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A multissensorialidade na canção ''Trem das Cores", de Caetano veloso: uma abordagem poética para o ensino de óptica para pessoas com deficiência visual

Kim Silva Ramos, Maria Da Conceição Almeida Barbosa-Lima

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XVIII
Ano
2020
Data
13/11/2020
Linha de pesquisa
Didática, Currículo E Inovação Educacional No Ensino De Física/ Linguagem E Cognição No Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## A MULTISSENSORIALIDADE NA CANÇÃO 'TREM DAS CORES', DE CAETANO VELOSO: UMA ABORDAGEM POÉTICA PARA O ENSINO DE ÓPTICA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

## MULTISENSORY IN THE SONG 'TREM DAS CORES', BY CAETANO VELOSO: A POETIC APPROACH FOR TEACHING OPTICS TO PEOPLE WITH VISUAL IMPAIRMENTS

Kim Silva Ramos¹; Maria da Conceição Almeida Barbosa-Lima²

1 Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Ensino em Biociências e Saúde, IOC/Fiocruz; prof.kim.ramos@gmail.com 2 UERJ/ Instituto de Física Armando Dias Tavares/Departamento de Física Aplicada

- e Termodinâmica/IOC-Fiocruz, mcablima@uol.com.br

## Resumo

Este trabalho articula, no ponto de vista da análise do discurso, o conceito da multissensorialidade aplicada ao ensino de óptica para pessoas com deficiência visual. A canção 'Trem das cores', de Caetano Veloso, é utilizada para evidenciar encontros discursivos entre poesia e fenômenos ópticos, articulados em uma linguagem acessível a estas pessoas. Lançando mão de uma algumas evidências que mostram que pessoas com deficiências visuais podem aprender conceitos sobre luz, cores e fenômenos ópticos, analisamos a construção verbal da letra da canção através de algumas categorias linguísticas fundamentadas nas contribuições de Mikhail Bakhtin nesta área. Os resultados demonstram de fato que há elementos presentes no processo de significação que apontam para a construção social de uma linguagem multissensorial das cores e da luz.

Palavras chave: multissensorialidade, Trem das cores, ensino de óptica, deficiência visual, linguagem, análise do discurso

## Abstract

This work articulates, from the point of view of discourse analysis, the concept of multisensory applied to the teaching of optics for people with visual impairments. The song 'Trem das cores', by Caetano Veloso, is used to highlight discursive encounters between poetry and optical phenomena, articulated in a language accessible to these people. Using some evidence that shows that people with visual impairments can learn concepts about light, colors and optical phenomena, we analyze the verbal construction of the lyrics of the song through some linguistic categories based on the contributions of Mikhail Bakhtin in this area. The results demonstrate in fact that there are elements present in the signification process that point to the social construction of a multisensory language of colors and light.

Key words: multisensory, Trem das cores, teaching optics, visual impairment, language, discourse analysis

## Introdução

Cor e luz. Palavras e fenômenos do mundo físico. Percebemos visualmente os objetos ao nosso redor apenas porque eles interagem com a luz, a emitem, refletem, refratam, absorvem ou transformam; todavia, sem os mesmos objetos, não se percebe nenhuma luz ou cor. Comunicamos cor e a experimentamos em diversas atividades humanas e fazemos dela uma característica cultural. Entre efeitos psicológicos das cores e os fenômenos luminosos e cromáticos do mundo material, a humanidade criou em torno deles 'culturas coloridas' que socializaram a luz através de sua presença em quase todas as atividades humanas.

As cores têm história (GOTTESMAN, 2016) e estão imbuídas de símbolos e de uma linguística na transmissão de informações (NUNES, 2012), cujos significados são alterados dentro do contexto sociocultural na história da humanidade, e homens e mulheres, com deficiências visuais ou não, têm acesso a tais conteúdos conceituais pois estes estão socialmente disponíveis, na ciência, na arte, na linguagem, nos costumes. Shepard e Cooper (1992) discutem resultados de estudos em psicologia cognitiva que apontam a importância da linguagem, da experiência pessoal e das estruturas neuronais na representação mental das cores, de maneira a descentralizar a percepção visual neste processo.

De fato, nem todos os elementos de uma 'cultura colorida' são comunicáveis apenas a partir de informações visuais. Sem linguagem, conhecimento algum pode ser adquirido e manipulado. Sem as palavras e os enunciados, não se se apropria do mundo cogniscível nem se comunica-o, nem se dá forma ao pensamento. Para Mikhail Bakhtin e Lev Vigotski, não há palavra sem mundo, nem mundo sem palavra: seres humanos dão vida objetiva e subjetiva ao que os rodeia ao construir uma linguagem para representá-lo em sua comunicação (SILVESTRI; BLACK, 1993). Nas palavras de Bakhtin, 'a língua penetra na vida através dos enunciados concretos que a realizam, e é através dos enunciados concretos que a vida penetra na língua' (BAKHTIN, 1997, p. 282).

