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DIAGNÓTICO DOS LABORATÓRIOS DE CIÊNCIAS NAS ESCOLAS ESTADUAIS DE ENSINO MÉDIO EM ITABUNA - BA

Joalisson Da Silva Santos, Viviane Briccia Do Nascimento

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIX
Ano
2022
Data
17/08/2022
Linha de pesquisa
Sessão De Poster Áreas 01, 04, 09 E 10
Tipo
Pôster

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Texto completo

## DIAGNÓTICO DOS LABORATÓRIOS DE CIÊNCIAS NAS ESCOLAS ESTADUAIS DE ENSINO MÉDIO EM ITABUNA - BA DIAGNOSIS OF SCIENCE LABORATORIES IN STATE HIGH SCHOOLS IN ITABUNA - BA

Joálisson da Silva Santos 1 , Viviane Briccia do Nascimento²

1 Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), joalissonsantos@gmail.com

2 Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), vivianebriccia@gmail.com

## Resumo

O ensino de Física nas escolas tem se tornado um grande desafio para os professores, uma vez que a Física é muitas vezes vista como um ramo de conhecimentos não ligado à realidade dos alunos. O presente trabalho, trata-se de uma pesquisa realizada em escolas do município de Itabuna, que compõe a região de atuação da UESC. Estudos apontam que a frequência do uso de laboratórios de ciências nas escolas tem sido baixa, por diversos fatores, dentre estes, a falta de estrutura física adequada. O objetivo é observar e investigar se as escolas estaduais de ensino médio no município de Itabuna/BA possuem laboratórios de Ciências e em que situação se encontravam estes. Para tanto, utilizou-se como metodologia um levantamento feito nas escolas, buscando saber dos aspectos físicos, materiais e humanos. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica, buscando nos documentos oficiais a necessidade desses espaços e analisar o que os teóricos falam sobre a importância dos laboratórios de ciências, como ferramenta de auxiliadora na construção do conhecimento científico. Dentre os resultados obtidos, destaca-se a presença de laboratórios bem estruturados, ainda que em poucas escolas, e que atendem à demanda de alunos, bem como sugestões para melhoria e criação de novos espaços, que promovam a motivação e aproveitamento por parte dos alunos.

Palavras Chave: diagnóstico, ensino de ciências, laboratório de ciências .

## Abstract

The teaching of physics in schools has become a major challenge for teachers, since it is often seen as a branch of physics knowledge not linked to the reality of students. The present work is a research carried out in schools in the municipality of Itabuna, which makes up the region where the UESC operates. Studies indicate that the frequency of use of science laboratories in schools has been low, due to several factors, among them, the lack of adequate physical structure. The objective is to observe and investigate whether state high schools in the municipality of abuna/BA have Science laboratories and in what situation they are. In order to do so, a methodology was used in schools, seeking to know the physical, material and human aspects. A bibliographic research was carried out, seeking in the officers the need for these spaces and document studies that theorists talk about the importance of science laboratories, as a tool to assist in the construction of scientific knowledge. Among the results obtained, we highlight the presence of well-planned laboratories as alternatives, even if in few schools, and that meet the demand of students, as well as the highlight and creation of new resources and use by students .

Keywords : diagnosis, science teaching, science laboratory.

## INTRODUÇÃO

É muito comum, nos dias atuais, observar nas salas de aula a falta de interesse de muitos alunos durante as aulas de ciências. Muitos são os motivos apresentados por eles, sendo os principais a utilização de uma metodologia tradicional pelo professor até aos exaustivos cálculos. (FOUREZ, 2003)

Segundo Fourez (2003), os alunos não demonstram interesse pelos estudos científicos por considerá-los complicados, sem se abalar muito pelos argumentos que levaram as descobertas, apenas admiram o produto gerado por aquela pesquisa. Para Gil Pérez e Vilches (2005), o ensino de Ciências, em geral, é baseado na apresentação de conhecimentos como um produto acabado, sem motivação alguma para conhecer e compreender aquilo que lhe foi apresentado. Azevedo (2004) também diz que o ensino de ciências não tem passado de uma mera exposição de leis e teorias, com apresentação de fórmulas, que não contextualizam em nada a vida do aluno.

