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POPCIÊNCIA: Projetando o uso da internet e do laboratório de física na atualização e formação de docentes no sul de MS

Edmilson De Souza, Paulo Souza Da Silva, Carlos Henrique Portezani, Nilson Oliveira Da Silva, Ana Tereza Gottardi, Fabio De Lima, Gilmar Praxedes Daniel, Juliana Rubim

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XVI
Ano
2005
Data
27/01/2005
Linha de pesquisa
Tecnologias (Laboratório, Vídeo E Informática) No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

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## POPCIÊNCIA: PROJETANDO O USO DA INTERNET E DO LABORATÓRIO DE FÍSICA NA ATUALIZAÇÃO E FORMAÇÃO DE DOCENTES NO SUL DE MS

Edmilson de Souza [edmilson@uems.br] a

Paulo Souza da Silva [psilva@uems.br] a Carlos Henrique Portezani [carlos@uems.br] a Nilson Oliveira da Silva [nilson@uems.br] a Ana Tereza Gottardi [ana@uems.br] a Fábio de Lima [fabiolimadado@hotmail.com] a Gilmar Praxedes Daniel [gpraxisd@uol.com.br] a Juliana Rubim [juliana@uems.br] a

a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS

## RESUMO

A formação de docentes em Física em Mato Grosso do Sul (MS), assim como no restante do país, não consegue alcançar contingente para a demanda que se exige. Dessa maneira o projeto POPCIÊNCIA da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, desenvolve atividades que auxiliem na formação de novos docentes, a saber, a divulgação/popularização da ciência, entretanto, compreendendo que somente a ação exclusiva da graduação não pode suprir tamanha demanda, o mesmo projeto iniciou atividade de capacitação dos docentes que atuam na Rede Pública. Basicamente o trabalho atua em duas vertentes: A utilização do Laboratório de Física, pouco presente nas escolas de ensino médio, e suas possibilidades de implementação a baixo custo; e o uso da Internet para comunicação, na modalidade de Ensino a Distância. Estão envolvidos setenta docentes de Dourados e região. Experimentou-se oferecer o projeto a todos os interessados, independente da formação uma vez que a presença do graduado em Física nessas regiões do estado de Mato Grosso do Sul é quase que inexistente. Verificou-se que a totalidade dos docentes não mantiveram contato com laboratório na graduação e que não possuem acesso à I nternet seja na escola ou em outro ambiente, sem contar que a maioria, não sabe utilizar o microcomputador. O nível de maturidade das discussões atuais demonstram que os primeiros resultados são positivos, sendo que alguns docentes relatam iniciativas tanto no uso do laboratório quando da Internet em suas escolas ou mesmo em suas residências.

Palavras -Chaves: Laboratório de Física, Ensino a Distância, Capacitação e Formação.

## INTRODUÇÃO

Nos últimos anos tem se intensificado o uso de novas tecnologias em vários setores da vida cotidiana desde a economia, através de sistemas avançados de simulação de cenários até o lazer. Entretanto, na Educação a disponibilidade e a capacitação a cerca do uso de novos produtos que auxiliem o Ensino ainda continuam à velocidade de caravelas na Rede Pública.

Em Dourados (MS), as escolas de ensino médio não dispõem de laboratórios de Física com equipamentos tradicionais ou de construção artesanal, nem mesmo os docentes possuem acesso contínuo à rede mundial de computadores.

Com o foco nas questões acima apontadas o POPCIÊNCIA, projeto inicialmente destinado à divulgação e popularização da Ciência, tornou-se abrangente à formação e capacitação docente utilizando-se das ferramentas experimentais e de informática como maneira de discutir os problemas que permeiam o Ensino de Física na Região.

## DESCRIÇÃO DO TRABALHO

O trabalho apresenta duas vertentes: o uso de laboratório no Ensino de Física, e a Internet como forma de comunicação e discussão de questões históricas tanto da Física Clássica quanto Moderna.

No laboratório os alunos estabeleceram contato com equipamentos que tradicionalmente se utilizam nas aulas de Laboratório de Física d os cursos de graduação das ciências exatas, como por exemplo, o trilho de ar, experimentos de queda livre, cronômetros e outros. As práticas se baseiam principalmente na discussão dos problemas comuns da experimentação que exigem a habilidade de manuseio e como este se relaciona com a identificação das possíveis fontes de incertezas.

Após as tomadas de dados e elaboração dos gráficos, foram realizadas discussões sobre a apresentação que os livros didáticos (principal fonte de referência dos docentes) fazem da experimentação e das ferramentas que analisam os dados como os gráficos, por exemplo.

Posteriormente, ao docente é apresentada uma proposta de experiência, possível de realizarse em sala de aula no ensino médio, por exemplo, para o movimento retilíneo uniforme com uso do trilho de ar se sugere o uso de frasco de vidro contendo óleo e a inserção de pequenas gotas de água, a fim de compreender a queda através da coluna de óleo. Essa experiência é retirada do próprio livro didático, que a princípio esta na forma de exercício proposto.

