O QUE PENSAM LICENCIANDOS EM FÍSICA SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE O CONHECIMENTO DOS YANOMAMI E A CIÊNCIA OCIDENTAL HEGEMÔNICA
Gloria Regina Pessoa Campello Queiroz, Giselle Faur De Castro Catarino, Maria Da Conceição Almeida Barbosa Lima
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XX
- Ano
- 2024
- Data
- 22/08/2024
- Linha de pesquisa
- Equidade, Inclusão, Diversidade E Estudos Culturais E O Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O QUE PENSAM LICENCIANDOS EM FÍSICA SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE O CONHECIMENTO DOS YANOMAMI E A CIÊNCIA OCIDENTAL HEGEMÔNICA
## WHAT PHYSICS GRADUATES THINK ABOUT THE RELATIONSHIP BETWEEN THE KNOWLEDGE OF THE YANOMAMI AND HEGEMONIC WESTERN SCIENCE
## Gloria Regina Pessoa Campello Queiroz 1 , Giselle Faur de Castro Catarino 2 , Maria da Conceição Almeida Barbosa Lima 3
2
1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro/IF, DFAT/gloriapcq@gmail.com Universidade do Estado do Rio de Janeiro/IF, DFAT/CEFET-RJ, gisellefaur@gmail.com Universidade do Estado do Rio de Janeiro/IF, DFAT/IOC/Fiocruz, 3 mcablima@uol.com.br
## Resumo
Os conhecimentos ancestrais de diferentes grupos originários brasileiros não são estudados nos cursos de Licenciatura em Física, sendo muitas vezes menosprezados no senso comum e até mesmo nos meios acadêmicos. Nosso objetivo nessa pesquisa foi discutir com licenciandos de Física temas da Cosmologia hegemônica curricular em diálogo com culturas indígenas. Durante a apresentação do tema 'conhecimento Yanomami', percebemos resistência entre alguns em aceitá-lo como originário desse povo, sem interferência do conhecimento europeu. No entanto, outros estudantes elaboraram projetos pedagógicos sobre o tema, destacando-se dois: 'Astrofísica e a valorização do conhecimento indígena' e 'Produção de cordéis sobre culturas diversas'. Os resultados do trabalho nos levaram a uma investigação visando fomentar o uso de relações entre conhecimentos de diferentes origens culturais para o Ensino de Ciências. Em uma turma de 9 estudantes de licenciatura em Física de uma universidade pública do Rio de Janeiro, realizamos em 2023 uma apresentação deste tema por cerca de 40 min, ressaltando princípios da educação em direitos humanos: 'ouvir a voz de pessoas e grupos vulnerabilizados' e 'educar para nunca mais'. Ao trazermos na formação inicial de professores de Física conhecimentos oriundos de outras culturas pudemos introduzir temas da Cosmologia hegemônica curricular, valorizando o conhecimento de povos vulnerabilizados para promover uma maior justiça social. Nas respostas dos estudantes encontramos o reconhecimento pelos alunos do uso que este povo faz a favor da preservação do ambiente em que
vivem e do planeta Terra de forma mais ampla. Porém reconhecemos a urgência em discutir questões acerca da Natureza da Ciência no que diz respeito às formas da sua produção.
Palavras-chave : Cosmologia Yanomami; diálogo intercultural.
## Abstract
The ancestral knowledge of different original Brazilian groups is not studied in Physics degree courses, and is often overlooked in common sense and even in academic circles. Our objective in this research was to discuss with Physics undergraduates themes of the hegemonic curricular Cosmology in dialogue with indigenous cultures. During the presentation of the theme 'Yanomami knowledge', we noticed resistance among some in accepting it as originating from this people, without interference from European knowledge. However, other students developed pedagogical projects on the topic, two of which stand out: 'Astrophysics and the valorization of indigenous knowledge' and 'Production of strings about different cultures'. The results of the work led us to an investigation aimed at promoting the use of relationships between knowledge from different cultural origins for Science Teaching. In a class of 9 Physics undergraduate students at a public university in Rio de Janeiro, in 2023 we held a presentation on this topic for around 40 minutes, highlighting principles of human rights education: 'listening to the voice of vulnerable people and groups' and 'educate never again'. By bringing knowledge from other cultures into the initial training of Physics teachers, we were able to introduce themes from the hegemonic curricular Cosmology, valuing the knowledge of vulnerable peoples to promote greater social justice. In the students' responses we find the students' recognition of the use that these people make in favor of preserving the environment in which they live and planet Earth more broadly. However, we recognize the urgency in discussing questions about the Nature of Science with regard to the forms of its production.