Ainda que não seja uma proposta nova, é atípico ver esse tipo de abordagem sendo realizada nas escolas, sejam elas públicas ou particulares. Porém, para que estas propostas sejam postas em prática, é necessário que se promova antes uma estrutura e material adequado, bem como uma preparação prévia do professor, que em tal situação, agirá como mediador do conhecimento. Com base nesta inquietação, surge o seguinte problema: Quais as características estruturais, materiais e humanas dos laboratórios de ciências nas escolas estaduais de ensino médio do município de Itabuna/BA?

- O objetivo do presente trabalho é investigar em que situação se encontram os possíveis laboratórios de ciências das escolas supracitadas. Têm-se como objetivos específicos: apresentar o que os documentos oficiais dizem sobre os laboratórios escolares; verificar a estrutura dos laboratórios nas escolas e ações existentes que motivem a sua utilização; verificar a existência de escolas estaduais de ensino médio que se adéquam as condições legais e pedagógicas previstas nas políticas públicas nacionais; apresentar proposta de melhoria dos laboratórios escolares.

## UM OLHAR PARA OS DOCUMENTOS OFICIAIS

Em 05 de outubro de 1988, promulga-se a Constituição da República Federativa do Brasil. Em seu Capitulo III, art. 205 diz;

'(...)à educação, direito de todos e dever do estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (Constituição Federal, 1988, art. 205)'

No artigo 208 da CF, são apresentados os deveres do Estado, Emenda Constitucional (EC) 14/96, que responsabiliza o Estado pela oferta da educação, onde é garantida a gratuidade e a progressiva universalização do ensino médio.

No ano de 1996, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) promulga a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (LDBEN) 9.394, que passou a ser um norte para educação no Brasil. Os artigos 35 e 36 da LDBEN, seção IV do capítulo II, aborda em especial o ensino médio, e afirma ' que o Ensino Médio é a etapa final da educação básica ' e que sua principal característica deve ser a de 'dotar o educando dos instrumentos que o permitam continuar aprendendo, tendo em vista o

desenvolvimento da compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos dos processos produtivos' (Art.35, incisos I a IV). O artigo 36, seção I, dá um enfoque à educação tecnológica, quando diz que o currículo do ensino médio 'destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência'. Pode-se definir por meio da matriz curricular a educação, não apenas tecnológica como também científica, as disciplinas de Física, Química e Biologia.

Para os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM):

- (...) É fundamental que as atividades práticas tenham garantido o espaço de reflexão, desenvolvimento e construção de ideias, ao lado de conhecimentos de procedimentos e atitudes. Como nos demais modos de busca de informações, sua interpretação e proposição são dependentes do referencial teórico previamente conhecido pelo professor e que está em processo de construção pelo aluno. Portanto, também durante a experimentação, a problematização é essencial para que os estudantes sejam guiados em suas observações (BRASIL, 1998, p. 122).

Os PCNEM+ (2002) afirmam que 'o processo ensino-aprendizagem é bilateral, dinâmico e coletivo, portanto, é necessário que se estabeleçam parcerias entre o professor e os alunos e dos alunos entre si'.

Na Bahia, a única referência encontrada, citando o laboratório escolar na legislação se encontra na Lei Nº 8.261, de 29 de maio de 2002, cap. III, art. 24, que diz:

'XVI - promover ações que estimulem a utilização de espaços físicos da Unidade Escolar, bem como o uso dos recursos disponíveis para a melhoria da qualidade de ensino como: bibliotecas, salas de leitura, televisão, laboratórios , informática e outros' (BAHIA, 2002)

Por meio de pesquisa nos órgãos públicos e site da internet da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, foi possível verificar que não existe uma legislação voltada para legalização dos laboratórios escolares no estado, em detrimento a outros estados como São Paulo e Paraná, que possuem leis específicas para a criação, uso e manutenção dos mesmos, com relação ao material físico e humano.

## O PAPEL DA EXPERIMENTAÇÃO E A IMPORTÂNCIA DOS LABORATÓRIOS NO ENSINO DE CIÊNCIAS

- É papel dos professores motivarem os alunos a serem questionadores e a encontrarem respostas para as perguntas feitas. É preciso instigá-los a supor situações, para que elaborem hipóteses, a serem testadas, obtendo assim os resultados e, compreendendo o seu significado, usá-los numa conclusão que construa o conceito pretendido.

