ANÁLISE DE ENTREVISTAS COM PROFESSORES PARTICIPANTES DE CURSOS DE FÍSICA DE CURTA DURAÇÃO FORA DO BRASIL
Ricardo Meloni Martins Rosado, Alberto Villani
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XIX
- Ano
- 2022
- Data
- 17/08/2022
- Linha de pesquisa
- 02 - Formação E Prática Profissional Do Professor De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ANÁLISE DE ENTREVISTAS COM PROFESSORES PARTICIPANTES DE CURSOS DE FÍSICA DE CURTA DURAÇÃO FORA DO BRASIL
## INTERVIEW ANALYSIS OF SHORT DURATION PHYSICS COURSES OUTSIDE BRASIL
## Ricardo Meloni Martins Rosado 1 , Alberto Villani 2
1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, ricardo.meloni@ifsp.edu.br 2 Universidade de São Paulo, avillani@usp.br
## Resumo
O presente trabalho é uma continuação de dois trabalhos na área de formação de professores apresentados nos EPEF de 2018 e 2020. Neste trabalho são analisadas as entrevistas com 28 professores brasileiros de Física participantes de cursos de curta duração em duas instituições localizadas no exterior: a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) e o Perimeter Institute (PI). As entrevistas foram analisadas utilizando-se a metodologia da análise textual discursiva (MORAES, GALIAZZI, 2016). Os professores foram divididos em quatro grupos de acordo com a modalidade de escola na qual trabalhavam e, em seguida, foram analisados os seguintes itens: apoio financeiro e comprometimento dos professores, compreensão sobre natureza da Ciência e colaborações internacionais e representatividade dentro do meio científico. Algumas das análises levam em conta falas individuais e outras são feitas por grupo. Ao final, são apresentadas algumas considerações sobre os cursos ofertados e indicações para o trabalho com professores nessa modalidade de formação.
Palavras-chave : Formação de professores, CERN, Perimeter Institute.
## Abstract
This work is a continuation of two previously presented works about teacher education in EPEF 2018 and 2020. In this work, 28 interviews with Brazilian Physics teachers that attended teacher programs in CERN and Perimeter Institute are analyzed. The analysis was done using textual discursive analysis (MORAES; GALIAZZI, 2016) methodology. Teachers were divided into 4 major groups according to the kind of school in which they worked and then the following items were analyzed: financial support and teachers commitment, comprehension of Science nature and international collaborations and representation in the scientific environment. Some of the analysis are based on individual speeches and some are done by groups. At the end, some considerations about those courses and indications to work in this type of teacher education are made.
Keywords : Teacher education, CERN, Perimeter Institute.
## Apresentação
Neste trabalho, iremos analisar entrevistas realizadas com professores brasileiros de Física participantes de cursos de curta duração para professores realizados pelo CERN e pelo Perimeter Institute (PI). Dentre esses cursos, destacam-se o Programa para Professores em Língua Portuguesa do CERN (também conhecido como Escola de Física CERN), que possui duração de uma semana e é ministrado no CERN (Suíça) em língua portuguesa por cientistas do LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas) em parceria com a Sociedade Brasileira de Física (SBF), os programas High School Teachers at CERN (HST) e International Teacher Weeks (ITW), que também são oferecidos no CERN, mas têm duração de duas semanas 1 e são ministrados em língua inglesa e a Einsteinplus , que tem duração de uma semana e é ministrada no Perimeter Institute (Canadá). Este trabalho visa complementar dois trabalhos apresentados nos EPEF de 2018 e 2020 nos quais se fez uma análise textual discursiva dos depoimentos apresentados pelos professores no livro Nós, Professores Brasileiros de Física do Ensino Médio, Estivemos no CERN (GARCIA, 2015) e se apresentou o resultado das ações dos professores participantes em cinco escolas localizadas cada uma em uma das cinco macrorregiões do Brasil.
