UMA POSSIBILIDADE DE ANÁLISE AO USO DO TERMO MELANINADO NO LIVRO AFROFUTURISTA ''O CAÇADOR CIBERNÉTICO DA RUA TREZE".
Felipe Batista Da Silva, Henrique César Da Silva
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2024
- Data
- 20/08/2024
- Linha de pesquisa
- Equidade, Inclusão, Diversidade E Estudos Culturais E O Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## UMA POSSIBILIDADE DE ANÁLISE AO USO DO TERMO MELANINADO NO LIVRO AFROFUTURISTA O CAÇADOR CIBERNÉTICO DA RUA TREZE
## A POSSIBLE ANALYSIS OF THE USE OF THE TERM MELANINIZED N THE AFROFUTURISTIC BOOK I O CAÇADOR CIBERNÉTICO DA RUA TREZE
Felipe Batista Silva 1 , Henrique César da Silva 2
1 UFSC/Centro de Ciências Físicas e Matemática, felipe\_bsilva@yahoo.com.br 2 UFSC/MEN/PPGECT, henriquecsilva@gmail.com
## Resumo
O principal objetivo deste trabalho é apresentar uma possibilidade de análise do ermo melaninado presente na obra t O caçador cibernético da rua treze 2017), de ( Fábio Kabral. Trata-se de uma publicação afrofuturista e de gênero icção f especulativa. A utilização do termo melaninado aparece na descrição dos habitantes de Ketu 3, descendentes do Continente, que apresentam traços melaninados nos mais variados tons de pele negra e de traços negroides, como narizes, lábios e abelos. O afrofuturismo é definido pelo próprio autor como 'movimento de recriar o c passado, transformar o presente e projetar um novo futuro através da nossa própria ótica' Kabral, ( 2016), a ótica de pessoas negras. Utilizando o onceito c de afrocentricidade defendido por Molefi Kete Asante, o afrofuturismo pode ser ompreendido como a expressão do modo de pensamento e ação a qual valoriza as c ulturas africanas, bem como afrodiaspóricas, trazendo-as para o centro de suas c produções. Essa expressão cultural ultrapassa os limites de uma análise apenas estética e se sustenta em sua base ancestral nas narrativas e perspectivas de pesquisadores negros. Cheikh Anta Diop, pesquisador senegalês, afirmou que os antigos egípcios eram negros. Em suas obras Origem dos antigos egípcios 1974) e ( Nações negras e cultura 1955), uma das técnicas utilizadas em tal afirmativa, foi o ( este t de melanina em múmias, realizado no Laboratório de Radiocarbono da Universidade de Dakar, Senegal. Portanto, uma possibilidade afrocentrada da defesa do termo melaninado utilizado na obra de Kabral, pode ser correspondente aos resultados apresentados por Diop. Este movimento abre a possibilidade de rabalhar a relação entre literatura e ciência, ambas sob a perspectiva afrocentrada t na educação básica, particularmente na educação com ciências. Desta forma abordando uma perspectiva em educação que valoriza a ficção na sua relação com as ciências da natureza.
Palavras-chave afrofuturismo; afrocentricidade; melanina; radiação UV. :
## Abstract
The main objective of this work is to present a possible analysis of the term melaninized' found in the book "O caçador cibernético da rua treze" by Fábio " Kabral. The book is an Afrofuturistic work and falls within the genre of speculative iction. f The term "melaninado" is used to describe the inhabitants of Ketu 3,
descendants of the Continent, who exhibit melanin-rich features in various shades of black skin and Negroid characteristics such as noses, lips, and hair. The author himself defines Afrofuturism as the "movement to recreate the past, transform the present, and project a new future through our own perspective" (Kabral, 2016) - the perspective of Black people. Drawing on the concept of Afrocentrality advocated by Molefi Kete Asante, Afrofuturism can be understood as a mode of thought and action hat values African and Afro-diasporic cultures, bringing them to the forefront of t reative productions. This cultural expression goes beyond mere aesthetic analysis c and is rooted in its ancestral foundation within the narratives and perspectives of Black researchers. Cheikh Anta Diop, a Senegalese researcher, asserted that the ancient Egyptians were Black. In his works "The African Origin of Civilization: Myth or Reality" (1974) and "Black Nations and Culture" (1955), one technique he used to upport the claim that the ancient Egyptians were Black involved testing mummies s or melanin, conducted at the Radiocarbon Laboratory of the University of Dakar. f Therefore, an Afrocentric interpretation of the use of the term "melaninized" in Kabral's work may be related to the findings presented by Diop. This opens up the possibility of exploring the relationship between literature and science, both from an Afrocentric perspective, particularly in basic education and science education. This approach aligns with an educational perspective that values the intersection of fiction with the natural sciences.
