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Aspectos motivacionais em operaçao nas aulas de Física do Ensino Médio, nas escolas estaduais de Sao Paulo

Elifas Levi Da Silva, Jesuína Lopes De Almeida Pacca

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
IX
Ano
2004
Data
27/10/2004
Linha de pesquisa
Ensino E Aprendizagem De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

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## ASPECTOS MOTIVACIONAIS EM OPERAÇÃO NAS AULAS

## DE FÍSICA DO ENSINO MÉDIO, NAS ESCOLAS ESTADUAIS

## DE SÃO PAULO

Elifas Levi da Silva 1 [elifas\_levi@uol.com.br / elifas@if.usp.br] Jesuína Lopes de Almeida Pacca [jesuína@if.usp.br] 2

a Instituto de Física USP / professor no CEFET São Paulo b Instituto de Física

A presente pesquisa tem por objeto o estudo dos aspectos motivacionais que atuam na relação professor-aluno nas aulas de Física do Ensino Médio em escolas públicas do estado de São Paulo, e foi guiada pela seguinte questão analítica: 'Por que em relação aos estudos algumas pessoas gostam, querem e se esforçam, enquanto outras ou são claramente apáticas, ou simplesmente desistem?'

A busca por respostas a esta questão foi empreendida através da análise do conteúdo de uma série de entrevistas semi-estruturadas, realizadas junto a cinco (05) professores e onze (11) alunos, todos voluntários. Esta análise se apoiou num referencial teórico construído em torno do conceito 'Interesse', a partir das teorias psicogenéticas de Piaget e Vigotsky e de conceitos relativos à motivação oferecidos pela Psicologia da Educação. De tal modo que vistos do ponto de vista do interesse, diversos elementos comuns às teorias psicogenéticas de Piaget e Vygotsky, e às teorias motivacionais da psicologia educacional, se relacionam criando um outro conjunto, um conjunto gerado pelos pontos semelhantes, entrelaçados, o que nos permitiu um outro olhar sobre as situações de ensino/aprendizagem em sala de aula.

A análise do conteúdo se deu de tal forma que os aspectos motivacionais modelaram um instrumento específico de estudo, adequadamente desenhado para este trabalho. Da análise dos dados emergiram categorias e dimensões que evidenciam um importante papel motivacional, positivo e negativo, dos conteúdos e das interações, tanto para alunos quanto para professores. Já para os professores, além destas duas dimensões, o exercício profissional impôs-se com bastante importância.

Por fim, a interpretação dos dados, das categorias e das dimensões, guiada por um processo constante de comparações, revelou-nos carências e, encontros e desencontros importantes entre professores e alunos. Dentre eles destacam-se a prática inconsciente, os professores motivam e desmotivam seus alunos e nem sequer se dão conta disso, e também a percepção da variedade motivacional, os relatos apontam para uma grande diferença na variedade de situações motivacionais quando vistas por professores ou por alunos.

Os alunos consideram o professor como um elemento muito importante e o único responsável por sua motivação. Seu discurso raramente atribui a si mesmo esta responsabilidade ou possibilidade.

Para os professores, a motivação não é só desejada, ela é também procurada. No entanto esta procura não parece estar ligada ao conhecimento de técnicas ou teorias. O que o professor realmente faz para a motivação de seus alunos, depende mais da sensibilidade e do talento pessoal. O discurso do professor não difere do discurso leigo, ele é sem rigor e sem precisão, e o desenvolvimento da habilidade motivacional acontece pela imitação de modelos que presenciou também na condição de aluno, ou por tentativa e erro, em detrimento do conhecimento específico que vem sendo desenvolvido pelos pesquisadores ao longo dos séculos, e que se encontra em franco desenvolvimento nos dias de hoje. No caso específico da motivação do aluno, o estudo de suas teorias não integra o currículo das licenciaturas há mais de trinta (30) anos, não restando ao professor outra opção além da tentativa e erro.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.