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A PRIMEIRA E SEGUNDA FASE DA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE FÍSICA 2002 NA UEL: ALGUMAS CONSIDERAÇOES

Michele Hidemi Ueno, Rodrigo Oliveira Bastos, Fábio Roberto Sefrin, Rodrigo Delfino Joazeiro, Andréa Aparecida Franco, Samira Prioli Jayme, Gustavo Castro De Oliveira, Sergio De Mello Arruda, Nicolau Silva De Souza

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XV
Ano
2003
Data
23/03/2003
Linha de pesquisa
Divulgação Científica
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A PRIMEIRA E A SEGUNDA FASE DA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE FÍSICA 2002 NA UEL: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

## Ueno, Michele Hidemi & Bastos, Rodrigo O. & Sefrin, Fábio & Juazeiro, 1 2 3 Rodrigo D. & Jayme, Samira P. & Oliveira, Gustavo C. & Franco, Andréa A. 4 5 6 7 Arruda, Sergio M. & Rossi, Nicolau S. S. 8 9

Universidade Estadual de Londrina CCE - Departamento de Física

Este trabalho relata as impressões do grupo de Londrina, a respeito da sua experiência na realização das duas primeiras fases da Olimpíada Brasileira de Física de 2002, analisando dados de relatórios e falas de alguns professores e alunos do ensino médio que participaram dessas etapas. O trabalho está limitado às escolas que foram cadastradas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), tendo atingido alunos de vinte e uma escolas de quatorze diferentes cidades da região de Londrina, junto com seus professores. Dos 341 alunos convocados para a segunda fase, 273 participaram do exame que foi de caráter dissertativo. Destes, 125 (45,8%) obtiveram aproveitamento 0,0 (zero). As maiores notas obtidas pelos alunos do primeiro, segundo e terceiro ano nessa fase, foram, respectivamente, 27, 29 e 23, sendo de 48 pontos a pontuação máxima em cada prova. Como as notas de corte para a primeira, segunda e terceira séries foram de 24, 36 e 36 pontos, somente um participante, estudante do primeiro ano, foi classificado para a terceira fase. Excluindo os zeros, a maior parte dos participantes (94 estudantes ou 34,4% do total) obteve notas entre 0,5 e 5,0. Somente 4 alunos (1,5%) alcançaram aproveitamento acima de cinqüenta por cento. Os comentários e impressões, colhidos através de entrevistas realizadas com alguns professores credenciados, corretores e aplicadores das provas, revelaram uma certa frustração, por parte dos alunos, com o resultado decepcionante e, por parte dos professores, uma crítica ao 'nível muito elevado' das provas. Muitos alunos comentaram que eles 'nunca tinham visto' certos conteúdos e alguns professores demonstraram insegurança com a sua própria capacidade em resolver os problemas. Apesar disso, a nossa impressão é que a realização da Olimpíada exerce um impacto positivo, principalmente nos professores, estimulando-os a abandonarem a inércia a que são levados pela atividade docente cotidiana e pelo caráter burocrático de muitas instituições escolares.

## Apoio: MEC - CAPES

- 1 mhueno@uel.br; 2 rbastos@uel.br; 3 fsefrin@yahoo.com.br;
- 4 rodrigojuazeiro@yahoo.com.br; 5 samira@uel.br; 6 gustavocoliveira@globo.com;
- 7 andreaafranco@globo.com; 8 renop@uel.br; 9 lalaurossi@hotmail.com

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