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LEITURA DIALÓGICA COMO PRÁTICA COLOBORATIVA NO ENSINO DE FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA

Lucy Mary Nascimento Dos Santos Lino, Leticia Maria Oliveira

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIX
Ano
2022
Data
17/08/2022
Linha de pesquisa
07 - Linguagem E Cognição No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## LEITURA DIALÓGICA COMO PRÁTICA COLOBORATIVA NO ENSINO DE FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA

## DIALOGIC READING AS A COLLABORATIVE PRACTICE IN MODERN AND CONTEMPORARY PHYSICS TEACHING Lucy Mary Lino 1 , Leticia Maria Oliveira 2 ,

1 UNIVASF/PÓS GRADUANDA DO MNPEF/Universidade Federal do Vale do São Francisco, marynassan@hotmail.com

2 UNIVASF/DOCENTE DO PROGRAMA DO MNPEF/Universidade Federal do Vale do São Francisco,

leticia.maria@univasf.edu.br

## Resumo

Este trabalho é um recorte da dissertação do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF), na qual se discutiu a construção do conhecimento de maneira colaborativa por meio da leitura, diálogos e imaginação para processos de humanização do ensino estimulando uma cultura científica. Essa proposta, frente ao momento pandêmico, traz inovação para a educação baseada na leitura dialógica de diversos gêneros literários na área de Física Moderna e Contemporânea (FMC), adotando ferramentas tecnológicas para a implementação afim de aumentar a interatividade nas discussões das obras selecionadas. Apresenta-se também uma novidade para a área de física a tertúlia literária dialógica científica (TLDC). Com a TLDC propõem-se uma leitura dialógica pelo uso de obras literárias clássicas, considerada mundialmente uma atividade de aprendizagem de êxito. Unisse, portanto, a comunidade escolar e um público diverso que gosta de ler e tem curiosidade sobre ciência, em especial a FMC .

Palavras-chave: leitura dialógica, física moderna e conntemporânea, diálogos, ensino.

## Abstract

His work is an excerpt from the dissertation of the National Professional Master's Degree in Physics Teaching (MNPEF), in construction of knowledge was discussed in a collaborative way through reading, dialogues and imagination for humanization processes of teaching, stimulating a scientific culture. This proposal, in face of a pandemic moment, brings innovation to education based on dialogical reading of various literary genres in the field of Modern and Contemporary Physics (MCP), adopting technological tools for implementation to increase interactivity in discussions of selected works. A novelty for area of physics is also the scientific dialogic literary gathering (SLT). With the TLDC, a dialogic reading is proposed through the use of classic literary works, considered worldwide as a successful learning activity. Unite, therefore, the school community and a diverse audience that enjoys reading and is curious about science, especially MCP.

Keywords : Dialogic reading, modern and contemporary physics,

dialogues, teaching

## Introdução

A Física Moderna e Contemporânea (FMC) é pouco abordada nas escolas, fato que vem sendo debatido por décadas. Gil et al. (1987), acreditam que o ensino de FMC a alunos secundaristas se reveste de grande importância, uma vez que a introdução de conceitos atuais de Física pode contribuir para dar uma imagem mais atual da ciência e da própria natureza do trabalho científico.

Diante disso, apresenta-se uma proposta de ensino para os conteúdos de FMC baseada na leitura dialógica. A leitura dialógica concebe o ato de ler como uma atividade social desenvolvida individualmente, mas com encontros coletivos para a construção dos conceitos de maneira colaborativa. Por meio da troca igualitária entre os participantes, pode-se envolver o respeito, a solidariedade, a confiança e o apoio. É um encontro ao redor da literatura, no qual o diálogo é visto como peça fundamental para alcançar uma compreensão sólida, criativa e humanizada. Cabe destacar que a leitura deve vir da intervenção do professor, não da sua imposição, criando estratégias que levem os estudantes a terem intimidade com a palavra escrita e, assim, ler o mundo de forma compartilhada.

