ATIVIDADE LUDICA COMO ESTIMULO A PERCEPÇAO DE FENOMENOS FISICOS
Marisa Andreata Whitaker, Tania Cristina Arantes Macedo Azevedo, Raquel Aparecida Abrahao Costa, Dulce Consuelo Andreata Whitaker
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Interdisciplinaridade E Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ATIVIDADE LÚDICA COMO ESTIMULO A PERCEPÇÃO DE FENÔMENOS FÍSICOS
## Whitaker Marisa A. 1 , Whitaker Dulce C.A 2 , Azevedo Tania C.A M. , Costa Raquel A.A. 1 3
1 Departamento de Física e Química -Campus de Guaratinguetá -UNESP
2 Programa de Pós-Graduação em Sociologia- Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara - UNESP 3 Bolsista de Iniciação Científica - Campus de Guaratinguetá - UNESP
O trabalho discute o conceito de atividade lúdica descrevendo experiências de Física desenvolvidas com crianças. O trabalho é parte de um projeto que estamos desenvolvendo pelo Núcleo de Ensino/UNESP, no CCI do Campus e no 1º ano do Ensino Fundamental. O objetivo é compreender como crianças de idade entre 6 e 7 anos explicam alguns fenômenos da Física. Nosso foco é o estágio pré-operatório no subestágio intuitivo pois a intuição e a curiosidade, constituem fator de interesse da criança em relação a qualquer atividade. Nossa hipótese é de que as crianças, nem sempre estão limitadas pelo caráter imediato e intuitivo desse estágio. As atividades são apresentadas em forma de brincadeira e as crianças manipulam e refletem sobre os fenômenos. Procuramos não explicar os fenômenos mas, estimulando diálogos, damos as crianças a oportunidade de estender sobre eles reflexões próprias do seu estágio. As crianças são distribuídas em pequenos grupos e acompanhadas por um monitor. Algumas crianças manifestaram intuições inesperadas ou revelaram formas peculiares de pensamento que, do ponto de vista epistemológico, são expressivas para que se compreenda seu modo de pensar. As interações entre as crianças e os monitores propiciaram em muitos momentos o avanço dos conhecimentos para a zona de desenvolvimento proximal (Vygotsky) . Mobilizando seus esquemas de assimilação as crianças apreendem os fenômenos, ora tangenciando abstrações reflexivantes, ora permanecendo nas limitações de seu estágio. O que importa é a forma como estão construindo o conhecimento sem que estejamos atribuindo "erros" às suas explicações. O que consideramos erro pode ser um esquema para futura aprendizagem. Serão relatados alguns exemplos das atividades. Alguns resultados revelam o fascínio que as atividades práticas exercem sobre as crianças. Os dados sugerem que o raciocínio intuitivo das crianças pode estar preparado para captar fenômenos complexos e que a domesticação formal do ensino de ciências pode sufocar, essas possibilidades. Finalmente encontramos em Morin bases teóricas para a transdisciplinaridade aplicada neste projeto.
Apoio : FUNDUNESP/ PROGRAD/PROEX
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