## Perfil dos professores participantes
Ao todo, foram entrevistados 28 professores participantes dos cursos mencionados acima. Esses professores foram divididos em quatro grupos de acordo com as escolas onde lecionavam.
## Grupo A - Professores de Escolas Federais
Neste grupo, estão contemplados os professores que atuam exclusivamente em escolas públicas da rede federal (Institutos Federais e CEFET), que possuem regime de trabalho bastante diferente das escolas estaduais, distritais e municipais. Nessas escolas, os professores possuem carga horária maior para preparação de aulas e são incentivados a orientar projetos de pesquisa e extensão, além de terem a carreira acadêmica mais valorizada. Dos cursos mencionados, a maioria dos professores desse grupo participou apenas da Escola de Física CERN, com exceção de uma professora que participou também da ITW e da Einsteinplus . Por se tratar de um grupo com alguns recursos financeiros na própria escola e um poder aquisitivo superior ao da média dos professores do Brasil, esse grupo conta com participantes desde 2009 a 2019, sendo que alguns professores tiveram suas despesas custeadas parcial ou totalmente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) (participante de 2009), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) (participantes de 2010 a 2014) ou pelas suas próprias instituições. No caso da professora A5, que participou da ITW, houve ainda apoio do próprio CERN. Além disso, é o grupo com maior titulação acadêmica, com seis participantes com mestrado e três participantes com doutorado e o grupo com maior diversidade regional, com apenas dois participantes do mesmo estado e quatro macrorregiões brasileiras representadas.
Tabela 2 - Pseudônimo, gênero e estado e cursos dos quais participaram os
## Grupo B - Professores de Escolas Estaduais
Neste grupo estão os professores que atuam exclusivamente na rede estadual, em alguns casos lecionando em mais de uma escola, mas da mesma administração. Seis professores participaram da Escola de Física CERN e apenas uma da Einsteinplus . Nenhum participou de mais de um curso. Dos que participaram da Escola de Física CERN, todos os participantes tiveram auxílio financeiro de alguma instituição, seja da CAPES ou do São Paulo Research and Analysis Center (SPRACE) e da Rede Nacional de Física de Altas Energias (RENAFAE). Já a professora participante da Einsteinplus teve auxílio financeiro do próprio Perimeter Institute . Apenas três participantes deste grupo possuem mestrado e nenhum possui ainda doutorado (embora uma participante esteja cursando). É também o grupo com maior número de representantes do gênero feminino.
professores do grupo B
## Grupo C - Professores de Escolas Particulares
Neste grupo, estão contemplados os professores de escolas particulares que atuam em apenas uma rede de ensino. Apesar de ser um grupo no qual nenhum participante tinha direito a apoio financeiro de instituições governamentais, todos os professores desse grupo tiveram algum apoio financeiro por parte das próprias escolas, o que demostra que elas pertencem a uma realidade bastante elitizada em relação aos demais grupos. É também o grupo com menor diversidade regional, com representantes em apenas três estados. Por outro lado, é o único grupo com participantes da HST. Vale ressaltar que, apesar de contar com apoio financeiro do próprio CERN, na HST, assim como na ITW, esses apoio não é suficiente para custear 100% da viagem de ida e volta a Genebra, o que inviabiliza a participação de professores que não podem contar com recursos próprios ou da escola.
Tabela 3 - Pseudônimo, gênero e estado e cursos dos quais participaram os professores do grupo C
## Grupo D - Professores que atuam em mais de uma rede
No último grupo, estão contemplados os professores que lecionam em mais de uma rede de ensino, podendo ser em duas redes particulares distintas ou em uma escola particular e uma ou mais escolas da rede pública. Esses professores foram colocados num grupo à parte por pertencerem a uma realidade diferente das descritas nos outros grupos, principalmente por possuírem uma carga horária maior que os demais. Além disso, os alunos dos professores desse grupo pertencem normalmente a um grupo menos elitizado do que os alunos dos professores do grupo C, mesmo os que estudam em escolas particulares. Neste grupo, há professores que contaram com apoio financeiro governamental por atuarem também em escolas públicas e há professores que bancaram suas viagens com recursos próprios, em alguns casos recorrendo até a 'vaquinha'. Nenhum professor desse grupo contou com apoio financeiro da própria escola. É o único grupo dos quatro em que se observa mais participantes do gênero masculino do que do gênero feminino.
