CONCEPÇOES PRÉVIAS EM ASTRONOMIA: ONDE ESTAMOS NA TERRA?
Alex Sander Barros Queiroz, Luiz Carlos Jafelice, Joana Knobbe Ferreira, Francisco Adaécio D. Lopes, Almir F. Silva, Daniella M. C. Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Divulgação Científica
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## Concepções prévias em astronomia: onde estamos na terra?
## L. C. Jafelice A. S. B. Queiroz
## Departamento de Física, UFRN
Neste trabalho discutimos um estudo de caso sobre as concepções de um grupo de 50 crianças, entre 9 e 11 anos de idade, sobre onde estamos na Terra. É bem conhecido da literatura sobre concepções prévias em astronomia que muitas pessoas, crianças e também adultos, em particular muitos professores de nível fundamental, têm a concepção equivocada de que nós vivemos dentro da Terra. Desenvolvemos atividades específicas para avaliar de uma maneira mais precisa até que ponto essa conclusão é verdadeira. Tais atividades incluem um teste prático envolvendo objetos concretos para representar pessoas e a Terra, uma entrevista inserida em uma situação contextualmente orientada e modelos bi e tri dimensionais. Nossos resultados mostram que na verdade apenas 10.0 % das crianças investigadas pensam que vivemos dentro da Terra. Além disto, dentre aquelas que pensam desta forma, 20.0 % delas estão em uma fase de mudança conceitual, na qual elas mantêm pelo menos duas concepções antagônicas ao mesmo tempo. Isto torna ainda mais forte o ponto de que tal concepção espontânea incorreta, se de fato existiu de um modo geral em alguma idade prévia, não está mais presente no intervalo de idades avaliado. Os resultados obtidos claramente indicam que a conclusão amplamente aceita por muitas pessoas que trabalham com educação científica, de que as crianças pensam que vivemos dentro (ou embaixo) da Terra, não se sustenta. Discutimos possíveis motivos que levam a tal conclusão equivocada. Também sugerimos procedimentos educacionais para avaliar algumas concepções incorretas em astronomia e propomos práticas sobre como trabalhá-las.
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