POR QUE FORMAMOS POUCOS ALUNOS NO CURSO DE FÍSICA? ESTUDOS PRELIMINARES
Michele Hidemi Ueno, Sergio De Mello Arruda, Andréa Aparecida Franco, Gustavo Castro De Oliveira, Ferdinando Vinícius Domenez Zaparolli
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Formação Do Professor De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## PORQUE FORMAMOS POUCOS ALUNOS NO CURSO DE FÍSICA?: ESTUDOS PRELIMINARES
## Ueno, Michele Hidemi & Franco, Andréa A. & Oliveira, Gustavo C. & 1 2 3 Zaparolli, Ferdinando V. D. & Arruda, Sergio de Mello 4 5
Universidade Estadual de Londrina CCE - Departamento de Física
Nesse trabalho, analisamos dois relatórios, um da licenciatura e um do bacharelado, fornecidos pela Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação (CAE) da Universidade Estadual de Londrina, a partir do qual foi possível ter uma visão geral das desistências, retenções e terminalidade do curso de Física nos últimos 10 anos. Em relação a outros cursos oferecidos pela Universidade, podemos constatar a sua baixa terminalidade: dos 436 matriculados no bacharelado, temos 61 formados (14%) e 67 ativos (15,4%); e dos 319 matriculados na licenciatura, temos 22 formados (6,9%) e 78 ativos (24,4%). Com esses dados percebemos que a licenciatura apresenta uma menor procura, além de ter formado menos alunos em relação ao bacharelado, num mesmo período de tempo. Como, s egundo dados do MEC, entre os anos de 1996 e 2001, a expansão do ensino médio no Estado do Paraná, foi de aproximadamente 18% (400.568 alunos matriculados em 1996 e 472.363 no ano de 2001), constatamos que a oferta de novos professores de Física, em nossa instituição, ficou bem abaixo do necessário. Esse problema tem sido percebido há muitos anos na nossa instituição, porém, nenhum trabalho ainda foi realizado para estudar tal situação e dar respostas a questões do tipo: porque formamos poucos alunos em Física? Porque muitos entram e desistem logo em seguida? Porque outros persistem, por 6 ou 7 anos, apesar do pouco entusiasmo que aparentam ter? O trabalho como um todo, faz parte de uma dissertação de mestrado, em andamento, na Universidade Estadual de Londrina. Os dados aqui relatados, de cunho mais quantitativo, estão sendo complementados com entrevistas e questionários, realizados com alunos de primeira e segunda séries, através das quais acreditamos ser possível uma interpretação segundo um referencial psicanalítico, dos diversos sentidos que o curso assume para o aluno, ao ingressar e à medida que ele evolui no mesmo e, conseqüentemente entender melhor as razões subjetivas das desistências e principalmente da persistência dos alunos no curso.
Apoio: MEC-CAPES
mhueno@uel.br; andreaafranco@globo.com; gustavocoliveira@globo.com; ferdinando@uel.br; renop@uel.br
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