Tabela 4 - Pseudônimo, gênero e estado e cursos dos quais participaram os
## Resultados obtidos na pesquisa
Neste tópico serão analisadas alguns dos resultados obtidos através das entrevistas. A metodologia utilizada foi a da análise textual discursiva (MORAES; GALIAZZI, 2016). As entrevistas foram todas transcritas, lidas e os trechos referentes ao mesmo assunto foram agrupados (processo denominado 'unitarização'). Em seguida, as respostas foram comparadas e encaixadas em diferentes categorias. Por último, extraiu-se das diferentes respostas um 'metatexto' do qual se retirou os resultados apresentados a seguir.
Os grupos A, B, C e D foram criados para facilitar a comparação de resultados vindos de 28 diferentes participantes. Evidentemente, em algumas unidades, os integrantes de cada grupo apresentaram respostas bastante semelhantes, o que evidenciou a relação entre a realidade dos professores e os resultados da formação, e em outras, houve uma heterogeneidade maior de respostas mesmo dentro dos grupos, pois tratavam de assuntos que envolviam um componente pessoal maior.
## Apoio financeiro e comprometimento dos professores
Por se tratarem de cursos realizados fora do Brasil, muitos professores contaram com apoio financeiro de instituições como MCT, CAPES, SPRACE e RENAFAE, além dos próprios CERN e Perimeter Institute . Conforme mostrado no item anterior, o apoio financeiro foi um item bastante importante para a participação sobretudo de professores do grupo B. Muitos inclusive relatam que, sem esse apoio, sua participação teria sido impossível:
Com os meus recursos, impossível mesmo, porque, infelizmente, o professor tem um salário tão pequenininho, né? Não teria a menor possibilidade… (Fala de B3)
O apoio financeiro a professores de escolas estaduais à Escola de Física CERN esteve presente de forma total entre os anos de 2010 a 2014 e parcial entre
os anos de 2018 a 2019, motivo pelo qual a participação de professores destas redes é mais rara entre 2015 e 2017. No caso da Einsteinplus , o apoio é oferecido pelo próprio Perimeter Institute , mas a instituição não garante apoio a todos os inscritos, motivo pelo qual apenas uma apenas uma das participantes entrevistadas obteve esse recurso, justamente por lecionar apenas na rede estadual. O apoio financeiro não apenas possibilita a participação de professores com menos recursos, mas também cria um sentimento de responsabilidade no professor que dele se beneficia. Ainda que alguns participantes consigam bancar o curso e a viagem com seus próprios recursos, a sensação que isso passa ao participante é de que ele não tem a responsabilidade de trabalhar em sala de aula os conhecimentos que ele ganhou, o que viola um dos principais objetivos da formação de professores, que é o uso das novas competências e habilidades em sala de aula (GUSKEY, 2000). Isso pode ser confirmado em uma fala de um dos professores:
Eu digo de outros colegas que já foram em anos anteriores […] inclusive, que a experiência não repercutiu em nada. Foi um passeio literalmente pra Europa, um acelerador de partículas. Então eu vejo assim, dois perfis claramente distintos, independente se foi ou não foi com recursos próprios: há aquelas pessoas que foram com um certo senso de missão e fazer valer a pena a experiência. E, tipo, foram aqueles que estavam realmente a passeio. O que eu posso dizer é que, por mim, eu iria a passeio como esses colegas, se eu tivesse tudo pago. (Fala de D5)
Essa fala reforça a ideia de que, mesmo havendo um termo de compromisso para o professor selecionado para participar de um curso no exterior de trabalhar os conceitos abordados no curso em suas carreiras docentes, existe uma diferença de perfil entre os que pretendem guardar o conhecimento para si mesmo e os que realmente pretendem honrar esse compromisso e, quando o recurso é obtido de fora, o senso de compromisso é maior.
