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O ENSINO DE FÍSICA PARA ALUNOS COM E SEM DEFICIÊNCIA VISUAL: A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS ENVOLVENDO VETORES

Jaíne Mação Lordêlo, Tamires Christine Dias Rosa, Angelita Vieira De Morais

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XVIII
Ano
2020
Data
11/11/2020
Linha de pesquisa
Equidade, Inclusão, Diversidade E Estudos Culturais E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O ENSINO DE FÍSICA PARA ALUNOS COM E SEM DEFICIÊNCIA VISUAL: A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS ENVOLVENDO VETORES

## TEACHING PHYSICS TO STUDENTS WITH AND WITHOUT DEFICIENCY VISUAL: THE USE OF DIDACTIC RESOURCES INVOLVING VECTORS

## Jaíne Mação Lordêlo 1 , Tamires Christine Dias Rosa 2 , Angelita Vieira de Morais 3

- 1 Aluna do curso de licenciatura em Física da Universidade Federal do Espírito Santo - Alegre/ES, jainemacao@gmail.com
- 2 Aluna do curso de licenciatura em Física da Universidade Federal do Espírito Santo - Alegre/ES, tamires.christine.dias@gmail.com

3 Professora da Universidade Federal do Espírito Santo - Alegre/ES do Departamento de Química e Física (CCENS), angelitamvieira@yahoo.com.br

## Resumo

O presente artigo disserta sobre o tema de práticas inclusivas para o ensino de Física I, abordando a confecção e utilização de recursos didáticos acessíveis aos alunos com deficiência visual e videntes numa instituição pública de ensino superior. Os recursos didáticos foram construídos, com materiais de baixo custo e fácil acesso, e utilizados no decorrer de um projeto de ensino da Universidade Federal do Espírito Santo, campus de Alegre, intitulado 'O ensino de Física Básica para alunos com deficiência visual', no ano de 2017. Esse artigo apresenta os materiais confeccionados referentes ao conteúdo de vetores, que abordam especificamente a decomposição de vetores e o produto vetorial por meio da regra da mão direita. Após o uso e análise do material, foi possível verificar a contribuição positiva do mesmo no processo de ensino e aprendizagem. Os dados foram coletados por meio de relatórios e diários de campo dos alunos participantes e da coordenadora do referido projeto.

Palavras-chave : Educação inclusiva, ensino de Física, deficiência visual, recursos didáticos.

## Abstract

This article discusses the topic of inclusive practices for teaching Physics I, addressing the confection and use of educational resources accessible to visually impaired students and visionaries in a public higher education institution. The didactic resources were built, with low cost materials and easy access, and used during a teaching project at the Federal University of Espírito Santo, campus of Alegre, entitled 'The teaching of Basic Physics for students with visual impairment', in year 2017. This article presents the materials made regarding the content of vectors, which specifically address the decomposition of vectors and the vector product through the right hand rule. After the use and analysis of the material, it was possible to verify its positive contribution in the teaching and learning process. The data were

collected through reports and field diaries of the participating students and the coordinator of the referred project.

Keywords : Inclusive education, physics teaching, deficiency visual, didactic resources.

## Introdução

Ao longo da história do Brasil a educação especial se destacou pela baixa oferta de serviços e recursos financeiros. Desde a fundação do Instituto Benjamin Constant, em 1854, até os dias atuais as ações do Estado não condizem com a demanda (FRANCO, 2007).

Visando amparar, incluir e dar acessibilidade às pessoas com deficiência visual (DV), em 24 de outubro de 1989 a Lei 7.853 entra em vigor, garantindo integração ao mercado de trabalho e educação adequada ao DV. A Lei nº. 7853/89 se refere aos direitos e deveres das pessoas com deficiência assegurando que em todo o território nacional sejam realizadas ações para melhoria da qualidade de vida, saúde, educação, trabalho, lazer e inclusão dos mesmos.

A inclusão é um movimento educacional, mas também social e político que vem defender o direito de todos os indivíduos participarem, de uma forma consciente e responsável, na sociedade que fazem parte, e de serem aceites e respeitados naquilo que os diferencia dos outros. No contexto educacional, vem, também, defender o direito de todos os alunos desenvolverem e concretizarem as suas potencialidades, bem como de apropriarem as competências que lhes permitam exercer o seu direito de cidadania, através de uma educação de qualidade (FREIRE, 2008, p.5).

Ainda que seja possível constatar avanços na oferta de serviços destinados às pessoas com deficiência, é notável que essas pessoas ainda lutam para enfrentar as desigualdades sofridas e garantir sua inclusão educacional e social.