Keywords : Yanomami Cosmology; intercultural dialogue.
## Introdução: Conhecimentos ancestrais dos povos originários
Os conhecimentos ancestrais de diferentes grupos originários brasileiros não são estudados nos cursos de Licenciatura em Física, sendo muitas vezes menosprezados no senso comum e até mesmo nos meios acadêmicos. No entanto, as culturas ameríndias souberam, durante séculos, interagir com a natureza de maneira harmoniosa, dando valor aos cuidados com as florestas para a manutenção de uma vida possível e duradoura do nosso planeta, não sendo os responsáveis pelas devastações críticas causadoras de epidemias genocidas vividas por eles em seus territórios invadidos.
Ao longo de séculos nossos povos originários têm construído conhecimentos relevantes, sendo alguns deles com pontos de convergência com os da ciência hegemônica, usando-os para alertar, agora com obras escritas, sobre o final acelerado das condições de vida no nosso planeta, longe da controvertida sustentabilidade vislumbrada por alguns. No entanto, os Yanomami e outros grupos indígenas nos oferecem caminhos para profetizar e adiar o fim do mundo (Kopenawa; Albert, 2010; Krenak, 2020) que se aproximam da ecologia e da educação ambiental crítica
Nosso objetivo nessa pesquisa foi discutir com licenciandos de Física temas da Cosmologia hegemônica curricular em diálogo com culturas indígenas. Desse modo, ao mesmo tempo em que interagimos com a educação em direitos humanos, procuramos difundir a voz de povos originários e assim participar da luta contra violações de povos constituintes da nossa brasilidade. O que podemos aprender e trocar com esses povos em busca de sustentabilidade nesse capitalismo insustentável? Como formar licenciandos que se comprometam em divulgar seus saberes em diálogo com a Astrofísica curricular?
## A Ciência Hegemônica e a Ancestral
Cunha (2007) acredita que encontrar uma forma para os conhecimentos oriundos de culturas diferentes viverem juntos, apesar de não serem idênticos, tem seu valor na possibilidade de 'reconhecer e valorizar as contribuições para o conhecimento científico e fazer participar as populações que o originaram nos benefícios que podem decorrer de seus conhecimentos'. Para Viveiros de Castro, um caminho para tal está traçado no livro 'A queda do céu' de Kopenawa e Albert (2010) que, segundo ele, teve a capacidade de abrir a muralha dialógica erguida entre indígenas e brancos. Por meio de Kopenawa, ficamos conhecendo o desejo desse povo por ser ouvido:
É por isso que eu gostaria que eles ouvissem minhas palavras… Gostaria que, após tê-las compreendido, dissessem: 'Os Yanomami são gente diferente de nós, e no entanto suas palavras são retas e claras, Agora entendemos o que eles pensam, São palavras verdadeiras! A floresta é bela e silenciosa... Querem defender sua terra porque desejam continuar vivendo nela como antigamente (p.64).