## Compreensão sobre a natureza da Ciência e colaborações internacionais
Uma das principais questões que se colocam a programas de curta duração é se eles realmente são capazes de levar conceitos de Física Moderna e Contemporânea aos professores e ainda prepará-los para levar esse tipo de conteúdo às salas de aula. A estrutura curricular dos programas do CERN (Escola 4 de Física CERN, HST e ITW) é bastante conteudista e há poucas atividades voltadas ao Ensino de Física (uma exceção é a oficina de construção de uma câmara de nuvens, presente nos três programas, que apresenta uma atividade que pode ser trabalhada em sala de aula). Já na Einsteinplus , há uma preocupação maior com o ensino que pode ser verificada pelo próprio material do Perimeter Institute 5 , que propõe diversas atividades para abordar conteúdos de Física Moderna e Contemporânea com estudantes do Ensino Médio. Essa diferença de abordagens pode ser verificada por professores que participaram de cursos nas duas instituições:
Eu discordo com o pessoal do CERN numa coisa que eles falam de formação de professores, que eles dizem que não adianta você ensinar metodologias de ensino pra professores, você tem que dar o conhecimento e o professor vai colocar aquilo na prática dele. Eu discordo! Eu já sou muito mais uma vibe PI. Eu acho que, sim, adianta. Se você dá uma coisa mais pronta, o professor ainda consegue adaptar.
Mas assim, a gente tem uma vida muito corrida, é muita coisa. E mesmo a gente que é de Instituto Federal tem hora de preparação, mas nunca dá tempo de preparar. (Fala de A5)
A professora destaca que, mesmo pertencendo ao grupo A, que em geral é composto por professores com carga horária em sala de aula menor do que a de outros grupos, a preparação de atividades que envolvem um trabalho mais profundo de pesquisa por parte do professor nem sempre é possível, o que reforça a importância de atividades de cunho pedagógico nesses programas.
No entanto, é importante destacar que, ainda que os cursos ministrados no CERN não trabalhem tanto com metodologias de ensino, o ambiente proporcionado pela instituição contribui significativamente para que o professor aprenda sobre como se dá o processo científico em colaboração internacional de grande porte e ainda formule algumas questões de cunho filosófico, como mostrado na fala abaixo:
Eu lembro que [o coordenador do curso] estranhou a minha pergunta porque geralmente as pessoas estavam perguntando coisas específicas: 'essa máquina faz o quê?' 'Mas e partícula tal?' E eu cheguei assim: 'diante de todas essas descobertas e aplicações delas no mundo, como você se sente?' Eu me lembro dessa situação sabe? Em outras palavras: 'no que aquele trabalho gigantesco, aquele trabalho suntuoso que a física faz naquele lugar incrível... Qual é a participação do mundo naquilo? Ou qual que é a participação daquilo no mundo?' Então, isso foi muito… Enfim, são questões mais de um debate social, né? De um debate mais filosófico, ideológico... Então isso foi mais à flor da pele... Porque todos os detalhes de Física, eu pensei assim: 'eu não vou conseguir reter, muito menos aprofundar isso em uma semana! Eu posso ir atrás disso depois!' [...] Eu acho que o grande desafio é situar aquilo no mundo mesmo! Quer dizer, aquilo tudo é para quem? Esse programa é para quem? É para estudantes de escolas particulares? É para estudantes de escola pública? Para quem que é, né? (Fala de B5)
## Representatividade dentro do meio científico
Outro ponto que merece destaque, que é apontado por um dos coordenadores da Escola de Física CERN, é que, embora o programa tenha algumas características que fazem com que ele se assemelhe mais a uma iniciativa de divulgação científica, o trabalho com professores é essencial para motivar os estudantes que pretendem seguir uma carreira científica, pois o professor, além de formador, é também uma referência de vida para o aluno. Nesse ponto é fundamental que o estudante não apenas tenha contato com a Física Moderna e Contemporânea, mas também reconheça que o cientista é uma pessoa como ele. Esse é um dos pontos que o CERN busca desmascarar ao levar professores para o maior acelerador de partículas do mundo: a ideia de que cientistas são 'gênios' que vivem à parte da sociedade, algo muitas vezes reforçado pelos livros didáticos, que trazem em sua grande maioria apenas biografias de cientistas homens, brancos, do hemisfério norte e que já faleceram há muito tempo.
