MUDANÇAS CONCEITUAIS NO ENSINO DE OTICA: A FORMAÇAO DE IMAGENS PELO ESPELHO CONCAVO
Sérgio Luiz Talim
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- IX
- Ano
- 2004
- Data
- 27/10/2004
- Linha de pesquisa
- Ensino E Aprendizagem De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
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## MUDANÇAS CONCEITUAIS NO ENSINO DE ÓTICA: A FORMAÇÃO DE IMAGENS PELO ESPELHO CÔNCAVO
Sérgio Luiz Talim [talim@coltec.ufmg.br]
a Colégio Técnico - Universidade Federal de Minas Gerais
- O objetivo deste trabalho é pesquisar, de forma mais sistemática, a forma como a aprendizagem influencia no conjunto de concepções dos alunos sobre a formação de imagens por espelhos côncavos. Essas concepções serão consideradas como verdadeiras teorias implícitas, e a questão central aqui tratada será: o que acontece com essa teoria quando ela é desafiada por uma situação onde as suas previsões se mostram erradas?
- O presente trabalho foi realizado ao final um curso de ótica geométrica lecionado a 135 alunos do segundo ano do Colégio Técnico da UFMG. Os alunos responderam a u m questionário onde foi apresentada a descrição de um experimento. O experimento utilizava uma vela acessa, um espelho côncavo e um anteparo. A seguir várias situações eram apresentadas onde parte do espelho era tampada com um objeto opaco. Ao aluno era pedido que primeiro desenhasse no anteparo como ela acharia que seria a imagem da vela. Depois era pedido que ele explicasse o seu desenho sem modificá-lo mesmo se durante a sua explicação ela mudasse de idéias. No final essa parte do questionário foi recolhida e foi dada a parte final do questionário onde foi apresentado o que realmente acontecia com a imagem. O aluno deveria então responder se ele esperava por isso e que tentasse explicar porque a imagem tem aquele aspecto.
- O trabalho mostra claramente a complexidade do processo de mudança conceitual. Raramente há uma mudança ou reestruturação conceitual plena após a apresentação de um desafio. Ao contrário, ao serem desafiados, os aluno ou não modificam as suas concepções ou fazem mudanças pontuais. As implicações para o ensino de Física são várias. A reestruturação plena dos conceitos raramente, ou talvez nunca, ocorre em situações típicas de sala de aula. Essa reestruturação só parece ser possível através de um processo longo e demorado, onde o aluno é desafiado várias vezes e com isso modifica aos poucos as suas teorias intuitivas sobre um certo domínio do conhecimento, até incorporá-las em uma teoria mais ampla que aumente a sua capacidade de previsão e de representação desse domínio.
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