Para estabelecer uma interlocução com a sabedoria dos povos originários, vital e necessária à sobrevivência do nosso planeta, a transformação das percepções e sentimentos dentro da cultura hegemônica se mostra urgente. Longe da pretensão de universalidade da Ciência (Cunha, 2007), procuramos conhecer pontos de convergência entre as duas culturas. Porém nos defrontamos com alguns problemas, entre eles saber se a comparação entre saberes tradicionais e saber
científico está tratando de unidades comparáveis, com algum grau de semelhança (Cunha, 2007 ). Como caminho para enfrentar essa
## Gloria Regina Pessoa Campello Queiroz 1 , Giselle Faur de Castro Catarino 2 , Maria da Conceição Almeida Barbosa Lima 3
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1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro/IF, DFAT/gloriapcq@gmail.com Universidade do Estado do Rio de Janeiro/IF, DFAT/CEFET-RJ, gisellefaur@gmail.com Universidade do Estado do Rio de Janeiro/IF, DFAT/IOC/Fiocruz, 3 mcablima@uol.com.br
questão constatamos a existência de temas com perguntas de partida semelhantes: 'Essas coisas que os brancos cobiçam tanto, como teriam vindo a existir? De que são feitas?' A resposta de Kopenawa, um xamã Yanomami, na obra 'A Queda do Céu' (Kopenawa, Albert, 2010), contém um conhecimento vindo de uma curiosidade comum a todas as civilizações: de onde veio o que compõe a Terra? Ao dizer que aquilo que os brancos chamam de minério são as lascas do céu, da Lua, do Sol e das estrelas que caíram no primeiro tempo completa com a afirmação: 'Todos sabem que o céu já caiu sobre os antigos, há muito tempo' (Kopenawa, Albert, 2010, p. 195).
O mais curioso foi saber que essa cultura ancestral identifica o metal cobiçado pelos brancos com as estrelas chamando-o de mareaxi ou xilikarixi, o mesmo nome dado a elas. Argumentam que tal metal não deve ser trazido das profundezas, pois Omana o ocultou e ele é o esqueleto da Terra que, envolvido pelo frescor úmido da floresta, a sustenta, não se devendo cavar o solo, sob o risco do céu desabar mais uma vez. Apesar de que semelhanças como essas não possam nos cegar sobre diferenças entre culturas diferentes, encontramos elementos comuns entre a afirmação da Ciência de que somos feitos de poeira de estrelas e o conhecimento Yanomami advindo de trocas com os espíritos das florestas durante sonhos. Mesmo sem o mesmo rigor científico, a resposta cosmológica Yanomami tem seu maior valor possui na relação direta com a preservação ambiental, pois é utilizada em importante profecia, de fácil compreensão, sobre um provável fim para o nosso planeta.
## A origem dos conhecimentos: o papel das imagens
Em busca de construção de relações equitativas com os povos tradicionais e seus saberes, aproveitando as oportunidades que se apresentam no momento atual (Cunha, 2007), fomos buscar no papel desempenhado pelas imagens e pelos sonhos a origem dos conhecimentos na sua relação com a razão:
A razão encontra-se no imaginário e no sentido da lógica interna, que não é contrária ao real mas que, como um caleidoscópio, recria, reconstrói, reordena e reestrutura, criando outra lógica que desafia a lógica formal. (Laplatine e Trindade, 2003, p. 79 apud Gurgel e Pietrocola, p. 4).
Em 'O Oráculo da Noite', ao definir o sonho como o curioso estado de viver para dentro, em um simulacro da realidade feito de fragmentos de memórias, Ribeiro (2019, p.15) pergunta: 'Existe lógica por trás do sonho? O sonho é fato explicável da experiência humana ou arcano mistério insondável. O sonho é acaso ou necessidade?' (p. 15). O sonho como produtor de imagens tem participado da construção da ciência. Em comunicação (Queiroz; Catarino, 2023) trouxemos que Roman Jakobson, ao historiar o 'pensamento sem palavras de Einstein', afirma que os signos são um suporte necessário ao pensamento desde sua fase de formulação até sua fase de comunicação e traz como exemplo a afirmação de Einstein de que palavras e linguagem, escrita ou falada, não parecem desempenhar nenhum papel no mecanismo do seu pensamento, que é feito a partir de imagens. E os sonhos são fonte de muitas imagens reconhecidas na construção da ciência. Kopenawa ao valorizar a ecologia nos trabalhos de Chico Mendes, a identifica com o conhecimento de seu povo, construído a partir de imagens em sonhos que eles têm com os espíritos da floresta, revelando seu desejo de se tornar espírito e continuar estudando com os xapiri para adquirir mais conhecimentos durante seus sonhos (Kopenawa e Albert, 2010).