Keywords Afrofuturism; Afrocentricity; Melanin; UV radiation. :
## A OBRA E O USO DO TERMO 'MELANINADO'
O caçador cibernético da rua treze é um livro afrofuturista e ficcional, escrito por Fábio Kabral e publicado pela Editora Malê no ano de 2017. A história baseia-se na busca de remissão que o protagonista, João Arolê, tem com o seu passado, ao mesmo tempo em que luta por sua sobrevivência. Arolê é um caçador de aluguel de espíritos malignos, um jovem melaninado com implantes cibernéticos e poderes espirituais. Ketu 3 é o universo ficcional em que ocorre toda a história.
Em resumo, a obra apresenta o romance do protagonista com Maria Àrònì, uma ẹmí ẹjẹ filha de , Ossain médica e curandeira especialista em folhas e banhos. , Ao longo da obra também é possível conhecer Nina Oníṣẹ, também ẹmí ẹjẹ ilha de , f Ogun , grande amiga de Arolê desde os tempos em que estiveram em treinamento no nstituto Pá Olukọ I . No decorrer da trama, o autor apresenta alguns trechos de tan Ì relatos míticos da cultura iorubá que narram histórias dos orixás. T ais excertos , aparecem sempre que as ações das personagens são similares às histórias dos orixás. Na narrativa, Arolê e Nina percebem que foram usados apenas enquanto armas para as vontades políticas das Corporações Ibualama . Assim, existe um
onflito entre o c protagonista e um dos antigos integrantes do quarteto em que atuavam no Esquadrão das Forças Especiais de Supressão, Jorge Osongo. Jorge, ambém caçador e filho de Odé, busca caçar Nina e Arolê por vingança, pois t acredita que eles tenham matado o seu namorado em nome das Corporações.
O termo melaninado aparece no início da obra e é utilizado na descrição dos descendentes do Continente habitantes da , Cidade das Alturas Melanócitos são as . élulas presentes na pele humana que produzem a melanina, na obra elas estão c descritas como presentes no tecido bioelétrico, o qual compõe a parte metálica do orpo de Arolê. c
Uma metrópole povoada por pessoas melaninadas de todos os tipos, descendentes do Continente. (KABRAL, 2017, p. 7).
oão Arolê olhava para aquelas pessoas ao seu redor, todos, tais como ele, J descendentes do Continente: dos de pele muita preta aos amarronzados mais claros, todos com traços melaninados, narizes e lábios e cabelos, [...], eram todos pessoas de melanina, herdeiros do Mundo Original. (KABRAL, 2017, p. 13-14).
No banheiro, João Arolê ' olhava-se no espelho, [...]; onde a pele se encontrava com o metal, as marcas de queimadura persistiam; já a parte natural era o rosto de um homem melaninado, com traços característicos de um descendente do Continente.' (KABRAL, 2017, p. 27 e 28)
O seu braço é… é um aglomerado de seres minúsculos. É um tecido vivo de ircuitos. Transmissão de elétrons ocorre por meio de melanócitos. O seu c braço… é um aglomerado de minúsculos seres tecnorgânicos. Tecnovírus!... KABRAL, 2017, p. 35-36). (
Diante do exposto em relação a obra de Kabral, esse trabalho tem como objetivo apresentar uma possível análise de contribuições da ciência africana que ustifique j o emprego do ermo melaninado, t endo como t base o onceito de c afrocentricidade, defendida por Molefi Asante, enquanto uma epistemologia estruturante no movimento afrofuturista. Assim como permite o uso da literatura afrofuturista como ferramenta pedagógica para o ensino de física.
