POR QUE ENSINAR FÍSICA EM UM PARQUE DE DIVERSAO?
Marcio Vinicius Corrallo, Ricardo Seixas
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Divulgação Científica
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## POR QUE ENSINAR FÍSICA EM UM PARQUE DE DIVERSÃO?
## Corrallo, Márcio Vinicius & Seixas, Ricardo 1 2
1 Unidade Jardim Pueri Domus, Santo André
2 Unidade Jardim Pueri Domus, Santo André
Num primeiro momento, somos levados pelo caráter lúdico e pelo contato que os brinquedos podem promover. Mas, como os centros de ciências e os museus, os parques também podem tornar-se instituições que primam pelo ensino informal. Portanto, sendo complementares à escola, oferecem aquilo que esta não pode oferecer, não só em termos de conteúdo, como também na promoção de um ambiente capaz de desencadear interações sociais dirigidas às zonas de desenvolvimento proximal.
Essa informalidade está nas cores, no lay-out do ambiente, na linguagem, na ausência de avaliações formais, enfim, no ambiente alegre e descontraído, que pode contribuir para a alfabetização científica e a complementação da educação formal (escolar). Esta complementação se evidencia com a visualização e a aplicação de conceitos tratados em âmbito escolar. Também objetivamos que os alunos deixem a passividade, tão comum na sala de aula, e passem a ser um agente questionador, facilitando, desse modo, a aquisição de conceitos científicos.
Com esse intuito, desenvolvemos atividades, na forma de material impresso, para os principais brinquedos presentes no parque Hopi Hari (Vinhedo-SP). Nas atividades, visamos ao entendimento de conceitos físicos como: velocidade, energia, quantidade de movimento, entre outros. Podemos citar a montanha-russa, onde o aluno é levado a estimar valores para altura e velocidade, em diversos pontos do trajeto. Além disso, pede-se que ele relate os pontos onde há sensação de aumento de seu peso.
Por meio destas e outras questões o aluno é desafiado, tornando o parque um grande laboratório de física. Portanto, o aluno poderá discutir, testar, fotografar, propor alternativas para estimar valores e entrevistar os operadores.
Por fim, acreditamos que o aluno deva ser desafiado estabelecendo um clima de conflito teórico em que as soluções surjam mediante os caminhos sugeridos pelo professor.
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