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ENSINO DE FISICA PARA AUTISTAS : "RELATO DE CASO", DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Manoel Messias Alvino De Jesus, Gisele Strieder Philippsen, Kelly Chistine Da Silva, Adriano Alves Bonacin, Eduardo Do Carmo, Mônica Bordim Sanches, Fabiana Ribeiro Almeida, Maria José Nunes Do Amaral, Marcos Cesar Danhoni Neves (Orientador), David Clístenes Furoni De Lima

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XV
Ano
2003
Data
23/03/2003
Linha de pesquisa
Interdisciplinaridade E Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## ENSINO DE FISICA PARA AUTISTAS : 'RELATO DE UM CASO', DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Jesus, Manoel M. A.; Philippsen, Gisele S.; Carmo, Eduardo do; Almeida, Fabiana R.; Bonacin, Adriano A.; Silva, Kelly C.; Lima, David C.F. de; Sanches, Mônica B.; Amaral, Maria J.N.; Danhoni Neves, Marcos C. (orientador)

UEM - Universidade Estadual de Maringá - DFI - Departamento de Física

- O trabalho apresentado trata-se do desenvolvimento de uma metodologia para o ensino de pessoas portadoras de autismo, partindo do estudo um caso individual, tendo a consciência que não existem muitos trabalhos na área de ensino de física voltada para esse assunto.

Tem-se como objetivo o desenvolvimento de um método padrão de ensino de física para pessoas portadoras desta síndrome, bem como fornecer novas ferramentas e dados para pesquisadores de áreas relacionadas ao estudo desta patologia, tais como psicólogos e psiquiatras.

- O desenvolvimento de um método padrão, para o ensino de física para autistas, pode ser entendido como um modelo uniforme de ensino a ser adotado por todo o sistema educacional que trabalha com o ensino de pessoas especiais. Tal padronização permitiria a troca de informações por parte dos educadores de todos os estados do Brasil, com poucas variações. Deve-se deixar claro, que tal padronização não impediria no aperfeiçoamento gradual do ensino para portadores de autismo, seria sim, uma base para avançar cada vez mais no assunto até que se atinja a forma ideal de se ensinar física para autistas.

Todas as observações foram obtidas à partir de aulas ministradas semanalmente, e foram tiradas basicamente através de uma relação direta professor-aluno, no qual a metodologia de ensino varia desde o método de matematização, ou seja explicação centrada em fórmulas, até métodos não ortodoxos tais como elaboração de um 'jogo' interativo de perguntas e respostas, passando é claro pelo método tradicional de ensino de física, ressaltando ainda o uso da ludofísica.

- O método tradicional de ensino de física, pode ser compreendido como aquele, cujo professor, tendo posse de um livro texto, coloca-se na frente do quadro negro e tenta ensinar o aluno baseado única e exclusivamente em informações ali contidas salvas pequenas variações( vale lembrar, que muitos professores utilizam-se de métodos próprios para chamar e prender a atenção dos alunos). Tal método tem se mostrado bastante eficaz diante de salas de aulas comuns, porem alunos com necessidades especiais de aprendizado não se adaptam a este modelo, pois não conseguem fazer questionamentos ao professor, que julga que o mesmo está entendendo a matéria dada, como o resto da turma, o resultado em geral só aparece com as notas obtidas em provas, que não costumam ser animadoras.

Mesmo sendo um trabalho recente, já podemos tirar conclusões maduras com relação a metodologia a ser aplicada. Concluímos, que usando a matematização, torna muito difícil o aprendizado por parte do aluno, pois o mesmo encontra serias dificuldades em notar uma relação causal entre fórmulas e fatos. A metodologia que surtiu melhor efeito foi a união do método tradicional, com pequenas variações tais como uso de ludofísica e incrementos computacionais.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.