A FÍSICA DA FORÇA IMPRESSA: QUERES QUE RESPONDA O QUE EU SEI OU O QUE ME EXPLICARAM NA ESCOLA?
Joao Batista Siqueira Harres
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2003
- Data
- 23/03/2003
- Linha de pesquisa
- Formação Do Professor De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## A FÍSICA DA FORÇA IMPRESSA: QUERES QUE RESPONDA O QUE EU SEI OU O QUE ME EXPLICARAM NA ESCOLA?
## Harres, João Batista S.
UNIVATES - Centro Universitártio
Apresenta-se uma escala estruturada em níveis de complexidade crescente construída para favorecer a auto-avaliação das idéias dos alunos sobre força e movimento. Por um lado, ao considerar que não há um conhecimento 'correto', em geral associado ao conhecimento científico, e um conhecimento 'errado', em geral associado ao conhecimento cotidiano, a escala pretende ser coerente com uma visão histórico-filosófica não absolutista da evolução da física. Por outro lado, ao por em prática uma concepção evolutiva, gradual e mais complexa da aprendizagem das relações entre força e movimento, ela pretende ser coerente com uma visão de aprendizagem construtivista da evolução das idéias dos alunos.
Inicialmente, são analisadas as respostas dos alunos à pergunta 'Porque um corpo lançado sobre uma superfície (com atrito) desliza um certo tempo e depois pára?'. Conforme nosso dados, as idéias dos alunos apresentam-se muito associadas a fisica da força impressa, historicamente desenvolvida na Idade Média e baseada na idéia de que a força que atuou sobre o objeto lançado é 'transferida' a ele e, por isso o mantém em movimento.
Depois, são apresentados os pressupostos (conteúdos, práticas avaliativas, etc.) e as estratégias didáticas (textos, experimentos, atividades de reflexão individual e em grupo etc.) adotadas para favorecer a evolução das idéias dos alunos.
Finalmente, são discutidas as auto-avaliações dos alunos mostrando uma evolução maior do que aquelas apontadas pelas pesquisas na área nas concepções dos alunos sobre força e movimento e um aumento significativo no grau de consciência das próprias idéias e de como elas mudam, favorecendo o 'aprender a prender'.
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