O simples fato de um(a) professor(a) de uma escola pública periférica que não está localizada em um grande centro comercial ir pessoalmente a um dos maiores aceleradores de partículas do mundo já é algo bastante transformador para o professor e que faz com que seus alunos o vejam com mais admiração e tomem sua experiência como um sucesso profissional, o que é mostrado pela fala a seguir:
de ter ido ao CERN, porque tudo isso é visto como uma legitimação dentro, tanto com os estudantes, como com seus próprios colegas. Isso acaba sendo um capital simbólico que você acaba angariando e isso você usa da forma que você quiser: tem alguns que usam apenas para se legitimar individualmente e tem outros que usam para tentar estabelecer aí alguma cultura mais coletiva. Então, no meu caso, eu sempre usei essas possibilidades de legitimação na área científica como uma possibilidade de desmistificar essa figura do cientista branco de jaleco dentro de um laboratório e a minha carreira, ela inclusive, eu tenho uma pesquisa que é exatamente nessa área de mostrar como crianças muito pequenas, elas já são influenciadas por esse padrão relacionado a cientistas, que são os desenhos animados, as histórias que se contam para crianças, isso faz com que elas, desde muito pequenas elas já tenham esse perfil para os cientistas. (Fala de A1)
## Considerações finais
Ao longo dessa análise, buscou-se mostrar um pouco da estrutura dos programas para professores do CERN e do Perimeter Institute e das impressões registradas por seus participantes. Como a amostra é bastante heterogênea, muitas das considerações apareceram em mais de uma fala, o que fez com que a análise fosse feita inicialmente em grupo para depois partir para as análises individuais.
Em relação ao apoio financeiro, verificou-se uma relação bastante evidente entre a realidade dos professores e a maneira como enxergam o investimento. Professores que dependiam mais do recurso sentiram-se mais obrigados a trabalhar os conteúdos aprendidos em sala de aula do que professores que financiaram, mesmo que parcialmente, suas participações.
Já sobre estrutura do curso, observou-se que os programas do CERN são mais conteudistas, enquanto a Einsteinplus é mais instrumentalizadora, o que atende a uma demanda maior dos professores. No entanto, apesar do conteudismo, o ambiente do CERN propicia discussões sobre filosofia e natureza da Ciência e faz o professor refletir sobre como se dá a construção do conhecimento no século XXI, algo que dificilmente é explorado na formação inicial do professor.
Por último, as discussões sobre representatividade mostram a importância da diversidade entre os professores selecionados. Por abordar uma Ciência construída em grande parte até o final do século XIX, o currículo de Física colabora para a construção de uma visão eurocentrista, machista e racista dos cientistas. O contato com cientistas de diferentes culturas e diferentes realidades é uma forma de auxiliar o professor a desconstruir essa imagem de cientista trazida pelos livros didáticos e motivar mais jovens a seguir a carreira científica.
## Referências
GARCIA, N. M. D. (org.). Nós, professores brasileiros de Física do Ensino Médio, estivemos no CERN . São Paulo: Livraria da Física. 2015.
GUSKEY, T. Evaluating Professional Development . Thousand Oaks: Corwin. 2000.
MORAES, R.; GALIAZZI, M. C. Análise Textual Discursiva . Ijuí: Unijuí. 3ª ed. 2016.
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.