Freire (1996) afirma que 'Como professor, devo saber que sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino' . Se o professor não assume tal postura, será muito difícil que ele consiga inserir nos seus alunos este sentimento, o que acaba por dificultar ainda mais o ensino. Sem a devida motivação, os professores não inovam suas metodologias, acarretando no desinteresse dos alunos nas aulas.

Por meio da experimentação, é possível ao aluno criar uma ligação entre teoria e prática. Sempre que possível, é preciso fazer com que o aluno tenha a oportunidade interagir, tornando-se um agente ativo em sala de aula.

Para Lakatos (2001), as atividades práticas proporcionam aos alunos grandes espaços para que estes sejam atuantes, descobrindo desta forma, que aprender é mais que mero conhecimento dos fatos, onde interagindo com suas próprias dúvidas, poderão chegar a conclusões e à aplicações dos conhecimentos por eles obtidos (apud VIEIRA, 2013).

Vale salientar que é necessário entender que o nível dos alunos e o seu ritmo de acompanhamento é essencial para o bom aprendizado. Mesmo que a atividade pareça algo simples, precisa-se dar um sentido real a ela na vida do aluno e mostrar a ele que o conteúdo poderá ser-lhe útil.

## Os PCNEM afirmam;

'Os caminhos podem ser diversos, e a liberdade para descobri-los é uma forte aliada na construção do conhecimento individual. As habilidades necessárias para que se desenvolva o espírito investigativo nos alunos não estão associadas a laboratórios modernos, com equipamentos sofisticados. Muitas vezes, experimentos simples, que podem ser realizados em casa, no pátio da escola ou na sala de aula, com materiais do dia-a-dia, levam a descobertas importantes.' (BRASIL, 2002. p.71)

A utilização do laboratório da devida maneira ainda está longe da realidade da maioria das salas de aula, muitas vezes, por falta de estrutura física adequada, falta de materiais didáticos de apoio, melhor preparação na formação do professor.

Segundo os PCN (BRASIL, 1998), 'o objetivo fundamental do Ensino de Ciências é dar condições ao aluno de vivenciar o que se denominava 'Método Científico', ou seja, a partir de observações, levantar hipóteses, testá-las, refutá-las e abandoná-las quando fosse o caso, trabalhando de forma a redescobrir o conhecimento'.

Assim, as aulas no laboratório devem auxiliar as aulas teóricas, como uma forma de maximizar o aprendizado, potencializando o processo de aquisição de novos conhecimentos, pois a vivência contribui para o processo de memorização e assimilação do conteúdo pelo aluno.

## A IDENTIFICAÇÃO DO LABORATÓRIO NO ESPAÇO ESCOLAR

Essa pesquisa tem caráter exploratório, por apresentar um levantamento feito nas escolas, observando apenas os aspectos físicos, materiais e humanos (este último, considerando a presença de um técnico ou não), que irá apresentar alguns dados quantitativos das escolas visitadas. Não foram levados em consideração fatores, como: local onde cada escola está situada, o porte, data de criação e contextos sociais e culturais em que cada uma está inserida, tamanho físico e em número de funcionários e alunos.

Logo, a produção de dados descritivos dos espaços dos laboratórios durante as visitas não será avaliada qualitativamente. Inicialmente, com base nas informações cedidas pelo Núcleo Territorial de Educação (NTE) 5, buscou-se identificar as escolas estaduais de ensino médio no município de Itabuna - BA. Pelo fato do NTE 5 abranger mais de 20 cidades, visitar todas essas as escolas neste estudo se tornaria algo bastante extenso e dispendioso. As visitas ocorreram em 15

escolas da rede estadual, localizadas nos bairros e centro do município da referida cidade. Cada visita foi acompanhada por um membro gestor da instituição, apresentando não apenas o espaço do laboratório, como também os equipamentos, manuais dos equipamentos, vidrarias e demais itens que estivessem ali presentes.

Buscou-se também observar a questão de possíveis ações com relação à constituição e manutenção dos laboratórios enquanto espaços pedagógicos, bem como as condições físicas, materiais e humanas, presentes nesses laboratórios escolares. Os registros fotográficos dos laboratórios existentes foram devidamente autorizados por cada gestor. Além disso, por meio dos gestores escolares, foram perguntados apenas sobre aspectos relacionados ao espaço dos laboratórios, sem levar em consideração sua opinião sobre o uso dado ao mesmo pelos professores.

