ESTUDO DO BALANÇO DE ENERGIA SOBRE SUPERFÍCIES COM DIFERENTES COBERTURAS E CONDIÇOES DE UMIDADE DO SOLO.
Débora Ferrareze Dos Santos, Sonia Maria Soares Stivari, Maria De Lourdes O. F. Martins, Jonas Teixeira Nery
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Divulgação Científica
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## Estudo do Balanço de Energia sobre Superfícies com Diferentes Coberturas e Condições de Umidade do Solo.
Santos, Débora Ferrareze dos; Martins, Maria de L. O. F.; Stivari, Sonia M. S.; Nery, Jonas T. Universidade Estadual de Maringá/Departamento de Física - Maringá - Pr
Este trabalho tem por objetivo analisar a evolução temporal dos fluxos turbulentos, devido à variação na ocupação do solo. É feito um estudo do balanço de energia sobre uma superfície vegetada e sobre uma superfície com solo nu, para dias com diferentes condições de umidade do solo. A variação do ciclo diurno da temperatura modela o balanço de energia sobre a superfície e é uma das características chaves da Camada Limite Planetária (CLP). Pouca radiação é absorvida na CLP, a maior parte é transmitida para o solo, que aquece e resfria em resposta da radiação. As variações na CLP são forçadas em razão do ciclo de esfriamento e aquecimento do solo através dos processos de transporte (fluxos turbulentos de calor sensível, calor latente e momento). O balanço de energia sobre uma superfície homogênea pode ser expresso da seguinte forma: Rn = - H - LE + G onde Rn é a irradiância líquida, H é o fluxo vertical turbulento de calor sensível, LE é o fluxo vertical turbulento de calor latente e G é fluxo de calor para o solo. As análises foram feitas acompanhando o estágio de desenvolvimento da cultura (milho) desde o solo nu até a colheita. O entendimento dos fenômenos de transporte de calor e interferência dos fenômenos naturais no dia-a-dia do homem são temas importantes e abordados no ensino médio e superior. Os gráficos do balanço de energia mostram que na condição de solo nu é dominante o transporte de calor através do fluxo de calor sensível e na fase exuberante da vegetação o transporte é dominante através do fluxo de calor latente, em razão dos estômatos abertos da vegetação. Os dados foram fornecidos pelo SIMEPAR, através do projeto RemFPar, durante experimentos realizados na fazenda São Lourenço em Santa Therezinha do Itaipu.
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