TRABALHANDO O CONCEITO DE ACELERAÇAO COM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: UM ESTUDO DE CASO
Eder Pires De Camargo, Dirceu Da Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Didática Da Física: Materiais, Métodos, Avaliação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## Trabalhando o conceito de aceleração com alunos com deficiência visual: um estudo de caso
CAMARGO, E. P. Programa de pós-graduação: Área Temática 2: Educação, Ciência e Tecnologia da Faculdade de Educação da Unicamp SILVA, D. Programa de pós-graduação: Área Temática 2: Educação, Ciência e Tecnologia da Faculdade de Educação da Unicamp
Apoio : FAPESP
O desafio de ensinar Física à alunos com deficiência visual, surgiu de três pontos fundamentais a saber: a pouca existência de metodologias e materiais que contemplem as características e necessidades do aluno com deficiência visual; a vivência como aluno e como professor com deficiência visual; a urgência educacional e social que o referido estudo exige. Deste modo, este trabalho apresenta cinco atividades que abordam o conceito "aceleração", atividades estas que constituem um projeto de uma futura intervenção em uma sala de aula com quinze alunos com deficiência visual, e que estão fundamentadas nas experiências observacionais não visuais que esses indivíduos estabelecem com o mundo físico.
As atividades elaboradas são as seguintes: (1) Vivência do atrito: parte A: observação e contextualização do fenômeno; (2) Parte B: o atrito e o conceito de desaceleração; (3) O estudo qualitativo da aceleração através de um plano inclinado; 4) Aceleração: um estudo quantitativo através da construção de gráficos; (5) Queda dos objetos. Construíram-se equipamentos que contem dispositivos que permitem a um aluno deficiente visual, estabelecer interações não visuais com os fenômenos estudados, bem como, elaborar e interpretar gráficos. Esses equipamentos fazem parte dos materiais pedagógicos que serão utilizados durante a aplicação das atividades citadas a cima.
Para que conclusões possam ser atingidas, ir-se-á acompanhar a seguinte sistemática: levantamento das concepções dos alunos antes do ensino; aplicação das atividades, com gravação em vídeo e/ou áudio do processo; registro escrito pelos alunos ou gravação de entrevistas, para a avaliação das atividades. Assim, sendo a sala de aula um "micro espaço onde as reformas verdadeiramente se efetivam ou fracassam" e um "grande termômetro pelo qual se mede o grau de febre das mudanças educacionais", o esclarecimento de dúvidas relacionadas à prática do ensino de conteúdos de Física a pessoas com deficiência visual, pode ocorrer com maiores chances de sucesso no referido espaço.
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