A extensão da contribuição destes soviéticos para pensar a linguagem é vasta, mas muito precisa quando se a reduz e aproxima da problemática do ensino para pessoas com deficiência visual. Vigotski anuncia que 'a palavra vence a cegueira' (VIGOTSKI, 1997, p. 74) É através das palavras que uma pessoa cega de nascimento pode saber que o céu é azul ao meio dia ou avermelhado ao pôr-do-sol, que a grama é verde, que é a neve é branca (BIANCHI; RAMOS; BARBOSA-LIMA, 2016), que ela pode combinar as roupas de seu armário, que pode associar as cores a estados emocionais…

As pesquisas em ensino inclusivo de óptica para pessoas com deficiência visual colecionam alguns resultados que mostram que estas pessoas podem aprender conceitos próprios desta ciência desde que as informações conceituais veiculadas sejam ancoradas em modelos sensoriais que não priorizem unicamente a visão e também que a linguagem utilizada para comunicá-los privilegie construções semânticas apropriadas e acessíveis (CAMARGO; NARDI, 2008; CAMARGO, 2011). Este trabalho se embasa nestes dois pilares: na multissensorialidade e na análise do discurso, que irá buscar na letra da canção elementos semânticos e estilísticos que exploram construções verbais acessíveis a pessoas com deficiência visual.

## A multissensorialidade: dos materiais didáticos tátil-visuais à linguagem

A multissensorialidade surge em Soler (1999) numa perspectiva de orientar didaticamente o ensino inclusivo, a partir da premissa básica de que as ideias que fazemos do mundo sensível são codificadas em percepções sensórias articuladas entre si em diferentes níveis e organizadas por nossa mente através da linguagem. A metodologia da multissensorialidade norteia trabalhos em muitas áreas de investigação e é a práxis da inclusão de pessoas com deficiências visuais, assim como idosos, analfabetos e pessoas com outras limitações e deficiências, em ambientes culturais e educativos, em diferentes perspectivas. Em nosso trabalho, a multissensorialidade pode ser pensada, metaforicamente, como uma lente pela qual deixaremos passar as 'luzes' que nossos olhos não acessam, pois tratam-se 'daquelas' que não têm vínculo exclusivo com a visão. Assim, trataremos de evidenciar uma linguagem multissensorial para as cores presente na canção escolhida.

Para embasar esta busca, é preciso conceituar a multissensorialidade para além de uma perspectiva puramente didática. Assim, como é possível ligar a multissensorialidade à linguagem? Com Vigotski (2007), nossa pista começa com a possibilidade de admitir que não há nada em nossa consciência sem um significado:

A formação dos conceitos é resultado de uma complexa atividade em que todas as funções intelectuais fundamentais participam. No entanto, este processo não pode ser reduzido à associação, à tendência, à imagética, à inferência ou às tendências determinantes. Todas estas funções são indispensáveis, mas não são suficientes se não se empregar o signo ou a palavra, como meios pelos quais dirigimos as nossas operações mentais, controlamos o seu curso e o canalizamos para a solução do problema com que nos defrontamos (…) O significado duma palavra representa um amálgama tão estreito de pensamento e linguagem que é difícil dizer se se trata de um fenômeno de pensamento ou se se trata de um fenômeno de linguagem. Uma palavra sem significado é um som vazio; portanto, o significado é um critério da palavra e um seu componente indispensável (VIGOTSKI, apud. BIANCHI; RAMOS; BARBOSA-LIMA, 2016, p. 149).

Desta maneira, Vigotski nos conduz a investigar a formação dos significados no pensamento através das palavras. Investigando as palavras que espontaneamente um grupo de cegos associavam com diferentes cores, Bianchi, Ramos e Barbosa-Lima (2016) observaram que as palavras ditas por este grupo tinha forte semelhança com as que associou um grupo de controle composto por pessoas normovisuais 1 , o que apontava para um origem associativa comum. Em sintonia com o categoria da multissensorialidade, os autores aferiram sua presença na formação das palavras livremente citadas por ambos os grupos: 'qualquer processo de significação pode ser considerado multissensorial por excelência; não privamos estímulos sensoriais em favor de alguma percepção específica no contato com o mundo' (BIANCHI; RAMOS; BARBOSA-LIMA, 2016, p. 150).

## Metodologia

Para a análise do discurso que faremos neste trabalho, foi necessário lançar

mão de algumas categorias, as quais apresentaremos a seguir.

