VERIFICAÇAO DA LEI DE BOYLE UTILIZANDO UM DISPOSITIVO EXPERIMENTAL DE BAIXO CUSTO
Mauro Sérgio Teixeira De Araújo, Valéria Henrique De Oliveira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Didática Da Física: Materiais, Métodos, Avaliação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## VERIFICAÇÃO DA LEI DE BOYLE UTILIZANDO UM DISPOSITIVO EXPERIMENTAL DE BAIXO CUSTO
## Araújo, Mauro Sérgio Teixeira & Oliveira, Valéria Henrique 1 2
1 Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC) - Universidade Cruzeiro do Sul 2 Escola Estadual Prof. Roberto Faggioni
Nesse trabalho propõe-se a utilização de um arranjo experimental bastante simples, porém eficiente no propósito de se verificar a lei de Boyle, efetuando-se medições dos valores de pressão (P) e do volume (V) de uma coluna de ar presa no interior de uma mangueira fina e transparente. Segundo a lei de Boyle, mantendo-se a temperatura de um gás constante observa-se que a pressão e o volume desse gás são grandezas inversamente proporcionais.
Na montagem do experimento foram utilizados materiais de fácil acesso e baixo custo, como trena, mangueira transparente, rolha de borracha, régua e fita adesiva. Preenchendo-se parcialmente a mangueira com água fecha-se uma de suas extremidades com a rolha, de modo a aprisionar uma pequena coluna de ar. Igualando-se o nível da água nas duas extremidades obtém-se uma situação inicial onde a coluna de ar fica submetida a uma pressão de uma atmosfera (704 mm de Hg, medida em um barômetro), sendo seu volume calculado através da medida de sua altura h. Movendo-se então a parte aberta da mangueira, a pressão exercida pela diferença entre as colunas de água ( ρ ∆ g h) produz variações no volume da coluna de ar.
Os dados obtidos possibilitaram uma verificação satisfatória da Lei de Boyle para a coluna de ar presa na mangueira, conforme mostra o resultado PV = 5453,2 ± 8,4 cmágua cm 3 , que apresenta pequena dispersão estatística com incerteza relativa de apenas 0,15 % , comprovando a eficiência do arranjo experimental. Por ser um arranjo simples e de baixo custo, cerca de cinco reais, torna-se fácil sua adaptação em escolas de ensino médio, pois a carência de infra-estrutura, observada principalmente na rede pública, não constitui um entrave para a realização da atividade aqui proposta, que permite uma abordagem experimental motivadora capaz de propiciar, conforme pode ser constatado em aulas práticas realizadas em uma escola pública, uma maior participação e envolvimento dos estudantes no processo de ensino-aprendizagem.
Apoio: Bolsa PIBIC - UNICSUL maurostaraujo@ig.com.br
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