Nesse trabalho, destacam-se as possibilidades de interfaces entre a física, a literatura e a cultura, ultrapassando a sala de aula e inserindo a leitura, o diálogo e a reflexão como práticas prazerosas. A partir dessa proposta, abre-se a possibilidade de ultrapassar as barreiras da escola e convidar a comunidade a participar das rodas de leitura dialógica. A leitura é livre, independente de gênero, classe, turma e formação acadêmica, o que dá mais riqueza às discussões.

Essas interfaces trazem uma concepção ampla e humanizada do conhecimento construído através de leituras e diálogos, mediados pelo professor, visando despertar e desenvolver nos leitores, capacidades imaginativas, formas pessoais de compreensão e uma curiosidade natural e espontânea.

- O termo cultura científica foi adotado nesse trabalho por se tratar de uma expressão abrangente, capaz de englobar, tanto as propostas de alfabetização científica , popularização e compreensão pública da ciência.

Esse termo traz ainda a ideia de que o processo que envolve o desenvolvimento científico é um processo cultural, segundo Vogt (2006), do ponto de vista da sua produção, difusão entre pares e da dinâmica social da educação, bem como do ponto de vista de sua divulgação na sociedade como um todo.

Em razão da pandemia, o trabalho foi desenvolvido no ensino remoto. Os encontros online aconteceram por meio do Google Meet, com uma duração média de 45 minutos, e várias ferramentas digitais como Metimenter, Canva, Padlet, foram utilizadas como forma de coleta de dados. As redes sociais e grupos de WhatsApp também foram adotadas como meios de divulgação e interação.

Esse trabalho é parte de um Produto Educacional em desenvolvimento, vinculado ao Mestrado Nacional Profissional de ensino de Física (MNPEF), e seu objetivo é apresentar temas de FMC aos alunos, a partir de diferentes gêneros literários e compreender como a leitura dialógica pode contribuir para o desenvolvimento da imaginação e da curiosidade, humanizando e estreitando as relações entre os leitores e a ciência.

- O projeto segue a abordagem da pesquisa ação, visto ser uma pesquisa social com base empírica, concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo, e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema, estão envolvidos de modo cooperativo e participativo (THIOLLENT, 2007).
- O público alvo do projeto foram alunos do terceiro ano do ensino médio, mas toda escola foi convidada a participar. A adesão foi espontânea e tivemos uma diversidade de participantes, como: professores de outras áreas, alunos de outras séries e um público externo à escola, que foi aderindo à proposta no decorrer dos encontros. A coleta dos documentos gerados pelas plataformas digitais utilizadas e pelos diálogos promovidos nos encontros, foram anotados em um diário de bordo, bastante importantes para a análise dos resultados.

## Leituras, diálogos e imaginação: uma nova proposta de construção do conhecimento

No sentido de buscar um ensino de física humanizado, temos as leituras dialógicas científicas, que fortalecem o diálogo entre ciência e sociedade, estreitam relações humanas e reforçam a capacidade dos participantes de questionar, buscar informações e discutir os grandes mistérios debatidos pela ciência. Ademais, a leitura dialógica é uma atividade pedagógica e cultural que preza pelo desenvolvimento do pensamento reflexivo, da solidariedade e da leitura crítica entre seus participantes através da aprendizagem dialógica (MELLO, 2002). Ainda em concordância com a prática da leitura dialógica, e enquanto professores, é importante ousar e percorrer a ponte entre a ciência e a arte, acabando com os dois analfabetismos: o literário e o científico, como aponta (ZANETIC, 2006).

Dentre seus diversos aspectos positivos, um dos grandes diferenciais da leitura dialógica é a experiência subjetiva vivenciada na discussão coletiva. Nesse momento, acontece um processo de reflexão e interpretação coletiva. A soma de várias vozes é a sua principal característica, o que a diferencia da leitura individual. Segundo Paulo Freire (2020), através da leitura e releitura obtida nas discussões tem-se a força de uma rede de pessoas em diálogos e busca por argumentos, capazes de aprenderem e serem, mais que uma rede de pessoas.