No âmbito educacional e na área de ensino de Física, Camargo (2005) ressalta os desafios enfrentados pelos alunos com deficiência visual. Segundo o autor, há pouca pesquisa na área, e consequentemente, pouco material produzido. Além disso, ressalta a falta de preparo do docente para lidar com situações envolvendo um aluno com DV.

Para que as necessidades decorrentes das limitações visuais não sejam ignoradas ou negligenciadas é necessário que o docente e todo corpo estudantil estejam atentos aos conceitos, gestos, atitudes e posturas a fim de rever as práticas convencionais, aceitar e reconhecer as diferenças como pontos positivos e de expressão natural das potencialidades humanas. 'Desta forma, será possível criar, descobrir e reinventar estratégias e atividades pedagógicas condizentes com as necessidades gerais e específicas de todos e de cada um dos alunos' (SÁ, CAMPOS, 2007, p. 13).

Com objetivo de auxiliar no processo de ensino e aprendizagem de alunos com DV, no que tange o ensino de Física I, por meio da construção de recursos didáticos acessíveis aos mesmos, foi desenvolvido um projeto de ensino na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES/Alegre), intitulado 'O ensino de Física Básica para alunos com deficiência visual'. O projeto envolveu quatro alunos

bolsistas, duas alunas do curso de Licenciatura em Física (alunas A e B) e dois alunos com baixa visão de outros cursos que possuíam Física como disciplina obrigatória (alunos C e D), além da coordenadora do mesmo.

Nesse artigo serão apresentados dois dos materiais que foram construídos no decorrer do projeto: 1- maquete tátil sobre decomposição de vetores e 2- Palitos 3D para a regra da mão direita.

Vale destacar que não existe a pretensão de apresentar aqui uma fórmula pronta para ensinar os conceitos físicos, mas apontar alguns caminhos levando em consideração as especificidades de cada aluno.

## Metodologia

O projeto 'O ensino de Física Básica para alunos com deficiência visual' foi dividido em duas etapas: 1- pesquisa, análise e construção de recursos didáticos 1 (1º semestre de 2017) e, 2- aplicação e divulgação dos materiais construídos (2º semestre de 2017).

Primeiramente foi realizado o levantamento de artigos sobre o ensino de Física e a deficiência visual, juntamente com a leitura e discussão das apostilas do Ministério da Educação, MEC, sobre o Atendimento Educacional Especializado, AEE, para conhecer previamente o assunto em questão.

No primeiro semestre do ano, após estudos e discussões, o projeto voltou-se para a confecção de alguns materiais. Um aluno com baixa visão do curso de Agronomia da UFES - Campus Alegre (aluno C) participou em conjunto na elaboração desses materiais alertando para os detalhes que passavam despercebidos pelos videntes envolvidos no projeto. Esse aluno, durante o processo de elaboração dos materiais, também destacou as dificuldades encontradas por ele quando cursou a disciplina de Física Básica em sua graduação, a fim de que os erros cometidos com ele não fossem repetidos.

Ao longo do segundo semestre ocorreu a aplicação do material didático confeccionado. Um dos alunos participantes do projeto (aluno D), com baixa visão, utilizou os materiais durante as aulas de Física I. À medida que o aluno precisava de outros recursos didáticos, os materiais iam sendo construídos. Logo, a construção do material se deu durante todo o projeto.

Os materiais foram elaborados após um estudo sobre construção de materiais didáticos para pessoas com DV. Desta forma, possuem as características destacadas por Sá e Campos (2007): estímulos visuais e táteis que atendam diferentes condições visuais, contraste de cor e texturas que seja agradável aos olhos e ao toque, tamanho adequado, fidelidade na representação, possuir relevo, resistente ao toque e manuseio constante, simples para manusear e não oferecer perigo aos alunos. Os objetos foram construídos com material de baixo custo, o que impossibilitou atender à recomendação referente à resistência do objeto. Logo, os recursos construídos, por terem sido feitos, em sua maioria, de isopor, cartolina e papel cartão, não oferecem muita resistência ao manuseio constante.

Além dos objetos que seriam utilizados durante as aulas (maquetes táteis), também foram confeccionadas pastas com as ampliações de desenhos, textos e gráficos que seriam necessários ao longo das aulas de Física I.

No decorrer do projeto foram construídos recursos didáticos de vários conteúdos relacionados à disciplina mencionada anteriormente, entretanto, um deles foi apontado pelo aluno C como um tema de difícil compreensão: vetores. A partir dessa colocação, o grupo envolvido no projeto se propôs a elaborar um material didático capaz de auxiliar no processo de ensino e aprendizagem desse conteúdo.

Após uma discussão entre os integrantes do projeto, optou-se por construir materiais que auxiliassem na compreensão da decomposição de vetores e do produto vetorial, com a regra da mão direita.

