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ESTRATÉGIAS ADOTADAS PELOS ALUNOS NA ESCOLHA DE DISCIPLINAS ELETIVAS NO CURSO PROFISSIONAL DE FISICA

Rosana B. Santiago*, Glória P. Queiroz

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
IX
Ano
2004
Data
27/10/2004
Linha de pesquisa
- Formaçao E Prática Profissional De Professores De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

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## ESTRATÉGIAS ADOTADAS PELOS ALUNOS NA ESCOLHA DE DISCIPLINAS ELETIVAS NO CURSO PROFISSIONAL DE FÍSICA

Rosana B. Santiago rosanab@uerj.br Glória P. Queiroz gloriape@uerj.br

Instituto de Física - UERJ

## Resumo

As estratégias adotadas pelos alunos ao escolheram as disciplinas eletivas dos cursos profissionais de Licenciatura e Bacharelado em Física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foram analisadas mediante questionário escrito. O trabalho aqui apresentado dá continuidade à pesquisa sobre a formação profissional e as opções que as modalidades dos cursos analisados proporcionam. Agora, num âmbito maior, temos como objetivo conhecer as estratégias das escolhas feitas pelos alunos de sete disciplinas eletivas oferecidas. Com isso pretendemos esclarecer as interações sociais, desenvolvidas previamente, que influenciaram nos caminhos curriculares adotados individualmente, e que de alguma forma, contribuirão para a profissionalização dos discentes. O trabalho se propõe a oferecer subsídios para se pensar as seguintes questões: Como deve ser uma formação em nível de graduação em Física que propicie aos recém-formados escolhas autônomas e maduras dos caminhos profissionais que desejam seguir?

No segundo semestre de 2003 foram oferecidas um total de dez disciplinas eletivas. Fizemos a pesquisa em sete dessas dez disciplinas, a saber: Instrumentação II (Inst II), Evolução das Idéias (EI), Estado Sólido II (ES II), Introdução a Astrofísica (IA), Física Nuclear (FN), Introdução a Relatividade Geral (IRG) e Física de Plasma (FP).

Por considerarmos que as disciplinas eletivas, realizadas a partir do curso profissional, seriam uma oportunidade de início da formação para a pesquisa, e portanto para a profissionalização dos alunos do curso, acreditamos que estes deveriam realizar escolhas conscientes, a partir de critérios construídos ao longo do seu curso básico.

Como quadro teórico de referência usamos uma extensão dos estudos sobre saberes docentes (Tardif, 2002) e formação do professor para sustentar a adoção de uma lógica universitária profissional, distinta da lógica disciplinar, nos cursos de formação dos físicos de uma maneira geral. No entanto, apesar de toda a discussão que as instituições universitárias travam nos dias de hoje sobre formação inicial de professores, nossos dados apontam que ainda é a Licenciatura a modalidade que oferece caminhos mais claros de profissionalização. No trabalho prováveis motivos para isso são discutidos.

As estratégias adotadas pelos alunos ao escolherem as eletivas são diferenciadas entre os alunos do curso de Física da UERJ. Os estudantes se preocupam em aprofundar seus conhecimentos em Física de uma maneira geral, abrindo assim um leque de opções para escolhas futuras. Porém, infelizmente, uma das estratégias mais adotadas ainda é a de 'ordem burocrática'. Nela é nítido que o estudante se comporta simplesmente como aluno e não como um futuro profissional.

No nosso entendimento atual, diante da conjuntura encontrada, um curso de Física bem estruturado deverá se preocupar em apresentar um currículo com conteúdos específicos e interdisciplinares e metodologias que primem pela indissociabilidade entre pesquisa, ensino e extensão, podendo assim oferecer caminhos profissionais diferenciados. Além disso, o currículo deveria contar com momentos diretamente dirigidos para a discussão dos caminhos possíveis de profissionalização, como projetos, debates, visitas e estágios, no próprio instituto formador ou em outros centros de pesquisa, além de disponibilização maior dos laboratórios a todos os estudantes, não apenas aos alunos de IC.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.