## 1 Multissensorialidade

A presença da multissensorialidade na linguagem empregada por Caetano Veloso será destacada a partir das relações sensoriais verbalmente presentes. Elas serão tratadas a partir da origem sensorial dos elementos semânticos (CAMARGO, 2011), por exemplo: multissensorialidade tato-paladar, tato-visão, etc.

## 2 Estilística

Segundo a noção bakhtiniana, o discurso é composto por três elementos: a temática, que modela seu conteúdo; o estilo, que é definido pelos recursos linguísticos empregados, e a estrutura composicional, que reflete o enunciado como parte de um gênero discursivo maior (BAKHTIN, 1997). Vamos empregar uma análise estilística das estruturas verbais, com foco nas figuras de linguagem semânticas, como metáfora, catacrese, sinestesia, ambiguidade, além de outras, e de pensamento, como a gradação. Descartamos uma análise de figuras de linguagem sonoras e de construção, uma vez que tais recursos estilísticos aumentariam o esforço análitico para além do nosso interesse. Portanto, a análise das rimas, por exemplo, não estará presente.

Para fins de síntese, apresentamos uma noção geral das figuras de linguagem presentes.

- 2.1 Metáfora: '(…) caracteriza-se por exprimir uma concentração semântica (FIORIN, 2014), denotando um intenso valor argumentativo, empregada tanto na linguagem textual' verbal e até visual 'presente em logomarcas de empresas, imagens estampadas em folhetins e outras ilustrações' (TAMURA, 2016, p. 306).
- 2.2 Catacrese: 'A transposição do nome de uma coisa para outra, transposição do gênero para a espécie, ou da espécie para o gênero, ou de uma espécie para outra, por via de analogia' (ARISTÓTELES apud PEREIRA; BARBOSA, 2014, p.85)
- 2.3 Ambiguidade ou anfibologia: 'A anfibologia é uma forma de ambiguidade do sentido numa construção sintática' (CUMPRI, 2012, p. 136).
- 2.4 Sinestesia: A sinestesia é constatada quando há uma mistura de percepções sensoriais (FIORIN, 2014) como audição, tato, visão, olfato e paladar (TAMURA, 2016, p. 307).
- 2.4 Personificação ou prosopopeia: Concentração semântica que atribui vida a seres não humanos, irracionais ou inanimados (TAMURA, 2016, p. 307).
- 2.5 Gradação: '(…) pode ser entendida segundo a clássica definição da retórica que a define como uma figura de linguagem, onde os elementos se encontram ordenados de forma crescente ou decrescente' (VITALE, 2016, p. 45).

## 3 Temática

A construção discursiva permite criações verbais livres. De fato, segundo Bakhtin (1997), não há um limite para o número de gêneros discursivos existentes em uma língua, nem os potenciais vínculos entre eles. Porém, a temática pode restringir palavras, frases e enunciados em um dado discurso.

## 4 Contexto

Para Bakhtin, a linguagem só pode ser examinada no ato de produção do discurso (MOTTA-ROTH; SCHERER, 2016, 168). Esta abordagem nos permite entender que a linguagem é praxis e poeisis, faz parte das relações entre seres humanos e entre nós e a natureza. Portanto, o critério essencial da análise do discurso é a experiência humana e as relações dialéticas que os discursos estabelecem entre interlocutores e os objetos da comunicação. Aceitamos a síntese de Motta-Roth e Scherer (2016) de que o contexto de um discurso é 'constituído por planos comunicativos, presentes em situações de comunicação recorrentes e institucionalizadas na cultura de um grupo social' (HALLIDAY apud MOTTA-ROTH; SCHERER, 2016).

## 5 Interdiscursividade entre elementos verbais científicos e poéticos

Esta categoria surge de uma análise científica da poética da canção. Seu autor faz referências implícitas a fenômenos ópticos e à natureza da luz que constrõem as impressões multissensoriais elicitadas na letra. São referências implícitas porque não há presença verbal clara destes elementos científicos, porém, a partir do contexto, é possível aceitá-la e demonstrá-la na análise.

## Resultados

Os resultados das categorias 1, 2 e 5 são feitos abaixo, no Quadro 1. Em relação às categorias 3- Temática e 4 - Contexto, a análise possibilitou concluir que:

Temática: Nesta canção, a temática é a construção multissensorial para as cores e fenômenos ópticos, daí a presença verbal de nomes de cores, associações sinestésicas e efeitos luminosos.

Contexto: Encontramos que contexto da canção é único, porém, importante para entendermos a construção estilística: trata-se de uma viagem de trem nas primeiras horas da manhã. Muitos efeitos luminosos nestas horas do dia estão presentes, como a mudança das cores do céu e a presença da neblina matinal. O entra e sai de pessoas dos vagões, a relação entre a paisagem e o eu lírico, típicas de uma viagem de trem, bem como possíveis interações entre o eu lírico e outras pessoas são elementos que reforçam este contexto. Outra marca do contexto de uma viagem matinal de trem, é a presença crescente e gradativa da cor azul do céu.