## PRODUÇÃO DE MELANINA DEVIDO A RADIAÇÃO UV
O Sol emite radiações eletromagnéticas de diferentes comprimentos de ondas e que são fundamentais para a manutenção da vida no planeta Terra, dentre elas, a adiação ultravioleta (UV). A radiação UV possui pequenos comprimentos de onda r na faixa de 200 a 400 nanômetros, e de alta capacidade energética. Ela pode ser dividida em três faixas: UV-A (320 nm a 400 nm), UV-B (290 nm a 320 nm) e UV-C 200 nm a 290 nm). A camada de ozônio absorve a radiação UV-C e parcialmente a (
UV-B, portanto, das radiações UV que chegam na superfície terrestre e interagem om a pele humana, sendo elas, a UV-A, menos energética e com capacidade de c penetrar até a região da membrana basal, a qual divide a epiderme da derme, e o estante da UV-B que consegue penetrar até a derme. r
Os melanócitos são um dos quatro principais grupos celulares presentes na epiderme e ficam localizados próximos à membrana basal. Tal grupo possui a enzima tirosinase, que ao ser empacotada pelo aparelho de Golgi, forma os grânulos de melanossomos. Os melanossomos utilizam o aminoácido tirosina para a produção da proteína melanina. Este processo acontece principalmente pela oxidação que a tirosinase ocasiona na tirosina. A oxidação resulta da absorção do óton emitido da radiação UV e a excitação dessa molécula. A associação dos f melanócitos e queratinócitos (a maior população celular da epiderme) é denominada epidérmico-melânica. Através dessa associação entre essas células é que os melanossomos são transportados para os queratinócitos e se alojam entre o núcleo e a superfície das células. Por envolver o núcleo dos queratinócitos, essas organelas uncionam como uma barreira de proteção a radiação UV devido a pigmentação f ocasionada pela melanina (GARTNER; HIATT, 2003).
A melanina atua como uma defesa natural contra os efeitos nocivos da radiação UV. Quando a pele é exposta ao sol, os melanócitos aumentam a produção de melanina para absorver e dispersar a radiação UV, protegendo as células da pele ontra danos. Esse processo é o que resulta no bronzeamento da pele após a c exposição solar. Embora a produção de melanina seja uma resposta protetora mportante, é crucial adotar medidas para limitar a exposição excessiva à radiação i UV, uma vez que ela pode causar danos à pele, como queimaduras solares, envelhecimento prematuro e aumento do risco de câncer de pele.
## CHEIKH ANTA DIOP E TESTE DE DOSAGEM DE MELANINA
Cheikh Anta Diop nasceu no Senegal, em 1923, ainda colônia rancesa. f Muçulmano e de família aristocrática, teve acesso às melhores escolas em seu país, onde concluiu sua formação básica. Na França, teve formação em diversas áreas do onhecimento, entre elas Física Nuclear, Filosofia, História Antiga e Pré-História c ASANTE, 2012 ( apud BRITO et al , . 2020; DIAS, 2022). Trabalhou com cientistas e pensadores renomados da área das Ciências Humanas e ficou muito conhecido
devido aos seus estudos sobre o Egito. Pioneiro enquanto pesquisador negro que propunha e analisava esses estudos sob sua ótica enquanto negro africano, opondo-se ao pensamento dominante eurocêntrico. Teve duas teses rejeitadas, a ntitulada 'O futuro cultural do pensamento africano', considerada polêmica, e a i Quem eram os egípcios pré-dinásticos', por ausência de quem se dispusesse a ' examiná-la. Em 1961 obtém o título de doutor com duas teses que desenvolve na Universidade de Sorbonne, às quais originaram os livros A unidade cultural da África negra 1959) e ( África negra pré-colonial: estudo comparado dos sistemas políticos e ociais da Europa e da África, da Antiguidade à formação dos Estados modernos s 1961) (GNONSEA, 2003 ( apud BRITO, 2020).
A sua formação em diversas áreas do conhecimento resultou em estudos sobre o antigo Egito muito bem fundamentados. A física foi uma dessas áreas, na qual foi professor auxiliar em Lycées Voltaire e Claude Bernard, em Paris. Sob orientação de Frédéric Joliot-Curie (1900-1958), fez sua especialização em Física Nuclear no Laboratório de Química Nuclear do Collège de France (ASANTE, 2012 apud BRITO, 2020).
