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PERCEPÇAO ESPACIAL DOS OBJETOS: UM ESTUDO DE SOMBRAS

Cristina Leite, Yassuko Hosoume

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XV
Ano
2003
Data
23/03/2003
Linha de pesquisa
Didática Da Física: Materiais, Métodos, Avaliação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## PERCEPÇÃO ESPACIAL DO OBJETO: UM ESTUDO DE SOMBRAS

## Leite, Cristina & Hosoume, Yassuko 1 2

1 Doutoranda da Faculdade de Educação da USP e 2 Instituto de Física da USP

Numa pesquisa sobre o modo de pensar dos professores a respeito dos objetos astronômicos verificamos que a percepção do espaço, e particularmente das formas espaciais dos objetos, é um dos fatores que dificulta a compreensão do sistema cosmológico. Ao olharmos para o céu vemos os objetos na forma plana e, assim, a maior parte dos professores e dos alunos do ensino fundamental concebe a Lua, o Sol e a própria Terra como objetos planos: discos. Na intenção de mostrar que a primeira aparência de um objeto não permite tirar uma conclusão sobre a forma do mesmo, criamos uma atividade pedagógica na qual as sombras constituem a estratégia principal. A sombra é uma projeção do objeto e desta forma é plana. Observar apenas uma única sombra é insuficiente para compreender a forma do objeto. É necessária a composição de várias sombras do objeto para uma interpretação tridimensional do mesmo.

A atividade proposta consiste em construir uma caixa com fundo vasado e frente com papel manteiga, iluminada por uma luminária com lâmpada espelhada para concentrar e direcionar o feixe de luz. No papel vegetal são projetadas sombras de um conjunto de objetos, com projeções semelhantes, como por exemplo: cone, disco e esfera. Essa proposta foi desenvolvida num curso sobre astronomia para professores de ciências da rede pública estadual de São Paulo.

A experiência mostrou que os professores tentam inferir a forma do objeto a partir de uma única sombra. Ã medida que movimentávamos o objeto, apresentando outras projeções, os professores passavam a perceber a necessidade de observar várias sombras e compô-las para, então, concluir sobre a forma do mesmo, geralmente se surpreendendo com sua forma real.

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