Como mencionado, das 15 das escolas visitadas, apenas 7 responderam ao levantamento, pois possuíam laboratório, correspondendo a 47% das entrevistadas. Entretanto, das 7 que responderam, uma possuía um espaço adaptado, onde os kits de materiais do laboratório eram usados. Ou seja, menos da metade das escolas visitadas, possuem laboratório de ciências para ser utilizado.

Isso é algo preocupante, visto que a ciência, apesar de, muitas vezes, se apresentar como de natureza teórica, precisa criar oportunidades para que o ensino experimental e o teórico se efetuem em concordância, permitindo ao estudante integrar esses conhecimentos (BORGES, 2002).

E diz mais;

Descartar a possibilidade de que os laboratórios têm um papel importante no ensino de ciências significa destituir o conhecimento científico de seu contexto, reduzindo-o a um sistema abstrato de definições, leis e fórmulas. Muito do que se faz nas aulas de Física em nossas escolas de ensino médio e universidades assemelham-se a isso, preocupando-se mais com a apresentação das definições, conceitos e fórmulas que os alunos memorizam para resolver exercícios. (BORGES, 2002, p. 298)

Não há previsto na lei, recursos que sejam destinados exclusivamente para a criação e manutenção dos laboratórios. Embora, existem várias agências fomentadoras na área de ciências e tecnologia, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior (CAPES) e Fundo de Amparo á Pesquisa no Estado da Bahia (FAPESB), que possuem projetos de incentivo a implantação e/ou reestruturação dos laboratórios. Para tanto, é necessário que se inscreva nos editais, por meio da elaboração de propostas de pesquisa que justifiquem a utilização desse recurso.

Em 100% das escolas com laboratório, nenhuma delas recebe alguma verba específica para sua manutenção, e em nenhum dos laboratórios possui um técnico devidamente qualificado para cuidar, limpar e manter conservado os equipamentos. A verba com qual são feitas as manutenções é a verba geral da escola, ao qual o gestor define um valor que ele ache suficiente.

O Guia do Curso Técnico de Formação para os Funcionários da Educação LABORATÓRIOS (MEC, 2009), que fala sobre a constituição e uso dos laboratórios, aponta que é essencial a presença de um técnico atuando diretamente no laboratório.

Quando realizamos aulas em laboratórios, precisamos projetar, anteriormente, como a atividade será proposta, verificar todo o material que

será utilizado e qual o melhor arranjo do mobiliário e a disposição física dos alunos. Todo esse trabalho fica a cargo do técnico em multimeios didáticos. (MEC, 2009, p. 27)

Procurou-se saber acerca das aulas práticas no laboratório de ciências e se as mesmas eram cobradas pelos gestores nos planos de aula dos professores. Todos os gestores afirmaram que os professores recebem da escola liberdade para criar seus planos de aula como o convier e que, por esse motivo, eles não cobram aulas práticas dos professores. A baixíssima frequência na utilização dos espaços, ou ainda, espaços informais, visto que os experimentos poderiam ser realizados em outros espaços, pode ser apontada como resultado.

Não foi perguntado aos gestores, durante os levantamentos, sua opinião sobre desuso desse espaço por parte dos professores. Entretanto, foi mencionado por todos eles que os motivos se concentram no fato de que, muitas vezes, ou laboratório não se encontra em condições adequadas ou que o tempo que eles possuem para realização das aulas não é suficiente, visto a quantidade de assuntos que precisa passar em sala, tornando inviável a elaboração/realização das aulas práticas. Essa ideia é mencionada por Borges (2002) quando diz que, de maneira curiosa, diversas escolas possuem equipamentos e laboratórios que, por diversos motivos, não são utilizados, seja por falta de preparo do professor, quer seja por falta de manutenção ou ainda falta de tempo para preparo das aulas práticas.

Souza (2007) cita que a prática pedagógica desempenhada pelo professor envolve dimensões extremamente complexas, tornando-se relevante uma análise dos fatores subjetivos, tais como satisfação pessoal e qualidade de vida do professor. Pode-se atribuir alguns motivos como a excessiva carga horária, que chega a se estender por três turnos, por fatores como a necessidade de completar a renda, o deslocamento a diversas escolas, sem falar no trabalho repetitivo, faz com que haja motivos de sobra para o cansaço e a desmotivação do professor.

