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UMA ABORDAGEM TEMATICA SOBRE TELEFONIA CELULAR NA FORMAÇAO DE PROFESSORES DE FISICA

Mário José Van Thienen Da Silva, José André Peres Angotti, Rejane Aurora Mion

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XV
Ano
2003
Data
23/03/2003
Linha de pesquisa
Formação Do Professor De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## UMA ABORDAGEM TEMÁTICA SOBRE TELEFONIA CELULAR NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA ·

## Silva, Mário J. V. T. da , Angotti, José A. P. & Mion, Rejane A. 1 2 3

1 PPGE/CED/UFSC

2 PPGE/CED/UFSC

3 DEMET/UEPG

Objetivamos analisar e discutir quais possibilidades o objeto técnico telefone celular reúne quanto à apreensão, construção e reorganização do conhecimento científico em um processo dialógico-problematizador no ensino-aprendizado da Física, com bases teórica e aplicada da Física Clássica e Contemporânea. A proposta foi viabilizada por meio da problematização de algumas tecnologias de comunicação e informação, particularmente, a telefonia celular, com a elaboração e utilização de hipertexto e hipermídia disponibilizados em um software. Epistemologica e metodologicamente investimos na problematização de conceitos e práticas referentes a tópicos de eletromagnetismo e ondas eletromagnéticas que sustentam a fabricação e funcionamento do telefone celular. Organizamos o planejamento e desenvolvimento das atividades educacionais em Física de acordo com os três momentos pedagógicos (Angotti & Delizoicov, 1992). Utilizamos, ainda, atividades práticas, teórico-experimentais e simulações para a compreensão dos fenômenos e conhecimentos envolvidos. Ao reconstruir criticamente os dados de campo (registros) do ocorrido nas aulas em relação ao planejamento e ação, apontamos para mudança na ação seguinte. Constatamos dificuldades na confecção e efetivação dos planejamentos. Neste aspecto, analisar e discernir a origem destas dificuldades é ainda um desafio. Entretanto, já estamos em condições de afirmar que as dificuldades em entender o processo de codificação, descodificação e recodificação, aliado a compreensão tradicional do ato educativo, onde o papel de informante ainda é privilegiado, tanto pelos alunos e professores, inviabiliza uma ação dialógica. A inconsistência dos registros não proporciona subsídios às análises, prejudicando novos planejamentos. O trabalho com o software, mesmo hipertextual, não desestabilizou a prática dos alunos e, nos parece que a passividade ainda prevalece. Avançamos em: apontar simulações proporcionando abertura de 'caixas pretas', não possíveis com o objeto técnico real; viabilizando reestudar conhecimentos da Física e científico-educacionais; recortes após a problematização de conceitos e práticas; utilizar atividades práticas e teórico-experimentais para problematizações de assuntos referentes à relação CTS.

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Apoio: CNPq

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