No Produto em construção, também foi utilizada a Tertúlia Literária Dialógica (TLD), ao qual a Tertúlia Literária Dialógica Científica (TLDC) é uma de suas vertentes. TLD é uma atividade pedagógica e cultural que preza pelo desenvolvimento do pensamento reflexivo, da solidariedade e da leitura crítica entre seus participantes. Contudo, a TLD só é considerada como tal, quando a obra é, necessariamente, um clássico da literatura mundial. Nesse caso, e para não limitar a diversidade das obras, foi adotada, predominantente, a leitura dialógica.

A aproximação entre essas duas culturas, a literária e a científica, é essencial para um eficaz diálogo inteligente do mundo (SNOW, 1997). Freire (2020) nos diz que o ensino e as aprendizagens que perpassam a leitura não se reduzem a atos mecânicos e descontextualizados, mas deve ser uma abertura ao diálogo sobre o mundo e com o mundo, de si, do outro e com o outro. Ainda, Rojo (2009) conceitua a leitura como um ato de se colocar em relação a um discurso (texto), e com outros discursos anteriores a ele, emaranhados nele e posteriores a ele, como

possibilidades infinitas, gerando novos discursos/textos e através desses. Com essa forma de apresentar a leitura, é possível transformar as aulas de física em um ambiente aberto a novas aprendizagens. A incorporação das diversas vozes, dos colegas, professores e participantes dos encontros geram diferentes percepções, emoções e novos sentidos, premitindo uma aprendizagem colaborativa.

Desse modo, exploramos um universo diversificado, usando a leitura de obras diferenciadas e apresentando outras formas de conhecer a física, para além do livro didático. Afinal, é preciso buscar meios que façam essa interface entre a leitura do livro didático como instrumento de suporte das aulas de física, e as leituras dos gêneros literários.

Ademais, exploramos na pesquisa obras com temas de FMC, justamente por concordar com as várias razões que Torre (1998a) enuncia para justificar a necessidade de ensinar FMC na escola, sejam elas: conectar o estudante com sua própria história; protegêlo do obscurantismo, das pseudociências e das charlatanias contempôraneas; Conhecer as conseqüências tecnológicas da FMC; apreciar sua beleza, dentre tantas outras. Assim sendo, precisamos agir, justamente para implatantar metodologias que contemplem verdadeiramente o currículo e a vida do aluno. Isso nos move a propor alternativas ao ensino tradicional e inovar as práticas educacionais, sugerindo métodos de ensino que atraiam professores e alunos ao universo da FMC.

Valadares e Moreira (1998) também concordam que é imprescindível que o estudante do ensino médio conheça os fundamentos da tecnologia atual, já que ela atua diretamente em sua vida e pode definir seu futuro profissional. É importante a introdução de conceitos básicos de FMC e, em especial, fazer a ponte entre a física da sala de aula e a física do cotidiano. Por outro lado, Laburú et al. (1998) ressaltam, de uma forma irônica, que 'devem os alunos secundaristas estudar FMC do século XX, antes que ela acabe', já chegamos no século XXI, e concordamos com o mesmo pensamento do autor.

## Dialogando com os resultados

Um dos objetivos, quando se opta pela estratégia adotada, é incentivar a leitura e utilizá-la como uma forma de apresentar os fascinantes temas da FMC. Para tanto, é importante observar a realidade, perceber as necessidades e entender qual metodologia atende e abraça a realidade a ser transformada, por meio de um ensino diferenciado. Desse modo descreveremos alguns resultados obtidos, a partir de trechos dos diálogos promovidos.

## Tempo e espaço do tio Albert

A primeira obra apresentada aos alunos foi 'O tempo e o espaço de tio Albert', do autor inglês Russell Stannard, publicada em 1989. Trata-se de ficção e divulgação científica e tem uma linguagem juvenil. Uma obra que desperta a imaginação para a ciência, construindo-a de maneira didática e bem divertida. O livro aborda a Teoria da Relatividade Restrita, a partir das aventuras da pequena Gedanken, a sobrinha do Tio Albert. A seguir estão expostas algumas falas espontâneas, a partir das quais evidencia-se grande empatia dos alunos para com a leitura. Ademais, é possível perceber um vínculo de afinidade sendo formado entre a obra e o leitor.