## Metodologia
Durante a apresentação do tema 'conhecimento Yanomami' na Licenciatura em Física percebemos resistência entre alguns em aceita-lo como sendo originário desse povo, sem interferência do conhecimento europeu. No entanto, outros estudantes elaboraram projetos pedagógicos sobre o tema, destacando-se dois: 'Astrofísica e a valorização do conhecimento indígena' e 'Produção de cordéis sobre culturas diversas'. Para eles os objetivos eram: 'valorizar o conhecimento de povos diversos ao longo dos séculos' e 'estabelecer diálogos entre o conhecimento desses povos e o conhecimento científico'.
Os resultados do trabalho nos levaram a uma investigação visando fomentar o uso de relações entre conhecimentos de diferentes origens culturais para o Ensino de Ciências. Em uma turma de 9 estudantes de licenciatura em Física de uma universidade pública do Rio de Janeiro, realizamos em 2023 uma apresentação deste
tema por cerca de 40 min, ressaltando princípios da educação em direitos humanos: 'ouvir a voz de pessoas e grupos vulnerabilizados' e 'educar para nunca mais'.
A partir de um questionário escrito, coletamos argumentos dos estudantes acerca do tema abordado: 1. Podemos considerar os relatos dos indígenas (RI) como uma forma de conhecimento científico (CC)? 2.Quais as relações entre os temas apresentados pelos Yanomami e os temas da Cosmologia oficial? 3.Quais as relações entre as formas de produção do conhecimento pelos Yanomami (CY) e pelos cientistas (CC)?
- 4. Quais os usos feitos dos CY - conhecimentos produzidos pelos Yanomami? 5.Quais os usos feitos dos CC - conhecimentos produzidos pela cosmologia oficial? As respostas passaram por uma análise de conteúdo, cujas categorias foram nomeadas Categoria A - CA; Categoria B - CB etc e exemplificadas.
## Resultados
Questão 1: CA - Reconhecimento de valor do conhecimento indígena:
A6: SIM, por possuírem embasamento empírico pelas eras; outra maneira de enxergar a ciência.
A7: SIM, há diferentes definições do que é fazer ciência; de certa forma tem uma confirmação experimental pela Observação da Natureza, uma forma de fazer ciência.
CB - Não reconhecimento de valor do conhecimento indígena:
A3: NÃO, o CC precisa estar submetido ao Método Científico
A9: NÃO cada povo traz formas diferentes de produção de conhecimento; porém o CC é específico
Na primeira questão seis sujeitos afirmaram que Sim, os conhecimentos de povos indígenas podem ser considerados científicos; outros 3 que Não e segundo um deles, para tal, é preciso 'estar submetido ao Método Científico'. Alguns termos nos chamaram atenção: 'confirmação experimental pela observação da natureza'; 'Método Científico', sugerindo o que Gil Perez et al (2001) chamam de visão deformada do trabalho científico.
Questão 2: CA - Elementos químicos vindos de fora do planeta terra:
A2: Origem dos elementos vem do Cosmos
A9: Origem de elementos químicos em comum na Terra e em outros corpos celestes
CB - O que nos constitui vem das estrelas (análogo a Somos todos poeira das estrelas):
A3: CY- os minérios vêm do céu - a Cosmologia - o que nos compõem, o ferro como exemplo, foi produzido em uma supernova
A4: ambos enxergam a conexão entre o que é formado nas estrelas e aquilo do qual somos feitos
Na segunda questão, percebemos que muitas respostas reproduzem as ideias apresentadas aos licenciandos.