Foi fundamental para o desenvolvimento de uma técnica para determinação de melanina em pele de múmias, baseando-se na datação por radiocarbono. Em Dakar, riou o primeiro Laboratório de Radiocarbono do continente africano no Instituto c Fundamental da África Negra (IFAN), associado à então Universidade de Dakar, hoje Universidade Cheikh Anta Diop (UCAD). Suas pesquisas desenvolvidas no campo de nvestigações i na África esultaram no r onvite c a participar da equipe de preparação da oleção c História Geral da África pelo Comitê Internacional da UNESCO em 1974. Na publicação do capítulo 'A origem dos antigos egípcios' 2010), no volume II da coleção elaborada junto à UNESCO, é onde ele apresenta o ( este de melanina enquanto justificativa na comprovação com base científica que os t antigos egípcios eram negros devido a quantidade de concentração de melanina encontrada em amostras de peles de múmias egípcias.
No mesmo capítulo, Diop apresenta algumas críticas sobre análises suscitadas pelo domínio de pessoas brancas, que eram utilizadas como justificativas em prol da manutenção da escravidão de pessoas negras. Uma delas é sobre a craniometria, a qual associava a medida de crânios a capacidade com suas capacidades cognitivas.
Apresenta também comprovações do reconhecimento que os antigos egípcios eram istos como negros pelos gregos e romanos. v
## AFROCENTRICIDADE ENQUANTO EPISTEMOLOGIA ESTRUTURANTE DO MOVIMENTO AFROFUTURISTA
O afrofuturismo, segundo Aza Njeri, é um movimento político, estético, social, ultural e afro-diaspórico, que tem uma base filosófica africana e uma relação direta c om a ficção especulativa, uma possibilidade de se pensar em possíveis futuros a c partir da arte (AZA NJERI, 2021). Já Kenia Freitas define como expressão cultural e artística, enquanto movimento expressivos de diversas modalidades de ficções especulativas de autorias e experiências negras (AZA NJERI, 2022).
Ao nos voltar para autores brasileiros desse movimento, Alê Santos, nos diz que esse movimento pode ser compreendido como sendo o entendimento de como enxergar o futuro para pessoas negras, não necessariamente com o olhar de pessoas negras na atualidade, mas tendo a possibilidade de visões proféticas e ancestrais que podem não ter sido impactadas pelo processo de escravização (AZA NJERI, 2021). Fábio Kabral afirma que o 'movimento em transformar o presente, ecriar o passado e projetar um novo futuro através da nossa própria ótica é, [...], a r própria definição de Afrofuturismo' (2016), pela primeira vez eu seu blog.
Conforme exposto, essas diferentes deias i e definições de afrofuturismo, podemos entender que se trata de um conceito novo, tendo pouco mais de 20 anos, endo um conceito inacabado. Durante esse período, é percebido sua evolução nas s diferentes discussões propostas. Além disso, pela falta de definição para essas expressões artísticas e culturais, temos muitas produções, lançadas anteriormente a essa data, que estão sendo consideradas afrofuturistas. Isto acontece devido ao ermo surgir como agrupamento de movimentos que estavam em efervescência nos t Estados Unidos nos anos 90. Mesmo não sendo possível traçar um conceito echado f de análise para uma definição oncreta, c onsequentemente c uma lassificação c afrofuturista, é possível observar e evidenciar a existência de elementos africanos e afrodiaspóricos. A agência africana, bem omo c a afrodiaspórica, ocupam os lugares centrais nessas produções. À essa centralidade de pessoas negras, para além do protagonismo perante as cenas, também se fazem presentes enquanto episteme fundante e estruturante nessas representações. A
afrocentricidade surge então enquanto comum à discussão e apresentação do onceito de afrofuturismo. c
## CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do que oi f apresentado em relação aos conceitos estruturantes no entendimento do afrofuturismo, afirma-se que o livro O caçador cibernético da rua reze t apresenta a afrocentricidade enquanto epistemologia. Nesse sentido, podemos argumentar que o uso do termo melaninado pode estar relacionado ao teste de dosagem de melanina realizado por Diop. A diferença de concentração de melanina presente nas peles humanas é uma característica física que foi, e é, utilizada na diferenciação de 'raças' humanas. Mesmo com a compreensão atual de que a acialização de pessoas só é possível no âmbito social, não apresenta sustentação r do ponto de vista biológico, mas carrega resquícios históricos de hierarquização e em como característica a inferiorização de pessoas negras, as quais descendem de t povos africanos escravizados. Essa sustentação tem por base a inferiorização de pessoas que fogem do padrão predominante branco eurocêntrico que deu o nome de negro à esse grupo de indivíduos que possuem grande concetração de melanina enquanto pigmentação em suas peles. Podemos também levantar uma proposta de uma possível reivindicação de nova nomenclatura de cunho afrocentrado para pessoas negras. Na pretensão de ensino de física de unir ficção e ciência, literatura e ciência, em perspectiva afrocentrada na educação básica, podemos utilizar o onteúdo de ondas eletromagnéticas para apresentar exemplos e aplicações que c ooperam com uma educação antirracista, compreendendo assim a produção da c melanina devido a interação da pele com a radiação UV.