- ...ler está no meu cotidiano, eu leio tudo, porque agrega conhecimento, principalmente física, que eu não sei quase nada.
- ... nunca vi algo que parecia ser tão difícil, se tornar tão fácil e legal de ler, estou amando a leitura.
- ...É um livro de ficção, mas já vi que tio Albert é Einstein, rs... Ansioso para terminar logo, essa teoria de Einstein é incrível, e pensar que eu nunca pensei em ler um livro tão didático como esse, pensei que era mais complicado.

Dessas falas, percebe-se além da surpresa, ao se conhecer assuntos de física por meio da literatura, uma nova relação que se estabelece entre o leitor e a física, uma relação muito mais leve e divertida do que a geralmente vivenciada pelos estudantes. Observa-se a leitura como uma excelente ferramenta, principalmente para aqueles alunos que gostam de ler, mas que ainda não gostam de física. A simplicidade, a ludicidade e o sentimento de pertencimento com a teoria vão estimulando a leitura. Nesse sentido, pouco a pouco os participantes vão se envolvendo com a leitura e desmitificando assuntos considerados por eles de difícil compreensão.

## Artigo científico e cordéis.

Trabalhar artigos científicos no ensino médio não é uma prática comum, mas foi mais um desafio trazer essa possibilidade de leitura, juntamente com os cordéis, a fim de apresentar aos educandos as formas e regras da escrita científica, aliada a uma literatura genuína, conhecida popularmente, mas agora pensada em um contexto educativo-científico dentro das aulas de física.

Os folhetos populares há muitos anos são utilizados como informação, diversão, novela e outros. Podemos juntar todos esses fins para promover um recurso didático capaz de valorizar a cultura regional. O cordel é um instrumento pedagógico de alto valor cultural que desperta a curiosidade, e traz elementos enriquecedores para a sala de aula. Nesse trabalho foi lido um artigo científico intitulado: Einstein e a literatura de Cordel 1 Os cordéis estão inseridos dentro do próprio artigo.

Os alunos acharam 'incrível a junção de cordel e física', o que foi relatado pela maioria dos presentes. Um aluno pediu para ler o cordel, e disse que conhecia vários cordéis, mas nunca pensou ser apresentado à Teoria da Relatividade Geral através de um cordel. Alguns ressaltaram que pela primeira vez estavam ouvindo falar sobre a Teoria Geral da Relatividade e o seu contexto com o eclipse solar, em especial o de Sobral. Diversas foram as manifestações sobre todas essas novas descobertas, por parte dos discentes, o que pode ser observado nas seguintes falas:

.... Ah, agora acho que estou entendendo a relatividade geral, ela é diferente da restrita, a restrita fala da velocidade da luz, e a geral fala da deformação do tecido espaço e tempo(...), fico imaginado como é esse tecido, é invisível?

1

- ... Essa história aí que fala no artigo, tem alguma coisa com os buracos negros, ondas de gravidade, buraco de minhoca? Como pode provar o que não estão vendo?
- ....Que incrível!!!! Uma mistura de ciência, cultura, romance, enfim conhecimento em física de 'Einstein', a vida de Einstein...

Outro aspecto que chamou atenção nos diálogos promovidos foi o impacto e, de certa forma, a importância que atribuíram ao artigo científico, no primeiro contato que tiveram com esse tipo de leitura, como observamos no comentário de um dos alunos.

- ... Eu achava que artigo científico só era trabalhado na universidade, foi muito bom ter esse contato com essa leitura agora.

Nesse sentido, o uso dos cordéis proporcionou uma aproximação entre os leitores e uma nova forma de pensar sobre assuntos complexos, quase nunca abordados no ensino médio. Essa nova forma de pensar, fez com que os alunos se surpreendessem e exercitassem a imaginação para poderem 'visualizar' os fenômenos envolvidos. Assim, percebemos nas falas dos estudantes, um dos principais aspectos observados no decorrer dos encontros, que foi o aflorar da curiosidade e das indagações. Outro aspecto notado foi o exercício da imaginação, ao pensarem sobre o tecido espaço-tempo e todos os demais fenômenos gravitacionais .