Na segunda vertente, foi estabelecido o uso da Internet como o meio complementar de comunicação e discussão, sendo utilizado para tal objetivo a plataforma TelEduc, ambiente virtual criado pela Universidade de Campinas (Unicamp) e utilizado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) em suas atividades de EAD (Educação à Distância). Esta plataforma apresenta ferramentas específicas como fóruns de discussão, locais para disponibilizar materiais de apoio, leituras, além de um amplo controle de acesso de usuários, garantido, portanto, a otimização do uso da Internet como meio complementar de comunicação e discussão.

Os conteúdos desenvolvidos neste ambiente virtual vão desde questões que enfatizam, as partes históricas dos assuntos abordados nas práticas experimentais realizadas em laboratório, até a estimulação de discussões mais aprofundada e relatos de experiências vivenciadas pelos docentes em formação.

Portanto, este t rabalho, o qual faz parte do projeto P OPCIÊNCIA da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, é composto de um número de aulas presenciais e outro número de aulas virtuais, sendo estas aulas realizadas alternadamente, e de maneira complementar.

## RESULTADOS OBTIDOS

O número de docentes envolvidos diretamente no processo de capacitação está na ordem de 70, sendo estes originários de Dourados (MS) e de cidades vizinhas que compõem a chamada

'Grande Dourados', entretanto a grande maioria, não possui graduação em Física, mas sim em áreas como Matemática ou Biologia e outras similares.

Inicialmente, verificou-se que quase a totalidade dos docentes não possuiram contato com um laboratório de experimentos em física na sua graduação e os que obtiveram, foram através de formas bem superficiais. Também, não possuem acesso à Internet, seja na escola onde lecionam ou em outro ambiente. A grande maioria não utilizava as ferramentas disponíveis em um microcomputador de maneira adequada, sendo que alguns não sabiam utilizar, até mesmo, os recursos básicos oferecidos por um microcomputador.

A falta de um maior contato com um laboratório de experimentos em física levou a alguns dos docentes, principalmente aqueles que possuíam o privilégio de possuir um laboratório ou recursos experimentais em seus ambientes de trabalho, a criar um certo receio, e até mesmo 'medo' do uso do laboratório em suas aulas, visto que, como foi diagnosticado inicialmente este não possuiam pleno domínio deste recurso didático.

Após este diagnóstico inicial, foram montadas estratégias através das duas vertentes do trabalho, ou seja, o uso do laboratório no Ensino de Física, e a Internet como forma de comunicação e discussão, mais precisamente a plataforma TelEduc, a fim de solucionar os problemas diagnosticados.

O nível de maturidade atingido nas discussões atuais entre os docentes e os formadores demonstram que os primeiros resultados são positivos, pois alguns docentes já relatam iniciativas tanto no uso do laboratório quando da Internet em usas escolas ou mesmo em suas residências, rompendo, deste modo, o 'medo' e o receio do uso destas ferramentas, fazendo destas seus mais novos recursos didáticos.

Aula de Atualização e Formação de Docentes no Laboratório de Física Básica do Curso de Física da UEMS, projeto POPCIÊNCIA.

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## CONSIDERAÇÕES/CONCLUSÕES

A utilização de recursos experimentais já uma prática bastante empregada na formação dos docentes, visto que praticamente todos os cursos de graduação em Física possuem disciplinas como, por exemplo, Laboratório de Física. Entretanto, esta prática não é tão comum quando falamos de

um processo de atualização da formação de docentes, ainda mais, quando e sta prática é conciliada com o uso da Internet como meio de discussão e comunicação.

Observando os resultados obtidos pelo presente trabalho, e julgando a região onde o mesmo foi desenvolvido, região sul do estado de Mato Grosso do Sul, onde há uma grande carência de docentes graduados em Física, pode-se concluir que esta prática é bastante eficaz.

- O número de docentes atingidos diretamente pelo projeto esta na ordem de 70, porém, o trabalho apresenta um público indiretamente atingido, visto que as idéias e as discussões desenvolvidas durante o trabalho, estão sendo propagadas através dos docentes em formação para seus ambientes de trabalho, estimulando, deste modo, outros docentes a seguirem as mesmas diretrizes.

Finalizando, o intuito deste trabalho é implantar a pratica da experimentação em sala de aula como também fornecer ao docente de física do ensino médio recursos didáticos que auxiliarão para um melhor desempenho em sala de aula.

## REFERÊNCIA:

AGRELLO, D.A., GARG, R. Compreensão de Gráficos de Cinemática em Física Introdutória. Revista Brasileira de Ensino de Física. 21. 103-115. 1999.

HALLIDAY, D. RESNICK, R. E. WALKER, J. Fundamentos de Física. Vol. I e II. Ed. LTC, 1995.

http://fisica.uems.br/popciencia/

http://www.teleduc.uems.br/pagina\_inicial/index.php?

NUSSENZVEIG, H.M. Curso de Física Básica. Vol. I, II , III e IV. São Paulo: Ed. Edgar Blucher, 1997.

PHYSICAL SCIENCE STUDY COMMITTEE. Física. Parte I, II e III. Edart-São Paulo-Livraria Editora Ltda. 1982.

SEARS, F. W. e ZEMANSKY, M. W. Física. Vol. I e II. Rio de Janeiro: Ed. LTC, 1994.

TIPLER, J. Física. Vol. I e II. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Dois, 1981.

VILLANI, A. Concepções Espontâneas no Ensino de Física. Proposta Curricular do Estado de São Paulo. 1979.

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