UMA VISAO CONSTRUTIVISTA CONTEXTUALIZADA NO COTIDIANO DOS ALUNOS
André Luis Tato Luciano Dos Santos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Alfabetização Científica E Tecnológica E Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## Uma Visão construtivista contextualizada no cotidiano dos alunos
## André Tato UERJ
Este trabalho relata uma experiência didática em Física realizada no estado do Rio de Janeiro, pelo Projeto Invest Ilha Grande. Este projeto surgiu a partir de demanda à UERJ da diretora da única escola de ensino médio lá localizada.
Uma visão construtivista do ensino e aprendizagem nos meios didáticos recoloca o problema da relação entre professores e alunos, não pela disciplina em sala, mas pela dificuldade existente em abordar a matéria, em torná-la interessante o suficiente para que o aluno desempenhe papel ativo durante a construção do conhecimento.
No ensino de física, um desafio maior é encontrado quando o tema se refere a um assunto novo, difícil de ser visualizado. Neste caso, surge o uso pedagógico das analogias como uma ferramenta do construtivismo - 'o ato de construir juntamente com o aluno algo desconhecido através de algo conhecido por ele'. A analogia confere assim ao aluno o poder de interferir no andamento da aula.
Em entrevistas com moradores e alunos da Ilha Grande, constatou-se uma ineficiência no fornecimento de energia elétrica. Devido a isso, grande parte da comunidade já estava familiarizada com os termos voltagem, amperagem, resistência, etc. No entanto, os significados dados a estes termos não correspondiam aos da ciência, havendo indissociação entre alguns deles e mau uso de outros.
Este artigo relata o desenvolvimento de aulas de Eletricidade desenvolvidas a partir de necessidades dos alunos nas funções exercidas em seus ambientes de trabalho. O uso de analogias contextualizadas nas vivências dos alunos foi possível a partir de entrevistas informais realizadas por estudantes da UERJ que se inseriram na comunidade durante um mês, convivendo durante todo o dia com os alunos que participavam das aulas noturnas.
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