Das escolas pesquisadas, 5 dos laboratórios na maioria das vezes são utilizados apenas como mais um espaço para aulas tradicionais, sem utilização de experimentos e realização de aulas práticas. Os gestores entendem a importância das aulas no laboratório, bem como alguns professores, chegando a mencionar que os alunos demonstram muito mais interesse na aula quando estas são práticas. Carvalho et al (2010) relata que em quase sua totalidade, os estudantes que participam de aulas práticas associam com mais facilidade o assunto, melhorando a compreensão do mesmo.

As atividades realizadas em laboratório estimulam o aluno na busca do conhecimento, e por meio delas, eles podem associar os conhecimentos científicos com aquilo que é observado em seu cotidiano. Quando ele consegue compreender aquilo que estuda se sente motivado a aprender mais e mais, o que consequentemente, trará melhor resultado nos seus estudos. O estudante para aprender de modo significativo deve encontrar-se motivado para a disciplina e reconhecer a importância da mesma em sua vida futura.

Para Poletti (2001), as atividades práticas contribuem no processo de ensinoaprendizagem, motivando o aluno aprendizado, compreensão e fortalecimento do conhecimento adquirido. Ainda afirma que a aula prática proporciona ao aluno uma visão mais ampla para o aprendizado e a percepção, fazendo com que ele perceba que pode atuar ativamente no mundo ao seu redor.

Borges (2002) também afirma que essas outras alternativas têm o potencial de propiciar aos estudantes atividades relevantes e motivadoras, que desafiem a utilizar suas habilidades cognitivas para construírem modelos mais robustos, capazes de dar sentido às experiências com o mundo.

O ensino de Ciências deve despertar o raciocínio científico e não ser apenas informativo. A Educação Científica deve ser estimulada e desenvolvida, fazendo o homem conhecedor das transformações que ocorrem na natureza e evolução da Ciência (SILVA, 2007).

Porém, esses aspectos têm sido negligenciados, muitas vezes, em caráter superficial, mecânico e repetitivo em detrimento aos aprendizados teórico-práticos que se mostrem dinâmicos, processuais e significativos. Desse modo, diálogo e discussão assumem um papel importante e as atividades experimentais combinam, intensamente, ação e reflexão (SILVA; ZANON, 2000; ROSITO, 2003).

## CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio das pesquisas de Borges (2002), Rosito (2003), Silva e Zanon (2000), identificamos a importância do laboratório de ciências para o processo de ensino aprendizagem, auxiliando o aluno a uma nova compreensão acerca dos conhecimentos científicos. O que tem sido apresentado aos alunos é que os laboratórios servem apenas como uma ferramenta de comprovação de leis, por meio de relatórios pré-definidos. Isso faz com que eles não apenas construam uma visão errada do uso do laboratório, como também tornam essas atividades um processo mecânico e repetitivo (SILVA; ZANON, 2000).

É importante reconhecer a importância do laboratório escolar como espaço de formação de conhecimento, bem como a importância do seu uso e manutenção/conservação do local e equipamentos. Vale ressaltar que presença de um técnico responsável no laboratório é de extrema importância, visto que ele deve ser o responsável pela organização e segurança, tanto dos materiais e equipamentos, como também dos presentes no espaço durante as aulas.

Os laboratórios constituem um espaço de caráter epistemológico, teórico e prático, e é assim que a ciência é também constituída. Por isso, faz-se um adendo também, apesar de não ser o foco principal desse trabalho, da importância da existência dos laboratórios em escolas de Ensino Fundamental. As aulas práticas ajudam no processo de desenvolvimento e interação de conceitos científicos, permitindo que os estudantes aprendam a solucionar problemas complexos presentes no seu mundo.

Para tanto, uma sugestão é criar projetos bem definidos e elaborados, com objetivo de adquirir verbas de parceiros, para que não apenas 7 dessas escolas possuam o laboratório em condições adequadas a utilização, mas sim todas elas. Algo que pode melhorar estes espaços de maneira significante é a presença uma pessoa especializada (ou no mínimo, disposta) para cuidar dos laboratórios desativados, uma vez que, muitos desses materiais e experimentos ainda se encontram guardados na escola e que podem ser reaproveitados.

Esse trabalho sugere o grande potencial que os laboratórios de ciências, aliados ao uso consciente de professores e alunos, podem apresentar quanto às contribuições para alfabetização cientifica e melhoria do ensino de ciências e, até mesmo, na formação inicial de futuros professores.

## REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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