Quadro 1: Análise da canção 'Trem das cores' (VELOSO, 1982).

A franja na encosta cor de laranja, capim rosa chá (1) O mel desses olhos luz, mel de cor ímpar (2) O ouro ainda não bem verde da serra, a prata do trem (3) A lua e a estrela, anel de turquesa (4) Os átomos todos dançam, Crianças cor de romã entram no

madruga, reluz neblina (5) vagão (6) O oliva da nuvem chumbo (7) ficando pra trás da manhã

(1) multissensorialidade: tato-paladarvisão; uso da catacrese em capim rosa chá ; contexto; fenômenos ópticos: refração atmosférica e reflexão luminosa. (2) multissensorialidade: paladar-visão; uso da sinestesia. (3) uso da sinestesia; contexto; fenômeno óptico: interdiscursividade poética e científica em prata do trem : reflexão luminosa. (4) contexto; uso da ambiguidade em a

lua e a estrela, uma vez que estrela pode ser o Sol ou o planeta Vênus, chamado de Estrela D'alva (….); uso

E a seda azul do papel que envolve a maçã (8)

As casas tão verde e rosa que vão passando ao nos ver passar (9) Os dois lados da janela E aquela num tom de azul quase inexistente, azul que não há Azul que é pura memória de algum lugar (10)

Teu cabelo preto, explícito objeto (11), castanhos lábios Ou pra ser exato, lábios cor de açaí (12)

E aqui, trem das cores, sábios projetos: Tocar na Central (13) E o céu de um azul celeste celestial (14)

da metáfora em anel de turquesa , aludindo ao céu.

(5) interdiscursividade poética e científica em os átomos dançam: natureza quântica da luz; contexto.

(6) uso da sinestesia; contexto;

fenômeno óptico: reflexão luminosa. (7) multissensorialidade: paladar-visão; uso da sinestesia.

- (8) multissensorialidade: tato-visão.
- (9) uso da personificação.
- (10) uso da sinestesia e da gradação em torno da cor azul; contexto.
- (11) uso da digressão.

(12) multissensorialidade: tato-paladar- visão.

(13) contexto: Central faz referência à estação terminal de trens na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

(14) uso da gradação em torno da cor azul; contexto; fenômeno óptico: refração atmosférica.

## Discussões

A presença das cores nas artes é uma das maiores demonstrações do caráter social, histórico e cultural delas em nossas vidas. As artes plásticas são, obviamente, a morada primeva das cores para além do mundo físico e científico, mas esta canção 'Trem das cores', de Caetano Veloso, de 1982, é um exermplo de que cor e luz não cabem apenas nos conceitos de pigmentos, abragendo poesia e música. Além disso, a linguagem humana construiu significados para as cores que extravazam estruturas semânticas-empíricas indissociáveis à percepção visual (CAMARGO, 2012).

Este trabalho busca contribuir para os desafios da inclusão de pessoas com deficiências visuais em aulas regulares. As dificuldades teórico-metodológicas para se produzir aulas inclusivas podem ser contornadas potencialmente na criatividade e na extensão nos diálogos entre ciência e arte, através da multissensorialidade e do uso de linguagens acessíveis.

Buscou-se evidenciar a presença da multissensorialidade na poética da canção. Podemos mostrar que, a partir de uma análise da estética verbal com raíz em fundamentos bakhtinianos, há uma interação entre discursos poéticos e científicos através de uma abordagem combinada entre os conceitos de cor, luz e fenômenos ópticos. É tal interação que faz de tais conceitos acessíveis a alunos com deficiência visual, uma vez que, de fato, o processo de suas significações é ininterrupto e multissensorial, baseado em associações e interconectado com as experiências sociais e culturais. Tal síntese está melhor expressada na linguagem humana.

## Agradecimentos e apoios

Agradecemos à Capes pelo apoio e financiamento da pesquisa.

## Referências

ARISTÓTELES. Arte poética . São Paulo: Martin Claret, 2006.

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

BIANCHI, C.; RAMOS, K.; BARBOSA-LIMA, M. C. Conhecer as cores sem nunca têlas visto . Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p. 147-164. 2016.

CAMARGO, E. P. Ensino de óptica para alunos cegos. Possibilidades. Curitiba: CRV, 2011.

CAMARGO, E. P.; NARDI, R. O emprego de linguagens acessíveis para alunos com deficiência visual em aulas de óptica . Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, Set.-Dez. 2008, v.14, n.3, p. 405-426.

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