- A curiosidade é um atributo essencial de muitas espécies animais, especialmente do ser humano. A curiosidade pode nos levar, enquanto espécie humana a descobertas de novos mundos, novos saberes e ao aprofundamento e construção de outras formas de diálogo com a natureza, consequentemente, com nós mesmos. Essa mesma curiosidade pode desencadear questionamentos muito ricos e iniciar uma verdadeira jornada de conhecimento (ASSMANN, 2004).

## Considerações finais

Percebemos que essa proposta de leitura dialógica, envolvendo diversos gêneros literários aliada às discussões nos momentos dos encontros, descontraem os alunos despertando várias habilidades e ampliando a sua visão a respeito da leitura, que se fossem contabilizados em quantitativo teríamos um percentual alto de aceitação. Vale ressaltar que não faz parte desta proposta, fazer com que os alunos adquirissem um conhecimento técnico e formal sobre a Teoria da Relatividade e outros assuntos da Física Moderna e Contemporânea, mas fazer com que eles despertassem curiosidades sobre a ciência.

À medida em que o público foi se envolvendo nas leituras apresentadas, seja em forma de ficção ou de artigo científico, foram sendo despertadas várias habilidades relacionadas ao conhecimento científico e estabelecendo relações críticas necessárias aos valores culturais do seu tempo e de sua história. Através da imaginação, dos diálogos e da curiosidade, dentre outras formas humanizadas de apresentar a FMC, houve uma aproximação dos alunos com o mundo científico, de tal maneira que ele não vai apenas apreciar e decorar conteúdos, mas pode vir a se sentir engajado para desenvolver a capacidade de pensamento e de construção de seu próprio conhecimento.

## Referências

ASSMAN, Hugo. Curiosidade e prazer de aprender : o papel da curiosidade na aprendizagem criativa. Petrópolis: Vozes, 2004.

GIL, D. P., SENENT, F., SOLBES, J. La introducción a la física moderna: un ejemplo paradigmático de cambio conceptual. Enseñanza de las Ciencias , Barcelona, p. 209210, set. 1987. n. extra.

FREIRE, P. Educação como prática de liberdade . 73.ed., Rio de Janeiro: Paz & Terra, 2020.

LABURÚ, C. E., SIMÕES, A. M., URBANO, A. A. Mexendo com polaróides e mostradores de cristais líquidos (o ensino de Física contemporânea tendo como pano de fundo a física do cotidiano). Caderno Catarinense de Ensino de Física , Florianópolis, v. 15, n. 2, p. 192-202, ago. 1998.

MELLO, Roseli Rodrigues de. Comunidades de Aprendizagem: contribuições para a construção de alternativas para uma relação mais dialógica entre a escola e grupos de periferia urbana. Barcelona: Centro de Investigação Social e Educativa, Universidade de Barcelona, Relatório de Pós-Doutorado, 2002.

ROJO, R. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social . São Paulo: Parábola, 2009.

SNOW, C. P. As duas culturas . São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo. 1997. (Edição original, 1959).

VALADARES, E. C., MOREIRA, A. M. Ensinando física moderna no segundo grau: efeito fotoelétrico, laser e emissão de corpo negro . Caderno Catarinense de Ensino de Física , Florianópolis, v. 15, n. 2, p. 121-135, ago. 1998.

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TORRE, A. C. de la. Reflexiones sobre la enseñanza de la física moderna Educación en Ciência s, v. II, n. 4, p. 70-71, 1998ª.

VOGT, C. Ciência, comunicação e cultura científica. In: Vogt, C.(org). Cultura científica: desafios . SP: Universidade de São Paulo, Fapesp, 2006. p.19-26.

ZANETIC, João. Física e literatura: construindo uma ponte entre as duas culturas. História, Ciências, Saúde-Manguinhos , Rio de Janeiro, v. 13, p. 55-70, 2006. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v13s0/03.pdf > DOI: 10.1590/s0.

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