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REVISITANDO A EXISTENCIA DO INEXISTENTE: O "NADA" NA FISICA

Gisele Strieder Philippsen, Tatiane Cristina De Oliveira, Kelly Christine Da Silva, Marcelo F. De Andrade, David Clístenes Furoni De Lima, Marcos Cesar Danhoni Neves (Orientador)

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XV
Ano
2003
Data
23/03/2003
Linha de pesquisa
Filosofia, História E Sociologia Da Ciência E Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## REVISITANDO A EXISTÊNCIA DO INEXISTENTE: O 'NADA' NA FÍSICA

## Silva, Kelly C., Oliveira,Tatiane C., Andrade, Marcelo F. de, Lima, David C. F. de, Philippsen, Gisele S., Danhoni Neves, Marcos C.

UEM - Universidade Estadual de Maringá

O presente trabalho tem por objetivo realizar uma análise a respeito do 'vazio' na física. Tal conceito pode nos parecer, a primeira vista, um tanto quanto natural, mas ao observar-se a evolução da história da ciência logo se percebe que a idéia do nada nem sempre foi tão facilmente aceita como hoje. Aristóteles, por exemplo, chegou a afirmar que a natureza tinha 'horror ao vácuo' e que o vazio seria o caos na natureza, uma vez que viria a quebrar a simetria da mesma.

Através de uma pesquisa realizada em livros-textos previamente selecionados, buscou-se uma relação entre o conceito antigo e o conceito moderno do nada. Os atomistas gregos e filósofos como Descartes, Giordano Bruno e Aristóteles tiveram suas idéias exploradas. Mas a idéia do vazio absoluto veio a imperar realmente com Einstein, no início do século XX, quando o conceito do éter fora renegado.

Discussões acerca do nada certamente nos conduzem a muitas reflexões a respeito da própria existência. Também o zero tem intrínseco em si um significado repleto de nada e de tudo: nada, por representar a inexistência; tudo, por ter permitido uma revolução científica comparável a pouquíssimas outras descobertas: o desenvolvimento do cálculo diferencial, uma das principais ferramentas matemáticas utilizadas na física.

Diante dos fatos expostos, observa-se que discussões em torno de conceitos muitas vezes inexplorados em nossa atualidade podem nos conduzir a uma melhor compreensão das teorias que nos cercam. O estudo da evolução do pensamento, tanto na física como nas mais diversas áreas da ciência, acaba por despertar o verdadeiro senso científico dos estudantes, senso este, que além de buscar respostas para questões desafiadoras, busca no passado um entendimento dos fatos e da realidade em que nos encontramos.

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