensão.

## Referências Bibliográficas:

SHELLEY, Mary: Frankenstein.

ROCHA, José Fernando, Origens e evolução das idéias da Física, Salvador, 2002. TAYLOR, Paul S, Eden Communications/Films for Christ. Adaptado de The

Illustrated ORIGINS Answer Book, Traduzido por: Lia Moura.

## Filmes:

O Ladrão de Sonhos, Jean Pierre Jeunet, França, 1994

A Noiva de Frankenstein,James Whale, EUA, 1935.

Frankenstein, James Whale, EUA,1931.

O gabinete do Dr. Caligari, Robert Wiene, Alemanha, 1919.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.