DESMITIFICANDO A ENERGIA NUCLEAR: O EXEMPLO DE ANGRA I
Guilherme Soares Zahn, Marco Antonio Maschio, Rodrigo Oliveira Aguiar
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Divulgação Científica
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## DESMITIFICANDO A ENERGIA NUCLEAR: O EXEMPLO DE ANGRA I
## Maschio, Marco A., Zahn, Guilherme S., Aguiar, Rodrigo O.
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN-CNEN/SP
Este trabalho apresenta uma descrição da Usina Nuclear Angra I e tem como objetivo não só mostrar como funciona uma usina nuclear como também derrubar alguns dos mitos que envolvem a energia nuclear. Esta discussão é relevante e deveria ser levada à sala de aula pelos professores de física, uma vez que os meios de comunicação cada vez mais disseminam uma opinião contrária, distorcida e pouco crítica, a respeito e a escola, quando toca no assunto, acaba reproduzindo os mesmos mitos disseminados pela imprensa.
- O primeiro grande argumento favorável à energia nuclear vem do fato que o conteúdo energético de um quilograma de combustível nuclear é dezenas de milhares de vezes maior do que aquele da mesma massa de carvão ou óleo combustível, e seu custo representa uma pequena parte do custo total de operação, de forma que os custos de geração de energia nucleoelétrica são muito pouco influenciados pelos aumentos do preço do combustível. Além disso, o Brasil é um dos grandes produtores mundiais de urânio, e as reservas presente no território nacional seriam capazes de tornar o Brasil energeticamente independente.
Com tudo isso, a discussão que sempre vem à tona se refere ao impacto ecológico e risco de operação das usinas nucleares. A exposição do meio ambiente à radiação devida à operação de usinas nucleares é de apenas cerca de 1% da exposição devida à radiação natural. Além disso, as usinas nucleares não liberam poluentes químicos nem queimam oxigênio, de forma que sua operação tem impacto ambiental praticamente nulo. O risco de acidentes em Usinas Nucleares fora da antiga União Soviética também é extremamente pequeno, devido às enormes exigências no que se refere a sistemas de proteção e contenção de radiação. No entanto, um problema que deve ser sempre considerado é o do rejeito radioativo, que requer armazenamento e controle muito rígidos.
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