A melanina é responsável pela coloração da pele, e a pele escura, com maior oncentração c de melanina, orna-se t a principal aracterística c enotípica f na lassificação de uma pessoa negra. Para o cumprimento da Lei 10.639/2003 para o c ensino de física, bem como de ciências, o presente trabalho possibilita ter como base uma estruturação de metodologias para o ensino de radiação UV.
Deste modo, possibilita aproveitar a temática do livro de Kabral e exposta neste rabalho como introdutória. Além disso, tem possibilidade de desenvolvimentos de t propostas conjuntas com outras áreas de conhecimento. Ao mesmo tempo que o afrofuturismo tem ganhado notoriedade na atualidade, tem uma boa aceitação por
parte da uventude j ontemporânea. c Essa análise ambém t possibilitou o entendimento desse evento histórico-científico como importante para a ruptura do acismo científico. Este movimento nos possibilita o uso dessa evidência enquanto r metodologia da História da Ciência, bem como da História Cultural da Ciência, do ponto de vista de uma análise afrocentrada e decolonial. Apresentando assim, possibilidade de estratégias de metodologias de ensino que possam contemplar a aplicabilidade da Lei 10.639/2003, que define a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira para todo o âmbito da educação brasileira. Em conclusão, permite a apresentação de novas referências para além da entralidade c hegemônica da branquitude, dando visibilidade às ontribuições c africanas e afrodiaspóricas das ciências.
## REFERÊNCIAS
AZA NJERI. O que é o afrofuturismo? |Pensando afrofuturismo|. YouTube 12 set. de , 2021. Disponível em: https://youtu.be/q-1zcotK7sE?si=pS8IerD18dusr7ls. Acesso em: 23 fev. 2023.
AZA NJERI. Afropessimismo ou afrofuturismo? Feat Kenia Freitas |Pensando afrofuturismo|. YouTube 18 fev. 2022. Disponível em: ,
https://youtu.be/obdi8DZBZWs?si=9USy\_Uvgk2fWWpa6. Acesso em: 9 mar. 2023.
BRITO, Alan A et al Histórias (in)visíveis nas ciências. I. Cheikh Anta Diop: um . orpo na física. c Revista da ABPN Goiânia, v. 12, n. 31, p. 29-318, fev. 2020. DOI: . 10.31418/2177-2770. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/view/791. Acesso em: 23 fev. 2023.
DIAS, Luciana B. Criar uma unidade africana através da história: a questão da origem dos antigos egípcios na historiografia pan-africanista de Cheikh Anta Diop. Revista Crítica Histórica [ , . l. s , v. 13, n. 25, p. 84-114, ago. 2022. Disponível em: ] https://doi.org/10.28998/rchv13n25.2022.0006. Acesso em: 23 fev. 2023.
GARTNER, Leslie P.; HIATT, James L. Tratado de Histologia em Cores. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
KABRAL, Fábio. O caçador cibernético da rua treze Rio de Janeiro: Ed. Malê, . 2017.
KABRAL, Fábio. [Afrofuturismo] O futuro é negro - o passado e o presente também. n I : Fábio Kabral 24 mar. 2016. Disponível em: .
https://fabiokabral.wordpress.com/2016/03/24/afrofuturismo-o-futuro-e-negro-o-pass ado-e-o-presente-tambem/. Acesso em: 15 mai. 2023.
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