O LÚDICO E O VIRTUAL: UMA PROPOSTA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL.
Valdenilson Da Paz Ferreira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XVI
- Ano
- 2005
- Data
- 24/01/2005
- Linha de pesquisa
- Tecnologias (Laboratório, Vídeo E Informática) No Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## O LÚDICO E O VIRTUAL: UMA PROPOSTA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL.
## Autor: Valdenilson da Paz Ferreira
E-mail: val40@zipmail.com.br
Escola Oliveira Lima - Recife-PE
(I ntrodução ) Uma inusitada mistura de informática, física, brincadeiras de infância e aulas de ciências naturais foi à fórmula criada para provocar uma pequena revolução na turma de 8ª série da Escola Oliveira Lima, em Recife - PE. Trabalhamos com estes jovens no projeto ousado, que transportou para o mundo da computação antigos materiais lúdicos como: Estilingue, Gangorra, Escorregador e João Teimoso. Fazendo simulações desses brinquedos no laboratório de informática, observamos uma sensível melhora de produtividade nas aulas sobre os conceitos de física, tais como: movimento, repouso, aceleração, atrito e energia. Houve uma empolgação geral, porque o computador é algo novo para os estudantes. A simulação do funcionamento dos brinquedos foi possível graças a softwares que facilitaram a observação dos fenômenos físicos envolvidos nas atividades. O trabalho ajudou no aprendizado e diminuiu a evasão. A utilização do computador como prática pedagógica é um fator motivador do aprendizado, visto que é natural na criança a curiosidade e a fascinação pelo avanço tecnológico que envolve a informática. Percebemos isso se fizermos uma reflexão sobre como elas são facilmente envolvidos pelos filmes de ficção, jogos eletrônicos e revistas que apresentam temas referentes ao computador, sem nos esquecermos o quanto são fãs dos super-heróis que exploram com ousadia os programas do soltware no mundo. A criança, desde muito cedo, começa a explorar o ambiente onde vive, mas o computador pode ampliar sua visão que irá além do âmbito familiar, da sua cidade, do seu estado, do seu país, vai situá-la no mundo da informática as pessoas no cotidiano dos grandes centros urbanos, em geral perdem a dimensão dos fenômenos físicos associados ao nosso planeta e ao universo. Mostrar às crianças e resgatar a infância onde se brincava com estilingue, Gangorra, escorrego, João Teimoso, t elefone de cordão e outras diversões importantes para o desenvolvimento crítico da criança, aproveitando os brinquedos e utilizando uma ferramenta importante que é o computador, este é o nosso objetivo maior.
(Metodologia) Trabalhamos com trinta crianças da 8ª série, durante dois meses em 2004, duas aulas por semana, mostrando-lhes os conceitos físicos citados, esta experiência pedagógica desenvolvida em sala de aula, facilitou o aprendizado, dando oportunidade para os alunos pensarem e por em prática suas criatividades, fazendo com que relacione brincar com aprender. Utilizamos vários softwares, pois foi a maneira encontrada para desenvolver os trabalhos com muita alegria, mostrando aos alunos a necessidade de utilizarmos o computador como ferramenta importante para facilitar e motivar o ensino e a aprendizagem; fazendo simulações dos brinquedos, construindo tabelas, apresentando textos, navegando pela Internet e usando software adequado para o conteúdo vivenciado e solicitando como tarefa para os alunos relatórios sobre o assunto planejado.
(Resultados) Verificamos que os resultados obtidos surpreenderam a todos que estão empenhados para melhorar a qualidade do ensino na escola pública. Contando com os esforços já apresentados no desenvolvimento de diferentes alternativas do uso da informática. A maior parte dos exemplos apresentados pelos alunos, com suas produções; utilizando o Excel, Word e software educativos apontam para um avanço no rendimento escolar, diminuindo a evasão, melhorando significativamente sua freqüência. Nos casos em que houve um teste efetivo de compreensão, utilizando as simulações dos brinquedos com esta ferramenta importante que é o computador, avaliamos os resultados obtidos, considerando-os como relevantes e significativos, para melhoria do ensino e aprendizagem.
(Conclusão) Apresentamos o resultado da análise comparativa entre as previsões e explicações anteriores, verificamos o relatório das observações vistas pelos alunos através dos brinquedos e simulações, utilizando os softwares Educandus e Modellus, onde foi considerado satisfatório o rendimento escolar, dos alunos que participaram desta experiência pedagógica. A investigação foi também realizada através de questionários, fotos, desenhos e entrevistas, e concluímos que o resultado evidencia o valor das crenças nas explicações que caracterizam a representação do mundo na criança, bem como os seus determinantes culturais. Foi possível constatar nas representações dos alunos que as atividades pedagógicas levam os estudantes a estabelecerem relações entre o conteúdo escolar a ser trabalhado e seu cotidiano na cidade ou no campo, onde permitem identificar a ligação entre os novos conhecimentos a serem aprendidos e os que já possui, inclusive os que eles adquirem através dos meios de comunicação. O relatório, apresentado pelos alunos após o término deste trabalho, surpreendeu a todos, foi muito gratificante. Constatamos que o rendimento escolar das crianças
trabalhadas melhorou significativamente, diminuindo também a evasão escolar. Verificamos que o uso do computador terá uma importância significativa no aprendizado.
## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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'O computador no ensino de ciências: disciplina curricular para licenciandos'. Comunicação de L. Barros, M.F.Elia e F. F. Sampaio. I Simpósio Nacional de Informática na Educação, COPPE/UFRJ, 1990
VYGOTSKY, Lev. S. Psicologia Concreta do Homem. Tradução para fins didáticos de Enid Abreu Dobránszky do texto: Concrete Human Psychology, Soviet Psychology, v. 17, Nº 2, 1989.7
SANTOS, A. C. K.. 'Desenvolvimento e uso de ferramentas computacionais para o aprendizado exploratório de Ciências' caderno catarinense de ensino de física, vol. 10, Nº 2, 1993
VYGOTSKY, L. S.. 'Pensamento e Linguagem'. Ed. Martins Fontes, 1993
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