UMA PROPOSTA DE TRABALHO EM FISICA NO ENSINO MÉDIO PARA PORTADORES DE DEFICIENCIA AUDITIVA
Luiz Carlos Da Silva, Maycon Adriano Silva, Rejane Aurora Mion
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Alfabetização Científica E Tecnológica E Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## UMA PROPOSTA DE TRABALHO EM FÍSICA NO ENSINO MÉDIO PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Silva, Luiz C. da¹, Silva, Maycon A.² & Mion, Rejane A. 3
1- DEFIS/UEPG
2- DEFIS/UEPG
3- DEMET/UEPG
Visando a educação em Física como meio de formação e incorporação da cultura científica e tecnológica, permitindo a interpretação de fatos, fenômenos e processos naturais, e a compreensão de equipamentos e procedimentos técnicos ou tecnológicos do cotidiano doméstico, social e cultural, realizamos uma investigação no Ensino Médio. O método científico de espiral planejamento-ação-observação-reflexão empregado, em sua fase exploratória, permitiu constatar que os conteúdos veiculados estão voltados unicamente para o estudo da Física Clássica. É de extrema importância que a educação possibilite uma melhor compreensão do mundo e uma formação para uma cidadania mais adequada, correspondendo aos desejos dos envolvidos no processo educativo, promovendo conhecimento contextualizado e integrado a vida do indivíduo. Este projeto introduziu conceitos relacionados a Física Contemporânea enfocados na Teoria Eletromagnética, utilizando o telefone celular como objeto técnico, junto a alunos portadores de deficiência auditiva, rompendo com o sistema arcaico instaurado no Ensino Médio. Considerando as dificuldades encontradas pelos portadores de deficiência auditiva na apreensão do conhecimento, os conceitos foram trabalhados através de hipertextos e hipermídias, permitindo a comunicação e o diálogo entre os envolvidos. O computador como prótese foi mediador do diálogo. Nesta pesquisa destacamos a necessidade de adequações na formação de professores de Física para o trabalho com portadores de deficiência, não contemplado na formação acadêmica atual. O uso do telefone celular como objeto técnico não apresentou problemas devido às condições especiais dos alunos, visto que o objeto eleito se relaciona com a vida do deficiente auditivo e contribui para formação de sua cidadania. O desconhecimento de termos científicos e formação de frases pelos alunos foram dificuldades encontradas, sendo a presença de um intérprete nas aulas muitas vezes indispensável. Acreditamos que trabalhos dentro dos parâmetros realizados nesta pesquisa, podem futuramente tornar viável a integração de classes de portadores de deficiência auditiva e classes de ouvintes.
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