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OS LABORATÓRIOS DE ENSINO DE FÍSICA NAS ESCOLAS ESTADUAIS DE NÍVEL MÉDIO DE BELO HORIZONTE

Marco Aurélio Nicolato Peixoto, Fabio Wellington Orlando Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XV
Ano
2003
Data
23/03/2003
Linha de pesquisa
Didática Da Física: Materiais, Métodos, Avaliação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

Os laboratórios de ensino de Física nas escolas estaduais de nível médio de Belo Horizonte

## Peixoto, Marco A. N. & da Silva, Fabio W. O.

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

As aulas práticas desempenham um papel importante na apropriação dos conceitos científicos, tendo em vista que uma parcela considerável dos alunos precisa vivenciar concretamente os fenômenos para compreender os modelos abstratos que os representam. Faz-se então mister, dentro deste contexto, investigar a participação das aulas práticas de Física no ensino médio.

A população pesquisada neste trabalho é constituída pelas escolas da rede estadual de Belo Horizonte, em uma amostra superior a 25 % do total, e procura dar respostas às questões: (1) as escolas estão bem dotadas de equipamentos?; (2) os ambientes são adequados?; (3) os laboratórios estão sendo usados? (4) em caso afirmativo, com qual metodologia e objetivos?; (5) o Projeto Pró-Ciências produziu alterações significativas? As escolas foram selecionadas para visita com base em dados fornecidos por Órgão oficial do governo do Estado de Minas Gerais. Foram feitas observações diretas e aplicados questionários estruturados a professores, alunos e diretores.

Constatou-se a presença de laboratórios de Física em apenas 30 % das instituições, contrariamente aos 70 % dos registros oficiais de 2001, com poucos equipamentos, mas em ambientes adequados e em condições de ser utilizados pelos alunos. Todavia, somente 12 % das instituições pesquisadas os utilizam, muitas vezes por falta de pessoal treinado e de uma cultura favorável à prática integrada à teoria. Além de não se registrarem diferenças significativas entre as escolas que participaram e as que não participaram do Projeto PróCiências, naquelas em que há aulas práticas observa-se um grande número de estudantes por laboratório, com média de 6,7 aulas por ano, e ausência de uma metodologia específica, comprometendo sua eficácia como instrumento pedagógico.

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