## Maquete tátil sobre decomposição de vetores

Para explicar a decomposição de vetores, foi confeccionada uma maquete tátil. Para indicar os eixos x e y foram utilizados palitos de churrasco pintados de branco para dar contraste com a cartolina preta, que cobria a prancha de isopor. Alguns números foram escritos ao longo dos eixos, também com tinta branca para dar o contraste necessário, conforme indica a Figura 1.

Figura 1 - Placa A para explicar decomposição de vetores.Fonte: Compilação do autor.

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O vetor foi desenhado num papel cartão branco e o ângulo em E.V.A. com cores e texturas diferentes. Dessa forma, o aluno poderia perceber o ângulo e a projeção do vetor para esse ângulo. Nesta placa foi utilizado um ângulo de 30°. A projeção do vetor também tinha outra cor e textura.

Para mostrar a decomposição do vetor, foi colado um barbante na ponta das três setas (vetor, componente x e componente y), a fim de demonstrar que na decomposição de um vetor não surgem dois novos vetores, trata-se apenas da projeção do vetor principal.

Uma outra placa foi confeccionada para que o aluno D pudesse utilizá-la em outras situações. Vários ângulos foram desenhados e colados na placa, dessa forma, era possível utilizar a placa pra diferentes angulações, não somente 30°, como indicado na Figura 2. Além disso, vetores de vários módulos, bem como as suas componentes, foram confeccionados em cartolina para representar outras configurações.

Figura 2 - Placa B para explicar a decomposição de vetores.Fonte: Compilação do autor.

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Vale ressaltar que os números foram escritos com tinta branca a fim de atender o aluno com baixa visão (aluno D). No caso de um aluno cego os números deveriam estar em Braille.

## Regra da mão direita - Palitos 3D

O produto vetorial é um conteúdo que muitos alunos manifestam dificuldade quando é apresentado pelo professor nas aulas de Física. Como o produto vetorial resulta em um terceiro vetor, é necessário determinar o sentido do mesmo e para isso é muito comum usar a 'regra da mão de direita'.

Com o objetivo de facilitar a determinação do sentido do vetor resultante, a equipe participante do projeto construiu um recurso que representa as dimensões x, y e z.

Muitos conteúdos podem se tornar acessíveis àqueles com DV por meio de ampliações e representações em placas de isopor, com relevo e textura, como no caso da decomposição de vetores. Como para regra da mão direita é necessário ter noção de espaço em três dimensões, para muitos alunos, essa representação no papel não ajuda muito.

Para trabalhar produto vetorial por meio da regra da mão direita foi utilizado três palitos de churrasco pintados com cores diferentes, no qual cada cor representava um eixo (x, y e z). Foi utilizada cola quente para que os três palitos ficassem unidos, formando ângulo reto entre eles. Como cada cor representava um eixo, o aluno com baixa visão (aluno D) poderia aplicar a regra da mão direita, movimentando a sua mão pelos eixos a fim de encontrar o sentido do vetor resultante. Na Figura 3 é possível visualizar o material confeccionado.

Figura 3 - Material utilizado para explicar a regra da mão direita.Fonte: Compilação do autor

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Foram construídos vários desses objetos. O material foi levado para a sala de aula durante a aula de Física I e apresentado para todos os alunos. A maioria deles manuseou o objeto e utilizou para aplicação da regra da mão direita. De acordo com Sá e Campos, alguns recursos didáticos 'se tornam significativos para alunos cegos ou com baixa visão mediante adaptações que são atraentes e eficientes também para os demais alunos' (Sá e Campos, 2007, p. 27).

## Resultados e Discussões

Os recursos didáticos foram construídos e utilizados nas aulas de Fundamentos de Física I, frequentada por alunos matriculados, em sua maioria, no curso de Engenharia Química. Um dos alunos, matriculados na disciplina e participante do projeto mencionado (aluno D), também utilizou e avaliou o material.

Cada pessoa que possui deficiência visual tem uma especificidade e, por isso, é importante conhecer a história visual do aluno (CAMARGO, 2012), quanto o ele enxerga, se algum dia já enxergou e como enxergou, se o aluno se sente desconfortável com alguma cor e contraste ou tem aversão a alguma textura, por exemplo. Os tamanhos, as texturas e os contrastes utilizados foram escolhidos pensando nas especificidades do aluno mencionado (aluno D), mas os materiais

podem ser adaptados e aperfeiçoados para que outros alunos que possuem deficiência visual também tenham acesso ao conhecimento científico.