Questão 3: CA - Há relação - Forma de produção semelhante:
A1: Observação e Imaginação
A4: ambos utilizam formas empíricas de gerar conhecimento - além disso o CY se utiliza dos sonhos como premonição e o CC é mais pautado apenas no observável
## CB - Não há relação:
A2: no CY não há possibilidade de reprodutibilidade
A3: no CC há o Método científico, Observação e experimentação; no CY a produção é feita pelos xamãs
A5: a união entre cultura, religião... dá origem ao CY, eles não fazem uma separação desses conhecimentos.
Como respostas a essa terceira pergunta, dividimos as respostas nas categorias 'Há relação' e 'Não há relação'. A ideia de observação está em quase todas as respostas, nas duas categorias. Podemos inferir que na primeira categoria, ela aparece como uma atividade humana natural, sem necessidade de rigor ou teorias a priori. A resposta de A5 enfatiza não haver relação entre os dois conhecimentos, pois o CY une cultura e religião, como se o CC fosse neutro e livre de influências socioculturais.
As respostas às questões 4 e 5 serão analisadas de forma conjunta.
Questão 4: CA - Uso restrito ao próprio povo:
A1: usam para desenvolver Histórias/Lendas
A2: para cuidados com a vida, por exemplo: mercúrio identificado como maléfico ao corpo humano
A8: preservação da vida coletiva ... explicar a realidade
A9: situações do dia a dia; agricultura; localização no espaço e no tempo Poluição
CB - Relação com a preservação da Natureza:
A5: manutenção e preservação da Natureza; criação de propósitos e moralidades
Questão 5: CA - Uso restrito à Ciência
A2: é raro a aplicação da cosmologia oficial no dia a dia
A3:: é usado nas Tecnologia e para verificação dos Conhecimentos científicos
A7: uso em viagens espaciais, satélites, GPS, fontes para gerar energia As respostas à questão 4 indicam a importância do CY para preservação da vida e da Natureza, enquanto as da questão 5 sugerem aplicações e usos a própria Ciência, sem relação com questões sociais.
## Considerações finais
Nossa meta é de contribuir com temas socioculturais colaborando com a ação docente nos enfrentamentos a negacionismos relacionados às Ciências, em especial à crise ambiental mundial. As respostas dos alunos nos indicam que há um longo caminho a seguir, uma vez que as respostas às questões formuladas após apresentação do tema cosmologia Yanomami trouxeram uma concepção acerca da forma de produzir ciência ainda atrelada a uma visão de ciência já superada.
Ao trazermos na formação inicial de professores de Física conhecimentos outras culturas, pudemos introduzir também elementos da Cosmologia hegemônica, ao mesmo tempo em que interagimos com a valorização de povos vulnerabilizados. Nesse processo reconhecemos a urgência em discutir com os licenciandos aspectos importantes da Natureza da Ciência de modo a buscar pontes interculturais.
## Referências
CUNHA, M.C. Relações e Dissensões entre saberes tradicionais e saber científico. Conferência realizada na Reunião da SBPC, Belém, Pará, 2007. Revistas USP, (75) 76-84, 2007.
GIL-PÉREZ, D.; MONTORO, I. F.; ALÍS, J. C.; CACHAPUZ, A.; PRAIA, J. Por uma imagem não deformada do trabalho científico. Ciência & Educação, Bauru, v.7, n.2, p.125-153, 2001.
GURGEL, I.; PIETROCOLA, M. Uma discussão epistemológica sobre a imaginação científica: a construção do conhecimento através da visão de Albert Einstein. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 33, n. 1, 1602, 2011.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B A queda do Céu, São Paulo: Companhia das Letras, 729 p, 2015
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, Nova Edição, 2020.
QUEIROZ, G; CATARINO, G. O papel das imagens e dos sonhos nos conhecimentos do povo Yanomami e da Ciência oficial. Congresso Scientiarum Historia 16, A Queda do Céu, UFRJ, 2023.
RIBEIRO, S. O Oráculo da Noite. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
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