Vale destacar que para posterior análise dos recursos construídos, foi solicitado ao aluno D, que apresentasse à coordenadora do projeto um relatório, constando os pontos positivos e negativos, de todos os recursos que foram construídos por meio do projeto e utilizados por ele. Vale destacar que a coordenadora e as alunas A e B possuíam um diário para anotarem questões relevantes do dia-a-dia do projeto.

No que tange a maquete tátil sobre a decomposição de vetores, o contraste e o tamanho dos números, que estavam sinalizados nos eixos, foram ideais para o aluno com baixa visão, de acordo com o relatório do mesmo. O aluno não apontou pontos negativos. De acordo com a professora responsável pela disciplina de Física I, poucos alunos da turma demonstraram interesse pelo material. Entretanto, alguns deles afirmaram terem compreendido melhor a decomposição de vetores por meio da maquete.

Quanto aos palitos 3D, a professora afirmou que a maioria dos alunos da turma preferiu utilizar o material nas questões para calcular os produtos vetoriais. Ainda segundo ela, o aluno D também demonstrou facilidade na utilização do recurso. O material em questão possuiu interface tátil-visual e foi capaz de promover a interação entre os discentes com e sem DV.

De maneira geral, o aluno D destacou que os materiais foram essenciais para ajudar não somente a ele, que possui baixa visão, mas todos os colegas da turma: 'Os materiais construídos foram de excelente ajuda, não só para mim que sou baixa visão, mas também para os colegas de turma videntes, pois os materiais fazem com que nós possamos ver e entender o conteúdo melhor'.

## Considerações Finais

O projeto 'O Ensino de Física Básica para alunos com DV' possibilitou a construção de diversos recursos didáticos relacionados aos conteúdos de Física I. Entretanto, o presente artigo apresenta apenas dois deles, que abordam o conteúdo de vetores.

No decorrer do projeto ficou evidenciado, por meio do relato da professora da disciplina e do aluno D, que os materiais apresentados aqui contribuíram no processo de ensino e aprendizagem do referido aluno e foram capazes de promover a interação entre ele e os demais colegas de sala, uma vez que muitos alunos utilizaram os materiais confeccionados.

A utilização desses recursos reforça que a Física pode ser acessível aos alunos com DV. Aliás, é necessário desvincular o 'conhecer' e o 'aprender' do 'ver'. O conhecimento/aprendizagem pode acontecer por meio dos outros sentidos. Muitos fenômenos físicos, vinculados às representações visuais, podem ser registrados por meio de outro tipo de percepção (CAMARGO, 2012). O tato, por exemplo.

Existe a necessidade de se investir em pesquisas relacionadas ao ensino de Física e a inclusão, a fim de que recursos possam se construídos, utilizados e divulgados, que a discussão sobre o assunto possa ser ampliada e que todos possam ter acesso ao conhecimento científico.

## Referências

ALVES, M. Características, elementos e importância do planejamento didáticopedagógico: uma revisão de termos e conceitos na área de Ensino de Ciências . 2018.130f. Dissertação (Mestrado em Química) - Instituto de Química, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo.

CAMARGO, Eder Pires de. O ensino de Física no contexto da deficiência visual: elaboração e condução de atividades de ensino de Física para alunos cegos e com baixa visão . Orientador: Prof. Dr. Dirceu da Silva. 2005. 285 p. Dissertação UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE EDUCAÇÃO, Campinas - SP - Brasil, 2005.

CAMARGO, E. P. Saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física. São Paulo, Editora UNESP, 2012. Disponível em: &lt; http://books.scielo.org/id/zq8t6/pdf/camargo-9788539303533.pdf&gt;. Acesso em: 23/08/19.

FRANCO, João Roberto; DIAS, Tárcia Regina da Silveira. A educação de pessoas cegas no Brasil. Revista Avesso do Avesso , [ s. l. ], v. 05, p. 74-81, Agosto 2007. Disponível em:

http://www.feata.edu.br/downloads/revistas/avessodoavesso/v5\_artigo05\_educacao. pdf. Acesso em: 21 jan. 2020.

FREIRE, Sofia. Um olhar sobre a inclusão. Revista da Educação , Santa Maria, v. XVI, n. 1, p. 5-20, 2008. DOI http://dx.doi.org/10.5902/19846444. Disponível em: https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/5299/1/Um%20olhar%20sobre%20a%20Incl us%C3%A3o.pdf. Acesso em: 21 jan. 2020.

SÁ, Elizabet Dias de; CAMPOS, Ilza Maria de; SILVA, Myriam Beatriz Campolina. Atendimento Educacional Especializado: Deficiência Visual. MEC , Brasília, p. 1-57, 2007. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee\_dv.pdf. Acesso em: 21 jan. 2020.

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